Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

sábado, 23 de outubro de 2021

Memorabilia - relógios da extinta revista Relógios & Jóias

Doação João Santos para o Núcleo do Tempo da Casa do Cabeço

Meditações - Outono

Automne

Le vent tourbillonnant, qui rabat les volets,

Là-bas tord la forêt comme une chevelure.

Des troncs entrechoqués monte un puissant murmure

Pareil au bruit des mers, rouleuses de galets.

 

L’Automne qui descend les collines voilées

Fait, sous ses pas profonds, tressaillir notre coeur ;

Et voici que s’afflige avec plus de ferveur

Le tendre désespoir des roses envolées.

 

Le vol des guêpes d’or qui vibrait sans repos

S’est tu ; le pêne grince à la grille rouillée ;

La tonnelle grelotte et la terre est mouillée,

Et le linge blanc claque, éperdu, dans l’enclos.

 

Le jardin nu sourit comme une face aimée

Qui vous dit longuement adieu, quand la mort vient ;

Seul, le son d’une enclume ou l’aboiement d’un chien

Monte, mélancolique, à la vitre fermée.

 

Suscitant des pensers d’immortelle et de buis,

La cloche sonne, grave, au coeur de la paroisse ;

Et la lumière, avec un long frisson d’angoisse,

Ecoute au fond du ciel venir des longues nuits…

 

Les longues nuits demain remplaceront, lugubres,

Les limpides matins, les matins frais et fous,

Pleins de papillons blancs chavirant dans les choux

Et de voix sonnant clair dans les brises salubres.

 

Qu’importe, la maison, sans se plaindre de toi,

T’accueille avec son lierre et ses nids d’hirondelle,

Et, fêtant le retour du prodigue près d’elle,

Fait sortir la fumée à longs flots bleus du toit.

 

Lorsque la vie éclate et ruisselle et flamboie,

Ivre du vin trop fort de la terre, et laissant

Pendre ses cheveux lourds sur la coupe du sang,

L’âme impure est pareille à la fille de joie.

 

Mais les corbeaux au ciel s’assemblent par milliers,

Et déjà, reniant sa folie orageuse,

L’âme pousse un soupir joyeux de voyageuse

Qui retrouve, en rentrant, ses meubles familiers.

 

L’étendard de l’été pend noirci sur sa hampe.

Remonte dans ta chambre, accroche ton manteau ;

Et que ton rêve, ainsi qu’une rose dans l’eau,

S’entr’ouvre au doux soleil intime de la lampe.

 

Dans l’horloge pensive, au timbre avertisseur,

Mystérieusement bat le coeur du Silence.

La Solitude au seuil étend sa vigilance,

Et baise, en se penchant, ton front comme une soeur.

 

C’est le refuge élu, c’est la bonne demeure,

La cellule aux murs chauds, l’âtre au subtil loisir,

Où s’élabore, ainsi qu’un très rare élixir,

L’essence fine de la vie intérieure.

 

Là, tu peux déposer le masque et les fardeaux,

Loin de la foule et libre, enfin, des simagrées,

Afin que le parfum des choses préférées

Flotte, seul, pour ton coeur dans les plis des rideaux.

 

C’est la bonne saison, entre toutes féconde,

D’adorer tes vrais dieux, sans honte, à ta façon,

Et de descendre en toi jusqu’au divin frisson

De te découvrir jeune et vierge comme un monde !

 

Tout est calme ; le vent pleure au fond du couloir ;

Ton esprit a rompu ses chaînes imbéciles,

Et, nu, penché sur l’eau des heures immobiles,

Se mire au pur cristal de son propre miroir :

 

Et, près du feu qui meurt, ce sont des Grâces nues,

Des départs de vaisseaux haut voilés dans l’air vif,

L’âpre suc d’un baiser sensuel et pensif,

Et des soleils couchants sur des eaux inconnues…

 

Magny-les-Hameaux, octobre 1894.

Albert Samain, Le chariot d’or

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Iconografia do tempo

 

Os relógios H. Moser & Cie. no Relógios & Canetas online


Acompanhe aqui ou aqui as novidades. Milhares de relógios mostrados na maior plataforma do seu género em língua portuguesa.

