Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

terça-feira, 3 de março de 2026

Semana relojoeira de Genebra - relógios Eberhard convidam...

Semana relojoeira de Genebra - relógios Nivada convidam...


Semana relojoeira de Genebra - relógios Delbana convidam...


Janela para o passado - Herpetol, 1951

Canetas Montblanc, 1990


 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios Panerai no Relógios & Canetas online


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Cronómetros certificados - COSC aperta mais as regras


Cronómetros certificados

Assinalando o meio século de existência da norma ISO 3159 sobre cronómetros certificados, o Contrôle Officiel Suisse des Chronomètres (COSC) acaba de anunciar novas regras, mais apertadas.

Assim, e num período de controlo de 16 dias, passa a exigir que oos calibres tenham uma tolerância diária de 6 segundos, em vez dos atuais 10, uma resistência magnética até 200 Gauss, e verificação da reserva de corda anunciada pelo fabricante.

Passado o teste, os relógios que usarem esses calibres poderão ostentar no mostrador a frase Certified Chronometer. Trata-se do primeiro nível de certificação.

A certificação COSC sempre foi criticada por apenas estar em causa o comportamento do calibre, antes de estar montado na caixa. O organismo responde agora a essas criticas.

Num segundo e novo nível, e para poder reclamar-se de “Excellence Chronometer”, os calibres voltam para as manufaturas, para serem montados nas caixas. Ai, os relógios completos são submetidos a 5 dias suplementares de testes, usando robots capazes de simular o uso diário no pulso, com tolerância de variação entre –2 e +4 segundos por dia, mesmo sob campos magnéticos de 200 Gauss. A autonomia reclamada pelo fabricante volta a ser verificada.

Os testes não serão feitos por amostragem – cada relógio é testado individualmente, aliás, prática de sempre do COSC.

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Semana relojoeira de Genebra - relógios Sartoy Billard convidam...

Meditações - tudo muda

Time only moves in one direction. Remember that. Things always change.

Mohsin Hamid

segunda-feira, 2 de março de 2026

João Pires, mestre relojoeiro, denunciante da Inquisição, 1756

Data de 6 de Agosto de 1756 o Requerimento de João Pires, mestre relojoeiro, para lhe ser passada nova carta de Familiar com ressalva, informação e despacho.

(Arquivo Nacional da Torre do Tombo)

A familiatura tinha uma dupla função na sociedade portuguesa de Antigo Regime: além do controle social e religioso exercido por este corpo de oficiais inquisitoriais, a obtenção da carta de familiar também nobilitava os indivíduos que a obtinham.

Da Wikipedia:

As principais funções dos Familiares eram ligadas à máquina policial do Santo Ofício, cabendo-lhes executar as prisões de suspeitos de heresia, sequestrar os bens dos condenados, nos crimes em que coubesse confisco, e efetuar diligências a mando dos inquisidores. Havia ainda Familiares médicos, que examinavam os presos e avaliavam sua resistência à tortura. Exerciam, também, função precípua nos célebres Autos-de-fé, trajados com pompa, ladeando os penitentes em procissão e os condenados até o cadafalso.

No Arquivo Nacional da Torre do Tombo encontram-se os processos de habilitação dos Familiares do Santo Ofício português, incluindo os do Brasil. Esses processos incluíam diligências exaustivas sobre o sangue e a conduta do postulante, de sua esposa (caso a tivesse) e dos seus parentes até os avós. Um simples rumor apurado nessas diligências poderia prejudicar a habilitação, havendo casos de indeferimento por "sintoma de mulatice" em algum parente, ou por "nódoa de sangue judaico" na família. Os que passavam pela prova obtinham, além da familiatura, privilégios consideráveis, como a isenção de certos impostos, além do prestígio social - expresso na ostentação da medalha de Familiar - de ser alguém de confiança da Inquisição.

Janela para o passado - C. P., 1951

Semana relojoeira de Genebra - relógios Squale convidam...


 

Relógios & Canetas online Março


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Os relógios Nomos no Relógios & Canetas online


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Meditações - dia e noite

The night has a thousand eyes,

And the day but one;

Yet the light of the bright world dies

With the dying sun.

 

The mind has a thousand eyes,

And the heart but one:

Yet the light of a whole life dies

When love is done.


Francis William Bourdillon

domingo, 1 de março de 2026

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Segunda, 2 de Março, a falar sobre o Tempo na RTP2


Na próxima segunda-feira, 2 de Março, vamos estar em direto no programa Sociedade Civil, da RTP2, entre as 15h30 e as 17h00, para falar sobre o Tempo com o jornalista Luís Castro.

