Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Humor relojoeiro - diz-me que relógio usas...


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Os relógios Rudis Sylva no Relógios & Canetas online


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Às voltas com dois relógios de bolso Longines e o seu importador para Portugal - Jules Mange

Recebemos por estes dias um e-mail de Matthias Lambert, de Düsseldorf, Alemanha. Tinha herdado um Longines de bolso, com caixa de ouro (na foto em cima). Pediu à Longines elementos sobre a peça e a resposta foi que o relógio seguiu a 1 de Setembro de 1900 para Jules Mange, na altura representante da marca em Portugal.

Matthias Lambert foi à procura de mais elementos e encontrou referências a Mange no blogue Estação Cronográfica. Tínhamos falado dele aquando de uma comunicação que fizemos em Faro sobre o modelo Portugieser da IWC. E, depois, mais profundamente, aquando das investigações que resultaram no livro O Relógio da República.

O genebrino Jules Louis Mange (1845 - 1928) foi Cônsul da Confederação Helvética em Lisboa, de 1897 a 1922. Fundou, entretanto, o Depósito Suíço, na Baixa pombalina. E, além da Longines, representou a IWC, a Moeris (activa entre 1883 e 1970) e a Lusitanos (talvez marca própria, com calibres suíços). Além disso, o Depósito Suíço tinha tipografia e especializou-se na edição de postais turísticos. Mange foi ainda um dos fundadores da Igreja Presbiteriana em Portugal.

Em O Relógio da República referimos o relógio de Mendes Cabeçadas, um dos atores do 5 de Outubro de 1910. A peça, igualmente com caixa de ouro, importada por Mange e comprada pelo pai de Cabeçadas em 1906 no Depósito Suíço foi-lhe oferecida quando se formou Cadete da Marinha. Por isso, dizemos que este Longines, que foi restaurado pela manufatura, por nossa iniciativa, e que hoje se encontra no Museu da Presidência, viveu, tal como o seu dono, em três regimes - Monarquia, República e Estado Novo.



Capa do livro O Relógio da República, com a peça que petenceu a Mendes Cabeçadas


Anúncio de Julio Mange, no Anuário Comercial de Portugal de 1897, a mais antiga referência que encontrámos na imprensa portuguesa à marca IWC (arquivo Fernando Correia de Oliveira)


Em cima e em baixo, postais produzidos pelo Depósito Suíço

Janela para o passado - Nescafé, 1958

Em Paris, com os relógios Minerva


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Memorabilia - medalha relógios Audemars Piguet


Meditações - Tic-tic, tic-tic... Siempre igual, monótono y aburrido

[… ]Clarea

el reloj arrinconado,

y su tic-tic, olvidado

por repetido, golpea.

Tic-tic, tic-tic... Ya te he oído.

Tic-tic, tic-tic... Siempre igual,

monótono y aburrido.

Tic-tic, tic-tic, el latido

de un corazón de metal.

En estos pueblos, ¿se escucha

el latir del tiempo? No.

 

En estos pueblos se lucha

sin tregua con el reló,

con esa monotonía

que mide un tiempo vacío.

Pero ¿tu hora es la mía?

¿Tu tiempo, reloj, el mío?

(Tic-tic, tic-tic...) Era un día

(Tic-tic, tic-tic) que pasó,

y lo que yo más quería

la muerte se lo llevó.

Lejos suena un clamoreo

de campanas...

Arrecia el repiqueteo

de la lluvia en las ventanas.

Fantástico labrador,

vuelvo a mis campos. ¡Señor,

cuánto te bendecirán

los sembradores del pan!

Señor, ¿no es tu lluvia ley,

en los campos que ara el buey,

y en los palacios del rey?

¡Oh, agua buena, deja vida

en tu huida!