Janela para o passado - BPN, 2007

Memorabilia - estojo, bloco-notas e caneta Longines

Doação João Santos para o Núcleo do Tempo da Casa do Cabeço

Daniel Sampaio apresentou Diário dos Dias da Peste, de José Pacheco Pereira e outros Ephemeros

Depois do Porto, foi a vez da apresentação, ontem, em Lisboa, do livro Diário dos Dias da Peste, de José Pacheco Pereira e outros Ephemeros, edição Tinta da China.

A apresentação decorreu no Anfiteatro de Química do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, na Rua da Escola Politécnica, no âmbito da exposição que a Associação Cultural Ephemera mantém até 21 de Novembro naquele espaço, dedicada à pandemia - aC / dC - Tempos de Pandemia.


Como explica José Pacheco Pereira:

Durante vários meses de 2020 e 2021, correspondendo aos períodos mais duros do confinamento da pandemia de COVID19, o ARQUIVO EPHEMERA enviou aos membros da Associação Cultural Ephemera uma mensagem diária sobre os fundos do arquivo. Para além de pretendermos distrair — objectivo não irrelevante nesses dias cinzentos, solitários e de medo —, queríamos também mostrar a diversidade dos fundos e o trabalho colectivo do seu tratamento, usando exemplos do que por cá está, tratados por quem cá está.

[…] Devemos recordar por uma razão (a mesma por que a memória nos deveria servir todos os dias): no passado, em várias ocasiões, a humanidade já passou pela experiência da praga, e em muitos aspectos aprendeu sempre pouco com a história.

Os ‘ephemeros’ sabem isso bem, porque vivem no meio das ruínas do tempo. Nestes dias, partilhamos essa habitação com os nossos amigos.

O psiquiatra Daniel Sampaio, ele próprio vítima do vírus SARS-CoV-2 (regista isso no livro Relato de um Sobrevivente), sentado no Anfiteatro de Química, recordando o ano de 1965, quando ali teve aulas, enquanto estudante de Medicina e no local funcionava a Faculdade de Ciências.

O psiquiatra apresentou o Diário dos Dias da Peste. Na mesa, da esquerda para a direita, Bàrbara Bulhosa (Tinta da China); Daniel Sampaio; Judite Alves, Subdirectora do Museu de Ciência; José Pacheco Pereira, fundador do Arquivo Ephemera.





Depois da apresentação do livro (a próxima será em Coimbra, já no domingo, e a cargo de Luís Reis Torgal, seguindo-se Viseu, na sexta-feira, 29), houve uma visita à exposição aC / dC* - Tempos de Pandemia *antes e depois do Covid, feita com material recolhido pelo Ephemera em Portugal e no estrangeiro.



O Diário dos Dias da Peste contém, na sua maioria, textos de José Pacheco Pereira, mas há uns tantos que são da autoria de outros voluntários do Ephemera. Pelo nosso lado, a antologia inclui dois. Ambos do Núcleo de Gastronomia do Arquivo, um dos que coordenamos (o outro é o dedicado ao Tempo).

Receita de arroz à valenciana, 1891

Esta receita é para o Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor António de Castro 1891.

Receita do Arroz à Valenciana

Faz-se um estrugido de cebola picada, muito loira, mas não queimada, pode levar qualquer ave assada, por exemplo galinha, frango, pato, etc., presunto cozido, hortaliças, ervilhas, couve-flor, favas, pimentões, tomates,

Deita-se tudo no estrugido, em seguida deita-se o arroz, e dão-se-lhe algumas voltas até que tome bem a cor, depois leva a água, mas sempre o dobro, se levar 2 xicaras de arroz deve levar 4 de água, se for pouca porção leva 5 ou 10 reis de açafrão, torra-se primeiro e depois mói-se, e desfaz-se em água, deita-se no arroz; deve levar 20 minutos a cozer, estando quase seco, tira-se do lume e mete-se no forno a tomar cor.

Fim

Assinatura ilegível

Texto para o Ephemera Diário

Começa agitado o ano de 1891 em Portugal. A 31 de Janeiro, e em ambiente ainda influenciado pela questão do Mapa Cor de Rosa e do Ultimato Inglês do ano anterior, ocorre no Porto o primeiro movimento revolucionário que teve por objectivo a implantação do regime republicano em Portugal. Meses depois, o país declara falência parcial, Reinava D. Carlos.

Esta receita chegou ao Arquivo Ephemera num espólio oriundo de Viana do Castelo, mas nada mais se sabe sobre ela para além do que lá está escrito. Datada de 1891, é dirigida ao “Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor António de Castro” e tem autor com assinatura ilegível.

