quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Os relógios Aerowatch no Relógios & Canetas online
Meditações - a morte liberta-nos do relógio
Entre as muitas vantagens que a morte concede a quem teve a paciência de a alcançar, uma das mais apreciáveis consiste na libertação do relógio, engenho que os vivos fabricaram para medir o tempo e que, com o costume, acabaram por deixar converter-se em pequeno tirano de pulso, de parede ou de telemóvel. Diante dele consomem a existência a chegar atrasados, a sair cedo, a contar minutos, a lamentar horas e a prometer para terça-feira aquilo que, chegado o sábado, continua piedosamente por fazer.
Talvez os vivos tenham sido inventados para compensar a indolência dos mortos. Passam metade da existência a correr para arribar a algum lugar e, uma vez chegados, consultam o relógio para saber a que horas poderão sair; compram agendas para anotar aquilo de que se esquecerão; estabelecem prazos para coisas que desconhecem; prometem inaugurações de obras ainda por começar; e acabam, quando desaguam no fim, metidos debaixo da terra, ou lançados em poeira pelos ares, onde descobrem tarde de mais que os séculos não usam sequer calendário.
Em vida, convenhamos, perder o comboio exige um destino; chegar atrasado requer um compromisso; cumprir aquele prazo pressupõe uma esperança, algo presunçosa, de ainda cá estar no dia seguinte. Já a morte, benévola, dissolve tais convenções com uma eficácia administrativa que nenhum programa de simplificação do Estado jamais imitou. Um homem vivo pode passar três anos à espera de uma licença, enquanto um morto resolve para sempre a questão do atendimento. ↓
Daqui talvez venha o divertimento que me causa a ânsia com que os vivos tratam o tempo como propriedade privada, repartindo-o em contratos, agendas de execução, calendários eleitorais, prazos judiciais, mapas de trabalhos e inaugurações, como se Saturno, depois de devorar os próprios filhos, tivesse aceitado um lugar de assessor numa câmara municipal.
Cá por baixo, nessa medida, a relação com a tesouraria beneficia de alterações apreciáveis. Por aqui não circulam euros nem dólares nem libras, e até aquele óbolo que os gregos colocavam junto dos defuntos para pagar a Caronte perdeu utilidade com o abandono das boas tradições funerárias. Caronte, aliás, merece uma nota financeira, porque talvez tenha inaugurado a concessão privada de um serviço público essencial: detinha o monopólio da travessia, não admitia passageiros sem título válido, cobrava por percurso e não consta que alguma autoridade administrativa tenha aberto concurso para explorar a linha entre este mundo e o Hades. [...]
CORREIO MERCANTIL DE BRÁS CUBAS, aqui
Moedas, arruinado entre ruínas
Brás Cubas|22/09/2026
terça-feira, 27 de outubro de 2026
Os relógios A. Lange & Söhne no Relógios & Canetas online
Meditações - despertar o passado
Suponho que sou igual a toda a gente. Acho graça regressar aos lugares onde um dia trabalhei, de observar o que mudou e verificar se a nova realidade ainda guarda alguma coisa capaz de despertar o passado — essa coisa que a memória, sozinha, tantas vezes não consegue. Porque o faço? Por alguma nostalgia? Talvez, mas não necessariamente. Creio que é, sobretudo, por curiosidade.
Embaixador Francisco Seixas da Costa
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Os relógios Omega no Relógios & Canetas online
"Lisboa - Um novo olhar", 31 comunicações sobre olisipografia
"Lisboa Um novo olhar" é o livro editado pela Caleidoscópio e pelo Grupo Amigos de Lisboa, assinalando os 90 anos desta instituição. Recolhe 31 comunicações, sob a coordenação científica de Carlos Boavida, Paulo Batista e Sílvia Ferreira.
São 622 páginas, prefaciadas por Salete Salvado, Presidente da Junta Diretiva do Grupo Amigos de Lisboa, que foi homenageada no Congresso, ocorrido a 22, 23 e 24 de Outubro, na sede da Associação dos Arqueólogos Portugueses, no Convento do Carmo, em Lisboa.
Interviemos no Congresso e a nossa comunicação "Tempo e Poder em Lisboa" está incluída em "Lisboa - Um novo olhar".
Parabéns ao GAL, de que somos sócio, e à organização do Congresso, o maior em décadas sobre olisipografia.
domingo, 25 de outubro de 2026
"Tempo e Poder em Lisboa", comunicação ao Congresso do Grupo Amigos de Lisboa
Ontem, sábado, 24 de Outubro, estivemos na sessão de encerramento do Congresso que assinalou os 90 anos do Grupo Amigos de Lisboa, de que somos associado. Tratou-se do maior encontro de olisipografia em décadas, com três dias de trabalhos, que decorreram na sede da Associação de Arqueólogos Portugueses, no Convento do Carmo, em Lisboa. (fotos Vítor Rodrigues)
A nossa comunicação teve como tema "Tempo e Poder em Lisboa". Está incluída no livro editado com as comunicações ao Congresso.
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