Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Pilares do Tempo - LXXIII

Basileia

Chegado(s) ao mercado


Victorio & Lucchino London Club. Calibres de quartzo, caixas em aço, estanques até 30 metros. Bisel com cristais Swarovski. PVP: 145 €

Nicolas Hayek - em Setembro, a biografia não autorizada

Na relojoaria moderna, há um antes e um depois de Nicolas Hayek. Não só "tirou da cartola" o conceito Swatch como, com ele e com o capital obtido, construiu em 30 anos um império vertical que é "apenas" o maior grupo relojoeiro do mundo.

Sempre que estamos pessoalmente com o sr. Hayek, como aconteceu recentemente em Veneza, sentimos que ele continua a ser, apesar dos seus 81 anos, o mais jovem e empreendedor de uma vasta equipa qaue se quer sempre jovem e empreendedora...

Agora, vai surgir a sua primeira grande biografia não autorizada. Intitulada "Mister Swatch – Nicolas Hayek und das Geheimnis seines Erfolgs" (O Senhor Swatch – Nicolas Hayek e o segredo do seu sucesso), é da autoria de Jurg Wegelin, antigo jornalista do título de língua alemã Cash.

Já apareceram extractos da obra na imprensa de fim de semana da Alemanha, como por exemplo com o que se passou nos primeiros anos da chegada à Suíça de Hayek, nascido em Beirute, de mãe judia libanesa e pai norte-americano.

Segundo Wegelin, a ascenção do salvador da relojoaria suíça (ameaçada de falência, no final dos anos 70 pela concorrência dos relógios de quartzo japoneses) terá sido mais difícil do que se pensa. Hayek recusou-se a colaborar na biografia.

Há quatro anos, Hayek publicou, conjuntamente com o jornalista Friedmann Bartu, um livro sobre a sua vida, intitulado "Para além da saga Swatch, impressões de um verdadeiro empreendedor", que teve grande sucesso comercial.

A partir de 7 de Setembro este blog conta dar em primeira mão alguns excertos da biografia não autorizada de Nikolas Hayek.

Meditações - ver as horas pelo Sol

Lancei ao mar um madeiro
Espetei-lhe um pau e um lençol
Com palpite marinheiro
Medi a altura do Sol [...]
António Gedeão (Rómulo de Carvalho, 1906-1997), Teatro do Mundo, Poema da Malta das Naus

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Massacre de São Bartolomeu foi há 437 anos

Bancas de trabalho de relojoeiros cabinotiers, na "ilha", em Genebra, séc. XVIII

O post no blog http://tribodejacob.blogspot.com/ fez-nos recordar: o massacre da noite de São Bartolomeu foi em 24 de Agosto de 1572, há precisamente 437 anos.

Citamos: Matança de huguenotes (protestantes franceses, maioritariamente calvinistas), ordenada pelos reis de França. Terão morrido 30 mil a 100 mil protestantes franceses. Começou em Paris, na noite de 23 para 24 de Agosto, ou melhor, ao raiar o dia 24, e propagou-se por outras cidades franceses nos dias e meses seguintes. Em Paris terminou no dia 30 de Agosto. Durante uns tempos ninguém comeu peixe porque os cadáveres boiavam nos rios. A matança teve origem em intrigas políticas.

Do ponto de vista da história da relojoaria, esse massacre iria provocar algo de irreversível - colocar a Suíça na vanguarda da indústria, lugar onde ainda hoje se encontra.

É que, entre os huguenotes que fugiram, nomeadamente para o Cantão Livre de Genebra e para a região do Valée de Joux, na região jurássica, fronteiriça à França e à Suíça, muitos eram operários especializados, relojoeiros.

