Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

terça-feira, 23 de abril de 2019

Os relógios Tissot no Relógios & Canetas online


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Meditações - ciclos

The second experience of time (change) is the regular cyclical return of the same phenomena: pulse beats, sleeping and waking, day and night, Christmas and Easter follow each other and provoke behaviour that seems unchanging. The seasons of the year alternate with social seasons and give place to recurrences, not of events which can be seen as having a before and an after. Before and after become relative terms, so every before is necessarily an after and vice versa. Spring comes before summer but after winter, just as Christmas comes before Easter or the moment in which certain taxes or bills have to be paid, which both precedes and follows the moment in which others have to be paid. Clearly this second experience of time is much less dramatic than the first in that it dilutes the idea of the irreversibility of change.

Simonetta Tabboni

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Janela para o passado - Tabela dos incêndios para Lisboa, 1854

Os relógios TAG Heuer no Relógios & Canetas online


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Meditações - tempo é mudança

The main form of experiencing time (change) concerns continuity/discontinuity. These are obviously polar categories which can only be defined in terms of each other, since they complement each other and are only capable of consideration in their reciprocity. We experience discontinuity when we realize that a change has taken place in some part of our reality: in our body, in our thoughts, in the physical or social world around us. This type of experience stems from an event, in relation to which one can see a before and after, something referred to in expressions like ‘from then on’ or ‘from that day on’. In individual and collective life memory is structured round events like this, which become particularly significant when one reflects on one’s own identity. When we want to define ourselves either individually or collectively, a fundamental role is given to this experience of change, in which memory is anchored to the event in pronouncing a future project.

Simonetta Tabboni

domingo, 21 de abril de 2019

Janela para o passado - United Air Lines, 1953

Os relógios Rolex no Relógios & Canetas online


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Meditações - badaladas de horas de sino ou relógio grande

No nevoeiro leve da manhã de meia-primavera, a Baixa desperta entorpecida e o sol nasce como que lento. Há uma alegria sossegada no ar com metade de frio, e a vida, ao sopro leve da brisa que não há, tirita vagamente do frio que já passou, pela lembrança do frio mais que pelo frio, pela comparação com o verão próximo, mais que pelo tempo que está fazendo.

Não abriram ainda as lojas, salvas as leitarias e os cafés, mas o repouso não é de torpor, como o de domingo; é de repouso apenas. Um vestígio louro antecede-se no ar que se revela, e o azul cora palidamente através da bruma que se esfina. O começo do movimento rareja pelas ruas, destaca-se a separação dos peões, e nas poucas janelas abertas, altas, madrugam também aparecimentos. Os eléctricos traçam a meio-ar o seu vinco móbil amarelo e numerado. E, de minuto a minuto, sensivelmente, as ruas desdesertam-se.

Vogo, atenção só dos sentidos, sem pensamento nem emoção. Despertei cedo; vim para a rua sem preconceitos. Examino como quem cisma. Vejo como quem pensa. E uma leve névoa de emoção se ergue absurdamente em mim; a bruma que vai saindo do exterior parece que se me infiltra lentamente.

Sem querer, sinto que tenho estado a pensar na minha vida. Não dei por isso, mas assim foi. Julguei que somente via e ouvia, que não era mais, em todo este meu percurso ocioso, que um reflexor de imagens dadas, um biombo branco onde a realidade projecta cores e luz em vez de sombras. Mas era mais, sem que o soubesse. Era ainda a alma que se nega, e o meu próprio abstracto observar era uma negação ainda.

Tolda-se o ar de falta de névoa, tolda-se de luz pálida, em a qual a névoa como que se misturou.

Reparo subitamente que o ruído é muito maior, que muito mais gente existe. Os passos dos mais transeuntes são menos apressados. Aparece, a quebrar a sua ausência e a menor pressa dos outros, o correr andado das varinas, a oscilação dos padeiros, monstruosos de cesto, e [a] igualdade divergente das vendedeiras de tudo mais desmonotoniza-se no conteúdo das cestas, onde as cores divergem mais que as coisas. Os leiteiros chocalham, como chaves ocas e absurdas, as latas desiguais do seu ofício andante. Os polícias estagnam nos cruzamentos, desmentido parado da civilização ao movimento invisível da subida do dia.

