domingo, 12 de abril de 2026
Meditações - a morir desde el mismo momento en que nacemos
¿Sabías que la muerte no espera al final de la vida, sino que nos acompaña en cada instante? Walter Benjamin, el pensador que convirtió el pesimismo en una herramienta filosófica, nos revela una verdad incómoda: nuestro cuerpo comienza a morir desde el mismo momento en que nacemos. Este intelectual judío-alemán, cuya vida terminó trágicamente mientras huía del nazismo, desarrolló una de las reflexiones más lúcidas sobre la fragilidad humana y social del siglo XX.
En su obra,
Benjamin tejía con maestría el marxismo, el misticismo judío y el romanticismo
alemán, creando un pensamiento único que sigue desafiando nuestras certezas. Su
tesis doctoral contenía una observación demoledora: cada célula que perdemos,
cada cambio físico que experimentamos, no son solo signos del paso del tiempo,
sino recordatorios constantes de nuestra naturaleza finita. La muerte, según su
visión, no es un evento puntual, sino un proceso continuo que se entrelaza con
la vida.
El ángel de la
historia, esa famosa imagen que Benjamin tomó de un cuadro de Paul Klee,
representa perfectamente su visión: avanzamos hacia el futuro mientras miramos
atrás, contemplando las ruinas que dejamos. Esta poderosa metáfora refleja su
comprensión de la historia no como progreso lineal, sino como acumulación de
catástrofes. En un mundo que cree ciegamente en el avance tecnológico y social,
Benjamin nos obliga a preguntarnos: ¿qué perdemos en cada supuesta mejora?
Su análisis de la
modernidad resulta hoy más relevante que nunca. Cuando observaba cómo la
reproducción técnica destruía el "aura" de las obras de arte, estaba
anticipando nuestra era de imágenes digitales infinitamente reproducibles.
Cuando escribía sobre la arquitectura de hierro y vidrio de los pasajes
parisinos, estaba describiendo los centros comerciales del siglo XXI antes de
que existieran.
Benjamin murió en
1940 en la frontera franco-española, llevando consigo una maleta que
supuestamente contenía un manuscrito inédito. Esta imagen del pensador que
pierde su obra mientras huye de la barbarie resume su filosofía: en un mundo
donde la cultura y la vida son permanentemente amenazadas, nuestra tarea es
rescatar los fragmentos de verdad antes de que desaparezcan. Su legado nos
plantea una pregunta urgente: ¿cómo vivir plenamente cuando sabemos que cada
instante nos acerca al final?
© Edición
protegida por Asombroso | Basado en material de: "Tesis sobre la filosofía
de la historia" y "La obra de arte en la época de su
reproductibilidad técnica" de Walter Benjamin | Compartir solo con
créditos: @Asombroso
Meditaçóes - far from the metallic fever of clocks
I hope to define my life, whatever is left,
by
migrations, south and north with the birds
and far
from the metallic fever of clocks,
the self
staring at the clock saying, "I must do this."
I can't
tell the time on the tongue of the river
in the cool
morning air, the smell of the ferment
of
greenery, the dust off the canyon's rock walls,
the
swallows swooping above the scent of raw water.
Jim
Harrison
sábado, 11 de abril de 2026
Janela para o passado - Bernardino Machado, uma fotografia para o Ephemera
Bernardino Machado teria uns 39 anos quando se fez retratar
na “Photographia Conimbricense Maria dos Santos – Premiada na Exposição de
Pariz de 1878”.
Diz-nos a Wikipedia:
Nascido no Rio de Janeiro, em 1851, a família chega a
Portugal em 1860. Estudante de Filosofia e Matemática na Universidade de
Coimbra, é Professor nessa instituição.
Iniciado na política bastante novo, pela mão do líder do
Partido Regenerador, Fontes Pereira de Melo, é pela primeira vez eleito
deputado, pelo círculo eleitoral de Lamego, nas eleições de 1882. Na
legislatura seguinte (1884-1887) é reeleito, desta vez pelo círculo de Coimbra.
Em 1890 é eleito Par do Reino pelos estabelecimentos científicos, lugar que
ocupa até 1893. Em Abril de 1894 é reeleito Par do Reino, cargo que ocupa até à
abolição dos pares electivos, em Setembro do ano seguinte. Como parlamentar,
dedica uma especial atenção ao ensino.
Dirigente maçónico, em 1903, cada vez mais descrente dos
valores monárquicos, adere ao Partido Republicano Português, chegando a seu Presidente.