Memória - Utopia Mecânica III

Esquema de relógio de repetição, Enciclopédia

Rousseau, d’Alembert, Chamfort, Voltaire e a Relojoaria (conclusão)

É possível que Voltaire tenha descoberto o seu interesse pela relojoaria durante a sua estadia na corte de Frederico da Prússia (1750-1753), grande amante de relógios e que tinha uma importante colecção de pêndulos franceses. Mas sabe-se também que Voltaire gostava especialmente dos relógios de Julien Leroy, o célebre relojoeiro parisiense (1686-1751). “Ele terá dito ao filho, Pierre Leroy, que o seu pai e o marechal de Saxe tinham vencido a Inglaterra”, afirma a historiadora Isabelle Frank Luxemburg. A Inglaterra era no séc. XVIII um grande centro relojoeiro e o mais feroz concorrente da França no que dizia respeito ao desenvolvimento de novas proezas técnicas.

“Voltaire, antes de fundar a sua própria manufactura de relógios, tinha já comprado nos anos 60 vários relógios, segundo consta do seu livro de contabilidade”, faz notar a historiadora, que trabalhou a relação entre Voltaire e o Tempo. “O inventário do seu castelo em Ferney dá-nos conta de que ele tinha lá seis relógios de pêndulo, dois deles no seu quarto”.

Ao fundar em 1770 uma manufactura de relógios, “o rei de Ferney”, como gostava agora de se descrever, Voltaire seguia uma moda do seu tempo e encontrava-se em bem ilustre companhia. Na época, os monarcas europeus Luís XV, Luís XVI, Frederico II, Catarina II e José II esforçavam-se por criar manufacturas relojoeiras nos seus respectivos reinos. Em Portugal, no reinado de D. José I, e por iniciativa do Marquês de Pombal, fundava-se em 1765, no Bairro das Amoreiras, em Lisboa, uma Real Fábrica de Relojoaria, a primeira do seu género no país, e que teve à sua frente mestres relojoeiros franceses.

A criação de uma manufactura relojoeira inscrevia-se paralelamente no quadro do projecto voltairiano de transformar Ferney, na sequência da revogação do Édito de Nantes (liberdade religiosa), num burgo florescente e obediente ao lema que o filósofo decretara para o seu pequeno mundo – “Fazer o Bem”. Depois de se ter dedicado à agricultura, Voltaire fundou sucessivamente na localidade uma olaria, uma fábrica de faiança, uma outra de telhas, uma tanoaria e um tear de seda, antes de fundar a manufactura de relojoaria.

Os relojoeiros empregues por Voltaire eram franceses huguenotes ou seus descendentes que tinham fugido para Genebra e que agora regressavam sob o guarda-chuva do filósofo.
E dá-se aí mais uma experiência utópica. Nas cartas que dirigia às personalidades mais destacadas do seu tempo, Voltaire insistia na necessidade de protecção para a sua pequena república. A uns enviava amostras do trabalho realizado pelos seus “súbditos”; a outros pedia ajuda na importação de ouro para o fabrico das caixas dos relógios. A outros ainda pedia que intercedam junto do rei de França, para que encomendasse os seus relógios, que oferecia a preços muito mais baixos que os relojoeiros de Paris, Londres ou Genebra.

A manufactura de Ferney funcionou até 1778, não resistindo à morte de Voltaire. Durante os nove anos de laboração fez só relógios de bolso, com caixas decoradas a esmalte, à moda da época, alguns sonneries, especialmente para os mercados francês, russo, espanhol e turco.
Calcula-se que a produção em Ferney tenha sido de cerca de mil relógios por ano, comparado com 33 mil que se produziam em Genebra. Tendo em conta que em Ferney trabalhavam em média cem relojoeiros e que em Genebra havia nessa altura 5 mil, os números são razoáveis.

Os mestres-relojoeiros da manufactura de Voltaire em Ferney assinaram as suas obras “Dufour & Céret”, Valentin & Dalleizette”, “Servant & Boursault” ou “Panrier & Mauzié”. Cerca de dezena e meia de relógios Voltaire (ele nunca assinou nenhum deles, limitando-se a financiar a operação e a publicitá-la junto dos ricos e poderosos que conhecia) chegaram até aos nossos dias. Estão em museus, como o da manufactura Vacheron Constantin, o de Relojoaria, ou o da casa-museu do filósofo, em Genebra, ou ainda no Louvre, em Paris.

