Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

quarta-feira, 3 de março de 2021

Janela para o passado - Excentricidades na comida, 1867


in Almanaque de Lembranças para 1867 (Núcleo de Gastronomia do Ephemera)


Relógios Gruen, 1949


Arquivo Fernando Correia de Oliveira

Os relógios Emporio Armani no Relógios & Canetas online

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Coisas do Ephemera - aC / dC - um ano de pandemia - memória e comunicação em ciência


 

Relógios & Canetas online Março - a relojoaria e a economia fractal

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Editorial

A economia fractal e a relojoaria

Fernando Correia de Oliveira

A relojoaria suíça precisa urgentemente de se reinventar, sob pena de desaparecer face à concorrência da China. O vaticínio é feito por Xavier Comtesse, economista e matemático genebrino, que antecipa um futuro com uma economia de tipo novo, composta por relocalizações e circuitos curtos.

Em entrevista recente, Comtesse fala dos efeitos da pandemia Covid-19 à escala global e diz: “Os chineses continuam a ser consumidores de produtos ocidentais, mas vão deixar de o ser, vão procurar cada vez mais produtos Made in China. Também encontramos essa tendência de vontade de consumo local na Europa”.

Há cada vez mais marcas chinesas no mercado do luxo, nomeadamente em relojoaria. “Elas dominam a tecnologia, o que lhes permite fabricar relógios tão complexos como os suíços. Por agora, falta-lhes apenas a imagem de qualidade”, diz Comtesse.

Depois, fala daquilo que apelida de “economia fractal”. Conceito matemático, o fractal pode traduzir-se como uma espécie de matrioskas, respeitando a coisas idênticas, mas em diferentes escalas e tamanhos.

A economia fractal é composta por três aspectos-chave:

“Primeiramente, a aplicação ao nível local de tecnologias desenvolvidas globalmente. É o caso das impressoras 3D, cujas aplicações permitem criar em pequena escala tecnologias avançadas. Depois, a cadeia de valor será mais curta. Muitos objectos que hoje compramos são produtos montados numa dezena de países diferentes, mas no futuro uma boa parte dessa produção será localizada. Por fim, a economia fractal comporta a noção de econ0omia circular e de reciclagem. A ideia geral será de produzir localmente e em séries mais reduzidas. O modelo económico do ‘glocal’ vai substituir a era do digital”.

Para Comtesse, o conceito de presencial morreu em 2020. Num mundo pós-pandémico, haverá o aumento do ensino à distância, do teletrabalho, da telemedicina e dos webinars. As novas ferramentas digitais explodiram com os confinamentos e a necessidade do encontro físico foi suprimido. Todos os novos hábitos irão permanecer. A curto prazo, a economia será mista, entre o presencial (economia vertical) e o digital (economia horizontal). Mas, num futuro mais próximo do que muitos pensam, a digitalização dará lugar ao fractal.

Meditações - O relógio da igreja está batendo

 QUE INSÔNIA!

 

Como faz frio neste quarto agora!

A chuva bate em cheio na vidraça.

E o relógio da igreja, de hora em hora,

Soa. Há passos na rua... E a ronda passa...

 

Não consigo dormir. Como demora

Esta vigília que me torna lassa!

Se abro um livro, não leio. E lá por fora

Chove. Há passos na rua... E a ronda passa...

 

Dormes? Não creio... Eu sei que estás velando,

Porque eu pressinto que, de quando em quando,

Vem o teu corpo fluídico e me enlaça.

 

O relógio da igreja está batendo.

São quatro horas... Que insônia! Está chovendo.

Ouço passos na rua... E a ronda passa.

 

Corina Rebuá

terça-feira, 2 de março de 2021

Janela para o passado - vinho Cordial Lusitano, 1866

Iconografia do Tempo 240 anos da Casa Pia ilustrados com aprendiz de relojoeiro


A Casa Pia de Lisboa fez 240 anos e a efeméride foi assinalada com uma lotaria. As fracções são ilustradas com um aluno do Curso de Relojoaria, único no país.  Em fundo, ferramentas de relojoaria, doadas pelo mestre Germano Silva, para um futuro Núcleo do Tempo na Casa do Cabeço.

