Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

terça-feira, 26 de maio de 2026

Iconografia do tempo


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Os relógios Singer Reimagined no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - Milo, 1958

Meditações - futuro, extensão de um passado

Uma pessoa é atropelada sem gravidade. Levanta-se e percebe que partiu o braço. Não tem grandes dores, mas adivinha o que lhe vai acontecer: o gesso no braço, as mangas das camisas novas que terá de rasgar, a fisioterapia feroz, e um Verão a nadar à cão, caso se chegue a isso. Ocorrem-lhe também outros pensamentos: o de que cerca de trinta segundos antes estava tudo em perfeita ordem; e o de que caso não tivesse sido atropelada tudo estaria ainda em perfeita ordem. Percebe que aconteceu qualquer coisa, mas o que aconteceu parece-lhe ao mesmo tempo evitável e irreversível. Se não tivesse sido atropelada, conclui com irritação, tudo teria continuado a acontecer.

Ao voltar do hospital comunicam-lhe que perdeu um programa com valor educativo na televisão, sobre animais. Por felicidade o seu serviço de televisão oferece uma caixinha que lhe promete voltar atrás no tempo. Não obstante a vida recente lhe ter já indicado que poderá não ser o caso, procura o programa educativo nessa caixinha, com esperança e método. Não o consegue porém encontrar: nem há dois dias, nem há um dia. Chegado na caixinha ao princípio do próprio dia, carrega com persistência num botão, e as horas do relógio aproximam-se com velocidade crescente da hora actual. Embalada pelos progressos, imagina durante uma fracção de segundo que o botão lhe permitirá continuar indefinidamente a procurar o programa no futuro.

As duas experiências têm ar de filosofia, mas são tempestades mentais. Tudo neste mundo nos confirma que o passado passou, e que a tecnologia tem limitações. A sensação de que as coisas poderiam ter sido diferentes parece não obstante sugestiva; e também nos atrai a ideia de que o futuro é a extensão de um passado a que, caso certos botões fossem mais eficientes, ou o pacote de televisão que assinamos mais capaz, poderíamos aceder. Talvez o tempo, responderemos da próxima vez que nos perguntarem, corresponda não ao conteúdo das nossas tempestades mentais sobre o passado e o futuro mas àquilo que acaba mais tarde ou mais cedo por nos lembrar que essas tempestades são fantasias.

Pedro Tamen

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Fusos horários


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Os relógios Swatch no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - Milo, 1958

Meditações - não adianta saber do tempo

Sabemos muito bem o que é o tempo, informa o Santo, quando não nos perguntam. O problema é quando nos perguntam. Nessa altura, como quem apanha uma doença, passamos nós a querer perguntar. Mas a quem? Os físicos, se nos acontece não saber matemática, respondem-nos como Moisés no princípio do seu livro; os relojoeiros acham que tudo é uma questão de relógios; os historiadores falam só do que já aconteceu há algum tempo, e inclinam-se a achar que o tempo é aquilo que já aconteceu; e os filósofos, quando não nos despacham para os físicos ou para os historiadores, não têm grande coisa a dizer que se perceba. Talvez não seja frequente fazer-se perguntas sobre o que é o tempo porque se pressinta que normalmente não adianta muito fazê-las.

Miguel Tamen

domingo, 24 de maio de 2026

Humor relojoeiro


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Os relógios TAG Heuer no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - Binaca, 1958

Meditações - Horas, horas sem fim

ESPERA

 

Horas, horas sem fim,

pesadas, fundas,

esperarei por ti

até que todas as coisas sejam mudas.

 

Até que uma pedra irrompa

e floresça.

Até que um pássaro me saia da garganta

e no silêncio desapareça.

 

Eugénio de Andrade

sábado, 23 de maio de 2026

Iconografia do tempo - "Evolução Férrea"


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Os relógios Trilobe no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - Nescafé, 1958

Meditações - atar o tempo

¡Una golondrina vuela

hacia muy lejos!...

 

Hay floraciones de rocío

sobre mi sueño,

y mi corazón da vueltas

lleno de tedio,

como un tiovivo en que la Muerte

pasea a sus hijuelos.

¡Quisiera en estos árboles

atar al tiempo

con un cable de noche negra,

y pintar luego

con mi sangre las riberas

pálidas de mis recuerdos!

 

¿Cuántos hijos tiene la Muerte?

¡Todos están en mi pecho!

 

¡Una golondrina viene

de muy lejos!

 

Federico Garcia Lorca

sexta-feira, 22 de maio de 2026

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Iconografia do tempo - ampulheta, Sevilha


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Memorabilia - consola de jogos RetroBox, relógios Alpina


Os relógios Vacheron Constantin no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - Singer, 1957

Há 20 anos - Carlos Dias, fundador da Roger Dubuis, era capa da Exame


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Em cobertura do Salão de Alta Relojoaria de Genebra (SIHH, hoje Watches and Wonders), assistimos à estreia da Roger Dubuis nesse espaço, no início do século XX. A marca de alta relojoaria tinha sido fundada em 1995 pelo português Carlos Dias, indo buscar o nome a um amigo relojoeiro, Roger Dubuis, que tinha acabado de sair da Patek Philippe. 

A Exame de Junho de 1006, em reportagem com texto de Helena C. Peralta e fotografias de Clara Azevedo, dava capa e 9 páginas a este empresário que, em poucos anos, conseguiu eguer uma manufatura cuja produção estava a 100 por cento certificada pelo prestigiado Poinçon de Genève.

Dois anos depois, no meio de uma crise generalizada no sector, e com a Roger Dubuis quase falida, vendia a marca ao Richemont Group. Regressava a Portugal e investia em hospitais privados e na produção de vinho.

Ainda está por fazer a verdadeira história da Roger Dubuis, que poderá ter começado com o financiamento do Grupo Espírito Santo e a sua ramificação helvética, cuja sede estava na prestigiada Rue du Rôhne genebrina.










Carlos Dias, em Genebra, em Abril de 2005, com um grupo de jornalistas portugueses, no Salão de Alta Relojoaria (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Meditações - tempo africano

Para nós, africanos, o Tempo é todo nosso. O branco tem o relógio, nós temos o Tempo.

Mia Couto

terça-feira, 19 de maio de 2026

segunda-feira, 18 de maio de 2026

domingo, 17 de maio de 2026

sábado, 16 de maio de 2026