terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
Núcleo do Tempo do Ephemera - Livro-relógio S/D e S/A
Contribua para o Núcleo do Tempo do Ephemera - A memória do futuro faz-se com as memórias do passado e do eterno efémero presente.
Núcleo de Gastronomia do Ephemera - Ementa manuscrita - SD / SA
Contribua para o Núcleo de Gastronomia do Ephemera - a memória da mesa e dos sabores não se pode perder
Relógios & Canetas online Fevereiro - os Padres Relojoeiros
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
Relógios & Canetas online - edição de Fevereiro já disponível
Preparando exposição de relojoaria mecânica em Cascais, em 2021 - à procura de um exemplar de torre
José António Proença, Curador da Exposição, à esquerda, com Hermínio Nunes
Já aqui tínhamos falado de uma visita ao Museu do Relógio, em Serpa; e de outra, aqui, à colecção de um privado, tudo no âmbito dos preparativos para uma exposição sobre Relojoaria Mecânica que irá ocorrer em Março de 2021, na Casa Sommer, da responsabilidade da Câmara de Cascais, e cuja preparação estamos a assessorar. Hoje, fomos até à Marinha Grande, à oficina de um especialista na manutenção, restauro e fabrico de relojoaria grossa - Hermínio Nunes.
Depois de assegurada a presença de peças de relojoaria fina e média, é preciso escolher um exemplar de relojoaria grossa. A Exposição abarca a relojoaria mecânica desde o século XVII ao século XX. Negoceia-se actualmente a inclusão de um relógio do século XVIII, de gaiola, do acervo de Hermínio Nunes.
A figurar na exposição, o relógio será restaurado e terá acoplados dois sinos, para bater horas e quartos.
Hermínio Nunes, de quem temos falado nas nossas obras e também aqui, aqui, aqui ou aqui, tem a seu cargo a manutenção de vários relógios públicos nacionais, nomeadamente os do Arco da Rua Augusta e do Palácio da Pena. Nas imagens, Livro de Obra da intervenção efectuada pelo relojoeiro nesse exemplar.
Swatch Group cancela Time to Move 2020 devido ao coronavirus
O Swatch Group acaba de anunciar o cancelamento do evento Time to Move, que se iria realizar no início de Março, em Zurique, devido ao surto de coronavirus.
Se os eventos Watches & Wonders (Genebra, final de Abril) e Baselworld (Basileia, início de Maio), seguirem a mesma filosofia, pode ser o fim das grandes feiras internacionais de relojoria tal como as conhecemos desde há cerca de um século.
Aquando do problema com o SARS, em Hong Kong, em 2002, as autoridades suíças proibiram a entrada no país de visitantes oriundos daquele território e da China Continental que queriam nesse ano participar na Baselworld.
O comunicado do Swatch Group:
Considering the uncertainty related to the 2019-nCoV Coronavirus outbreak, and in order to guarantee the welfare of our guests, partners, and colleagues, Swatch Group has decided not to hold the Time to Move event, which should have taken place in Zurich from February 28 to March 2, 2020.
The Swatch Group Prestige brands will introduce their new products to the markets at a later stage during regional events, in order to prevent their partners to travel internationally in an insecure climate.
Your brand representatives will get in touch with you soon with further details.
Thank you for your understanding and valuable collaboration.
Best regards,
THE SWATCH GROUP LTD.
Nayla Hayek Chairwoman of the Board of Directors
Os relógios Christophe Claret no Relógios & Canetas online
Relógios & Canetas online Fevereiro - Editorial - Bolha relojoeira
Bolha relojoeira
Ninguém quer perder o combóio – os modelos de relógios vintage, a maioria de aço, têm duplicado, triplicado e até mais o seu preço em menos de dez anos, dada a forte procura vinda de mercados emergentes, sobretudo asiáticos. Há quem diga que “o aço Rolex subiu mais do que o ouro”, o que até é verdade para determinados modelos da marca da coroa. Agora, a Vicenzaoro, uma das principais feiras de ourivesaria da Europa, realizada na cidade italiana de Vicenza, abriu-se na sua edição 2020 a este fenómeno do vintage no pulso.
VO Vintage foi o espaço dedicado a este novo segmento de negócio, com debates e exposição de peças por parte de empresas especializadas.