Terminamos estas andanças pelo tempo dos Enciclopedistas citando Claude-Daniel Proellochs, um histórico da relojoaria suíça, oriundo de uma família com grande tradição no sector. Aquele que foi Presidente da Vacheron Constantin de 1988 a 2005 e que passou depois pela deWitt, tem uma explicação para a relação entre os filósofos e os relojoeiros: “ambos reflectem sobre a marcha do Tempo”.

Publicado na Espiral do Tempo

Livro do dia

Pilares do Tempo - LXXII

Cacilhas

Chegado(s) ao mercado

Lacoste Biarritz. Calibre de quartzo, caixa em aço. PVP: 135 €

Tempo de Jóias - Gemologia guiada

Prosseguem as visitas guiadas sobre a gemologia em artes decorativas no âmbito do programa Geologia no Verão, da Agência Ciência Viva, em parceria com o Museu Nacional de História
Natural da Universidade de Lisboa.

Assim, tem-se a 1 de Setembro (15h) a visita ao Zoomarine na Guia, perto de Albufeira (exposição de malacologia e Espaço Consciências-CITES); a 5 de Setembro (16h30) a visita ao Museu Episcopal de Beja - Igreja de N. Sra. dos Prazeres, em Beja; a 12 de Setembro (14h), no Porto, a Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio e, no mesmo dia (16h), também no Porto, o Museu Nacional de Soares dos Reis; e, finalmente, a 13 de Setembro (16h) o Tesouro da Capela de Nossa Senhora das Salas, em Sines.

As visitas são dirigidas pelo gemólogo Rui Galopim de Carvalho. Mais informações em www.cienciaviva.pt/gverao

Descoberto relógio de sol agostinho na Escócia


Contribuição de Carlos Torres

Uma nova descoberta na abadia de Inchcolm, na ilha do mesmo nome, ao largo de Edimburgo, Escócia, ajuda agora a decifrar os cânones dos monges Agostinhos que ali viveram desde o séc. XIII.

Trata-se, segundo a BBC, de um relógio de sol, com o quadrante marcando as chamadas horas canónicas, instrumento crucial no dia-a-dia da comunidade, que por ele se regia para regular horas e tipos de orações, tarefas profanas, etc.

Os arqueólogos a trabalharem na ilha de Inchcolm encontraram os restos desse relógio de sol que, acreditam, estaria originalmente colocado numa parede.

Até agora, algum mistério rodeava o método usado para medir o tempo pela ordem fundada em 1243 baseada na Regra e forma de vida determinadas por Santo Agostinho às comunidades que fundou durante a sua vida.

Embora muito disseminados em Inglaterra, os relógios de sol são relativamente escassos na Escócia, garante a British Sundial Society

Os historiadores acreditam que os monges agostinhos viveram de acordo com uma rotina estricta, tornando essencial a todos os membros da comunidade fazer a coisa certa no tempo certo. O quadrante agora achado em Inchcolm, que está partido em dois, foi descoberto pelos especialistas em História da Escócia, Hugh Morrison e em pedras medievais, Mary Markus.

"Enquanto estava a examinar um conjunto de cerca de 50 pedras escavadas e encontradas há muito, mas nunca classificadas, encontrei um fragmento com claras marcações radiais, fazendo-me lembrar os relógios de horas canónicas que já tinha encontrado nas igrejas do Gloucestershire", recorda Morrison. "Num local diferente deparei com uma outra pedra e fiquei perfeitamente maravilhado ao descobrir que ela se encaixava perfeitamente na primeira. Melhor ainda, ela ainda conservava o espigão enferrujado em ferro, o gnómon que primitivamente projectava a sombra no quadrante".
A imagem fornecida pela BBC deve estar invertida, já que as marcações deste relógio de horas canónicas devem estar na parte de baixo, e não em cima.

