Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

sábado, 9 de maio de 2026

Luciano Gregório dos Santos, ourives, Soure, SD

Fatura e caixas de Luciano Gregório dos Santos. ourives, Soure, sem data. (arquivo Fernando Correia de Oliveira, doação do filho, António Manuel Pereira dos Santos)




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Memorabilia - chocolate relógios Angelus

À volta de "Marialvas" e "Alentegines" - ainda e sempre os relógios "portugueses"

O relojoeiro João Vinhas, de Febres, Cantanhede, regressou há tempos à sua terra e ali abriu uma loja de venda e reparação, como referimos já aqui ou aqui. Sensibilizado desde há muito para a tradição da zona no comércio e indústria de ouro e relojoaria, mestre Vinhas tem na sua loja um minimuseu, com peças que foi recolhendo ao longo de décadas. E que mostram exemplos de algumas das chamadas "marcas portuguesas".

Esses relógios, ostentando no mostrador marcas registadas por agentes económicos de Cantanhede e região em volta, tinham calibres suíços, muitas vezes já vinham da Suíça montados, algumas vezes eram montados localmente.

Seguindo a tradição, o próprio Vinhas, colaborador assíduo do Estação Cronográfica, registou a marca "Febres", comercializando relógios mecânicos vintage, cujos calibres recuperou e por vezes modificou.

Mostramos aqui algumas imagens de relógios de "marca portuguesa", da coleção Vinhas, com anotações contextualizando as peças. Referindo recorrentemente António Manuel Pereira dos Santos, um investigador local e a maior autoridade nacional nesse âmbito, com obra publicada e o maior levantamento até hoje feito sobre eles. Como referimos aqui.

Sabia que houve uma marca "Marialva"? ou uma "Alentegines"?










Meditações - o tempo não é o mesmo para toda a gente

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Janela para o passado - Binaca, 1955

Os relógios Trilobe no Relógios & Canetas online


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Memorabilia - drageias, relógios Parmigiani Fleurier

Há um quarto de século - exposição de alta relojoaria Audemars Piguet em Cascais

(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Há precisamente 25 anos, a Audemars Piguet efetuava no Centro Cultural de Cascais uma exposição intitulada Grandes Complicações. A marca era então representada no mercado nacional pela Relógios & Companhia, com sede no Porto (empresa do Grupo Torres Distribuição / Torres Joalheiros entretanto encerrada).

Das peças apresentadas, a mais cara era um Grande Complicação Royal Oak, com PVP de 102.870.000 escudos (513.113,38 Euros). E um cronógrafo Royal Oak custava então 4.927.500 escudos (24.578,28) Euros.



Meditações - And time goes by so slowly

… Whoa, my love, my darling

I've hungered for your touch

A long, lonely time

And time goes by so slowly

And time can do so much

Are you still mine?

I need your love

I need your love

God speed your love to me

… Lonely rivers flow

To the sea, to the sea

To the open arms of the sea, yeah

Lonely rivers sigh

"Wait for me, wait for me"

I'll be coming home, wait for me

… Whoa, my love, my darling

I've hungered, hungered for your touch

A long, lonely time

And time goes by so slowly

And time can do so much

Are you still mine?

I need your love

I need your love

God speed your love to me


Hy Zaret e Alex North, balada de 1955, "Unchained Melody”, tornada célebre por Elvis Presley

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Humor relojoeiro - diz-me que relógio usas...


 do Facebook

Os relógios Rudis Sylva no Relógios & Canetas online


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Às voltas com dois relógios de bolso Longines e o seu importador para Portugal - Jules Mange

Recebemos por estes dias um e-mail de Matthias Lambert, de Düsseldorf, Alemanha. Tinha herdado um Longines de bolso, com caixa de ouro (na foto em cima). Pediu à Longines elementos sobre a peça e a resposta foi que o relógio seguiu a 1 de Setembro de 1900 para Jules Mange, na altura representante da marca em Portugal.

Matthias Lambert foi à procura de mais elementos e encontrou referências a Mange no blogue Estação Cronográfica. Tínhamos falado dele aquando de uma comunicação que fizemos em Faro sobre o modelo Portugieser da IWC. E, depois, mais profundamente, aquando das investigações que resultaram no livro O Relógio da República.

O genebrino Jules Louis Mange (1845 - 1928) foi Cônsul da Confederação Helvética em Lisboa, de 1897 a 1922. Fundou, entretanto, o Depósito Suíço, na Baixa pombalina. E, além da Longines, representou a IWC, a Moeris (activa entre 1883 e 1970) e a Lusitanos (talvez marca própria, com calibres suíços). Além disso, o Depósito Suíço tinha tipografia e especializou-se na edição de postais turísticos. Mange foi ainda um dos fundadores da Igreja Presbiteriana em Portugal.

Em O Relógio da República referimos o relógio de Mendes Cabeçadas, um dos atores do 5 de Outubro de 1910. A peça, igualmente com caixa de ouro, importada por Mange e comprada pelo pai de Cabeçadas em 1906 no Depósito Suíço foi-lhe oferecida quando se formou Cadete da Marinha. Por isso, dizemos que este Longines, que foi restaurado pela manufatura, por nossa iniciativa, e que hoje se encontra no Museu da Presidência, viveu, tal como o seu dono, em três regimes - Monarquia, República e Estado Novo.



Capa do livro O Relógio da República, com a peça que petenceu a Mendes Cabeçadas


Anúncio de Julio Mange, no Anuário Comercial de Portugal de 1897, a mais antiga referência que encontrámos na imprensa portuguesa à marca IWC (arquivo Fernando Correia de Oliveira)


Em cima e em baixo, postais produzidos pelo Depósito Suíço

Janela para o passado - Nescafé, 1958

Em Paris, com os relógios Minerva


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