Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Relógios & Canetas online Maio


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Memorabilia - termo relógios Cyrus

Meditações - pesado, o tempo corria...

Jantar de festa, Matilde Rosa Araújo, in Almanaque, Setembro de 1960 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)


domingo, 3 de maio de 2026

Há 50 anos - Omega Speedmaster Mack IV, comprado na Ourivesaria Portugal, Lisboa


   

Janela para o passado - Milo, 1957

Humor relojoeiro - um parafuso a mais...


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Os relógios Louis Moinet no Relógios & Canetas online


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Memorabilia - perfume relógios Chanel

Há 50 anos - a compra de um Omega Speedmaster Mark IV na Ourivesaria Portugal

A 3 de Abril de 1976, um sábado, comprávamos na Ourivesaria Portugal, ao Rossio, em Lisboa, o primeiro relógio com o nosso próprio dinheiro - um Omega Speedmaster Mark IV, cronógrafo automático com data e submostrador de 24 horas, que mantermos. Os 9.600 escudos que nos custou equivaliam a 3 salários líquidos, dos que ganhávamos como jornalista na Agência de Notícias ANOP.


Na altura, a Omega era representada pela A. Moura Ltda., empresa que, após 100 anos na Praça da Figueira, encerrou atividade, doando o seu acervo ao Núcleo do Tempo do Arquivo Ephemera, que coordenamos.



Quanto à Ourivesaria Portugal, também ela fechou portas, com algum do seu espólio a ser igualmente oferecido pela família Macedo e Cunha ao maior arquivo privado do país.


Meditações - pronunciar a palavra "relógio"

Relógio

Pronuncia a palavra como quem lentamente a desmontasse – cada sílaba um segundo 

Ela nomeia o pequeno maquinismo do tempo divisível onde um rosto invisível te contempla a cada sílaba 

Até chegar a hora em que te cansas de ver de ouvir e de falar.

João Pedro Mésseder

sábado, 2 de maio de 2026

Janela para o passado - Nido, 1956

Humor relojoeiro - a waist of time


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Os relógios Laurent Ferrier no Relógios & Canetas online


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Memorabilia - caixa de bolachas relógios Hermès


Meditações - garantir que o presente é rico em eventos, novidades e aprendizagens

Quem é que nunca sentiu que o tempo custa a passar quando se está à espera de alguma coisa? Os minutos têm sempre a mesma duração — tal como as horas, os dias e as semanas —, mas a nossa perceção da passagem do tempo, ao contrário do relógio e do calendário, está longe de ser objetiva. Por norma, sentimos que o tempo passa mais depressa quando estamos a fazer algo que nos agrada e mais devagar quando a atividade é desagradável.

Essa diferença entre o tempo do relógio e o tempo que sentimos também muda ao longo da vida — uma criança, um adulto e um idoso têm, em geral, perceções do tempo muito diferentes. Com a idade, acumulam-se experiências e rotinas. Os dias tendem a repetir-se mais e as novidades tornam-se menos frequentes. Isso pode influenciar a forma como sentimos o tempo e a forma como o recordamos..

Do ponto de vista neuropsicológico, não há uma explicação única nem definitiva, mas há algumas teorias. Uma das chaves para compreender esta sensação está no facto de não termos um “sentido do tempo” propriamente dito. “Não termos recetores sensoriais específicos [para medir o tempo], pelo que o cérebro depende de outros mecanismos para construir esta perceção”, diz Maria Vânia Nunes, especialista em Psicogerontologia e em Neuropsicologia e professora do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, onde faz investigação e leciona na área das Neurociências Cognitivas.

Em vez disso, o cérebro constrói a perceção do tempo a partir de vários mecanismos, como a atenção, a memória e o registo dos acontecimentos, usando “sistemas diferentes para diferentes escalas de tempo”, o que explica que haja sensações contraditórias.  No envelhecimento, a noção de aceleração “parece dizer respeito a escalas de tempo maiores, como meses ou anos, mas, muitas vezes, a perceção é de que os dias ou as horas demoram mais tempo a passar”,  exemplifica a investigadora.

“As pessoas têm a clara noção de que o tempo que lhes resta é mais limitado”, diz Maria Vânia Nunes, professora do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa. “O mais relevante parece ser garantir que o presente é rico em eventos, novidades e aprendizagens”. As novidades e a diversificação de experiências, ajudam a evitar a monotonia e traduzem-se num verdadeiro “ganho de tempo” quando o passado é revisto.

Isso acontece porque, quando falamos de horas ou dias, “a noção de tempo depende da atenção que, por sua vez, depende do registo dos eventos que estão a decorrer. Quando estes eventos são poucos — o que muitas vezes acontece no envelhecimento, em que há a diminuição de compromissos e outras atividades — há a noção de que o tempo demora mais a passar”.  Já considerando intervalos temporais maiores, como meses ou anos, as referências estão mais associadas à memória, “pelo que os períodos com poucos acontecimentos parecem ser compactados”, dando a sensação de que o tempo passou muito rapidamente.

A rotina versus novidade tem um papel central nesta sensação da passagem do tempo, que é familiar para quase toda a gente: “Quando entramos na rotina, corremos durante o dia e, mais tarde, não sabemos para onde foram os anos. Pelo contrário, quando temos dias cheios de eventos e novidades, quando olhamos retrospetivamente a perceção do tempo vai parecer maior.”

