domingo, 11 de outubro de 2026
Os relógios Rolex no Relógios & Canetas online
Meditações - horários, rotinas, ritmos...
As crianças respondem melhor a rituais do que a relógios. Uma sequência sempre pela mesma ordem, banho, jantar leve, lavar os dentes, ir para o quarto, uma história ou uns minutos de música calma e, por fim, baixar as luzes, funciona como um aviso ao corpo de que o sono se aproxima.
[…]
A luz é o principal sinal para acertar o relógio interno. De
manhã, abre os estores cedo e deixa a criança apanhar luz natural logo ao
acordar. A luz forte da manhã trava a melatonina e ajuda a antecipar o sono à
noite.
Ao fim da tarde, o movimento é o contrário. Baixa a
intensidade das luzes da casa na última hora antes de deitar, troca o candeeiro
do teto por uma luz de mesa mais suave e evita iluminação branca e fria.
Este contraste entre um dia luminoso e uma noite em penumbra
reforça o efeito dos outros passos. Ao fim de semana e nos últimos dias de
férias, resistir à tentação de manter os estores fechados até ao meio da manhã
acelera o reajuste.
[...]
Com a adolescência, o relógio biológico muda de verdade. A
melatonina passa a ser libertada mais tarde, o que empurra naturalmente a hora
de adormecer e torna os jovens mais notívagos.
Lido aqui
sábado, 10 de outubro de 2026
Bernardo Gundersen, cronometrista e relojoeiro construtor, 1897
Bernardo Gundersen, cronometrista e relojoeiro construtor, 1897. Sobre a casa Gundersen, ver ainda aqui (arquivo Fernando Correia de Oliveira)
Os relógios Richard Mille no Relógios & Canetas online
Hoje é o World Watch Day
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Vamos falar da relojoaria pública da capital no Congresso dos 90 anos do Grupo de Amigos de Lisboa
Decorre de 22 a 24 de Outubro o Congresso que assinala os 90
anos do Grupo Amigos de Lisboa. Nele faremos uma comunicação sobre "Tempo
e Poder em Lisboa", onde passaremos em revista séculos de relógios
públicos na capital. Esta e as outras comunicações sairão em livro.
Os relógios Raymond Weil no Relógios & Canetas online
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Os relógios Piaget no Relógios & Canetas online
Meditações - os supercarros vão seguir o caminho dos relógios mecânicos suíços
Lido aqui:
Mate Rimac acredita que os supercarros vão seguir o caminho
dos relógios mecânicos suíços: enquanto os elétricos dominarão o mercado de
massas, os modelos mais exclusivos continuarão a apostar em motores de
combustão, artesanato, personalização e emoção
A eletrificação está a transformar profundamente a indústria
automóvel, mas Mate Rimac acredita que os supercarros de topo vão escapar, pelo
menos durante muitos anos, à tendência de abandonar os motores de combustão. O
CEO da Bugatti considera que o mercado está a dividir-se em dois mundos e
compara o futuro dos automóveis de luxo ao da relojoaria suíça.
Em declarações à CNBC, o responsável pela Bugatti e pelo Rimac Group defende que a grande maioria dos automóveis destinados ao mercado de massas será elétrica. Nos segmentos mais elevados, contudo, os clientes estarão cada vez mais interessados na mecânica, no trabalho artesanal e na exclusividade.
«Para carros normais, para pessoas normais, a grande maioria
será elétrica», afirmou Rimac. «O segmento superior, como os carros desportivos
e modelos superiores, vai continuar a usar motores de combustão durante muito
tempo, exatamente como acontece com os relógios.»
Rimac compara a evolução do automóvel à transformação da
indústria relojoeira. Os relógios digitais e inteligentes oferecem muito mais
funcionalidades do que os modelos mecânicos tradicionais e conquistaram a
maioria do mercado.
Apesar disso, os relógios mecânicos suíços continuam a representar alguns dos produtos mais desejados e caros do setor. É precisamente esse posicionamento que Rimac pretende para a Bugatti.
O empresário salienta que apenas uma pequena parte dos relógios é produzida na Suíça, mas essa produção concentra uma parcela muito significativa dos lucros da indústria. «Um Apple Watch ou qualquer tipo de relógio inteligente pode fazer muito mais coisas. Mas ninguém pagará 200.000 dólares por isso», explicou.
A mesma lógica poderá aplicar-se aos supercarros. Quando a velocidade e a tecnologia deixam de ser exclusivas, a engenharia mecânica, o design, os materiais e a construção artesanal passam a assumir maior importância.
[…]
Para Rimac, o futuro do automóvel não será, portanto,
exclusivamente elétrico nem exclusivamente de combustão. Será um mercado
dividido: elétricos eficientes e acessíveis para a maioria e máquinas altamente
exclusivas, mecânicas e personalizadas para quem procura algo mais próximo de
uma obra de arte.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
No sábado, o mundo comemora mais um Dia do Relógio (para nós, é todos os dias)
Os relógios Patek Philippe no Relógios & Canetas online
Meditações - enfrentar um dia novo com o desejo de travar o tempo
A primeira vez que vi como deve ser um filme não-americano estava no meu 10º ano, portanto com 15, 16 anos. Tínhamos alemão dado por um par de estagiárias encantadoras e elas resolveram fazer a turma ver “As Asas do Desejo” no anfiteatro do Liceu de Queluz. O filme, sendo do Wim Wenders, realizador alemão, proporcionaria àqueles adolescentes duas horinhas de convívio com o idioma que aprendiam.
