Perdidos, roubados, falsos
O mercado de segunda mão de relógios de gama alta tem
assumido cada vez maior protgonismo no segmento de luxo, mas os retalhistas
especializados neste negócio mostram-se cada vez mais preocupados em comprarem
gato por lebre e, com isso, terem prejuizos avultados. No horizonte estão os chamados “superfakes”,
falsificações cada vez mais difíceis de detetar.
É isto o que nos diz o mais recente estudo do The Watch
Register (https://www.thewatchregister.com/)
, a maior e mais respeitada base de dados mundial sobre relógios perdidos,
roubados ou falsos.
O estudo fez inquéritos nos Estados Unidos, Europa, Ásia e
Médio Oriente, revelando uma sofisticação cada vez maior no mundo da
contrafação. Embora 66% dos vendedores de relógios em segunda mão digam estar
confiantes na sua capacidade de deteção de falsificações, 19% admite não ser
capaz de o fazer e 15% refere que deteta os “superfakes” algumas vezes. Um
terço dos inquiridos diz já ter perdido dinheiro ao comprar falsificações não
detetadas.
A base de dados The Watch Register, que fornece um serviço
global 24/7, permite ao comprador saber se um determinado relógio foi dado como
perdido, roubado ou falsificado. A Plataforma é usada pelo retalho relojoeiro,
penhores e leiloeiras para identificar relógios roubados ou falsificados antes
da transação.
Cerca de metade dos relógios registados no The Watch Register são localizados no espaço de um ano após o roubo e 35% em seis meses. Cerca de um terço dos relógios roubados localizados pela plataforma são vendidos com caixa e documentos, muitos deles falsos. Pelo que os potenciais compradores não devem deixar-se convencer de que, ao comprar um relógio com documentos, isso seja garantia de autenticidade.
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