Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Memorabilia - caneta e caderno de apontamentos Montblanc

Como membro do exclusivo 1858 Club, recebemos da Montblanc uma caneta e um carderno de apontamentos personalizado. Obrigado!

Revista do dia - Patek Philippe Vol. IV nº 11

Meditações - onde vivem os relojoeiros suíços...

Muitos operarios e industriaes, graças á industria caracteristica do paiz, a relojoaria, lhes permittir que trabalhem isolados, podem gosar a felicidade de viver em familia e no meio do campo . Habitam chalets de madeira, espaçosos, arejados, bem limpos, expostos ao bom sol e afastados uns dos outros. Rarissimas vezes precisam sahir para ir procurar fora trabalho.

Teixeira Bastos - Habitações Operarias, referindo-se à Suíça, no final do século XIX

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Os relógios Christophe Claret no Relógios & Canetas online

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Iconografia do tempo - máscaras

Contribuição de Filipa Correia de Oliveira

 

Janela para o passado, 1957

Meditações - impaciência

Claudio recolheu-se aos seus aposentos; ia vestir-se pausada e esmeradamente. O relogio, parecia-lhe, caminhava lento; mau grado seu, achou-se prompto ainda não eram oito horas. Tinha-se impacientado talvez, apezar do proposito em contrario que fizera. Era cedo, mas tambem custava-lhe esperar alli, quieto; ia dar um pequeno passeio e depois das oito horas se dirigiria a casa de Emilia.

Jaime de Magalhães Lima - Transviado

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Os relógios Chanel no Relógios & Canetas online

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A habitação social na indústria relojoeira suíça em 1898

Nos paizes extrangeiros muito se tem feito com o fim de melhorar as habitações operarias, as casas para gente pobre.

Bastar-nos-hia citar a Suissa, uma nação pequena e pobre como a nossa. E a Suissa que, no ponto de vista politico, é uma nação modêlo, no ponto de vista da remodelação social está ainda longe de attingir a mesma altura. Apesar d'isso, muito tem realisado. A questão das casas para operarios dispertou alli a attenção publica e a solicitude dos donos de fabricas. Lavollée na sua interessante obra—Les classes ouvrières en Europe—publicada em 1882, reuniu elementos curiosissimos. Extrahiremos para aqui alguns.

Na Suissa teem sido ensaiados todos os systemas para dar á gente pobre, em particular aos operarios, habitações salubres, espaçosas, que fiquem a poucos passos das officinas e que sejam baratas o mais possivel. Em grande parte teem tirado optimo resultado, apesar das difficuldades que tinham a vencer, das quaes não eram decerto as menos importantes o rigor do clima e a agglomeração anti-hygienica, devida á pequenez das cidades.

Muitos operarios e industriaes, graças á industria caracteristica do paiz, a relojoaria, lhes permittir que trabalhem isolados, podem gosar a felicidade de viver em familia e no meio do campo. Habitam chalets de madeira, espaçosos, arejados, bem limpos, expostos ao bom sol e afastados uns dos outros. Rarissimas vezes precisam sahir para ir procurar fora trabalho.

Ha excepções, localidades onde os operarios estão como os nossos relativamente a habitações.

Schaffhouse, por exemplo, onde os bairros operarios são insalubres. Em Neuchâtel os operarios que teem familia pagam de renda annual 250 a 300 francos por casas más; um quarto custa de 120 a 150 francos. Em Genebra as habitações miseraveis, insalubres, em ruas estreitas e tortuosas, como as da nossa Alfama, arrendam-se ainda por preços muito mais elevados: um quarto não custa menos de 150 francos e um alojamento para uma familia 450 francos.

Boehmert, em 1872, citava casos de viverem familias n'um só quarto, n'um estado vizinho da promiscuidade. E outros de casas com oito ou nove compartimentos habitadas por tres ou quatro familias, tendo de mais a mais hospedes permanentes! Não era tambem raro encontrar-se um quarto estreito e baixo, onde dormiam seis, sete e mais homens, isto é, o que succede em Lisboa nos quartos de malta.