Além das mudanças no cérebro e na forma como a memória funciona com a idade, há também fatores psicológicos que ajudam a explicar porque é que o tempo é vivido de maneira diferente. Uma das ideias mais conhecidas é a dos rácios: “Por exemplo, um ano em dez é um décimo da vida. Mas um ano em cinquenta é apenas dois por cento da vida.” Daqui decorre que um ano tende a parecer mais curto quando somos mais velhos, por representar uma fração muito menor de tudo o que já vivemos.

Ainda assim, a investigadora refere que aquilo que parece ser mais relevante na perceção de tempo acelerado na velhice é sentir que a vida se está a aproximar do fim.  “As pessoas têm a clara noção de que o tempo que lhes resta é mais limitado”.

Apesar de o tempo em si ser irreversível, é possível influenciar a forma como o sentimos. “O mais relevante parece ser garantir que o presente é rico em eventos, novidades e aprendizagens”. As novidades e a diversificação de experiências, ajudam a evitar a monotonia e traduzem-se, como diz Maria Vânia Nunes, num verdadeiro “ganho de tempo” quando o passado é revisto.

Sofia Teixeira, Observador

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Janela para o passado - sapataria Lisbonense Infantil, 1956

Iconografia do tempo - hora silenciosa

(arquivo Fernando Correia de Oliveira)



Os relógios Ferdinand Berthoud no Relógios & Canetas online


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Memorabilia - saco relógios Frederique Constant

Meditações - Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz

Portugal futuro


O portugal futuro é um país

aonde o puro pássaro é possível

e sobre o leito negro do asfalto da estrada

as profundas crianças desenharão a giz

esse peixe da infância que vem na enxurrada

e me parece que se chama sável

Mas desenhem elas o que desenharem

é essa a forma do meu país

e chamem elas o que lhe chamarem

portugal será e lá serei feliz

Poderá ser pequeno como este

ter a oeste o mar e a espanha a leste

tudo nele será novo desde os ramos à raiz

À sombra dos plátanos as crianças dançarão

e na avenida que houver à beira-mar

pode o tempo mudar será verão

Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz

mas isso era o passado e podia ser duro

edificar sobre ele o portugal futuro

 

Ruy Belo

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Janela para o passado - Colégio Infanta Joana, 1956

Os relógios Czapek no Relógios & Canetas online


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Memorabilia - saco relógios Tudor

Os fusos horários em 1938


 in Anuário Radiofónico Português 1938 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Meditações - desencontrados como os ponteiros de um relógio velho

Por Todos os Caminhos do Mundo

 

A minha poesia é assim como uma vida que vagueia

pelo mundo, por todos os caminhos do mundo,

desencontrados como os ponteiros de um relógio velho,

que ora tem um mar de espuma, calmo, como o luar

num jardim nocturno, ora um deserto que o simum veio modificar,

ora a miragem de se estar perto do oásis,

ora os pés cansados, sem forças para além.

 

Que ninguém me peça esse andar certo de quem sabe

o rumo e a hora de o atingir,

a tranquilidade de quem tem na mão o profetizado

de que a tempestade não lhe abalará o palácio,

a doçura de quem nada tem a regatear,

o clamor dos que nasceram com o sangue a crepitar.

 

Na minha vida nem sempre a bússola se atrai ao mesmo norte.

Que ninguém me peça nada. Nada.

Deixai-me com o meu dia que nem sempre é dia,

com a minha noite que nem sempre é noite

como a alma quer.

Não sei caminhos de cor.

 

Fernando Namora, ‘Mar de Sargaços’

terça-feira, 28 de abril de 2026

Relógio Tissot PR 100, 1981

(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - Cibalgina, 1956

Os relógios Cyrus no Relógios & Canetas online


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Memorabilia - saco relógios Chopard

Meditações - relógios caros e baratos

Tenho um relógio que custou 50€. Há uns anos saiu uma notícia falsa a dizer que era um Patek Philippe de 20 mil milhões.

Catarina Martins, dirigente do Bloco de Esquerda

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Janela para o passado - farinha láctea Nestlé, 1956

Velocidade e tempo


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Os relógios Arnold & Son no Relógios & Canetas online


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Memorabilia - saco relógios Cyrus

Meditações - mortas horas antigas

Eu pronuncio teu nome

nas noites escuras, 

quando vêm os astros

beber na lua

e dormem nas ramagens

das frondes ocultas.

 

E eu me sinto oco

de paixão e de música.

 

Louco relógio que canta

mortas horas antigas.

 

Eu pronuncio teu nome,

nesta noite escura,

e teu nome me soa

mais distante que nunca.

 

Mais distante que todas as estrelas

e mais dolente que a mansa chuva.

 

Amar-te-ei como então

alguma vez? Que culpa

tem meu coração?

 

Se a névoa se esfuma,

que outra paixão me espera?

Será tranquila e pura?

Se meus dedos pudessem

desfolhar a lua!!


Frederico Garcia Lorca

domingo, 26 de abril de 2026

Janela para o passado - Lar dos Pequeninos, 1956

Relojoeiro na sua bancada


Watchmaker seated at his workbench with a long-case and a bracket clock behind him, diagrams of movements above his head. Engraving. - Wellcome Collection, United Kingdom - CC BY.

Os relógios Armin Strom no Relógios & Canetas online


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