Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Grande Prémio de Relojoaria 2025 - Escolha do Público, finalmente entregue...


Depois de já termos feito chegar o diploma, aproveitámos a inauguração da Boutique Seiko em Lisboa para entregar, finalmente, o Prémio Escolha do Público, obtido pela marca na edição 2025 do Grande Prémio de Relojoaria, organizado pelo Anuário Relógios & Canetas. Na foto, Miguel Rodrigues, responsável pela Seiko no mercado nacional. (fotos ©Carolina Delgado)


Janela para o passado - casa de pasto "3 Marias", Barcelos

Os prémios Gaïa no Relógios & Canetas online de Outubro


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Os relógios Omega no Relógios & Canetas online


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Iconografia do tempo

Meditações - um tempo, nem do relógio, nem dos calendários

Os encontros eram sempre como se nos tivéssemos encontrado na véspera [quando o encontrávamos depois de uma viagem o Ruben ligava à conversa anterior; tudo aquilo tinha uma continuidade num tempo que não era o tempo do relógio nem do calendário] com graças ainda frescas de terem sido inventadas por nós, com chalaças que já vinham de há anos [havia uma espécie de leitmotiv wagneriano quando os dois amigos se encontravam, para reencontrarem palavras de passe, chamemos-lhes assim, do início da sua amizade], com um receber mutuamente sem limites, embora nos conhecêssemos perfeitamente nos nossos defeitos e qualidades. Em Montedor [a casa junto a Viana do Castelo] estava Ruben com amigos, com amigos de sempre.

Raul Rosado Fernandes, In Memoriam Ruben Andresen Leitão, vol. I, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1981, p. 165, sobre o último encontro que teve com o escritor

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Humor relojoeiro


 do Facebook

O Anuário Relógios & Canetas na Portojóia, reportagem na edição online de Outubro


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Os relógios Panerai no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - petiscos em Figueiró dos Vinhos, 1976

Meditações - dez horas há que é noite...

Moretum (prato do tempo do Império Romano, de queijo e ervas), excerto. Atribuído a Virgílio. Sobre o moretum, ver artigo de António Feliciano de Castilho, in Revista Contemporanea de Portugal e Brazil VolII 1860 N08

domingo, 4 de outubro de 2026

Institut de Formation a la Haute Horlogerie / IFHH, curso (2000)


 Biblioteca horológica de Fernando Correia de Oliveira



A nova Boutique dos relógios Seiko na Avenida da Liberdade no Relógios & Canetas online de Outubro


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Os relógios Montblanc no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - restaurante A Tendinha, Figueiró dos Vinhos, 1976


A República e o Tempo

A 22 de Outubro de 1884, foi aprovado na Conferência Internacional do Primeiro Meridiano, em Washington D.C., Estados Unidos, o meridiano de Greenwich como meridiano de referência para todo o mundo.

Foi preciso cair a Monarquia, mudar o regime, para que o país adoptasse a Hora decretada pelo meridiano zero, o de Greenwich. Por Decreto, com força de lei, de 26 de Maio de 1911, assinado por Teófilo Braga, António José de Almeida, Bernardino Machado, José Relvas e Brito Camacho, entre outros, decidia-se que a partir de 1 de Janeiro de 1912, a chamada Hora Legal, em todo o território português, fica subordinada a esse meridiano, segundo o princípio adoptado na Convenção de Washington em 1884. A decisão tinha sido baseada no parecer unânime de uma comissão nomeada em Maio de 1911, e de que fizeram parte o almirante José Nunes da Mata; o tenente-coronel João Maria de Almeida Lima, Director do Observatório Meteorológico de Lisboa; o capitão de engenharia Frederico Oom, astrónomo do Observatório Astronómico da Tapada da Ajuda; o capitão de engenharia Pedro José da Cunha, lente de Astronomia da Escola Politécnica; e o engenheiro civil e de minas Luís da Costa Amorim.

O preâmbulo do Decreto afirmava:

“Considerando que já todos os países cultos, com raras excepções, terem adoptado para base da contagem do tempo o meridiano de Greenwich, segundo o princípio aceito na Convenção de Washington em 1884;

Considerando que a adopção do mesmo princípio no território português oferece incontestáveis e numerosas vantagens, tanto no movimento internacional dos comboios, como nos serviços telegráficos, nas relações marítimas e no convívio científico do país com o estrangeiro;

Considerando que o persistirmos no obsoleto sistema vigente representaria da nossa parte um verdadeiro atraso perante os progressos da civilização e até uma incúria, dada a nossa situação geográfica e os deveres que ela nos impõe, tanto no continente europeu como nas ilhas adjacentes e colónias;

Considerando que tal adopção, tendo indubitáveis e largas vantagens, não oferece nenhum inconveniente prático e não importa a mínima despesa […]”

Determinava-se depois que os relógios nacionais fossem adiantados de 36 minutos e 44,68 segundos a partir das 00h00 de dia 1 de Janeiro de 1912.