Mas na Suissa, onde quer que se denuncie a existencia do mal, todos procuram remedial-o. Assim, o operario encontrou por toda a parte poderosos auxiliares para sahir d'essa situação miseravel. Sociedades de construcção e associações operarias, proprietarios e fabricantes, especuladores e philantropos disputam entre si os melhores systemas de casas boas e baratas para dar á gente pobre. Vê-se ahi, par a par, o typo mulhousiano, isto é, de casas independentes e isoladas para uma só familia, a habitação caserna, as casas agrupadas de duas a duas ou de quatro a quatro, mas tendo cada uma entrada separada, os bairros operarios, etc.

Estes ultimos multiplicaram-se em alguns cantões, como em Argovia, Zurich, Glaris e Saint-Gall. Entre os mais notaveis podem-se citar, em primeiro logar, os da grande fabrica de machinas de Escher, Wyss & C.a, em Zurich.

Em 1881, fundou-so um em Ziegelbrück, o qual se compõe de dois edificios, podendo fornecer habitação para quarenta familias. Cada familia fica separada das outras por um corredor, e occupa uma sala, dois ou tres quartos, uma cozinha, um subterraneo, uma casa para lenha e um pequeno quintal.

Diz Lavollée que todos estes melhoramentos teem sempre em vista a caridade intelligente e o lucro bem entendido9.

Associações de varios generos promovem essas construcções economicas e teem visto os seus esforços coroados do mais brilhante resultado. A par umas das outras, sem se odiarem, sem se guerrearem, rivalisando pacificamente nas fôrças dispendidas, vemos em alguns centros industriaes fundarem-se, desenvolverem-se e prosperarem sociedades de capitalistas e aggremiações de operarios com o fim exclusivo de construirem casas baratas e bairros salubres para as classes laboriosas e pobres.

Na Basiléa, por exemplo, uma das principaes cidades da Suissa, ao lado da Associação para a construcção de habitações operarias, fundada em 1870 com o capital de 327:300 francos, e da Sociedade de utilidade publica, fundada em 1851 e cujo capital de 100:000 francos foi consagrado á construcção de casas do systema mulhousiano, existe a Sociedade basilense de construcção de casas baratas formada só por operarios, entre os quaes predominam os das construcções civis.

Esta ultima empresa, estabelecida por dez membros, cujo capital primitivo não passava de 1:000 francos, contava em junho de 1873, 120 associados que tinham elevado o capital a 15:000 fr. por meio de collectas, que variavam de 100 a 1:000 francos.

Possue duas classes de socios. Uns compromettem-se a trazer um capital não inferior a 1:000 francos, nem superior a 6:000, e tomam uma parte activa na empresa, consagrando-lhe todo o seu tempo, todas as suas fôrças, e toda a sua intelligencia, em troca de salarios fixos ou de uma percentagem sobre os lucros. Os outros, devendo concorrer com o mesmo capital, uma terça parte do qual é pago no acto da inscripção, e as duas restantes em prestações maiores ou menores, consagram as suas aptidões á administração e á contabilidade da empresa, recebendo honorarios certos, senhas de presença ou uma parte dos lucros determinada pela assembléa.

A sociedade conta tambem com associados ou subscriptores de obrigações. É considerado tal o possuidor de uma ou mais obrigações, no valor de 100 francos cada uma. As obrigações rendem 5 por cento e dão direito a 20 por cento dos lucros liquidos.

Na Suissa ha muitas associações d'este genero. E, na verdade, as que se compõem unicamente de operarios são as mais interessantes de todas as sociedades constructoras.

Teixeira Bastos, in Habitações Operarias, 1898 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado, 1957

Meditações - adiantado

Parecia esperar alguem, porque, ao ouvir bater a meia noite no relogio da torre, levou a mão ao bolso e, aproximando-se de um dos candieiros da illuminação publica, consultou o seu relogio. Aquelle anda adiantado cinco minutos murmurou. E deu alguns passos distrahidamente como para illudir a sua impaciencia.