Quem me dera, neste momento o sinto, ser alguém que pudesse ver isto como se não tivesse com ele mais relação que o vê-lo - contemplar tudo como se fora o viajante adulto chegado hoje à superfície da vida! Não ter aprendido, da nascença em diante, a dar sentidos dados a estas coisas todas, poder vê-las na expressão que têm separadamente da expressão que lhes foi imposta. Poder conhecer na varina a sua realidade humana independentemente de se lhe chamar varina, e de saber que existe e que vende. Ver o polícia como Deus o vê. Reparar em tudo pela primeira vez, não apocalipticamente, como revelações do Mistério, mas directamente como florações da Realidade.

Soam - devem ser oito as que não conto - badaladas de horas de sino ou relógio grande. Acordo de mim pela banalidade de haver horas, clausura que a vida social impõe à continuidade do tempo fronteira no abstracto, limite no desconhecido. Acordo de mim e, olhando para tudo, agora já cheio de vida e de humanidade costumada, vejo que a névoa que saiu de todo do céu, salvo o que no azul ainda paira de ainda não bem azul, me entrou verdadeiramente para a alma, e ao mesmo tempo entrou para a parte de dentro de todas as coisas, que é por onde elas têm contacto com a minha alma. Perdi a visão do que via. Ceguei com vista. Sinto já com a banalidade do conhecimento. Isto agora não é já a Realidade: é simplesmente a Vida.

... Sim, a vida a que eu também pertenço, e que também me pertence a mim; não já a Realidade, que é só de Deus, ou de si mesma, que não contém mistério nem verdade, que, pois que é real ou o finge ser, algures exista fixa, livre de ser temporal ou eterna, imagem absoluta, ideia de uma alma que fosse exterior.

Volvo lentos os passos mais rápidos do que julgo ao portão para onde subirei de novo para casa. Mas não entro; hesito; sigo para diante. A Praça da Figueira, bocejando venderes de várias cores, cobre-me, esfreguezando-se o horizonte de ambulante. Avanço lentamente, morto, e a minha visão já não é minha, já não é nada: é só a do animal humano que herdou, sem querer, a cultura grega, a ordem romana, a moral cristã e todas as mais ilusões que formam a civilização em que sinto.

Onde estarão os vivos?

Bernardo Soares

sábado, 20 de abril de 2019

Janela para o passado - PNA Pacific Northern Airlines, 1953

Os relógios Raymond Weil no Relógios & Canetas online


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Meditações - sábado de Aleluia


Artigo de José João de Sousa Teles, in Encyplodédia Popular Leituras Amenas, 1867, de que foi Director, (arquivo Fernando Correia de Oliveira)


sexta-feira, 19 de abril de 2019

Memorabilia - porta-cartões, relógios Vostok Europe


Janela para o passado - Reeve Aleutian Airways, 1953

Os relógios Rado no Relógios & Canetas online


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Páscoa


Lourenço Rodrigues, in Revista Almanaque, Abril de 1960 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)


Meditações - o futuro e o passado


The future will continue to change the past - relógios mirco (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Memorabilia - porta-passaportes, relógios Bell & Ross

Ecos da passagem pelo National Watch & Clock Museum, Columbia, Pensilvânia; e pela manufactura relojoeira RGM, em Mount Joy, também na Pensilvânia


Thomas Wilcox, responsável pelo Museu Nacional de Relojoaria, em Columbia, Pensilvânia, Estados Unidos, e dirigente da National Association of Watch & Clock Collectors, dá conta na newsletter desta última organização da nossa passagem por Columbia, Lancaster e Mount Joy, onde foi nosso anfitrião. Sobre este e outros temas horológicos abordados durante a viagem aos Estados Unidos iremos aqui falar nos próximos tempos. Obrigado, Tom, pela recepção e pelas amáveis palavras.

