Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Os relógios Hautlence no Relógios & Canetas online

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Meditações - presentes alternativos

[...] I submit to you that such alterations, the creation or selection of such so-called 'alternate presents' is continually taking place. The very fact that we can conceptually deal with this notion - that is, entertain it as an idea - is a first step in discerning such processes themselves. But I doubt if we will ever be able in any real fashion to demonstrate, to scientifically prove, that such lateral change processes do occur. Probably all we would have to go on would be vestiges of memory, fleeting impressions, dreams, nebulous intuitions that somehow things had been different in some way - and not long ago, but NOW. We might reflexively reach for a light switch in the bathroom only to discover that it was - always had been - in another place entirely. We might reach for the air vent in our car where there was no air vent - a reflex left over from a previous present, still active at a subcortical level. We might dream of people and places we had never seen as vividly as if we had seen them, actually known them. But we would not know what to make of this, assuming we took time to ponder it at all. One very pronounced impression would probably occur to us, to many of us, again and again, and always without explanation: the acute absolute sensation that we had done once before what we were just about to do now, that we so to speak, lived a particular moment or situation previously - but in what sense could it be called 'previously,' since only the present, not the past, was evidently involved? Such an impression is a clue that at some past time point a variable was changed - reprogrammed, as it were - and that, because of this, an alternate world branched off, became actualized instead of the prior one, and that in fact, in literal fact, we are once more living this particular segment of linear time. A breaching, a tinkering, a change had been made, but not in our present - had been made in our past. ...Conceivably this could happen any number of times, affecting any number of people, as alternative variables were reprogrammed. We would have to go live out each reprogramming along the subsequent linear time axis. ...Thus, too, this might account for the sensation people get of having lived past lives. They may well have, but not in the past; previous lives, rather, in the present. In perhaps an unending repeated and repeated present, like a great clock dial in which grand clock hands sweep out the same circumference forever, with all of us carried along unknowingly, yet dimly suspecting.

Philip K. Dick

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Furto de vários relógios ao relojoeiro E. Harmand, Lisboa, 1848

(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - A Primorosa confeitaria e conservaria, com five o'clock tea, 1908

Os relógios Graham no Relógios & Canetas online

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Meditações - eternidade

Well, let us consider a favorite topic of Christian thinkers: the topic of eternity. This concept, historically speaking, was one great new idea brought by Christianity to the world. We are pretty sure that eternity exists - that the word 'eternity' refers to something actual, in contrast, say, to the word 'angels.' Eternity is simply a state in which you are free from and somehow out of and above time. There is no past, present, and future; there is just pure ontological being. 'Eternity' is not a word denoting merely a very long time; it is essentially timeless. Well, let me ask this: Are there any changes that take place there; i.e., take place outside of time? Because if you say, 'Yes, eternity is not static; things happen,' then I at once smile knowingly and point out that you have introduced time once more. The concept 'time' simply denotes - or rather posits - a condition or state or stream - whatever - in which change occurs. No time, no change. Eternity is static. But if it is static, it is even less than long-enduring; it is more like a geometric point; an infinitude of which can be determined along any given line. Viewing my theory about orthogonal or lateral change, I defend myself by saying, 'At least it is intellectually less nonsensical than the concept of eternity.' And everyone talks about eternity, whether they intend to do anything about it or not.

Philip K. Dick

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Furto de relógio em Lisboa, 1842

(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - Casa Africana, 1908

Os relógios GOS no Relógios & Canetas online

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Meditações - tempos paralelos

We are all accustomed to supposing that all change takes place along the linear time axis: from past to present to future. The present is an accrual of the past and is different from it. The future will accrue from the present on and be different yet. That an orthogonal or right-angle time axis could exist, a lateral domain in which change takes place - processes occurring sideways in reality, so to speak - this is almost impossible to imagine. How would we perceive such lateral changes? What would we experience? What clues - if we are trying to test this bizarre theory - should we be on the alert for?

