quarta-feira, 6 de maio de 2026
Em Paris, com os relógios Minerva
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Meditações - Tic-tic, tic-tic... Siempre igual, monótono y aburrido
[… ]Clarea
el reloj
arrinconado,
y su tic-tic,
olvidado
por repetido,
golpea.
Tic-tic,
tic-tic... Ya te he oído.
Tic-tic,
tic-tic... Siempre igual,
monótono y
aburrido.
Tic-tic, tic-tic,
el latido
de un corazón de
metal.
En estos pueblos,
¿se escucha
el latir del
tiempo? No.
En estos pueblos
se lucha
sin tregua con el
reló,
con esa monotonía
que mide un
tiempo vacío.
Pero ¿tu hora es
la mía?
¿Tu tiempo,
reloj, el mío?
(Tic-tic,
tic-tic...) Era un día
(Tic-tic,
tic-tic) que pasó,
y lo que yo más
quería
la muerte se lo
llevó.
Lejos suena un
clamoreo
de campanas...
Arrecia el
repiqueteo
de la lluvia en
las ventanas.
Fantástico
labrador,
vuelvo a mis
campos. ¡Señor,
cuánto te
bendecirán
los sembradores
del pan!
Señor, ¿no es tu
lluvia ley,
en los campos que
ara el buey,
y en los palacios
del rey?
¡Oh, agua buena,
deja vida
en tu huida!
¡Oh, tú, que vas
gota a gota,
fuente a fuente y
río a río,
como este tiempo
de hastío
corriendo a la
mar remota,
con cuanto quiere
nacer,
cuanto espera
florecer
al sol de la
primavera,
sé piadosa,
que mañana
serás espiga
temprana,
prado verde,
carne rosa,
y más: razón y
locura
y amargura
dé querer y no
poder
creer, creer y
creer! […]
António Machado
terça-feira, 5 de maio de 2026
Os relógios Ressence no Relógios & Canetas online
Relógios & Canetas online Maio - Rolex e... o resto
Rolex e… o
resto
Rolex aumenta preponderância no setor relojoeiro suíço e a tendência tem vindo a acentuar-se nos últimos anos. A companhia, que não tem um dono privado nem está cotada em bolsa – pertence a uma fundação, vai asfixiando tudo em redor. E são pouco os que resistem.
Os quadros que aqui apresentamos traduzem o volume de vendas
e os lucros, comparando a situação em 2019 e em 2025.
São baseados no relatório anual sobre o sector, elaborado
pelo Bank Vontobel, empresa familiar com sede em Zurique, que presta serviços
de investimento a clientes privados e institucionais desde 1924.
Apesar de fatores que a indústria não controla – alta do
preço do ouro, moeda forte, instabilidade tarifária, guerra na Europa e agora
no Médio Oriente – os relógios suíços continuam a ser um produto altamente
desejável e surpreendentemente ainda competitivo (mesmo com os salários altos
que se pagam).
Apesar de as exportações terem diminuído em valor 2,8% em
2024 e 1,7% em 2025. Sendo, assim, a manta mais curta, a quem começam a
aparecer os pés frios? E quem, no meio disso, consegue ainda ficar com a parte
maior da manta?
Os números são evidentes, tanto a nível de valor de vendas
como de lucros. As independentes Patek Philippe e Audemars Piguet conseguem
sobreviver, mas o Swatch Group, o maior do mundo em termos industriais e de
portfolio, parece estar a sofrer.
Como já aqui referimos várias vezes, a estratégia de
comunicação do Swatch Group continua ausente dos grandes encontros mundiais do
setor. Como a semana relojoeira de Genebra, com especial destaque para o salão
Watches & Wonders, de cujas novidades vamos dando conta. E onde a Rolex, a
Patek Philippe, a Cartier ou a Audemars Piguet, bem como as marcas LVMH
estiveram.
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Meditações - la última gota que en la clepsidra tiembla
Del camino
Daba el reloj las
doce... y eran doce
golpes de azada
en tierra...
... ¡Mi hora!
—grité—... El silencio
me respondió: —No
temas;
tú no verás caer
la última gota
que en la
clepsidra tiembla.
Dormirás muchas
horas todavía
sobre la orilla
vieja,
y encontrarás una
mañana pura
amarrada tu barca
a otra ribera. [...]
António Machado
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Os relógios Rebellion Timepieces no Relógios & Canetas online
Relógios & Canetas online Maio
Meditações - pesado, o tempo corria...
Jantar de festa, Matilde Rosa Araújo, in Almanaque, Setembro de 1960 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)
domingo, 3 de maio de 2026
Os relógios Louis Moinet no Relógios & Canetas online
Há 50 anos - a compra de um Omega Speedmaster Mark IV na Ourivesaria Portugal
A 3 de Abril de 1976, um sábado, comprávamos na Ourivesaria Portugal, ao Rossio, em Lisboa, o primeiro relógio com o nosso próprio dinheiro - um Omega Speedmaster Mark IV, cronógrafo automático com data e submostrador de 24 horas, que mantermos. Os 9.600 escudos que nos custou equivaliam a 3 salários líquidos, dos que ganhávamos como jornalista na Agência de Notícias ANOP.