O arroz à Valenciana, a paella, é hoje um dos ícones da gastronomia espanhola. Contrariamente ao que se poderia pensar, a receita original não leva marisco. Nesta versão “portuguesa” de 1891 respeita-se a regra e não aparece nela peixe ou marisco. A palavra “paella” deriva do valenciano e significa “sertã”. O étimo é latino (patella). Trata-se de uma frigideira larga, de duas pegas.

Para os investigadores culinários, a paella “é uma união entre os romanos, que trouxeram o recipiente, e os mouros, que trouxeram o plantio do arroz e do açafrão para a Península”.

Durante a Guerra Civil de Espanha, o lado revoltoso tinha ordem para disparar contra os soldados (independentemente do lado a que pertencessem) que estivessem a fazer uma paella a céu aberto nas zonas desmilitarizadas. A razão: Valência permaneceu leal à Segunda República.

Menus de ida e volta

Do espólio do Núcleo de Gastronomia do Arquivo Ephemera

Ementas dos navios Vera Cruz e Niassa, enquanto navios requisitados pelo Exército para o transporte de tropas, no âmbito da Guerra Colonial Portuguesa (1961 – 1974)

O Vera Cruz, de construção belga, pertenceu à Companhia Colonial de Navegação (1922 – 1974) e esteve no activo desde 1952 a 1973. Foi adquirido ao abrigo do célebre Despacho 100 (reorganização da marinha mercante portuguesa, sob a égide de Américo Tomás, então Ministro da Marinha e futuro Presidente da República).

Último navio a entrar ao serviço ao abrigo desse Despacho, em 1955, igualmente de construção belga, o Niassa pertencia à Companhia Nacional de Navegação (1881 - 1985). Esteve no activo até 1978.

Os paquetes mais requisitados na ligação a África foram o Vera Cruz, o Niassa, o Lima, o Império e o Uíje. O Niassa foi o primeiro paquete afretado como transporte de tropas e de material de guerra, por portaria de 4 de Março de 1961, mas seria o Vera Cruz a fazer mais viagens, chegando a realizar 13 num ano.

As ementas dizem respeito a uma viagem de Lisboa a Lourenço Marques (Maputo), no Vera Cruz, em 1968; e a outra, no Niassa, em 1970, presumivelmente de Lourenço Marques para Lisboa. Como chegaram ao Ephemera no mesmo espólio, contam a ida e volta de um militar português que cumpriu uma “comissão de serviço” no então Ultramar.

As ementas do Vera Cruz referem a sucessão de almoços e jantares que vão de 25 de Julho a 9 de Agosto de 1968. No Jantar de Despedida, de 7 de Agosto, está escrito à mão que a chegada a Lourenço Marques se deu no dia seguinte. No verso de um dos cartões, apontamentos de uma partida de King…

Quanto ao Niassa, há mais pormenores: O Capitão de Bandeira (militar que co-comandava o navio fretado pelo Exército), Capitão-Tenente Manuel Jorge Marques Freire Bandeira Duarte (falecido em 2017, no posto de Comandante de Mar e Guerra), e o Comandante do N/M “Niassa”, José Henrique Gomes Vilão (filho de um embarcadiço de Ílhavo, da campanha do bacalhau) e seus Oficiais, ofereceram no Sábado, 12 de Setembro de 1970, um jantar de despedida “às Forças Militares que regressam à Metrópole”.

Dois meses depois, quando se preparava para mais uma viagem de transporte de tropas, o Niassa foi um dos alvos dos explosivos da ARA – Acção Revolucionária Armada, grupo clandestino ligado ao Partido Comunista Português. Nesse 20 de Novembro, a ARA atacou ainda a Escola da DGS (polícia política) e o Centro Cultural Americano.

Meditações - The TV, sofa, clock and room

The Here-and-Now demands attention, is more present to us. We dismiss the inner world of our ideas as less important, although most of our immediate physical reality originated only in the mind. The TV, sofa, clock and room, the whole civilization that contains them once were nothing save ideas. 

Alan Moore, in What Is Reality?

