Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

quinta-feira, 18 de junho de 2026

O agora e o infinito - crónica de Fernando Alves, sobre o Tempo, Breguet e uma exposição em Arganil...


O agora e o infinito

Há, no cemitério do Père-Lachaise, um busto de Breguet, o grande relojoeiro suíço. É uma homenagem merecida ao físico, ao inventor do turbilhão e do calendário perpétuo. Ele permitiu que trouxessemos no pulso o acerto instantâneo, o agora e o infinito de que fala uma canção de Lenine. A canção não é sobre relógios, embora reclame do relógio um atraso feliz e de indefinido interlocutor uma palavra sussurrada que acalme a pressa e favoreça a lentidão. Breguet não cuidou desse desejo extravagante que reclama o essencial, tratou apenas de criar um mecanismo que pudesse medir e, ao mesmo tempo, impelir o compasso da vida de nós todos, os que procrastinamos e os que aceleramos a batida do coração correndo para parte incerta. Ele conjugou a maior ousadia artesanal e a precisão absoluta dos mecanismos de medição do tempo: o relógio que congeminou contempla o acerto dos anos bissextos e a diferente duração dos meses sem necessidade de intervenção até ao ano de 2100. Breguet morreu há mais de 200 anos e deu-nos este avanço, esta garantia de ainda quase mais um século no acerto das horas e dos dias até ao mais ínfimo suspiro do mundo. Deixámos de o trazer no pulso, guardámos tudo, turbilhão e calendário perpétuo, num ecrã de bolso. É a vida.

Há muitos outros magos da relojoaria glorificados pelos coleccionadores e estudados pelos especialistas. E isto poderia ser apenas um pretexto para regressarmos à obra de Fernando Correia de Oliveira, um grande estudioso da história do tempo e da arte da relojoaria em Portugal.

Muito poderia ele contar-nos, assim fosse mais vezes chamado à montra onde o tempo se dissolve. Nos três minutos mal contados desta crónica, muitas vezes feita em contra-relógio, trato de explicar ao que venho: cuido de chamar a vossa atenção para a exposição "Ser Relojoeiro", que abriu portas esta semana no Núcleo Museológico de Etnografia de Arganil. Os organizadores explicam que se trata de homenagem a uma profissão em vias de desaparecimento. O relojoeiro era uma figura central da comunidade, o mágico que acertava o nosso passo com o tempo, o que nos afinava os dias.

Basta-me saber que a exposição evoca o relojoeiro Manuel Cousinha, o notável impulsionador do relógio da Torre da Paz da Benfeita. Bastaria isso para encontrar utilidade numa deslocação a Arganil. Mas a exposição mergulha fundo num tempo em que os relojoeiros iam de terra em terra a medir o pulso aos nossos mais velhos. Não será coisa, como se diz agora, a propósito de tudo e de nada, imersiva. Mas, tal como ao relojoeiro de canções e multi-instrumentista Oswaldo Lenine Macedo Pimentel, "é o que me interessa". Em podendo, mergulhemos em desafios como este de Arganil, trauteando a canção que reclama o essencial: o agora e o infinito.

Fernando Alves, hoje, em Sinais, na TSF

Janela para o passado - depósito de móveis de ferro, 1908

Humor relojoeiro


 do Facebook

Os relógios Louis Erard no Relógios & Canetas online


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Meditações - o inferno das horas

31.10.2005, Público (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

terça-feira, 16 de junho de 2026

Janela para o passado - lotarias, 1908

Os relógios Manufacture Royale no Relógios & Canetas online


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Humor relojoeiro

"Porque o miúdo atirava o relógio para a rua? Para ver o tempo passar". Da responsabilidade de Manel. Na secção de humor do Mini Expresso - o jornal das crianças - por Zé.

A notícia do dia informa: "A doutora Rita Maltez fez 40 anos".

A secção desportiva trás a informação de que, no Futsal - Alpendorada 0 / Sporting 1.

No verso, a secção de pintura, Sem título.

Meditações - um relógio com 61 minutos

25.10.2005, Público (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Philippe Stern (1938 - 2026) - faleceu o Presidente da Patek Philippe

Philippe Stern num encontro com a imprensa portuguesa, em Genebra, em 2006 (arquivo Fernando Correia de Oliveira

Philippe Stern, antigo CEO e depois presidente honorário da manufatura relojoeira genebrina Patek Philippe, faleceu ontem, 14 de junho, aos 88 anos.

Nascido em Genebra em 1938, foi uma das figuras mais influentes da alta relojoaria moderna e pertencia à terceira geração da família Stern, que adquiriu a empresa em 1932. Assumiu o comando da empresa em 1977 e liderou o ressurgimento da relojoaria mecânica na era pós quartzo.