Janela para o passado - BEA British European Airways, 1953

Os relógios Patek Philippe no Relógios & Canetas online


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Conjuntura - força de trabalho na Relojoaria continua a aumentar na Suíça, primeiro trimestre com aumento de 5.2% no valor das exportações


(imagem FH)

No final de Setembro de 2018, a força de trabalho na indústria relojoeira suíça estava nos 57.812 trabalhadores, um aumento de 2.868 empregos face a data homóloga do ano anterior (+5.2%), referem dados agora divulgados pela Federação Relojoeira helvética. Assim, o sector quase que compensou, em termos de pessoal, as reduções sofridas nos últimos anos.

Isro numa altura em que se sabe que o primeiro trimestre de 2019 terminou com um aumento de 2,9 por cento no valor das exportações relojoeiras do país, comparado com idêntico período de 2018. O crescimento em Março, de 4.4%, contribuiu para isso.

Portugal, 21º mercado de destino dos relógios suíços, registou de Janeiro a Março deste ano uma ligeira quebra no valor das peças importadas (-0,7%).

O texto da FH sobre a situação da força de trabalho no sector:

Two-thirds of losses now made up
On September 28th 2018, there were 57,812 people working in the watch and microtechnology sector, 2,868 more than the previous year (+5.2%). This is what emerges from the annual census of the sector carried out by the Employers’ Federation of the Swiss watch industry (CP). This is the first time that the figures have risen in four years, after the loss of 4,168 units (-7.1%) between 2014 and 2017. This clear increase is consistent with the overall growth of Swiss watch exports in 2018 (+6.3%).

Growing production staff numbers Almost all of the personnel hired were involved in production (+2,691, +7.0%), thus confirming the latter’s role as a true barometer of the sector’s industrial activity. In the other categories, there was a very slight increase in the number of executives (+152) and administrative staff (+35). The number of home-based staff fell by 10 units (-7.8%). This trend is not very significant, as only 100 people actually work at home.

The proportion of workers with a trades diploma increased by 5.7%, now representing 46.9% of the total workforce. This increase maintains the proportion of qualified personnel in the sector at a high level (68.9%).

It is difficult to predict the evolution of the watch industry’s workforce in 2019, as the low economic visibility means companies are relatively cautious when it comes to hiring.

The Canton of Neuchâtel gains more than 1,200 jobs
In terms of watch industry employees, Neuchâtel (15,289), Bern (12,228) and Geneva (10,077) remain the top three watchmaking cantons. Most of the sector’s human resources – 53,075 workers (nearly 92% of the total workforce – are concentrated within the Watchmaking Arc formed by these three cantons along with Jura, Vaud and Solothurn. The increase in employment mainly took place in the cantons of Neuchâtel (+1,277, +9.1%) and Bern (+883, +7.8%).

Companies subject to the CLA in the majority
The number of companies has increased by 3.3% since the last census (694 compared to 672), mainly due to the opening of new points of sale. Among the various fields of activity, finished products account for 21.4% of turnover in the sector, and sub-contracting for 38.8%. The latter category includes companies active in the manufacture of ébauches, movements, watch components, electroplating, polishing and decoration. Almost a quarter of the companies come from sectors indirectly linked to watchmaking such as microtechnology or machine manufacturing.

Companies subject to the Collective Labour Agreement (CLA) signed with trade unions in the sector are in the majority: they represent three quarters of the total number (512 units) and employee 49,722 people. In other words, in 2018, 86.0% of employees were working in companies subject to the branch’s collective bargaining agreement (85.9% in 2017). Watchmaking is one of Switzerland’s economic sectors best covered by such labour agreements.

Meditações - o quarto de hora de Rabelais


Après être resté à peine six mois à Rome, Rabelais fut rappelé en France, peut-être pour aller porter au roi quelque communication importante de l’ambassadeur. En arrivant à Lyon, il fut forcé de s’arrêter dans une hôtellerie faute d’argent pour continuer sa route ; et, comme il ne voulait pas se faire connaître de peur de compromettre le succès de sa mission, il imagina le stratagème suivant pour sortir d’embarras :

Il se déguisa de manière à n’être reconnu de personne, et il fit avertir les principaux médecins de la ville qu’un docteur de distinction, au retour de longs voyages, souhaitait leur faire part de ses observations : la curiosité lui amena un nombreux auditoire, devant lequel il se présenta vêtu singulièrement, et parla longtemps, en contrefaisant sa voix, sur les questions les plus ardues de la médecine.