Morrison tem esperança de conseguir determinar o local original onde o relógio estava, no lado sul da abadia. "O tempo medieval era muito diferente do actual, tão dependente da precisão na medição de horas, minutos e segundos para se apanhar o combóio, ir para o trabalho ou ver os programas de televisão", faz notar Morrison. "As mudanças de estações do ano e as condições climáticas faziam com que os relógios de sol com horas canónicas não pudessem ser sempre usados, mas quando o sol brilhava eles providenciavam um meio relativamente seguro de coordenação das actividades de uma comunidade".

Nas 24 horas do dia civil, são geralmente sete as Horas Canónicas: Matinas - 00h00, Laudes - 03h00, Primas - 06h00, Terça - 09h00, Sexta - 12h00, Nona - 15h00, Vésperas - 18h00 e Completas - 21h00.

Um relógio de sol de Horas Canónicas marcava, claro, apenas das Primas às Vésperas. Quando não havia sol, ou de noite, havia outros meios de calcular o tempo que marcava o ritmo de orações, o deitar, o levantar, o comer, etc.: através de velas marcadas, que iam ardendo; através de monges que ficavam sem dormir, recitando sempre à mesma velocidade o Terço ou qualquer outra oração; através de nocturlábios, instrumentos que conseguiam medir o tempo através do movimento das estrelas.

Os leigos mais ricos tinham, para seu uso pessoal, os chamados Livros de Horas, autênticos guias não apenas para a vida espiritual, mas também para o quotidiano mais singelo: havia hora fasta ou nefasta para cortar o cabelo ou para viajar, para começar a semear ou a ceifar. E, claro, era por ali que se sabiam os tabus alimentares, quando começavam e acabavam.

Mais um salão de independentes em Janeiro, em Genebra

A crise económica mundial que atinge nomeadamente a indústria do luxo ameaça hoje muito severamente a relojoaria independente. Mais do que nunca, o conjunto deste segmento - pequenos artesãos e PME's - devem acima de tudo lutar pela sua sobreviência.

Dando resposta a este quadro, os especialistas em comunicação e realização de eventos, as sociedades genebrinas Luxeco e Events Concept criaram a Geneva Time Exhibition® (GTE), um projecto de apoio ambicioso à relojoaria suiça independente. O objectivo é reunir em Janeiro de 2010 os actores deste sector no seio de uma exposição relojoeira, num conceito chave-na-mão, uma plataforma de exibição de produtos topo de gama, dotada de visibilidade internacional.

A GTE, que decorre de 18 a 22 de Janeiro, coincide em datas com a realização do Salon International de Haute Horlogerie (SIHH), que mais uma vez será no Palexpo de Genebra, perto do aeroporto. O SIHH está ele próprio a estudar a possibilidade de realizar, adjacente à sua mostra, um salão com outras marcas independentes. A exposição dos independentes da GTE será no Hotel Richemond, junto ao lago Le Mans.

A exposição GTE será no quinto andar do hotel, com entrada independente, e estará aberta exclusivamente a profissionais do sector relojoeiro e aos média internacionais. A GTE tem uma capacidade máxima de acolhimento para 20 marcas independentes.

Até sexta-feira passada, 22 de Agosto, já tinham confirmado a sua presença na GTE as seguintes marcas independentes: Cabestan, Hautlence, Hd3 Complication, Ladoire, Magellan Watch e Romain Gauthier.

Para saber mais: www.geneva-time-exhibition.ch

Alguns números

Começámos numa sexta-feira, a 12 de Junho de 2009. Acabámos de ultrapassar os 500 posts e os 1.300 leitores, oriundos de 38 países. Mas isso é passado. Só o futuro agora interessa. O Tempo não pára.

Silly Season - o relógio e a sogra

O Domingo Ilustrado, 1925

Meditações - Relógio de Príncipes

O Estado é uma máquina concertada para cujo governo é necessário obter qualificações. [O relógio é exemplo permanente do soberano e imagem da consonância que ele deve lograr no Reino] porque a verdade da vida do Imperador virtuoso não é senão um relógio que concerta ou desconcerta o povo.

Frei António de Guevara (1480-1545), in Relox de Príncipes (1529)

domingo, 23 de agosto de 2009

Memorabilia

Caneta Corum.

