Fatura e caixas de Luciano Gregório dos Santos. ourives, Soure, sem data. (arquivo Fernando Correia de Oliveira, doação do filho, António Manuel Pereira dos Santos)
sábado, 9 de maio de 2026
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À volta de "Marialvas" e "Alentegines" - ainda e sempre os relógios "portugueses"
O relojoeiro João Vinhas, de Febres, Cantanhede, regressou há tempos à sua terra e ali abriu uma loja de venda e reparação, como referimos já aqui ou aqui. Sensibilizado desde há muito para a tradição da zona no comércio e indústria de ouro e relojoaria, mestre Vinhas tem na sua loja um minimuseu, com peças que foi recolhendo ao longo de décadas. E que mostram exemplos de algumas das chamadas "marcas portuguesas".
Esses relógios, ostentando no mostrador marcas registadas por agentes económicos de Cantanhede e região em volta, tinham calibres suíços, muitas vezes já vinham da Suíça montados, algumas vezes eram montados localmente.
Seguindo a tradição, o próprio Vinhas, colaborador assíduo do Estação Cronográfica, registou a marca "Febres", comercializando relógios mecânicos vintage, cujos calibres recuperou e por vezes modificou.
Mostramos aqui algumas imagens de relógios de "marca portuguesa", da coleção Vinhas, com anotações contextualizando as peças. Referindo recorrentemente António Manuel Pereira dos Santos, um investigador local e a maior autoridade nacional nesse âmbito, com obra publicada e o maior levantamento até hoje feito sobre eles. Como referimos aqui.
Sabia que houve uma marca "Marialva"? ou uma "Alentegines"?
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Os relógios Trilobe no Relógios & Canetas online
O maior produtor de conteúdos em língua portuguesa no seu segmento
Há um quarto de século - exposição de alta relojoaria Audemars Piguet em Cascais
(arquivo Fernando Correia de Oliveira)
Há precisamente 25 anos, a Audemars Piguet efetuava no Centro Cultural de Cascais uma exposição intitulada Grandes Complicações. A marca era então representada no mercado nacional pela Relógios & Companhia, com sede no Porto (empresa do Grupo Torres Distribuição / Torres Joalheiros entretanto encerrada).
Das peças apresentadas, a mais cara era um Grande Complicação Royal Oak, com PVP de 102.870.000 escudos (513.113,38 Euros). E um cronógrafo Royal Oak custava então 4.927.500 escudos (24.578,28) Euros.Meditações - And time goes by so slowly
… Whoa, my love, my darling
I've
hungered for your touch
A long,
lonely time
And time
goes by so slowly
And time
can do so much
Are you
still mine?
I need your
love
I need your
love
God speed
your love to me
… Lonely
rivers flow
To the sea,
to the sea
To the open
arms of the sea, yeah
Lonely
rivers sigh
"Wait
for me, wait for me"
I'll be
coming home, wait for me
… Whoa, my
love, my darling
I've
hungered, hungered for your touch
A long,
lonely time
And time
goes by so slowly
And time
can do so much
Are you
still mine?
I need your
love
I need your
love
God speed
your love to me
Hy Zaret e Alex North, balada de 1955, "Unchained Melody”, tornada célebre por Elvis Presley
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Os relógios Speake-Marin no Relógios & Canetas online
Em Paris, com os relógios Montblanc
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Os relógios Rudis Sylva no Relógios & Canetas online
Às voltas com dois relógios de bolso Longines e o seu importador para Portugal - Jules Mange
Recebemos por estes dias um e-mail de Matthias Lambert, de Düsseldorf, Alemanha. Tinha herdado um Longines de bolso, com caixa de ouro (na foto em cima). Pediu à Longines elementos sobre a peça e a resposta foi que o relógio seguiu a 1 de Setembro de 1900 para Jules Mange, na altura representante da marca em Portugal.
Matthias Lambert foi à procura de mais elementos e encontrou referências a Mange no blogue Estação Cronográfica. Tínhamos falado dele aquando de uma comunicação que fizemos em Faro sobre o modelo Portugieser da IWC. E, depois, mais profundamente, aquando das investigações que resultaram no livro O Relógio da República.
O genebrino Jules Louis Mange (1845 - 1928) foi Cônsul da Confederação Helvética em Lisboa, de 1897 a 1922. Fundou, entretanto, o Depósito Suíço, na Baixa pombalina. E, além da Longines, representou a IWC, a Moeris (activa entre 1883 e 1970) e a Lusitanos (talvez marca própria, com calibres suíços). Além disso, o Depósito Suíço tinha tipografia e especializou-se na edição de postais turísticos. Mange foi ainda um dos fundadores da Igreja Presbiteriana em Portugal.
Em O Relógio da República referimos o relógio de Mendes Cabeçadas, um dos atores do 5 de Outubro de 1910. A peça, igualmente com caixa de ouro, importada por Mange e comprada pelo pai de Cabeçadas em 1906 no Depósito Suíço foi-lhe oferecida quando se formou Cadete da Marinha. Por isso, dizemos que este Longines, que foi restaurado pela manufatura, por nossa iniciativa, e que hoje se encontra no Museu da Presidência, viveu, tal como o seu dono, em três regimes - Monarquia, República e Estado Novo.



















