Os relógios MB&F no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - farinha Nestlé, 1950

Relógios Blancpain, 1990


  (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Meditações - Não somos donos de quase nada. Muito menos do tempo

Com o tempo, o nosso corpo parece revoltar-se a ponto de nos parecer fugir e, rebelde, de se tornar ingerível. À medida que eles crescem, os filhos deixam de ser tão nossos e com aquilo com que nos desiludem, nós e eles parecemos ingeríveis. O amor não é tantas vezes como tanto queríamos e ele próprio parece ir-se gerindo, sem chama e sem paixão, e, nesse vai-se andando, torna-se ingerível. Às vezes, cresce em nós a sensação de que não somos donos de quase nada. Muito menos do tempo. O que nos traz a sensação de estarmos vivos. Sem grande governo. Que é uma forma de irmos morrendo devagar.

Acho que foi por isso que, como toda a gente, evitei, de todas as maneiras, tocar nas formas como perdia tempo. O tempo corria. Eu, apesar de tudo, corria atrás do tempo. De tempos a tempos, o tempo e eu travávamos algum conhecimento. E, ao contrário de tudo o que ia imaginando, debaixo dessa forma desconjuntada de viver o tempo, foi preciso perder-me nele para reparar que “começamos” a viver quando descobrimos que, afinal, não temos o tempo todo. Às vezes, fugimos de olhar para o tempo que perdemos porque temos medo que isso faça com que morramos mais depressa.


Eduardo Sá

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Os relógios Maurice Lacroix no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - óleo de fígado de bacalhau

Meditações - Não há, em viagens, tempo perdido

Nenhum homem existe que não tenha sentido, pelo menos uma vez, o irreprimível apelo da partida, aquele “místico estremecimento”, como lhe chama Melville, de “nem o navio nem nós podermos já ser vistos de terra”.

Abençoados pelo tempo – essa ínfima parte da eternidade – consome-nos a urgência de tudo. E o lume da ânsia em que ardemos, iluminando-nos o caminho, queima-nos, calcina-nos. Saudamos as vastidões porque horizontes largos permitem a respiração da chama e a redenção de tão curtas vidas.

Apolónio de Rodes sabia: “a viagem que leva os homens a zarpar acaba sempre por, irremediavelmente, chegar”.

Jasão não pensava ser chamado, ainda rapaz, a ser o primeiro a sulcar o mar.

No seu porto distante, Medeia, uma menina apenas, não esperava nenhum estrangeiro por quem se apaixonar. Um partia para voltar para casa e salvar o pai; a outra rejeitava o pai e partia para nunca mais voltar. Escolheram ambos o mar e chegaram ao fim bem diferentes de como haviam começado: já não eram jovens, tinham-se tornado homem e mulher – heróis.

Para os gregos, herói era o que sabia escutar-se, escolher-se no mundo e aceitar a mais dura prova exigida a todo o homem: a de nunca se trair. Vitórias e derrotas não são definitivamente a medida do heroísmo: na Antiguidade, herói é aquele que decide a sua vida, a sua medida será sempre grande porque será a da sua ousadia. E se Platão, no Teeteto, disse que “pensar é o acto da alma que fala consigo mesma”, a revolução plenamente grega consiste em uma e outra vez dirigir a palavra àquilo a que tantas vezes impomos o silêncio: dizermo-nos por dentro para poder escolher, amando-nos como somos na mais íntima pureza de um livro sussurrado ao ouvido na velhice.

É frequente hoje colocarmos a nossa bitola quase ao nível do solo, convencidos de merecermos muito pouco, quase certos de que os nossos horizontes não podem nunca estar encobertos, e acabamos por temer desejar, em nome da falsa tranquilidade que nos dá o facto de nada mudar.

Esmaecida e degradada, a palavra herói serve hoje para definir apenas vencedores, marechais de verbo oco – excelência! inovação! – que, ao ritmo das botas cardadas da sua vacuidade, transitam de TedTalks para livros de auto-ajuda com a resoluta diligência de uma lesma. E quase nos acontece esquecermos aquele colóquio interior que apenas o gesto de nos fazermos ao mar nos pode fazer descobrir novamente. Juntamente com o amor, centelha de heroísmo em cada vida particular, que sabe elevar aos astros a nossa medida interior. Medeia e Jasão foram os primeiros, mas não os últimos. Eles são a viagem de ida e volta de toda a jornada humana.

O mar é uma língua antiquíssima e as suas palavras são um mapa a decifrar. Não tem fim, mas multiplica inícios sob a forma de horizontes. Ele conhece a arte do encantamento, do assombro, do medo, da impaciência e da espera. Engole naus, oferece presentes e ténues linhas de pele tisnada em mãos sobre o peito (para cima, para baixo), surpreende-nos em portos não assinalados em mapas traçados por outros que não nós. É doce nas suas ondas e cruel nas suas tempestades; a sua água é salgada como o suor do cansaço, como o pranto da dor, como as lágrimas de uma alegria há muito abafada pela promessa de uma voz cuja “beleza salvará o mundo”. A barca é bela e no casco, pintado de fresco, está o nosso nome. Na viagem dos heróis, essa barca somos nós.