Philip K. Dick

domingo, 16 de janeiro de 2022

Antes dos fusos horários... quadro do tempo solar médio para várias cidades quando era meio-dia em Lisboa


 O Informador Novo Almanaque para 1873 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - quando a Benard era fábrica de luvas e vendia quinquilharia, 1908

Os relógios Girard-Perregaux no Relógios & Canetas online

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As escolhas do Anuário - o que marcou o último quarto de século em termos de Relojoaria

 

No Anuário Relógios & Canetas 2022



Meditações - pulso(s)

Desde a semana passada que passei a usar o relógio no pulso esquerdo. E garanto que sempre o usei no direito. Não tenho explicação. Pólos invertidos? Aquecimento global? Posters das autárquicas? Mulder? Help.

João Gata, no Facebook, 16/08/2021

sábado, 15 de janeiro de 2022

Confraria da Rainha Santa Isabel, Coimbra - 1927 a 2005 - oferendas de relógios e jóias

Da Confraria da Rainha Santa Isabel. Registo dos autos de abertura das caixas das esmolas existentes na igreja da Rainha Santa Isabel, em Coimbra. Durante a presidência do Dr. António de Vasconcelos, ficou decidido que cada uma das caixas das esmolas tivesse três chaves diferentes, entregues ao presidente, secretário e tesoureiro, e que as caixas seriam abertas uma vez por mês, perante os mesários; o dinheiro encontrado era logo contado e lavrava-se em livro especial um auto de abertura, fazendo contar tudo o que se encontrou discriminadamente (Actas e Eleições, Acta de 30 de Junho de 1927, liv.3 – fl.12v.). É contabilizado o total do dinheiro proveniente das três caixas existentes na igreja, dinheiro que era entregue como pagamento de promessas, como agradecimento de alguma cura ou para comprar azeite, e dá-se nota, igualmente, de objectos encontrados nas mesmas caixas, por exemplo: moedas de prata, moeda de ouro de cinco dólares, anéis de ouro, libras de ouro, notas de vinte dólares, moedas inglesas, espanholas, brasileiras, uma rupia da Índia portuguesa, uma moeda do Príncipe Regente D. Pedro de 1812, moeda de dez escudos da comemoração da Batalha de Ourique, moeda do reinado de D. José, de D. Maria II, de D. Luís, da Câmara e do Comércio da Indústria de 1923, nota do Banco Ultramarino, Província de Angola, toalhas de linho, argolas, relógios, broches, colar de marfim, lâminas em prata representando olhos, fios de ouro, fio de contas de ouro com um pequeno relicário pendente, um Menino Jesus de prata num berço, cruz de azeviche, cruz com diamantes, alfinete de gravata, medalhas, por exemplo de Nossa Senhora de Fátima, de “Lembrança Portuguesa”, de Santo António, brincos, alianças, pulseiras, figas, castiçais, cordões, em ouro ou prata, decorados com pérolas e diamantes, cartas com pedidos à Rainha Santa. Ver mais aqui.

Janela para o passado - Camisaria Santos, Lisboa, 1908

Os relógiosGirard-Perregaux no Relógios & Canetas online

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Meditações - ouvi pelo tabique o toque do relógio

 Cheguei ao fim. Andei de pé descalço

 sobre os calhaus do rio, senti

 a água fria, as vozes de outro

 lado. Ergui-me na cisterna, ouvi

 pelo tabique o toque do relógio

 e desci noutra casa, ao longe,

 a escada estreita. Mas sempre

 em tudo isso sentei-me na cadeira.

 

Deslustrei a fama que me deram,

 Soluçei os soluços que passei

 com risos importunos. Abri mão

 dos trunfos que os anos me dariam

 se os olhos pudessem reabrir-se.

 As músicas tocaram, mas falei

 de arremedos sortidos, da beleza

 da mão com sardas brunas, e vazia.

 

Matei-me esfarelado, e hesitei

 entre a folha da agenda e a falha

 geológica. Puxei cordas diversas

 e alterei assim o rumo dos teus olhos

 com a vela que os vela. Sou ainda

 o feto minutado que o planeta quis

 no país, no país, no campo e na cidade,

 entre dentes e datas, azar de bruxaria.

 

Vário, variei. Pra trás e pra diante

tropecei, empecilho, no teu entendimento.