Quando o filme terminou eu não sabia o que havia de fazer à minha vida. Ainda hoje recordo com gosto essa verdadeira perplexidade como uma das emoções mais valiosas quando nos deparamos com algo para o qual nos falta o alfabeto. Eu não sabia se aquelas duas horas de Wim Wenders tinham sido uma tortura ou uma epifania. Como, ainda por cima, o filme era acerca de anjos, talvez eles me tivessem mesmo visitado.
Aquele filme era maior do que eu, isso eu acho que tinha
conseguido intuir. Quando não compreendemos algo, compreendermos que a nossa
compreensão é mais curta do que julgávamos não é uma má conclusão. Agora,
chegar aí não pressupõe que saibamos distinguir que o que é maior do que nós é
bom ou é mau. Genuinamente, eu não sabia se “As Asas do Desejo” era um grande
filme ou um filme péssimo: apenas sabia que era maior do que a compreensão do
Tiago de 15, 16 anos.
Talvez por insegurança pessoal, nunca gostei de não gostar de algo de que os outros gostam. Sinto-me insensível ou burro. Como podem calcular, isso tem-me trazido grandes lições pela vida fora. Há assuntos que não me custa nada perceber zero. Não percebo de economia e estou-me nas tintas. Não percebo de física quântica e estou-me nas tintas. Não percebo de desporto e estou-me nas tintas. Mas assuntos que são tradicionalmente associados à alma, passo mal se me sentir burro neles.
A partir do 10º ano comecei a achar que me pertencia ter de perceber de assuntos da alma como o cinema ou a literatura. A música era uma excepção porque um cristão protestante já nasce mergulhado no caldeirão da poção mágica (a rigor, a literatura também porque nascemos de Bíblia na mão). De lá para cá esforço-me. Vejo filmes e tento ter um discurso minimamente articulado sobre eles. Leio livros e tento ter um discurso minimamente articulado sobre eles.
Mas em 1992/93 eu não sabia o que discursar sobre “As Asas do Desejo”. Talvez por isso nunca mais lá regressei, não fosse voltar o saudável incómodo de me sentir ultrapassado. Mas ontem voltei ao Wim Wenders. Ao longo destes mais de 30 anos voltei a ver uma ou outra coisa dele. Mas o filme que vi ontem em família, “Dias Perfeitos”, bateu forte. E o meu pensamento regressou à minha adolescência.
“Dias Perfeitos” é acerca de um humilde trabalhador japonês nas limpezas da hiper-cidade que Tóquio é. É acerca da repetição e é acerca de como tentamos tapar com ela aquilo que no passado ainda nos persegue, mesmo que combatido com uma rotina fixa. É também acerca daquela operação delicada que é enfrentar um dia novo com o desejo de travar o tempo. E isto passa a vida a acontecer-me.
Gosto muito de enfrentar uma dia novo com expectativa mas também o faço impondo-lhe tudo aquilo que repito em jeito de evitar a possibilidade assustadora de que algo me surpreenda. Ter medo da surpresa também é um modo de impedir o tempo de ser o tempo, com a possibilidade de termos de viver o que não queremos. Aceitar o tempo é, por isso, do mais difícil que nos acontece. De certo modo, não há pessoas conciliadas com o tempo porque o tempo pressupõe poder não haver conciliação.
Quando comecei a escrever este texto pensei que seria acerca da repetição. Demorei muito tempo para aí chegar e, se Deus quiser, fica para a semana. Este texto fica acerca de tempo para filmes que nos deixam sem saber o que havemos de fazer à nossa vida. Abençoados sejam.
Tiago de Oliveira Cavaco, in Observador de 30 de Agosto de 2026
terça-feira, 6 de outubro de 2026
Grande Prémio de Relojoaria 2025 - Escolha do Público, finalmente entregue...
Os prémios Gaïa no Relógios & Canetas online de Outubro
Os relógios Omega no Relógios & Canetas online
Meditações - um tempo, nem do relógio, nem dos calendários
Os encontros eram sempre como se nos tivéssemos encontrado na véspera [quando o encontrávamos depois de uma viagem o Ruben ligava à conversa anterior; tudo aquilo tinha uma continuidade num tempo que não era o tempo do relógio nem do calendário] com graças ainda frescas de terem sido inventadas por nós, com chalaças que já vinham de há anos [havia uma espécie de leitmotiv wagneriano quando os dois amigos se encontravam, para reencontrarem palavras de passe, chamemos-lhes assim, do início da sua amizade], com um receber mutuamente sem limites, embora nos conhecêssemos perfeitamente nos nossos defeitos e qualidades. Em Montedor [a casa junto a Viana do Castelo] estava Ruben com amigos, com amigos de sempre.
Raul Rosado Fernandes, In Memoriam Ruben Andresen Leitão, vol. I, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1981, p. 165, sobre o último encontro que teve com o escritor
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
O Anuário Relógios & Canetas na Portojóia, reportagem na edição online de Outubro
Os relógios Panerai no Relógios & Canetas online
Meditações - dez horas há que é noite...
Moretum (prato do tempo do Império Romano, de queijo e ervas), excerto. Atribuído a Virgílio. Sobre o moretum, ver artigo de António Feliciano de Castilho, in Revista Contemporanea de Portugal e Brazil VolII 1860 N08


















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