Livro do dia

Pilares do Tempo - LXXI

Veneza, Hotel Danieli

Protótipos de relógios Ferrari concebidos por Pedro Palma

A manufactura Girard-Perregaux fez durante vários anos os relógios com o símbolo da Ferrari. Não admira - o dono da GP é um italiano muito ligado ao desporto automóvel, Luigi Macaluso.

Mas o contrato acabou e foi uma manufactura italiana, a Panerai, a conseguir um acordo com a scuderia de Maranello para lhe fazer os relógios durante os próximos tempos. Também não admira - Angelo Bonati, CEO da Panerai, é igualmente italiano.


Há um português, como muitos outros, que gosta da Ferrari, do seu muito especial mundo, e também de relógios. Quando viu alguma indefinição nas últimas "colheitas" de relógios GP para a Ferrari, meteu mãos à obra e desenhou alguns protótipos de cronógrafos que, segundo ele, exprimem muito bem a atmosfera rubra do construtor transalpino. Chegou a ter conversações com a Ferrari, que não levaram a nada.

O autor destes protótipos de design relojoeiro é Pedro Palma, um dos mais conhecidos e premiados ilustradores e cartoonistas portugueses. Com uma actividade multifacetada, que tem passado também pelo jornalismo escrito, pela fotografia e pela pintura, Pedro Palma continua a achar que os "seus" relógios são mais ferratisti que os actuais Ferrari "construídos pela Panerai".

À atenção de Ângelo Bonati, pois...

Há 31 anos que Pedro Palma se iniciou na banda desenhada e ilustração infantil. A sua vasta carreira na ilustração passa pelo Tempo e Diário de Notícias, antes de se fixar em 1984 em Paris, onde assume a função de Director Artístico adjunto da revista JeuneAfrique, para a qual ainda hoje colabora. Nesse período, publica também na secção literária do Le Fígaro Magazine.

Regressado a Portugal, inicia em 1985 a sua actividade como cartoonista editorial no semanário Expresso, colaboração que se manteve até 1992 ao mesmo tempo que retoma a colaboração no Diário de Notícias. Ainda nesse ano desempenha funções de Director Artístico da revista Grande Reportagem.
Em 1988, lança uma colecção internacional de caricaturas intitulada Faces of the World, que é distribuída internacionalmente. Em Portugal os seus trabalhos são distribuídos pela agência noticiosa LUSA e publicados na maior parte dos jornais de âmbito nacional.

Dois anos mais tarde, assina como membro da Cartoonists & Writers Syndicate, de Nova Iorque, passando a ser publicado em mais de 250 jornais e revistas de 40 países de todo o mundo, incluindo Portugal.

Em 1992 inicia uma longa colaboração com a revista Exame, integrando a equipa fundadora. Ainda nesse ano estreia-se nas páginas do Jornal de Notícias, com cartoon editorial e caricatura. E em 1993 passa a publicar também na revista Valor, colaboração que mantém até 1997, ano em que os seus trabalhos passam a ser publicados semanalmente no Jornal de Negócios.

Em 2001, volta a publicar no Diário de Notícias, 15 anos depois de ter interrompido a colaboração com esse diário. Publica entre Setembro e Dezembro "As Histórias do Cão Amarelo" (sobre a introdução do euro). Em Agosto desse ano, uma caricatura de Jorge Amado (publicada na primeira página) valeu-lhe uma menção honrosa pelo júri do EUROPEAN NEWSPAPER AWARD que elegeu o Diário de Notícias como o jornal nacional com melhor design.
Além de cartoonista e ilustrador, Pedro Palma é fotógrafo e reporter, tendo, por exemplo, sido em 2003 enviado especial do Diário de Notícias para cobertura da Guerra do Iraque na fronteira turco-iraquiana.

Em 2005 publica o seu "derradeiro" álbum DIREITOS DO HOMEM - EM CARTOONS E CARICATURAS, colocando termo à sua carreira de cartoonista. O livro foi lançado em Cascais e editado pelo jornal Público, com o Alto Patrocínio da Amnistia Internacional e com prefácio do então Presidente da República, Jorge Sampaio.