Em breve chegaremos ao porto, para isso atravessámos a imensidão da água. Uma nova vida nos aguarda, a que sempre desejámos antes de aceitarmos o desafio de partir. É a vida que tanto temíamos pedir a que vem ao nosso encontro.

Por essa razão partimos: deixarmos de viver como importunos – etimologicamente, alguém sem um porto para sermos quem realmente somos – e não importunarmos, não confundirmos, não desorientarmos quem realmente amamos, aquilo em que realmente acreditamos. Para não continuarmos a vaguear distraidamente, mas reencontrarmos um fio, uma terra, um chão para os nossos pensamentos.

Inefáveis ​​são as cores da água impossíveis de arrumar em armários ou em gavetas – pois não pode chamar-se pelo nome a luz que a acende durante o dia – transparente, cobalto, cristal, turquesa – e a apaga à noite: negro, vinho, lua. O mar conhece a lei do equilíbrio entre a presença e a ausência que tantas vezes nos escapa e nos abate na espera daquilo que, apenas por enquanto, não conhecemos ainda. E o que não somos ainda. Ainda…

O seu nome tanto pode ser masculino (italiano, português), como feminino (francês), como neutro (línguas eslavas). É todas as mulheres, todos os homens, todos os pensamentos que habitam os nossos portos, dos mais distantes aos mais próximos. O mar chama, e é nossa obrigação, do inventário daquilo que somos, escolhermo-nos todos os dias: homens impacientes, filhos amados, mães apreensivas, amigos leais, amantes arrebatados, rapazes rebeldes, mulheres prudentes, crianças inquietas – a simultaneidade de todos os nossos eus desfraldados como uma vela.

Não há, em viagens, tempo perdido. Todo ele é, pelo contrário, tempo reencontrado, pois, nas idas e vindas das marés, o herói quotidianamente descobre o que é, não o que foi, nem o que será.

Todos os dias, enfunadas as velas do Argo, fazemo-nos ao mar e enfrentamos ventos e tempestades para chegar à costa ou para sermos diferentes daquilo que éramos quando partimos, passamos a linha de sombra e cruzamos o nosso umbral. O mar exige que escolhamos para onde vamos e porquê.

Podemos ignorá-lo; invocar falta de tempo, e pode até dar-se o caso de não o ouvirmos – esse mar, que nos fala nas remotas palavras de uma língua desconhecida, pode ser assustador ou gentil. Mas, sem avisar, sem qualquer vento que o anuncie, haverá sempre um mar que, pacientemente, nos conduzirá àquele gesto arcaico, humano: cruzar o umbral e mergulhar. Em nós.

“Chamem-me Ismael.”

Vamos?


Paulo Ramos

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Os relógios Label Noire no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - bolachas Aliança, 1950

Os relógios Rolex e Sir Yehudi Menuhin, 1989


  (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Semana relojoeira de Genebra - relógios March LA.B convidam...

Meditações - viver o presente

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, tem uma abordagem distinta em relação ao tempo e explicou por que opta por não usar relógio. Falando num evento tecnológico, Huang, cuja empresa Nvidia viu a sua avaliação disparar nos últimos anos, enfatizou o valor de viver no momento presente.

“Poucas pessoas sabem disso, mas eu não uso relógio. A razão pela qual não uso é que agora é o momento mais importante. Você pode se surpreender, mas não sou particularmente ambicioso. Não aspiro a fazer mais; quero fazer melhor no que estou fazendo atualmente, não estou me esforçando para mais – espero que o mundo venha até mim. estratégia. Não temos um grande plano. A nossa definição de um plano a longo prazo é simplesmente: o que estamos a fazer hoje?

Uma conta do Instagram, @entrepreneursonig, compartilhou um vídeo de Huang discutindo sua filosofia no evento, com a legenda: “Fazer mais é fácil; fazer menos é difícil. Jensen Huang, CEO e cofundador da NVIDIA, conta como ele e seu a empresa se concentra no presente e, em última análise, molda o seu futuro.”

do Facebook

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Os relógios Kross Studio no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - seguros de vida, 1950



Os relógios Rolex e Sir Ranulph Fiennes, 1989


  (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Meditações - o futuro e o passado em frente dos nossos olhos

Podemos mirar el estado presente del universo como el efecto del pasado y la causa de su futuro. Se podría concebir un intelecto que en cualquier momento dado conociera todas las fuerzas que animan la naturaleza y las posiciones de los seres que la componen; si este intelecto fuera lo suficientemente vasto como para someter los datos a análisis, podría condensar en una simple fórmula el movimiento de los grandes cuerpos del universo y del átomo más ligero; para tal intelecto nada podría ser incierto y el futuro, así como el pasado, estarían frente a sus ojos.

Pierre-Simon Laplace

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Os relógios IWC no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - farinha láctea Nestlé, 1950

Relógios Rolex e Dame Kiri Te Kanawa, 1989


  (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Meditações - prever o futuro

Give me the positions and velocities of all the particles in the universe, and I will predict the future.

Marquis Pierre Simon de Laplace