sábado, 5 de setembro de 2026
Os relógios Ralf Tech no Relógios & Canetas online
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O Tempo de Mafra no Relógios & Canetas online de Setembro
Meditações - o Tempo, esse antigo relojoeiro do cosmos, vira lentamente as páginas do Universo.
A Biblioteca das Constelações
Dizem
que há livros esquecidos
sobre a Terra.
Não é verdade.
Quando a última mão
fecha um poema,
uma estrela
abre-o no céu.
As constelações
não servem apenas
para orientar navegadores.
São estantes luminosas
onde repousam
os versos
que os homens deixaram de ler.
A Via Láctea
é uma biblioteca infinita.
Cada galáxia
guarda a respiração
de um poeta.
Cada cometa
transporta um manuscrito
à procura
de um novo leitor.
A Lua
lê em voz baixa
os poemas órfãos.
Saturno
protege-os
com os seus anéis,
como um velho bibliotecário
que nunca permite
que uma página
se perca.
As nebulosas
copiam versos
com tinta de estrelas.
Os buracos negros
não devoram a poesia.
Escondem-na
até que a humanidade
volte a merecê-la.
E o Tempo,
esse antigo relojoeiro do cosmos,
vira lentamente
as páginas
do Universo.
Foi então
que compreendi:
nenhum poeta
é esquecido.
Apenas muda
de planeta.
Apenas muda
de leitor.
Porque enquanto existir
uma estrela acesa,
haverá um verso
a iluminar
a eternidade.
✓Nota de Autor
Este poema nasce da convicção de que a poesia não desaparece
com o esquecimento humano. O Universo é apresentado como a grande biblioteca da
memória, onde cada poeta continua vivo através da luz, do tempo e das estrelas.
Esquecer um poeta é apenas deixá-lo viajar para outra dimensão, onde a palavra
permanece eterna.
— Jorge Moreira
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Os relógios Raketa no Relógios & Canetas online
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Meditações - o velho relógio
O velho relógio
O relógio está parado sobre a mesa.
É um relógio muito antigo, A. Rosskopf & Cie. Patent,
foi do meu avô, e antes foi do pai dele, meu bisavô.
Eu o usei por uns tempos, uns meses.
Ele tem na traseira o mecanismo dourado à mostra.
Era protegido por um vidro, que foi quebrado numa limpeza
por um relojoeiro descuidado.
Desde então eu não o usei mais.
Descansa às vezes entre os meus livros
como se os guardasse, com cuidado amoroso.
É como se a poesia dormisse com o seu mecanismo.
O tempo parou para o meu velho relógio.
O tempo nem existe mais.
É como se o velho relógio sorrisse para o tempo vencido.
José C. Brandão – junho/2022
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Os relógios Clocktwo no Relógios & Canetas online
Peças históricas da Maurice Sandoz Collection em rara exposição, em Tóquio
A Parmigiani Fleurier realiza este mês, na galeria 21_21, em Tóquio, uma exposição de peças da coleção privada Fundação Sandoz, dona da manufatura. As peças têm sido mantidas e restauradas nas últimas décadas por Michel Parmigiani.
Da organização:
Before founding Parmigiani Fleurier in 1996, Michel
Parmigiani established his reputation as one of the foremost specialists in
horological restoration, while also designing and creating complex timepieces.
Thirty years later, Parmigiani Fleurier presents Mechanical Wonders. For the first time in Japan, historic masterpieces from the Maurice Sandoz Collection, preserved by the Fondation Édouard et Maurice Sandoz (FEMS) and restored by Michel Parmigiani, enter into dialogue with contemporary horological creations by Parmigiani Fleurier.
As jóias Rosekey no Relógios & Canetas online de Setembro
Meditações - o pomar do tempo
Saboreio este dia,
Fruto roubado no pomar do tempo.
Sabe-me a novidade,
Deixa-me os lábios doces.
Tem a polpa de sol, e dentro dele
Calmas sementes de outro sol futuro.
Cheira a terra lavrada e a maresia.
E tão livre e maduro,
Que quando o apanhei já ele caía.
Miguel Torga in Diário VIII

























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