Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Horas de trabalho na Europa, 1989


Artigo no The Economist, 14 de agosto de 1989, horas de trabalho na Europa (Arquivo Fernando Correia de Oliveira)

As canetas Montblanc no Relógios & Canetas online


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Memorabilia - ementas, evento em Palma de Maiorca, relógios Garmin

Janela para o passado - Centro de Novidades, Barcelos, 1916

Meditações - chegar a horas, mas a onde?

Um relógio pode obrigar-nos a chegar a horas; não nos diz onde queremos chegar.

Bernardo Ribeiro da Cunha

sábado, 17 de outubro de 2026

Calendário para 2027 com ilustrações de João Vaz de Carvalho, com o Público de 31 de Outubro

Sábado, 31 de Outubro, com o PÚBLICO, por 4 euros

O PÚBLICO e a Associação para a Promoção Cultural da Criança apresentam o Calendário Ilustrado para 2026 com sugestões de leitura para miúdos e graúdos. Esta edição é dedicada ao trabalho de ilustração de João Vaz de Carvalho, artista que se dedicou exclusivamente à pintura e à ilustração. Expôs amplamente em mostras individuais e colectivas e colaborou com diversas galerias de arte. Como ilustrador, trabalhou para numerosos títulos da imprensa portuguesa e ilustrou cerca de meia centena de livros publicados em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Suíça, Inglaterra, Brasil, China, Coreia do Sul e Dinamarca. Desenvolveu projectos em áreas diversas, da cerâmica à marioneta e ao cinema de animação. O seu trabalho recebeu cerca de uma centena de prémios e distinções nacionais e internacionais.











Janela para o passado - sapataria Modelo, Viana do Castelo, 1917

Iconografia do tempo - ampulheta


 Old women sleeping, Cornelis Bisschop

Os relógios Versace no Relógios & Canetas online


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Memorabilia - boné e óculos, relógios Garmin

Vamos falar sobre o Tempo no maior congresso sobre olisipografia em décadas

Nas próximas quinta, sexta e sábado, 22 a 24 de Outubro, decorre na Associação dos Arqueólogos Portugueses, no Convento do Carmo, em Lisboa, o Congresso "Lisboa O Tempo e a Gente", no âmbito das comemorações dos 90 anos do "Grupo Amigos de Lisboa".

Trata-se do maior encontro em décadas dedicado à temática da Olisipografia. No dia de encerramento, faremos ali uma comunicação sobre "Tempo e Poder em Lisboa". As comunicações ao congresso serão publicadas em livro, lançado também no sábado, 24.

Meditações - o instante em que o mundo respira

O tempo

não passa.

É a água

que aprende

o nome das pedras.

É a luz

que demora

sobre o fruto

antes de o deixar cair.

As mãos

não guardam os dias.

Apenas

o calor

de um gesto,

o perfume breve

da terra

depois da chuva.

Tudo o resto

é vento.

E, no entanto,

há uma folha

que insiste

em ficar presa

ao ramo.

Talvez seja isso

o tempo:

não a queda,

mas o instante

em que o mundo

ainda respira

antes de partir.


Vítor Rodrigues

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Janela para o passado - Pensão Académica, Braga, 1917

Os relógios Ulysse Nardin no Relógios & Canetas online


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Memorabilia - saco e garrafa térmica barcos Simbad, relógios Garmin

Relojoaria João Veloso Feijó. Lisboa, 1905


 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Meditações - as árvores não contam os dias...

O tempo amadurece

em silêncio,

como o figo

que ninguém vê

abrir-se à doçura.

Passa pela água

e a água

fica mais clara.

Passa pelo rosto

e deixa

uma luz mais funda

nos olhos.

Não leva tudo.

Há um nome

que permanece

na boca da manhã.

Há uma ave

que regressa

ao mesmo ramo

sem perguntar porquê.

Aprendo com as árvores:

não contam os dias,

erguem apenas

o coração

contra o vento.

E quando a noite chega,

o tempo

já não é um caminho.

É um punhado de estrelas

aceso nas mãos,

enquanto a terra,

muito devagar,

continua a florir.