“São regulados pela hora legal todos os serviços públicos e particulares da República, devendo todas as repartições, edifícios e estações conservar os seus relógios, tanto internos como externos, sempre certos por essa hora e conceder todas as facilidades ao seu alcance para a tornar exactamente conhecida do público em geral, cumprindo às repartições telegráficas dar a este serviço toda a preferência”.

Além disso, permitiu-se e tornou-se válido para todos os efeitos legais ou jurídicos, que se designassem pelos números 13 a 23 as horas compreendidas entre o meio-dia e a meia-noite, suprimindo-se assim, as designações “Tarde” e “Manhã” ou outras equivalentes, e que a meia-noite se designasse por zero. Pelo mesmo diploma, desapareceu a diferença existente de cinco minutos entre os relógios internos e externos das estações ferroviárias.

Na capa, o relógio de bolso de Mendes Cabeçadas, oficial da Marinha que desempenhou um papel fundamental na Revolução do 5 de Outubro.

O relógio, hoje no Museu da Presidência da República, é um Longines, comprado em 1906 em Lisboa. Mendes Cabeçadas viria a ser, em 1926, o 9º Presidente da República.

Em 1916, Portugal institui pela primeira vez a chamada Hora de Verão. Em pleno conflito mundial, e imitando outros países da Europa, Portugal introduz o conceito de adiantar uma hora ao tempo solar médio, para aproveitar ao máximo a luz solar e poupar combustíveis.

Para compreender o Tempo Republicano, leia O Relógio da República, Âncora, 2000.

Meditações - sempre que se der meia-volta ao presente

Reviver o passado para transformá-lo em memória escrita implica dar meia-volta ao presente e, na linha do tempo que se extinguiu, descobrir momentos recordatórios para uma reconstrução de vivências humanas e profissionais.

De costas viradas para o futuro inicia-se esta viagem memória em 2023, ano de viragem de um tempo marcado pelo tic-tac dos ponteiros do relógio, construtor de rotinas para feitos em compromisso pessoa/ instituição, para o desbravar de um caminho novo, sem tic-tac, sem compromisso, que se fará memória sempre que se der meia-volta ao presente.

Fernando Ribeiro, Universidade dos Açores

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Um relógio Rolex, "presente" do fisco suíço...


 Entrevista do advogado António Serra Lopes, anos 2000, arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios Louis Moinet no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - Porto Calém, 1913

Relógios perdidos, roubados, falsos

Perdidos, roubados, falsos

O mercado de segunda mão de relógios de gama alta tem assumido cada vez maior protgonismo no segmento de luxo, mas os retalhistas especializados neste negócio mostram-se cada vez mais preocupados em comprarem gato por lebre e, com isso, terem prejuizos avultados. No horizonte estão os chamados “superfakes”, falsificações cada vez mais difíceis de detetar.

É isto o que nos diz o mais recente estudo do The Watch Register (https://www.thewatchregister.com/) , a maior e mais respeitada base de dados mundial sobre relógios perdidos, roubados ou falsos.

O estudo fez inquéritos nos Estados Unidos, Europa, Ásia e Médio Oriente, revelando uma sofisticação cada vez maior no mundo da contrafação. Embora 66% dos vendedores de relógios em segunda mão digam estar confiantes na sua capacidade de deteção de falsificações, 19% admite não ser capaz de o fazer e 15% refere que deteta os “superfakes” algumas vezes. Um terço dos inquiridos diz já ter perdido dinheiro ao comprar falsificações não detetadas.

A base de dados The Watch Register, que fornece um serviço global 24/7, permite ao comprador saber se um determinado relógio foi dado como perdido, roubado ou falsificado. A Plataforma é usada pelo retalho relojoeiro, penhores e leiloeiras para identificar relógios roubados ou falsificados antes da transação.