António José da Costa Couto Sá de Albergaria - Os Filhos do Padre Anselmo

Relógios suíços - Portugal, apenas uma região peninsular

Em valor, as exportações relojoeiras suíças registaram em Janeiro um aumento de 6,8 por cento face a período homólogo de 2021, e na linha da recuperação que ocorreu em Novembro e Dezembro. De salientar que, pela primeira vez desde Julho de 2018, a quantidade de relógios exportados não diminuiu, antes aumentou em 4,6 por cento no primeiro mês do ano,

Portugal, 28º mercado de destino de relógios helvéticos em Janeiro, aumentou em 16,9 por cento o valor das importações mas, em Janeiros comparados, continua muito abaixo do primeiro mês de 2020 - menos 37,3 por cento (a pandemia começou a fazer sentir os seus efeitos a partir de Março desse ano).

De notar que a Espanha, 12º mercado de destino da relojoaria suíça, em termos de valor, registou em Janeiro um aumento de 54 por cento face ao mesmo mês de 2021. No ano passado, o país vizinho valeu 3,5 vezes o mercado nacional (4,7 vezes mais população).

Com os grandes grupos relojoeiros e até marcas independentes a estarem cada vez mais baseados em Espanha para a gestão do mercado ibérico, Portugal passa, em termos estatísticos, a contar para a Suíça como uma região, tal como a Catalunha, Galiza ou a Andaluzia, e isso tem distorcido os dados estatísticos disponibilizados pela Federação Relojoeira.

Em baixo, os números de 2015 a 2021 em termos de unidades exportadas.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Primavera em Genebra - relógios Urwerk convidam...

Primavera em Genebra - relógios Pierre deRoche convidam...

Os relógios Casio no Relógios & Canetas online

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Iconografia do tempo

(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado, 1957

Meditações - o que devo à eternidade

Momento de Poesia

 

Se me ponho a trabalhar

e escrevo ou desenho,

logo me sinto tão atrasado

no que devo à eternidade,

que começo a empurrar pra diante o tempo

e empurro-o, empurro-o à bruta

como empurra um atrasado,

até que cansado me julgo satisfeito;

e o efeito da fadiga

é muito igual à ilusão da satisfação!

Em troca, se vou passear por aí

sou tão inteligente a ver tudo o que não é comigo,

compreendo tão bem o que não me diz respeito,

sinto-me tão chefe do que é fora de mim,

dou conselhos tão bíblicos aos aflitos

de uma aflição que não é minha,

dou-me tão perfeitamente conta do que

se passa fora das minhas muralhas

como sou cego ao ler-me ao espelho,

que, sinceramente não sei qual

seja melhor,

se estar sozinho em casa a dar à manivela do mundo,

se ir por aí a ser o rei invisível de tudo o que não é meu.

Almada Negreiros

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Janela para o passado - Sapataria Aurea, 1908

Os relógios Boss no Relógios & Canetas online


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Iconografia do tempo

(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Meditações - aniversários

(...) os anos

Que nos trazem? Desenganos

Que fazem a gente velho:

Faça outra coisa: que em suma

Não fazer coisa nenhuma,

Também lhe não aconselho.

Mas anos, não caia nessa!

Olhe que a gente começa

Às vezes por brincadeira,

Mas depois que se habitua,

Já não tem vontade sua,

E fá-los queira ou não queira!

João de Deus

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Janela para o passado - Alfaiataria e Camisaria, 1908

O Livro Mecânica do Tempo no Relógios & Canetas online

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Meditações - o despertador

 

Da série "Cenas para um gajo explicar aos mais novos para que eles possam entender certos programas da RTP Memória".

O Despertador.

Dantes, quando não havia telemóveis (!), as pessoas para acordar usavam uma coisa chamada despertador.

O despertador era um relógio com umas orelhas à Mickey que fazia tic-tac para que as pessoas não se assustassem com o silência da noite e que de manhã (ou à hora acertada, não interessa) fazia triiim para as pessoas acordarem.

Não, jovem, essa história de beber muita água na hora de deitar para acordar cedo é antes do meu tempo, no meu tempo havia os tais despertadores.

Jorge Casaca

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Um relógio de pássaros


 El Accitano, 1898 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - Casa das Tesouras, 1908

AORP e MAAT no Relógios & Canetas online

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