Em 2006 inaugura no centro de Cascais uma galeria de arte (restrita ao público em geral) com trabalhos de pintura e fotografia da sua autoria. Pedro Palma concilia as suas actividades de jornalista, designer de comunicação, pintura e fotografia.

Dos vários prémios que lhe foram atribúídos, destacam-se, em 1988, o Prémio Salão Nacional de Caricatura - Expresso (ex-aequo com António); em 1991 o Prémio Gazeta de Jornalismo, Clube de Jornalistas; em 1996 o Prémio Nacional de Cartoon de Imprensa X Salão Nacional de Caricatura.
"Sou free lancer em tudo na vida. Independência é um valor que não negoceio!", afirma.


Para saber mais sobre o universo de Pedro Palma: www.pedropalma.net/index.htm

Chegado(s) ao mercado


Sweet Years Back to School. Calibre de quartzo, caixa em aço, cristais no mostrador. PVP: 85 €

MB&F no leilão Only Watch 2009


Há uma borboleta aprisionada no movimento do mais recente relógio a sair dos ateliers da MB&F (Maximilian Büsser & Friends). E ela não tem qualquer hipótese de escapar, dado que o complexo calibre está todo envolto em arame farpado.
Esta peça com elevada carga emocional é exemplar único, inspirado nol modelo Horological Machine Nº2 da MB&F, e está assinada pelo artista norte-americano Sage Vaughn. Será leiloada no evento Only Watch, o leilão de benificência a favor da pesquisa da distrofia muscular Duchenne, uma doença genética que afecta jovens rapazes.
O modelo Horological Machine Nº2 foi lançado em sérier limitada em 2008. Tem agora esta reinterpretação numa peça única. O calibre mecânico automático tem rotor em ouro e é o primeiro no mundo a combinar Horas Saltantes instantâneas, Minutos Retrógrados concêntricos, Data retrógrada, Fases da Lua para os dois hemisférios.

O leilão Only Watch, como temos vindo a fazer referência, realiza-se a 24 de Setembro, no Mónaco, sob os nauspícios do Príncipe Alberto II. O leilão será conduzido pela Patrizzi & Co. e estarão presentes 34 relógios únicos.

Ebel produz relógio para o Bayern


A Ebel, na senda da sua associação com os maiores clubes de futebol do mundo, acaba de apresentar o Classic Hexagon Chronograph “FC Bayern Munich”, limitado a 250 exemplares e satisfazendo um pedido do famoso clube alemão. Cronógrafo automático, Grande Data, caixa em aço, de 48,3 mm, estanque até 50 metros.

Meditações - morre-se desde que se nasce

El tiempo vuela como el pensamiento,
huye la vida sin parar un punto,
todo está en un continuo movimiento,
el nacer del morir está tan junto
que de vida segura no hay momento
y aun el que vive en parte es ya difunto.
Pues como verla ardiendo se deshace
comencando a morir desde que nace.

Juan de Orozco y Covarrubias, (1544-1610), irmão de Sebastián Covarrubias Y Orozco, in Emblemas Morales (1589)

sábado, 22 de agosto de 2009

Pilares do Tempo - LXX

Mulhouse, França (Museu dos Caminhos de Ferro)

Livro do dia

Blancpain no leilão Only Watch 2009

Para o terceiro leilão de benificência Only Watch, que irá angariar fundos para os doentes de distrofia muscular, a Blancpain apresenta um modelo único do 500 Fathoms.

Esta peça 500 Fathoms Only Watch N°1/1 foi especialmente concebida e desenvolvida para o leilão. Com um mostrador novo (antracite, modelo único), novas dimensões (48 mm de diâmetro da caixa em titânio), e estanque até mil metros, o relógio vem com uma válvula automática de descompressão. Um anel de safira, em azul, dá uma visão do disco da data. Bisel unidireccional. Fundo transparente, calibre automático.