Cerca de metade dos relógios registados no The Watch Register são localizados no espaço de um ano após o roubo e 35% em seis meses. Cerca de um terço dos relógios roubados localizados pela plataforma são vendidos com caixa e documentos, muitos deles falsos. Pelo que os potenciais compradores não devem deixar-se convencer de que, ao comprar um relógio com documentos, isso seja garantia de autenticidade.

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Meditações - folhas secas


 João Luís Dias

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Janela para o passado - blusas Big-Ben, da Adão Camiseiros, Lisboa, sd


Relógios & Canetas online Outubro


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Os relógios Jaeger-LeCoultre no Relógios & Canetas online


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Sem lua, como seria?

Lido no Astrophilesz:

The Moon does something invisible yet profound every single day. It quietly puts the brakes on our spinning planet. Without it, Earth would whirl so fast that a full day, sunrise to sunrise, might last only 6 to 8 hours, and a single year would be crammed with well over a thousand short, frantic days.

The reason lies in a gentle cosmic tug of war. The Moon's gravity pulls on Earth's oceans, creating the tides. As Earth rotates, that bulge of water creates a slight drag, acting like a brake pad slowing our spin bit by bit. This is called tidal braking. Billions of years ago, before the Moon settled into its steadying role, Earth spun far faster. Some estimates suggest early days lasted only around 6 hours. Over eons, the Moon has patiently stretched our day out to the comfortable 24 hours we know.

And it is still happening right now. The Moon is very slowly drifting away from us, about 3.8 centimeters farther each year, roughly the rate your fingernails grow. In exchange, our days keep getting almost imperceptibly longer, by a tiny fraction of a second each century.

But the Moon does more than manage our clock. It acts like a stabilizing anchor for Earth's tilt. Our planet leans at about 23.5 degrees, and that steady tilt is what gives us predictable, gentle seasons. Without the Moon holding it steady, Earth's axis could wobble wildly over time, swinging to extremes that might trigger chaotic and violent climate swings, brutal seasons lurching from scorching to frozen.

So the Moon is far more than a pretty light in the night sky. It is a silent guardian that shaped the very rhythm of life. Those short, dizzying 6 hour days would have made the world we know almost unrecognizable, and life itself may have evolved in a completely different way, if at all.

Há 40 anos... Delegado Sindical da Notícias de Portugal

A 1 de Outubro de 1986, o Sindicato dos Jornalistas emitia um documento, reconhecendo o Mandato de Delegado Sindical, para o qual a Redação da Agência Notícias de Portugal nos tinha eleito. Meses depois, num clima de tensão na coexistência com a ANOP, e perante a posição parcial, facciosa e inqualificável desse mesmo sindicato face aos jornalistas da NP, liderámos no seio da agência um movimento de abandono dessa estrutura. E assim permanecemos, até hoje.

Meditações - Provérbios de Outubro

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Os relógios IWC no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - Companhias Reunidas Gás e Electricidade, Lisboa, 1913

Não há tempo para os fotões

Lido no Astrophilesz:

Here is one of the strangest truths in all of physics. For a particle of light, no time passes at all. The instant it is born and the instant it dies are, to the photon, the very same moment.

This falls straight out of Einstein's relativity. The faster something moves, the slower time flows for it relative to everything else. Push that idea all the way to its limit, to the speed of light itself, and time slows not just a lot, but completely. It stops. A photon traveling across the universe experiences its entire journey in zero time.

Think about what that means for starlight. A photon leaves a distant galaxy billions of light years away, crosses the vast emptiness of space, and finally lands in your eye tonight. From your perspective on Earth, that trip took billions of years. But from the photon's own point of view, there was no journey at all. Creation at the star and absorption in your retina happened in the same instant, with nothing in between. It was born and it arrived simultaneously.

In a sense, light never ages. It never experiences the distance it crosses or the eons it travels. The entire history of a photon, no matter how far it goes, is a single timeless flash.

There is a deep subtlety worth being honest about. Physicists point out that a photon does not truly have a valid perspective in the way we do, because the equations break down at exactly the speed of light. You cannot ride alongside a photon and look out. So this is best understood as the limit that relativity points toward, the idea our physics approaches, rather than a literal diary entry from light itself. But the underlying mathematics is rock solid, and the conclusion is genuinely mind bending.

It reframes something we see every single day. Every beam of sunlight warming your skin, every star in the night sky, is delivered by messengers for whom time does not exist. They arrive the same instant they leave.

Does it change how you see starlight, knowing the light reaching your eyes experienced no time at all on its way to you?