Nas eleições legislativas de Agosto de 1910, é um dos cinco deputados eleitos
por Lisboa Oriental, juntamente com António José de Almeida, Afonso Costa,
Alfredo de Magalhães, e Miguel Bombarda. Ministro nos primeiros governos
republicanos, primeiro-ministro em 1914, é Presidente da República em 1915,
exilado em França depois do golpe de Sidónio Pais, em 1917; primeiro-ministro
de novo em 1921, de novo Presidente da República em 1925. Com o golpe de estado
de 28 de Maio de 1926, é deposto e exilado. Primeiro, em Espanha, depois em
França. Com a ocupação da França pela Alemanha, Bernardino Machado regressa a
Portugal a 28 de Junho de 1940, sendo-lhe fixada residência pelo governo de
Salazar a norte do rio Douro. Morre no Porto, aos 93 anos.
No verso da foto, Bernardino Machado escreve uma dedicatória “Ao digno
Presidente da Câmara dos senhores deputados durante a sua gerência ministerial.
Lembrança muito afectuosa e grata do Bernardino Machado. Coimbra 1 / 1890”.
Tinha sido eleito nesse ano Par do Reino pelos
estabelecimentos científicos, lugar que ocupa até à abolição dos pares eletivos,
em Setembro de 1895
Diz-nos a IA:
No ano de 1890, a presidência da Câmara dos Deputados (no
contexto da Monarquia Constitucional em Portugal) foi ocupada por diferentes
figuras devido à instabilidade política, nomeadamente: Francisco de Barros
Coelho e Campos (até 1 de janeiro de 1890); Manuel Afonso de Espregueira (de 15
de janeiro a 20 de janeiro de 1890); Pedro Augusto de Carvalho (de 3 de maio de
1890 a 1 de janeiro de 1891).
A foto, acabada de chegar ao Ephemera, irá juntar-se às
centenas de outras sobre políticos portugueses dos séculos XIX e XX que existem
no maior arquivo privado do país.
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Genebra - capital da indústria relojoeira durante a próxima semana
Na próxima terça-feira, 14 de Abril, abrem-se as portas de mais um salão de alta relojoaria de Genebra. A edição 2026 do Watches and Wonders terá 65 marcas presentes, no que, segundo a organização, constituirá o maior evento do género alguma vez realizado na cidade suíça.
Ainda segundo a organização, o WandW 2026 reafirma mais do que nunca o estatuto de Genebra como a capital do Tempo e oferece uma experiência completamente nova, desde o salão, que decorre como habitualmente no Palexpo, como no coração da cidade.
Esperam-se cerca de 60 mil visitantes, 1.700 jornalistas (incluindo nós), mais de 6 mil retalhistas, e cerca de 50 mil reservas de hotel, apesar da situação de guerra n o Médio Oriente incluir países muito importantes no consumo da relojoaria helvética.
Além deste evento, para o qual temos sido convidados nos últimos 30 anos, decorrem iniciativas paralelas um pouco por toda Genebra, mais de uma centena de marcas aproveitando a presença dos visitantes da Watches and Wonders. Iniciativas que, por motivos éticos, não cobriremos.
Do comunicado do Watches and Wonders:
Watches and Wonders Geneva now stands as the emblem of an entire watchmaking ecosystem. The industry’s key players will gather from next Tuesday in Geneva for the largest watchmaking event in the world: new releases, previews, records and exceptional pieces, launches and innovations will set the pace of this true forum
This edition also marks the continuation of an exceptional dynamic: the number of exhibitors has almost doubled in less than five years. Nearly 7,000 people mobilised, many months of preparation and the creation of a veritable “city within the city” reflect the logistical and economic scale of the project. This ephemeral ecosystem generates a considerable impact for Geneva, its local stakeholders and its appeal as a leading destination. It also serves as a reminder that watchmaking is the canton’s leading export pillar.
Innovation, emotion and experience at the heart of a renewed immersive journey
A true
accelerator of creativity, the salon becomes a living space, in constant
motion, designed for all audiences. The ambition remains the same as ever: to
offer unparalleled quality of hospitality and service, to spark emotion and
wonder, and to make this event an unforgettable moment. Each day brings its
share of surprises: exclusive pieces, exchanges with artisans, demonstrations
of craftsmanship, children’s workshops, all designed to inspire new vocations
and pass on the precious heritage of watchmaking savoir-faire.
For
Matthieu Humair, CEO of the Watches and Wonders Geneva Foundation, “Watches and
Wonders Geneva is a place that brings people together, inspires and guides the
industry. Together, we are building the watchmaking of tomorrow.”
Younger generations are showing up
After the
professionals, the salon opens its doors to the public for three days of
exploration. The previous edition confirmed the unshakeable enthusiasm of
younger generations, with a quarter of tickets sold to those under 25. This
year again, the event is open to all: alone, with family, in a group, with or
without a guide. “We want to continue shaping time and passing on the art of
watchmaking with meaning and passion to future generations,” continues Matthieu
Humair.