Coisas do Ephemera - hoje, às 18h00 - aC / dC - um ano de pandemia

Assinala-se hoje um ano desde que foi detectado um caso de Covid-19 em Portugal. O Arquivo Ephemera, em parceria com o Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), tinha marcada uma exposição para assinalar o facto, mas ela foi adiada devido ao confinamento. Realizar-se-á logo que a situação de saúde pública o permita.

Mesmo assim, não se quis deixar de marcar a data. E vai hoje para o ar, às 18h00, no Facebook do Ephemera, um primeiro programa mostrando algum do material guardado respeitante à pandemia, e onde se explica a ideia que esteve por detrás da inicitiva - preservar a Memória e questionar a comunicação de Ciência em tempos excepcionais. O programa ficará depois também disponível no YouTub.

Mensalmente, até à realização da exposição aC / dC (antes e depois do Covid) no MUHNAC, serão produzidos outros filmes, mostrando aspectos específicos dela - os objectos (como uma colecção de centenas de máscaras), as palavras (os neologismos, em colaboração com o Ciberdúvidas) as ilustrações (o Covid tratado por Cristina Sampaio, André Carrilho ou João Vaz de Carvalho, entre outros), as músicas que a pandemia inspirou, ou os milhares de posts que, tal como o vírus, se foram espalhando pelo mundo digital - entre informação institucional, charge política ou puro humor...

Nas fotos a seguir, da autoria de Luís Pinheiro de Almeida, o making-of do primeiro filme, da autoria de Cláudio Ferreia e com música original que Fast Eddie Nelson criou para o Ephemera.





Os relógios De Witt no Relógios & Canetas online

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Meditações - Como pensar o futuro sem uma conjugação com o futuro?

Na verdade, vários estudos mostram a diminuição do conhecimento lexical e o empobrecimento da linguagem: não é apenas a redução do vocabulário utilizado, mas também as sutilezas linguísticas que permitem elaborar e formular pensamentos complexos.

 O desaparecimento gradual dos tempos (subjuntivo, imperfeito, formas compostas do futuro, particípio passado) dá origem a um pensamento quase sempre no presente, limitado ao momento: incapaz de projeções no tempo. […]

Como pensar o futuro sem uma conjugação com o futuro?

Como é possível captar uma temporalidade, uma sucessão de elementos no tempo, passado ou futuro, e sua duração relativa, sem uma linguagem que distinga entre o que poderia ter sido, o que foi, o que é, o que poderia ser, e o que será depois do que pode ter acontecido, realmente aconteceu?

Christophe Clavé


Relógios & Canetas de Março já disponível

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segunda-feira, 1 de março de 2021

Janela para o passado - em 1866, cravar dinheiro, desde que bem vestido...


Júlio César Machado in Almanaque de Lembranças para 1866 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Iconografia do Tempo - Bacalhau para todas as horas, Crónica Feminina Culinária, anos 1960


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Março


in Almanaque de Lembranças para 1866 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Março


in Almanaque Bertrand para 1900 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios De Bethune no Relógios & Canetas online

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Quando Março começava o ano


in Ver e Crer, Março de 1950 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)


Março no Calendário Celebração do Tempo

 

Meditações - Março


in Almanaque Ilustrado de Fafe para 1933, assinado Azedo, João Petisco e João Pisco

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Janela para o passado - Mafra, 1953

A relojoaria suiça em 1900


Artigo sobre a história e o estado da relojoaria suíça, in La Famille, Lausanne, 1902 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)





Os relógios Christophe Claret no Relógios & Canetas online


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Meditações - a tempo entrei no tempo

A tempo entrei no tempo, 

Sem tempo dele sairei:

Homem moderno,

Antigo serei.

Evito o inferno

Contra tempo, eterno

À paz que visei.

Com mais tempo

Terei tempo:

No fim dos tempos serei

Como quem se salva a tempo.