¡Oh, tú, que vas gota a gota,

fuente a fuente y río a río,

como este tiempo de hastío

corriendo a la mar remota,

con cuanto quiere nacer,

cuanto espera

florecer

al sol de la primavera,

sé piadosa,

que mañana

serás espiga temprana,

prado verde, carne rosa,

y más: razón y locura

y amargura

dé querer y no poder

creer, creer y creer! […]


António Machado

terça-feira, 5 de maio de 2026

Iconografia do tempo


 Charles Spencelayh Inglaterra, 1865-1958

Os relógios Ressence no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - Academia dos Amadores de Música, 1958

Relógios & Canetas online Maio - Rolex e... o resto

Rolex e… o resto

Rolex aumenta preponderância no setor relojoeiro suíço e a tendência tem vindo a acentuar-se nos últimos anos. A companhia, que não tem um dono privado nem está cotada em bolsa – pertence a uma fundação, vai asfixiando tudo em redor. E são pouco os que resistem.

Os quadros que aqui apresentamos traduzem o volume de vendas e os lucros, comparando a situação em 2019 e em 2025.

São baseados no relatório anual sobre o sector, elaborado pelo Bank Vontobel, empresa familiar com sede em Zurique, que presta serviços de investimento a clientes privados e institucionais desde 1924.

Apesar de fatores que a indústria não controla – alta do preço do ouro, moeda forte, instabilidade tarifária, guerra na Europa e agora no Médio Oriente – os relógios suíços continuam a ser um produto altamente desejável e surpreendentemente ainda competitivo (mesmo com os salários altos que se pagam).

Apesar de as exportações terem diminuído em valor 2,8% em 2024 e 1,7% em 2025. Sendo, assim, a manta mais curta, a quem começam a aparecer os pés frios? E quem, no meio disso, consegue ainda ficar com a parte maior da manta?

Os números são evidentes, tanto a nível de valor de vendas como de lucros. As independentes Patek Philippe e Audemars Piguet conseguem sobreviver, mas o Swatch Group, o maior do mundo em termos industriais e de portfolio, parece estar a sofrer.

Como já aqui referimos várias vezes, a estratégia de comunicação do Swatch Group continua ausente dos grandes encontros mundiais do setor. Como a semana relojoeira de Genebra, com especial destaque para o salão Watches & Wonders, de cujas novidades vamos dando conta. E onde a Rolex, a Patek Philippe, a Cartier ou a Audemars Piguet, bem como as marcas LVMH estiveram.


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Memorabilia - boné relógios Tudor

Meditações - la última gota que en la clepsidra tiembla

Del camino


Daba el reloj las doce... y eran doce

golpes de azada en tierra...

... ¡Mi hora! —grité—... El silencio

me respondió: —No temas;

tú no verás caer la última gota

que en la clepsidra tiembla.

Dormirás muchas horas todavía

sobre la orilla vieja,

y encontrarás una mañana pura

amarrada tu barca a otra ribera. [...]


António Machado

segunda-feira, 4 de maio de 2026

domingo, 3 de maio de 2026

Há 50 anos - Omega Speedmaster Mack IV, comprado na Ourivesaria Portugal, Lisboa


   

Janela para o passado - Milo, 1957

Humor relojoeiro - um parafuso a mais...


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Os relógios Louis Moinet no Relógios & Canetas online


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Memorabilia - perfume relógios Chanel

Há 50 anos - a compra de um Omega Speedmaster Mark IV na Ourivesaria Portugal

A 3 de Abril de 1976, um sábado, comprávamos na Ourivesaria Portugal, ao Rossio, em Lisboa, o primeiro relógio com o nosso próprio dinheiro - um Omega Speedmaster Mark IV, cronógrafo automático com data e submostrador de 24 horas, que mantermos. Os 9.600 escudos que nos custou equivaliam a 3 salários líquidos, dos que ganhávamos como jornalista na Agência de Notícias ANOP.


Na altura, a Omega era representada pela A. Moura Ltda., empresa que, após 100 anos na Praça da Figueira, encerrou atividade, doando o seu acervo ao Núcleo do Tempo do Arquivo Ephemera, que coordenamos.



Quanto à Ourivesaria Portugal, também ela fechou portas, com algum do seu espólio a ser igualmente oferecido pela família Macedo e Cunha ao maior arquivo privado do país.