A single event, from the salon to the city centre
Throughout
the week, Geneva transforms into an open air watchmaking stage. The free
cultural programme is strengthened thanks to an exceptional collaboration with
the Montreux Jazz Club, adding an unprecedented artistic and emotional
dimension. Shops, cultural institutions, watch boutiques and local partners are
joining forces to offer exhibitions, talks, activities and immersive
experiences.
Program highlights
Eleven new
brands, redesigned booths and a reimagined journey give the salon a fresh
energy. Families will love it: a new dedicated Tic Tac area, children’s
workshops, playful activities and a treasure hunt through the salon halls. At
the LAB, innovation accelerates with fourteen projects led by start-ups and
other visionary actors. And that’s not all. The Wake Up! exhibition takes
visitors on a fascinating journey into the world of the alarm clock, while ECAL
surprises with two creative installations. In the city, the atmosphere steps up
a gear: a newly installed Montreux Jazz Club, free concerts, a Watchmaking
Village transformed into a creative playground… An explosive, vibrant
edition not to be missed!
As marcas presentes no Watches and Wonders 2026:
A. LANGE & SÖHNE | ALPINA | ANGELUS | ARMIN STROM | ARNOLD & SON | ARTYA GENEVE | AUDEMARS PIGUET | BAUME & MERCIER | BEHRENS | BIANCHET | BREMONT | B.R.M CHRONOGRAPHES | BVLGARI | CARTIER | CHANEL | CHARLES GIRARDIER | CHARRIOL | CHOPARD | CHRISTIAAN VAN DER KLAAUW | CHRONOSWISS | CORUM | CREDOR | CYRUS GENÈVE | CZAPEK & CIE | EBERHARD & CO. | FAVRE LEUBA | FERDINAND BERTHOUD | FREDERIQUE CONSTANT | GENUS | GERALD CHARLES | GRAND SEIKO | GRÖNEFELD | HAUTLENCE | HERMÈS | H. MOSER & CIE. | HUBLOT | IWC SCHAFFHAUSEN | JAEGER-LECOULTRE | KROSS STUDIO | LAURENT FERRIER | L'EPEE 1839 | LOUIS MOINET | MARCH LA.B | NOMOS GLASHÜTTE | NORQAIN | ORIS | PANERAI | PARMIGIANI FLEURIER | PATEK PHILIPPE | PEQUIGNET | PIAGET | RAYMOND WEIL | RESSENCE | ROGER DUBUIS | ROLEX | RUDIS SYLVA | SINN SPEZIALUHREN | TAG HEUER | TRILOBE | TUDOR | U-BOAT | ULYSSE NARDIN | VACHERON CONSTANTIN | VAN CLEEF & ARPELS | ZENITH
quinta-feira, 9 de abril de 2026
quarta-feira, 8 de abril de 2026
Meditações - Primavera
Entre Março e Abril
Que cheiro doce e fresco,
por entre a chuva
me traz o sol,
me traz o rosto,
entre março e abril
o rosto que foi meu,
o único
que foi afago e festa e primavera?
Oh cheiro puro e só da terra!
não das mimosas,
que já tinham florido
no meio dos pinheiros;
não dos lilases,
pois era cedo ainda
para mostrarem
o coração às rosas;
mas das tímidas, doces flores
de cor difícil,
entre limão e vinho,
entre marfim e mel
abertas no canteiro junto ao tanque
Frésias,
ó pura memória
de ter cantado –
pálidas, fragrantes,
entre chuva e sol
e chuva
- que mãos vos colhem,
agora que estão mortas
as mãos que foram minhas?
Eugénio de Andrade
terça-feira, 7 de abril de 2026
Meditações - a Lua servia para medir o tempo...
Há 6500 anos, na língua que veio a dar origem ao português, LUA dizia-se de duas maneiras diferentes…
A primeira, mais comum, era *mḗh₁n̥s, que derivava do verbo que significava «medir». A Lua servia para medir o tempo… Foi essa raiz que nos deu a palavra MÊS. Foi também a origem da palavra inglesa «moon».
A segunda palavra, usada em discursos mais poéticos, era *lówksneh₂, derivada de *lewk-, que significava «brilhar». Foi dessa raiz que veio LUA, mas também LUZ.
No caminho entre *lówksneh₂, do proto-indo-europeu, e LUA tivemos a palavra latina «luna», que deu origem a às várias palavras das línguas latinas: a «lună» romena, a «luna» italiana, a «lune» francesa, a «lluna» catalã, a «luna» castelhana e mais umas quantas...
No caso do galego e do português, ficámos sem o N no meio da palavra. Os falantes que transformaram o latim na nossa língua deixaram cair muitos sons [n] e [l] entre vogais e, por isso, a palavra LUA tem uma cicatriz antiga, típica do galego e do português.
(Conto o resto da história no livro AS RAÍZES DA LÍNGUA, que
sai este mês.)



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