Meditações - pronunciar a palavra "relógio"
Relógio
Pronuncia a palavra como quem lentamente a desmontasse – cada sílaba um segundo
Ela nomeia o pequeno maquinismo do tempo divisível onde um rosto invisível te contempla a cada sílaba
Até chegar a hora em que te cansas de ver de ouvir e de falar.
João
Pedro Mésseder
sábado, 2 de maio de 2026
Os relógios Laurent Ferrier no Relógios & Canetas online
Meditações - garantir que o presente é rico em eventos, novidades e aprendizagens
Quem é que nunca sentiu que o tempo custa a passar quando se está à espera de alguma coisa? Os minutos têm sempre a mesma duração — tal como as horas, os dias e as semanas —, mas a nossa perceção da passagem do tempo, ao contrário do relógio e do calendário, está longe de ser objetiva. Por norma, sentimos que o tempo passa mais depressa quando estamos a fazer algo que nos agrada e mais devagar quando a atividade é desagradável.
Essa diferença entre o tempo do relógio e o tempo que sentimos também muda ao longo da vida — uma criança, um adulto e um idoso têm, em geral, perceções do tempo muito diferentes. Com a idade, acumulam-se experiências e rotinas. Os dias tendem a repetir-se mais e as novidades tornam-se menos frequentes. Isso pode influenciar a forma como sentimos o tempo e a forma como o recordamos..
Do ponto de vista neuropsicológico, não há uma explicação única nem definitiva, mas há algumas teorias. Uma das chaves para compreender esta sensação está no facto de não termos um “sentido do tempo” propriamente dito. “Não termos recetores sensoriais específicos [para medir o tempo], pelo que o cérebro depende de outros mecanismos para construir esta perceção”, diz Maria Vânia Nunes, especialista em Psicogerontologia e em Neuropsicologia e professora do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, onde faz investigação e leciona na área das Neurociências Cognitivas.
Em vez disso, o cérebro constrói a perceção do tempo a partir de vários mecanismos, como a atenção, a memória e o registo dos acontecimentos, usando “sistemas diferentes para diferentes escalas de tempo”, o que explica que haja sensações contraditórias. No envelhecimento, a noção de aceleração “parece dizer respeito a escalas de tempo maiores, como meses ou anos, mas, muitas vezes, a perceção é de que os dias ou as horas demoram mais tempo a passar”, exemplifica a investigadora.
“As pessoas têm a clara noção de que o tempo que lhes resta é mais limitado”, diz Maria Vânia Nunes, professora do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa. “O mais relevante parece ser garantir que o presente é rico em eventos, novidades e aprendizagens”. As novidades e a diversificação de experiências, ajudam a evitar a monotonia e traduzem-se num verdadeiro “ganho de tempo” quando o passado é revisto.
Isso acontece porque, quando falamos de horas ou dias, “a
noção de tempo depende da atenção que, por sua vez, depende do registo dos
eventos que estão a decorrer. Quando estes eventos são poucos — o que muitas
vezes acontece no envelhecimento, em que há a diminuição de compromissos e
outras atividades — há a noção de que o tempo demora mais a passar”. Já considerando intervalos temporais maiores,
como meses ou anos, as referências estão mais associadas à memória, “pelo que
os períodos com poucos acontecimentos parecem ser compactados”, dando a
sensação de que o tempo passou muito rapidamente.
A rotina versus novidade tem um papel central nesta sensação da passagem do tempo, que é familiar para quase toda a gente: “Quando entramos na rotina, corremos durante o dia e, mais tarde, não sabemos para onde foram os anos. Pelo contrário, quando temos dias cheios de eventos e novidades, quando olhamos retrospetivamente a perceção do tempo vai parecer maior.”
Além das mudanças no cérebro e na forma como a memória funciona com a idade, há também fatores psicológicos que ajudam a explicar porque é que o tempo é vivido de maneira diferente. Uma das ideias mais conhecidas é a dos rácios: “Por exemplo, um ano em dez é um décimo da vida. Mas um ano em cinquenta é apenas dois por cento da vida.” Daqui decorre que um ano tende a parecer mais curto quando somos mais velhos, por representar uma fração muito menor de tudo o que já vivemos.
Ainda assim, a investigadora refere que aquilo que parece ser mais relevante na perceção de tempo acelerado na velhice é sentir que a vida se está a aproximar do fim. “As pessoas têm a clara noção de que o tempo que lhes resta é mais limitado”.
Apesar de o tempo em si ser irreversível, é possível influenciar a forma como o sentimos. “O mais relevante parece ser garantir que o presente é rico em eventos, novidades e aprendizagens”. As novidades e a diversificação de experiências, ajudam a evitar a monotonia e traduzem-se, como diz Maria Vânia Nunes, num verdadeiro “ganho de tempo” quando o passado é revisto.
Sofia Teixeira, Observador












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