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Os relógios Frederique Constant no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - Toyota, 1999

Memorabilia - passe para entrada na festa relógios Breitling, Baselworld 2017

Doação João Santos para o Núcleo do Tempo da Casa do Cabeço

J. J. Pereira Lda Fornituras e Relógios, Lisboa (SD)


Contribuição de João Vinhas

Meditações - the clock is ticking

You have to cherish things in a different way when you know the clock is ticking, you are under pressure.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Os relógios Fonderia no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - BPA, 1999

Memorabilia - porta-cartões relógios Swatch

Doação João Santos para o Núcleo do Tempo da Casa do Cabeço

Iconografia do tempo

Suíça exportou em Setembro menos 300 mil relógios

 
A Suíça exportou em Setembro menos 300 mil relógios, sobretudo do segmento mais barato, continuando uma tendência que ocorre desde há vários anos.

Em Setembro, e por valor, registou-se um aumento de 3,1 por cento face a Setembro de 2019 (comparação que faz sentido, devido ao confinamento mundial de 2020). No acumulado, e também cotejando com 2019, o aumento em valor foi de 1,2 por cento.

Quanto a Portugal, 29º mercado de destino dos relógios suíços, em valor, registou em Setembro uma quebra de 28,9 por cento face a mês homólogo de 2019 e, mais significativo, uma quebra de 43,2 por cento no acumulado dos 3 primeiros trimestres, ainda comparando com há dois anos.

Meditações - the community clock

The ordinary citizen today assumes that science knows what makes the community clock tick; the scientist is equally sure that he does not.

Aldo Leopold, in A Sand County Almanac, 1949

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Os relógios Edox no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - BCP, 1999

Relógios "esquisitos" procuram-se... para exposição

O Museu do Relógio irá desenvolver uma exposição de relojoaria inédita em Portugal… irão estar em destaque relógios que de uma forma ou de outra tenham uma identidade ímpar, uma forma diferente de nos dar as horas, que retratem uma sátira política ou social, ou seja, que sejam o que os franceses chamam de "exquisite"!

Esta exposição temporária visa reunir até duzentos relógios de bolso, pulso ou de mesa… todos cedidos temporariamente por colecionadores, instituições e, claro, “Amigos do Museu”. Com esta exposição democrática e sem qualquer intuito comercial (sem qualquer patrocínio de marcas ou importadores), pretende-se “premiar” todos os relógios e os seus proprietários na participação desta iniciativa.

Tem um relógio EXQUISITO? Candidate-o à exposição! Envie 1/2 fotos e breve descrição até 31 Outubro para: museudorelogio.evora@gmail.com

Entrega/ Envio dos relógios de 1 a 30 Novembro para inventariação, museografia e fotografia.

A exposição decorre de 10 a 31 de Dezembro, no pólo de Évora do Museu. E de 7 a 22 de Janeiro, na sede da instituição, em Serpa.

Memorabilia - porta-moedas relógios Tissot


 Doação João Santos para o Núcleo do Tempo da Casa do Cabeço

Iconografia do tempo

Meditações - like a well-oiled clock

At the end of the season of sorrows comes the time of rejoicing. Spring, like a well-oiled clock, noiselessly indicates this time.

Roger Zelazny, in Passion Play (1962)

domingo, 17 de outubro de 2021

Apresentação do livro Diário dos Dias da Peste – 21 de Outubro, no Museu de Ciência


No âmbito da exposição aC / dC Tempos de Pandemia, que o Arquivo Ephemera apresenta até 21 de Novembro no Museu de História Natural e da Ciência (MUHNAC), em Lisboa, ocorre na próxima quinta-feira, 21 de Outubro, pelas 18h00, a apresentação do livro Diário dos Dias da Peste, editado pela Tinta da China e da autoria de José Pacheco Pereira “e outros Ephemeros”, nos quais nos incluímos.

A apresentação será feita pelo psiquiatra Daniel Sampaio, no Anfiteatro de Química do Museu, seguida de visita à exposição.

O acesso é livre, assegurando as regras sanitárias nessa altura em vigor para o espaço do MUHNAC.

Diário dos Dias da Peste

Durante vários meses de 2020 e 2021, correspondendo aos períodos mais duros do confinamento da pandemia de COVID19, o ARQUIVO EPHEMERA enviou aos membros da Associação Cultural Ephemera uma mensagem diária sobre os fundos do arquivo. Para além de pretendermos distrair — objectivo não irrelevante nesses dias cinzentos, solitários e de medo —, queríamos também mostrar a diversidade dos fundos e o trabalho colectivo do seu tratamento, usando exemplos do que por cá está, tratados por quem cá está.

