Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

domingo, 25 de outubro de 2026

Janela para o passado - Vinho, garrafão de 5 litros a 2 escudos, Esposende, 1934

Os perfumes e cosméticos Guerlain no Relógios & Canetas online


Iconografia do tempo

"Tempo e Poder em Lisboa", comunicação ao Congresso do Grupo Amigos de Lisboa

Ontem, sábado, 24 de Outubro, estivemos na sessão de encerramento do Congresso que assinalou os 90 anos do Grupo Amigos de Lisboa, de que somos associado. Tratou-se do maior encontro de olisipografia em décadas, com três dias de trabalhos, que decorreram na sede da Associação de Arqueólogos Portugueses, no Convento do Carmo, em Lisboa. (fotos Vítor Rodrigues)

A nossa comunicação teve como tema "Tempo e Poder em Lisboa". Está incluída no livro editado com as comunicações ao Congresso.

























Meditações - se o tempo pagasse todas as dívidas...

sábado, 24 de outubro de 2026

Relojoaria Lisboa, Barcelos, 1961


 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - Tipografia, Livraria e Papelaria Espozedense, 1934

Os produtos de pele Montblanc no Relógios & Canetas online


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Relógios florais


 in Almanaque Bertrand para 1940 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Meditações - Não é noite nem dia, é o tempo ardente

Cai, como antigamente, das estrelas

um frio que se espalha na cidade.

Não é noite nem dia, é o tempo ardente

da memória das coisas sem idade.

 

O que sonhei cabe nas tuas mãos

gastas a tecer melancolia:

um país crescendo em liberdade,

entre medas de trigo e de alegria.

 

Porém a morte passeia nos quartos,

ronda as esquinas, entra nos navios,

o seu olhar é verde, o seu vestido branco,

cheiram a cinza os seus dedos frios.

 

Entre um céu sem cor e montes de carvão

o ardor das estações cai apodrecido;

os mastros e as casas escorrem sombra,

só o sangue brilha endurecido.

 

Não é verdade tanta loja de perfumes,

não é verdade tanta rosa decepada,

tanta ponte de fumo, tanta roupa escura,

tanto relógio, tanta pomba assassinada.

 

Não quero para mim tanto veneno,

tanta madrugada varrida pelo gelo,

nem olhos pintados onde morre o dia,

nem beijos de lágrimas no meu cabelo.


Amanhece.

Um galo risca o silêncio

desenhando o teu rosto nos telhados.

Eu falo do jardim onde começa

um dia claro de amantes enlaçados.

 

Eugénio de Andrade