(doação Judite Torgal Amaral)
quarta-feira, 29 de julho de 2026
terça-feira, 28 de julho de 2026
Eduardo Trigo (1933 - 2026)
Nascido na véspera do Natal de 1933, o transmontano Eduardo Trigo dividiu a sua vida por três grandes áreas – desporto, comunicação social e agricultura. Nos anos 1960, esteve na génese da Academia Olímpica Portuguesa e exerceu uma longa carreira dedicada à Educação Física. Nos anos 1980 foi Presidente da agência NP – Notícias de Portugal e do jornal Diário Popular; nos anos 1990 presidiu à Direcção-Geral de Comunicação Social e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. Reformado, dedicou-se à produção de azeite e vinho na propriedade há mais de dois séculos na família, a Quinta do Couquinho, em Horta da Vilariça, Torre de Moncorvo, de onde têm saído produtos nacional e internacionalmente premiados.
Mantivemos com ele, ao longo de décadas, uma relação de grande cordialidade e cumplicidade profissional, cimentada pelos breves anos da NP e continuada depois disso. O Professor Trigo, como era conhecido, ofereceu ao Arquivo Ephemera, por nosso intermédio, uma rica e vasta documentação sobre a sua actividade no Desporto, abrangendo os anos de 1940 a 1970; e na Comunicação Social, dos anos 1980 a 1990. Até sempre, Professor!
Os relógios Chanel no Relógios & Canetas online
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Os relógios Cartier no Relógios & Canetas online
Meditações - não reencontrei o tempo
Luís Quintais (excerto do poema O Voo Destrutivo do Tempo), NOCTURAMA, edição Assírio & Alvim, Lido aqui
domingo, 26 de julho de 2026
Os relógios Bulgari no Relógios & Canetas online
Coisas do Ephemera - quando Escoffier usou um mecanismo de relógio num banquete...
O sempre muito ativo Núcleo de Viana do Castelo do Ephemera acaba de recolher uma série de almanaques, portugueses, referentes ao final do século XIX e início do século XX. E que passam a estar à guarda do Núcleo do Tempo do maior arquivo privado do país.
Entre eles, o do jornal O Dia para o ano de 1906. Nele aparece um artigo, não assinado, onde se fala de Escoffier, o "Napoleão dos Cozinheiros".
Num dos parágrafos, faz-se referência a um mecanismo de relojoaria que Escoffier usou num banquete que deu em Inglaterra, em honra dos bombeiros franceses. No miolo de um bolo simulando uma casa tomada pelo fogo, esse mecanismo de relojoaria alimentava um sistema de autómato, e fazia movimentar pequenas figurinhas de bombeiros que, no final, distribuíram miniaturas de garrafas de champanhe pelos comensais.
Georges Auguste Escoffier (1846 – 1935) foi um chef francês que modernizou os métodos tradicionais da cozinha do seu país, baseando as suas técnicas no seu também famoso antecessor, Marie-Antoine Carême, um dos codificadores da alta cozinha gaulesa.
Escofffier, apelidado do almanaque de "Napoleão dos cozinheiros", era mais conhecido como "o rei dos cozinheiros e o cozinheiro dos reis", conceito que tinha já sido aplicado a Carême e que também foi empregue em relação ao seu contemporâneo Louis-François Cartier, apelidado de "rei dos joalheiros, joalheiro dos reis".
No almanaque, referência ainda para um banquete que Escoffier deu a Santos Dumont, um brasileiro que vivia em Paris por esta altura. Nele, o chef surpreendeu com uma Torre Eiffel feita de creme gelado. Pioneiro da aviação, Santos Dumont era amigo de Louis-François Cartier, que lhe fez um relógio de pulso, facilitando-lhe a consulta em voo, comparado com os relógios de bolso de então. O Santos é uma linha que a Cartier mantém. E provavelmente Cartier estaria nesse banquete...
O brilhantismo de Escoffier como chef foi forjado na guerra. Começou a trabalhar numa cozinha quando tinha apenas 13 anos. Em 1870, durante a Guerra franco-prussiana, foi nomeado Chede de Cozinha para o exército do Reno, em Metz, passando depois seis meses como prisioneiro de guerra, cozinhando para o capturado Marechal MacMahon e o seu Estado-Maior. Daí até "chefe de molhos" no Le Petit Moulin Rouge, foi um percurso feito a pulso, impondo regras e liderando as equipas como se fosse um chefe de brigada no meio de tachos e panelas...
Em 1884, Escoffier começou uma parceria com César Ritz, dono de vários hotéis, incluindo o Grand Hotel de Monte Carlo, Hôtel Ritz em Paris, e o Ritz Hotel em Londres. Inovou, criando um menu a preço fixo.
Inventor de receitas como o Pech Melba, para homenagear a soprano australiana Nellie Melba, ou o tornedó Rossini, em honra do compositor italiano Gioachino Rossini, Escoffier transformou as cozinhas, de espaços barulhentos, sujos e onde os cozinheiros iam bebendo à medida que trabalhavam, em zonas de disciplina, silêncio e limpeza absoluta. Tudo isto, organizado numa hierarquia paramilitar que chegou até hoje.
Le Guide Culinaire, um dos livros que escreveu, continua a ser uma bíblia da gastronomia ocidental e o seu legado é perpetuado através da rede internacional Disciples Escoffier, fundada em 1954. Em Portugal, a organização é presidida por Benoit Sinthon chef executivo do hotel The Cliff Bay, no duas estrelas Michelin Il Gallo D’Ouro.
Como coordenamos o Núcleo do Tempo do Ephemera, mas também o de Gastronomia, esta é uma história que atravessa dois mundos. Isto anda tudo ligado...
sábado, 25 de julho de 2026
Um relógio de cristal, 1908
Os relógios Breitling no Relógios & Canetas online
Relógios Zeppelin - vencedores do Grande Prémio de Relojoaria 2025, os prémios chegaram, finalmente
Como anunciámos atempadamente aqui, o Zeppelin Méditerranée ganhou nas categorias Masculino e Quotidiano (PVP inferior a mil euros) o Grande Prémio de Relojoaria 2025, iniciativa do Anuário Relógios & Canetas. A cerimónia ocorreu a 11 de Dezembro passado, coincidindo com uma greve geral. Isso não permitiu que os prémios tenham chegado a tempo. A pouco e pouco, vão sendo agora entregues. Na foto, Fernando Correia de Oliveira, Editor-Chefe do Anuário, entrega por estes dias os galardões a Jorge Pinheiro, Administrador da Sociedade de Relojoaria Independente, representante da Zeppelin em Portugal.
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