[…] Devemos recordar por uma razão (a mesma por que a memória nos deveria servir todos os dias): no passado, em várias ocasiões, a humanidade já passou pela experiência da praga, e em muitos aspectos aprendeu sempre pouco com a história.

Os ‘ephemeros’ sabem isso bem, porque vivem no meio das ruínas do tempo. Nestes dias, partilhamos essa habitação com os nossos amigos.

— JOSÉ PACHECO PEREIRA

Os relógios Doxa no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - Vinalda, 1999

Memorabilia - porta-cartões de visita relógios Breguet


 Doação João Santos para o Núcleo do Tempo da Casa do Cabeço

Iconografia do Tempo


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)


Os 140 anos da Seiko comemorados no restaurante japonês mais exclusivo de Lisboa

A Seiko, manufactura nipónica fundada em 1881 em Tóquio por Kintaro Hattori, está a comemorar 140 anos. A Certora, representante da marca na Península Ibérica, organizou um almoço para seis convidados, no Kanazawa, na zona ribeirinha de Lisboa. Um evento exclusivo de uma marca cada vez mais exclusiva, no restaurante japonês mais exclusivo da cidade - só tem oito lugares, todos ao balcão. Domo Arigato Go Sai Masta Certora!

De seguida, um portefólio do evento, de trás para a frente, desconcertante, como um bom koan zen..., filosofia em que fomos iniciados há muitos, muitos anos pelo mestre Georges Sttobaerts. Começemos pois pelo final, a sobremesa, e avancemos até ao amuse bouche que foi o tiro de partida do excelente menu degustação (para nós, sempre ligeiramente braseado, que somos mais adeptos de tempura...)

Explica-nos o próprio Kanazawa:

Com um menu kaiseki único, que respeita os rigorosos conceitos nipónicos, e apenas oito lugares ao balcão, o Kanazawa apresenta-se como o restaurante japonês mais exclusivo de Lisboa. Paulo Morais, o chef português mais especializado em cozinha oriental, é o chef e proprietário do restaurante. A cozinha Kaiseki, equivalente ao ‘fine dining’ ocidental, exprime, através de um menu de degustação, a estação e o lugar onde se encontra, sendo as técnicas de confecção e a apresentação dos pratos absolutamente rigorosas. Os clientes são sempre recebidos pelo chef que, à sua frente, lhes prepara o menu escolhido, enquanto explica cada prato pormenorizadamente, de modo a que consigam entender o que estão a comer, de onde vem e o porquê de ser servido assim. A apresentação do prato é meticulosamente pensada, mais uma vez respeitando o conceito japonês: a loiça escolhida, o empratamento elegante, a atenção ao detalhe, reflectindo a arte minimalista nipónica.

Paulo Morais explica os vários elementos que irão servir para o sushi



Em cima, os representantes da Certora, à direita, com alguns dos convidados


Em cima, os restantes convidados. Em baixo, o fondue japonês












Miguel Rodrigues, da Certora, dá as boas-vindas ao grupo de convidados e explica a estratégia da marca, que pretende ser cada vez mais exclusiva, reduzindo pontos de venda e avançando para a divulgação da sua marca autónoma topo de gama, Grand Seiko.






Em baixo, algumas das edições especiais, limitadas, comemorativas dos 140 anos da Seiko





Com apenas 21 anos, Kintaro Hattori abriu uma loja de venda e reparação de relógios, no centro de Tóquio. Onze anos depois, em 1892, fundou a fábrica Seikosha. A Seiko foi a introdutora do relógio de pulso de quartzo, o Astron, no final de 1969 (ver aqui, aquiaqui). Portugal, que influenciou a cozinha tradicional japonesa, introduzindo nela o polme, e que daria lugar à técnica tempura (palavra que vem do português - tempero), também foi resposnável pela introdução no país da relojoaria mecânica (ver aqui). A tecnologia híbrida Spring Drive (calibres automáticos que geram electricidade e, com ela, alimentam o orgão regulador de quartzo), a alimentação de calibres de quartzo por energia solar ou os relógios conectados com acerto da hora por GPS são alguns dos avanços tecnológicos introduzidos pela Seiko ao longo dos seus 140 anos de existência. Seguindo o mote de Kintaro Hattori - "Sempre um passo à frente dos restantes".