E, entretanto, durei.

 

Vitorino Nemésio in O Verbo e Morte, 1959

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Janela para o passado - Panair do Brasil, 1953

A experiência do Pêndulo de Foucault, 1902


O Pêndulo de Foucault no La Famille, Lausanne, 1902 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

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Meditações - Não dá tempo para que tempo haja no mundo

Cronologia
 
Escasso é o tempo d’um tempo que não se tem,
Esse tempo em que não há tempo para se ser
O que o tempo com algum tempo pretender
E muito mais que desse tempo houver também.
Sendo pouco, o tempo para o tempo que vem
Semelha curto por rarear tempo para se ver
Que há mais tempo que o que o tempo quer crer
Para aquele cujo tempo é tratado com desdém.
Conclui-se, então, que há tempo para tudo,
Até para o que não dá ao tempo um segundo
Para se conseguir mais tempo neste entrudo,
Nesta vida cujo tempo é do tempo oriundo,
Temporal criação do homem, mas que, contudo,
Não dá tempo para que tempo haja no mundo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Janela para o passado - Hanomag, 1953

AC / DC – ANTES E DEPOIS DO COVID – UM ANO DE PANDEMIA (TRANSMISSÃO EM DIRECTO, TERÇA-FEIRA, 2 DE MARÇO DE 2021) – COLABORAÇÃO EPHEMERA – MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA

Assinala-se a 2 de Março um ano sobre o primeiro caso detectado de Covid-19 em Portugal. O Arquivo Ephemera, em colaboração com o Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) tinha marcado para esse dia uma exposição com material recolhido ao longo destes 12 meses, no país e no estrangeiro, focando os objectos, as novas palavras, as referências nas plataformas digitais ligados à pandemia. Mas o confinamento obrigou a adiar essa iniciativa. Isso não impede que se assinale o 2 de Março. 

Diz o Ephemera:

"Assim, na próxima terça-feira vamos estar ao vivo, num dos nossos armazéns do Barreiro, respeitando todas as regras de segurança sanitária, num evento que servirá para mostrar algum do material já recolhido, explicar o objectivo da exposição – preservar a memória de um evento que modificou o quotidiano de todos, pensar a forma como se fez ou deverá fazer, nestes casos, comunicação em Ciência.

A exposição aC / dC no MUHNAC ocorrerá logo que seja possível. Mas até lá, vamos levar até si, todos os meses, uma vez por mês, exemplos do material que foi sendo recolhido, numa espécie de making off do evento agora adiado".

Terça-feira, às 11h00 – aC / dC – Um ano de pandemia – Na página do Ephemera no Facebook, e depois no YouTube. E nas restantes plataformas digitais, não só do Ephemera, como do MUHNAC.

Novidades relógios Montblanc - 1858 Monopusher Chronograph Origins Limited Edition 100

A primeira novidade de 2021 da manufactura Montblanc, apoiada no rico espólio da Minerva, marca hoje pertencente ao seu universo e que nos anos 1930 e 1940 dominou no mundo dos cronógrafos.

O Montblanc 1858 Monopusher Chronograph Origins Limited Edition 100 é uma reedição de um cronógrafo militar mono-botão produzido nos anos 1930, e então equipado com um calibre produzido inicialmente para relógios de bolso, o 19-09CH (imagem em baixo).


O Montblanc 1858 Monopusher Chronograph Origins Limited Edition 100 é um cronógrafo mono-botão de carga manual, com roda de colunas. Tem caixa de 46 mm, de uma liga especial de bronze. Fundo de titânio, com tampa "officer", gravada dos dois lados - a deusa Minerva num, a frase “Ré-édition du chronographe militaire Minerva des années 1930 doté d’un calibre fait main dans la pure tradition horlogère Suisse” noutro. Mostrador lacado preto. Certificado de qualidade Montblanc Laboratory Test 500-. Limitado a 100 exemplares.
 


Os relógios Breitling no Relógios & Canetas online


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Iconografia do tempo - ampulheta


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)