Foram passados em revista os últimos 30 anos no sector, desde o final dos anos 1980, quando se começou a notar uma quebra no crescimento explosivo dos relógios japoneses de quartzo, mais baratos e fiáveis, e se iniciou um revivalismo face aos relógios tradicionais suíços, mecânicos, passando pelo fenómeno Swatch, que encarou o relógio como simples acessório de moda. Com a chegada dos anos 1990, surgiu a necessidade das novas gerações afirmarem a sua personalidade individual, procurando relógios de produção limitada ou peças vintage raras. Essa tendência manteve-se até hoje, acentuada pelas novas classes altas criadas em vários países asiáticos.
A tendência ecológica da reutilização dos objectos também influenciou esta ideia da aquisição de relógios em segunda mão. Grandes marcas e pontos de retalho entram cada vez mais no negócio da compra e venda de peças usadas, numa onda que alastra a todos os países.
A febre do vintage atingiu tais níveis que atraiu investidores puros, que pouco se interessam pelos relógios adquiridos, apenas vendo neles um meio de ganhar dinheiro a curto prazo. A Internet e as vendas online ajudaram a globalizar o fenómeno e há já quem fale numa bolha relojoeira, prestes a rebentar.
Este e outros milhares de relógios mostrados e explicados aqui, aqui ou aqui, no Relógios & Canetas online, a mais importante plataforma do seu género em língua portuguesa.
Meditações - a complicada relojoria do coração e do cérebro
- Que admirável máquina é o corpo do homem! pensava eu. Sem falar na complicada relojoria do seu coração e do seu cérebro, no bem apetrechado laboratório do seu estômago, e no observatório dominador dos seus olhos, de quantas coisas extraordinárias é capaz esse pequeno corpo que até anda!
Eugénio de Castro
Eugénio de Castro
domingo, 2 de fevereiro de 2020
Os relógios Armin Strom no Relógios & Canetas online
Edição de Fevereiro do Relógios & Canetas online já disponível
sábado, 1 de fevereiro de 2020
Os relógios Van Cleef & Arpels no Relógios & Canetas online
Calendário ou Retrato dos Meses, conjunto de pinturas do século XVI patente no Museu Nacional de Arte Antiga
No âmbito do programa Obra Convidada, o Museu Nacional de Arte Antiga mantém até 10 de Maio próximo a exposição de doze pinturas em madeira, do século XVI, representando os meses do ano, e que pertencem à Sé (hoje Concatedral) de Miranda do Douro.
O especialista em História de Arte, Professor Vítor Serrão, identificou a autoria desta obra - terá sido feita cerca de 1580, em Antuérpia, na oficina de Pieter Balten, artista flamengo que conviveu e trabalhou com um mais conhecido Brueghel, o Velho.
As doze tábuas de carvalho (medindo 281 x 213 mm cada) estavam na sacristia da Sé de Miranda e não tinham sido, até agora, estudadas com profundidade. O primeiro trabalho sobre o conjunto foi produzido em 2001 por António Rodrigues Mourinho. Segundo Vítor Serrão, elas são um dos exemplos raros em Portugal respeitante à Iconografia do Tempo. O conjunto, conhecido também por Calendário de Miranda, serve ainda para melhor conhecer a obra de Balten, referiu ele, que colaborou na sua investigação com especialistas holandeses do pintor. Um conjunto semelhante ao do calendário mirandês, também atribuído a Balten, encontra-se em Paris, numa colecção particular, que Vítor Serrão consultou, ajudando-o a decidir no processo de identificação do autor das tábuas em território transmontano.
Vítor Serrão produziu uma monografia sobre as doze tábuas flamengas - Os Retratos dos Meses da Sé de Miranda do Douro - Uma rara alegoria pintada em Antuérpia por Pieter Balten (PVP: 25€).
Neste tipo de pintura de género, cada um dos painéis tem uma figura a meio corpo, ora masculina, ora feminina, com os seus atributos a aludirem a um mês específico, "em estreita colaboração com a sua simbologia astrológica e com os aspectos mais característicos do trabalho agrícola correspondente".
"O tema é praticamente inexistente no panorama das artes do nosso país, o que aumenta a singularidade de um conjunto de pinturas como o da Sé transmontana", refere Vítor Serrão. Na monografia, o especialista debruça-se depois sobre cada um dos painéis, abordando a simbologia de cada um (os meses estão grafados, meio em latim, meio em flamengo, em cada uma das tábuas).
O Calendário fazia parte da Pinacoteca episcopal mirandesa. Não se sabe como chegou lá, mas foi das poucas obras, de um conjunto de 127 painéis, que chegou à actualidade, dado que 85% desse acervo desapareceu. Um conjunto completo, em muito bom estado, que foi mesmo assim restaurado, o Calendário de Miranda pode ser agora admirado em Lisboa.
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