 

Vítor Rodrigues

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Janela para o passado - Pílulas Pink, 1917

Os relógios U-Boat no Relógios & Canetas online


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Relojoaria Eloy de Jesus. Lisboa, 1906


 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Para nós, todos os dias são "dia do relógio"


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Meditações - quando o tempo se lembra de nós

A Jorge Luís Borges

 

A biblioteca das horas

Certa noite encontrei, entre livros esquecidos,

uma porta que não deveria estar ali.

Não tinha fechadura, apenas uma sombra

com a forma exacta da minha mão.

Abri-a.

Do outro lado havia uma biblioteca

onde cada livro contava a mesma vida,

mas mudava o nome do homem

que a tinha vivido.

Num deles eu era velho.

Noutro, nunca tinha nascido.

Noutro ainda, caminhava por uma cidade

que desaparecera antes de os seus mapas existirem.

Continuei a ler.

As páginas falavam de um espelho

que reflectia não o rosto,

mas todas as possibilidades

que o rosto abandonara.

Então compreendi, talvez demasiado tarde,

que o labirinto não tinha paredes:

era feito de escolhas,

de memórias que se corrigem,

de futuros que imaginamos ter perdido.

Fechei o último livro.

A biblioteca permaneceu em silêncio,

como se já soubesse o que eu faria.

Quando voltei à rua,

a madrugada parecia exactamente a mesma.

Mas levei comigo uma dúvida antiga:

se somos feitos de tempo,

quem somos nós

quando o tempo se lembra de nós?


Vítor Rodrigues

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Janela para o passado - xarope peitoral James, 1924

Os relógios Tudor no Relógios & Canetas online


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Ourivesaria Luís Pinto Moitinho, Lisboa, 1906


 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Meditações - um rio que nunca regressa

O Tempo

O tempo corre em silêncio,

sem pedir licença ao coração;

leva consigo os sonhos antigos

e semeia outros na imensidão.

É rio que nunca regressa,

vento que não se pode prender;

ensina, cura e transforma,

faz nascer e faz crescer.

Nas horas de alegria, voa;

na tristeza, parece parar.

Mas segue sempre o seu caminho,

sem nunca olhar para trás.

Por isso, vive cada instante,

como quem guarda um tesouro seu;

pois o tempo é a maior riqueza

que a vida ao ser humano deu.


Vítor Rodrigues

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Janela para o passado - a salsaparrilha do Dr. Ayer, 1909

Os relógios TAG Heuer no Relógios & Canetas online


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Como se obtêem os Beras...

(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Já explicámos aqui a origem do termo "bera". E até já fomos, por isso, citados, aqui. Referindo-se ao Chiado, em Lisboa, dizia-se no artigo do jornal A Capital:

"Foram ali dar os célebres brilhantes Bera, que deslumbraram o alfacinha, arrancando-lhe o dinheiro à farta e seduzindo-o com o brilho fulgurante das suas falsas pedrarias e das suas jóias de latão. Os brilhantes Bera foram, inegavelmente, uma das mais estranhas loucuras da Lisboa no nosso tempo".

A história dos brilhantes Bera parece ser a seguinte: nos números 2 a 6 da Rua Garrett apareceu por volta de 1900 um estabelecimento de artigos de origem americana. Pertencia à Bera Scientific Diamond Palace e, no espaço sumptuosamente montado, exibiam-se jóias falsas, mas de acabamento elaborado. "Mais reais que as jóias reais", era o seu lema. O êxito foi tremendo, mas o termo "bera" ficou. Para qualificar negativamente algo ou alguém.

 Acrescentamos agora um artigo publicado por essa altura, assumindo-se às claras a maneira de fabricar pedras preciosas de forma artificial. Hoje em dia, a indústria diamantífera clássica, baseada na exploração mineira, está ameaçada - de morte, diríamos nós - pelos diamantes sintéticos, feitos em laboratório, sem falhas e praticamente impossíveis de detectar quando comparados com os naturais.

Meditações - tempo falsificado

Uma das regulares falcatruas nas redes sociais é a falsificação do tempo. Mostra-se uma fotografia com anos como se fosse de ontem, publica-se uma velha declaração como se tivesse pronunciada na véspera. O único remédio é criar uma cultura de bloqueio automático do difusor.

Francisco Seixas da Costa