Em 2001, fundou o Museu Patek Philippe, um dos melhores do mundo. Em 2009, em conjunto com o filho, Thierry, que passou a liderar nesse ano a empresa, criou o selo de qualidade Patek Philippe (PP).


Philippe e Thierry Stern


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Philippe Stern, Pedro Rosas (filho de David Rosas) e Fernando Correia de Oliveira, na manufatura da Patek Philippe, em Genebra. A David Rosas tem sido desde há décadas o representante da marca em Portugal. A Patek Philippe tem uma boutique na Avenida da Liberdade, em Lisboa.


Em 1997, a família Rosas homenageou Philippe Stern (revista Casa & Jardim, arquivo Fernando Correia de Oliveira)


Philippe e Thierry Stern

Janela para o passado - cereais bons para diabéticos, 1908

Iconografia do tempo - ampulheta


 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios Maurice Lacroix no Relógios & Canetas online


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Meditações - gosto de relógios pançudos


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

sábado, 13 de junho de 2026

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Iconografia do tempo

Contribuição de Isabel Campos

Janela para o passado - antiga confeitaria Rosa Araújo, 1908

Os relógios Moritz Grossmann no Relógios & Canetas online


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Meditações - memórias do futuro

Lido aqui:

A teoria de Jean-Pierre Garnier Malet afirma que a consciência humana funciona em diferentes velocidades do tempo para processar informações. Dentro dessa ideia, a intuição seria formada por “memórias do futuro”, capazes de influenciar e guiar as decisões de uma pessoa.

Segundo esse conceito, os sentimentos funcionariam como atualizações de informações coletadas por um suposto “duplo quântico”. Esse processo aconteceria principalmente durante o sono, momento em que esse duplo acessaria diferentes possibilidades futuras e traria referências antecipadas para a mente.

A teoria sugere que esse conhecimento pode ajudar nas escolhas do presente ao permitir um contato indireto com futuros já explorados. Assim, aquilo que muitas pessoas chamam de pressentimento seria, na verdade, o resultado de uma troca constante de informações entre diferentes tempos.

Estação Cronográfica nasceu há 17 anos


 Há 17 anos a informar online sobre o Tempo


quinta-feira, 11 de junho de 2026

Janela para o passado - transações em bolsa, 1908

Ourivesaria da Guia, Lisboa, 1956


 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios Nomos no Relógios & Canetas online


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Meditações - o Tempo e a física quântica

Lido aqui:

Write down the fundamental equations of quantum mechanics and run them backwards, they work just as well. Schrödinger's equation, the laws of quantum electrodynamics, the Standard Model interactions: every single one is time-symmetric. A film of two particles colliding and bouncing apart looks physically valid whether played forwards or in reverse. Nothing in the microscopic laws of physics privileges one direction of time over the other.

And yet you have never watched a broken egg reassemble itself. Heat has never spontaneously flowed from a cold object to a hot one. Memories only form of the past, never the future. The macroscopic world has an unmistakable arrow of time, and its origin, at the quantum level, is one of the most contested problems in theoretical physics.

The standard answer invokes entropy and the second law of thermodynamics: systems evolve toward more probable states, and disordered states vastly outnumber ordered ones. But this only pushes the question back, why was the universe in an extraordinarily low-entropy state at the Big Bang in the first place? That initial condition is not explained by any current theory; it is simply assumed.

More recently, physicists have probed a subtle exception: CP violation, the discovery that certain particle decays behave slightly differently depending on whether you swap particles for antiparticles and mirror the spatial coordinates. Combined with charge symmetry, this implies a faint but real asymmetry in how the universe treats time at the quantum level. Whether this microscopic bias is the seed from which the macroscopic arrow of time grows, or merely a curiosity unrelated to it, remains an open and fiercely debated question. We experience time's direction as the most obvious fact of existence. We have no idea where it comes from.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Janela para o passado - artigos para fotografia, 1908

Miguel A. Fraga - Ouro, prata e jóias, Lisboa, 1956

 

(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios Officine Panerai no Relógios & Canetas online


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Meditações - colocar o Tempo na mecânica quântica


Lido aqui:

Lee Smolin, a prominent theoretical physicist and founder of several approaches to quantum gravity, has long argued that quantum mechanics, in its standard form, is incomplete because it treats time as a fixed background parameter rather than as a dynamical variable. In his relational and temporal realist views, Smolin suggests that the apparent timelessness of the wave function and the measurement problem stem from our failure to fully incorporate the reality of time and change at the fundamental level. He advocates for a more radical completion of quantum theory in which the laws themselves can evolve and in which there is a genuine distinction between past, present, and future. Smolin’s perspective challenges both the block-universe view of relativity and the atemporal nature of standard quantum mechanics, calling for a deeper unification that makes time fundamental.