Vim dos poentes tensos, rapidíssimos,

sobre a terra crestada de moléstia,

vazio de uniforme e de uma carta a chegar.

Engrossei a gravata, fiz sorriso

da careta que a alma me ditou,

pontuei o discurso. __ Vindimei.

 

Andei de flor em flor nos intervalos

de cantar muito a sério que sem asas

é na cadeira que tenho de sentar

o cu dorido de toda a eternidade:

e a mão, a mesma, a mão direita

mas sinistra, passa do corrimão

para a caneta, a preta, não descreve,

e escreve. Páro de percorrer.

 

Discorro.__ Mais: decorro, e sem saber

de que novelo saio.

Por sobre o ombro (dói!) lobrigo

tantas confusas coisas, falo delas.

Colo então à própria vista a escrita,

o peso, o contrapeso, a palavra que digo.

Sufoco o medo a medo, e olho a esteira

remudo e quedo, sentado na cadeira.

 

Pedro Tamen, in “Memória Indescritível”, Editora Gótica, Lisboa, 2000

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

As principais épocas históricas

 

O Informador Novo Almanaque para 1873 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Relógios & Canetas online - a entrar no décimo ano de existência


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Janela para o passado - há 50 anos - Torrão de Alicante, 1972

Os relógios Fonderia no Relógios & Canetas online

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Meditações - Does anybody really know what time it is (I don't)

As I was walking down the street one day

A man came up to me and asked me what the time was that was on my watch, yeah

And I said

Does anybody really know what time it is (I don't)

Does anybody really care (care about time)

If so I can't imagine why (no, no)

We've all got time enough to cry

And I was walking down the street one day

A pretty lady looked at me and said her diamond watch had stopped cold dead

And I said

Does anybody really know what time it is (I don't)

Does anybody really care (care about time)

If so I can't imagine why (no, no)

We've all got time enough to cry

And I was walking down the street one day (people runnin' everywhere)

Being pushed and shoved by people (don't know where to go)

Trying to beat the clock, oh, no I just don't know (don't know where I am)

I don't know, I don't know, oh (don't have time to think past the last mile)

(Have no time to look around) And I said, yes I said (run around and think why)

Does anybody really know what time it is (I don't)

Does anybody really care (care about time)

If so I can't imagine why (no, no)

We've all got time enough to die

Everybody's working (I don't care)

I don't care (about time)

About time (no, no)

I don't care


Chicago

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Cosmografia, O Informador Novo Almanaque para 1873

 

O Informador Novo Almanaque para 1873 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)


Relógios fora do comum em exposição "exquisita" em Serpa

Estivemos por estes dias em Serpa, no Museu do Relógio, onde, até 30 deste mês, estará patente a exposição "Relógios Exquisitos". A mostra, que em Dezembro esteve patente na extensão de Évora do museu, reúne peças da instituição e de particulares que, pelas suas características, fogem na forma ou na leitura do tempo ao habitual. Guiados pelo seu Director, Eugénio Tavares de Almeida, apreciámos relógios de parede, de mesa, de bolso e de pulso, com tipos pouco habituais de pêndulo, de corda, de caixa, de funções para além das horas, minutos e segundos. Mas que também podem retratar uma sátira política ou social. Aquilo a que os franceses apelidam de objecto "exquisite".



Em cima, réplica em madeira de relógio primitivo, com escape de folliot. Em baixo, réplica de relógio de água ou clepsidra.



Em cima, sistema de corda que funciona pelo peso do próprio relógio, que vai descendo por uma calha. Em baixo, outra réplica de relógio comescape tipo folliot, com a corda dada pelo efeito da inércia de esferas penduradas por fios que enrolam e desenrolam à volta de espigões.




Em cima, um autómato, representando uma praça de Tavira, com os bonecos a movimentarem-se a determinadas horas.



Em cima, relógio cuja corda é dada por um tabuleiro, que oscila à medida que uma esfera nele se movimenta.













Janela para o passado - há 50 anos - Schweppes, 1972

Os relógios Emile Chouriet no Relógios & Canetas online

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