On l’écoutait avec stupéfaction quand tout à coup il se recueille, prend un air mystérieux, ferme lui-même toutes les portes, et annonce aux assistants qu’il va leur révéler son secret. L’attention redouble. « Voici, leur dit-il, un poison très subtil que je suis allé chercher en Italie pour vous délivrer du roi et de ses enfants. Oui, je le destine à ce tyran, qui boit le sang du peuple et qui dévore la France. »

A ces mots, on se regarde en silence, on se lève, et on se retire ; Rabelais est abandonné de tous. Mais peu d’instants après, les magistrats de la ville font cerner l’hôtellerie, on se saisit du prétendu empoisonneur, on l’enferme dans une litière, et on l’emmène à Paris sous bonne escorte. Pendant la route, il est hébergé aux frais de la ville de Lyon ; on le traite magnifiquement comme un prisonnier de distinction, et il arrive enfin frais et dispos à sa destination.

François Ier est prévenu de l’arrestation d’un grand criminel, il veut le voir ; on conduit devant lui Rabelais, qui a repris son visage et sa voix ordinaire. François Ier sourit en l’apercevant.« C’est bien fait à vous, dit-il, en se tournant vers les notables de Lyon, qui avaient suivi leur capture ; ce m’est une preuve que vous n’avez pas peu de sollicitude pour la conservation de notre vie ; mais je n’aurais jamais soupçonné d’une méchante entreprise le bonhomme Rabelais. » Là-dessus, il congédia très gracieusement les Lyonnais confondus, et retint à souper Rabelais, qui but largement à la santé du roi et à la bonne ville de Lyon.

Or, ce serait, par allusion à l’embarras financier où Rabelais se trouva dans cette ville, que l’on a fait la locution proverbiale le quart d’heure de Rabelais, pour désigner le moment où il faut payer la dépense d’une consommation quelconque.

Lido aqui

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Memorabilia - porta-chaves, relógios Breitling

Janela para o passado - Giraffe, 1953

Fabrique d'Horlogerie Jura, Morez, anos 1960


Catálogo de relógios Jura, de Gaston Romanet & Fils, Morez. anos 1960 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios Oris no Relógios & Canetas online


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Meditações - os livros e o tempo

Sempre foi sonho do homem viajar no tempo. O livro "Máquina do tempo" do escritor inglês, de 1895, é talvez o exemplo mais famoso das obras de ficção científica que corporizam essa vontade. É tecnicamente muito difícil, talvez mesmo impossível, construir uma "máquina do tempo." Mas os livros, embora metaforicamente, podem ser considerados "máquinas do tempo" no sentido em que permitem enviar mensagens ao futuro. São comprovadamente o melhor meio de enviar mensagens para o futuro. Conforme, tão bem escreveu o astrofísico Carl Sagan, no seu livro "Cosmos," os livros asseguram a "persistência da memória". Não seríamos nunca quem somos se não fosse a memória que eles nos dão do mundo e da humanidade. Tanto na ciência como na arte, os dois partes da vasta cultura humana, há uma "persistência da memória" que permite a ligação ao longo da linha do tempo.

Carlos Fiolhais

terça-feira, 16 de abril de 2019

Memorabilia - porta-cartões, relógios Grand Seiko

Janela para o passado - megafones Jericho, 1953

Catálogo Mondial, de molas de corda para relógios de pulso, 1959


Catálogo Mondial, de molas de corda para relógios de pulso, 1959 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)




Catálogo de furnituras Golay-Buchel & Cie, Lausanne, anos 1950


Catálogo Golay-Buchel & Cie, Lausanne, anos 1950 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios Omega no Relógios & Canetas online


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Meditações - o próprio tempo parado


João Luís Barreto Guimarães