O leilão Only Watch, como temos vindo a fazer referência, realiza-se a 24 de Setembro, no Mónaco, sob os nauspícios do Príncipe Alberto II. O leilão será conduzido pela Patrizzi & Co. e estarão presentes 34 relógios únicos.

Chegado ao mercado

Custo Takeshi Pat. Cronógrafo de quartzo, caixa em aço. PVP: 170 €

Meditações - relógio recto

O homem recto, firme e constante “é um relógio tão regulado que tarde ou nunca se desconcerta”.
Sebastián de Covarrubias y Orozco (1539 - 1613), in Emblemas Morales (1610). Foi lexicógrafo, criptógrafo, capelão de Filipe II e escritor espanhol.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Memorabilia

Relógio de quartzo, edição do Palácio Nacional da Ajuda, aquando da exposição Tempo Real (1996)

Pilares do Tempo - LXIX

El Granado, Espanha

Tempo de Astronomia - visita ao OAL

O Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), no âmbito da iniciativa "E Agora Eu Sou Galileu" vai realizar várias observações ao longo do ano de 2009.

A próxima destas observações decorrerá já amanhã, sábado, dia 22, e terá lugar no Edifício Central, entre as 21:30 e as 23:30. Nesta sessão serão realizadas observações com telescópio de estrelas (enxames, nebulosas) da Via-Láctea assim como outros objectos tais como o planeta Júpiter: sensibilização sobre o impacto das observações de Galileu para a Astronomia e a Ciência em geral. A observação será precedida de uma visita ao Observatório com início às 20:30.

A entrada na Tapada da Ajuda faz-se pelo portão da Calçada da Tapada, em frente ao Instituto Superior de Agronomia.

O OAL é o guardião do Tempo português, sendo ele o emissor da Hora Legal para o país. E tem no seu espólio uma série de relógios dos séc. XIX e XX de grande qualidade, que vale a pena conhecer.

Breves relojoeiras - sinais ténues de retoma

As acções do Swatch Group estão hoje ao dobro do valor registado em Janeiro, altura em que atingiram o seu ponto mais baixo.

Com a divulgação na semana passada de resultados semestrais bastante razoáveis (com indicadores sempre superiores ao sector), o Swatch Group viu esta semana a generalidade dos analistas financeiros a recomendarem a compra do título e a preverem um segundo semestre igual ou superior ao primeiro, quando o maior grupo relojoeiro do mundo viu aumentar a sua quota de mercado em praticamente todos os mercados internacionais.

Para a maioria dos ananlistas, a saída da recessão de países como a Alemanha e a França é apenas mais um indicador, a juntar a alguns pequenos outros, fazendo crer que o pior da crise, para o sector relojoeiro suíço, já terá passado.

A diminuição de stocks no retalho, como indicam a maior parte dos países, é um bom sinal, mas apenas a vendas de Novembro e Dezembro poderão infirmar uma saída da crise que deverá demorar alguns meses a consolidar.

Michael Tay, CEO de The Hour Glass, com 27 pontos de venda na Ásia, diz que há sinais de retoma. Jean-Christophe Babin, CEO da TAG-Heuer, vai no mesmo sentido, ao dizer que há pequenos sinais, mas avisa que a retoma só deverá ser verdadeiramente sentida aquando da Baselworld 2010, na Primavera. A quantidade enorme de stocks, nomeadamente nos Estados Unidos, não irá permitir uma recuperação rápida.

Thomas Morf, CEO do distribuidor Carl F. Bucherer, a maior cadeia de relojoaria e joalharia na Suíça (13 pontos de venda, mais alguns na Alemanha), faz notar que consumidores com alto poder de compra, como japoneses e chineses, estão agora a viajar menos, devido à gripe A. Em entrevista ao Finanz und Wirtschaft, afirma que todas as marcas por ele representadas sofreram redução nas vendas. Desde 2001 que a Bucherer comercializa também uma marca própria de relógios.
Philippe Stern, Presidente da Patek Philippe, espera uma redução de vendas de 50 por cento nos Estados Unidos, em 2009. Segundo o Le Matin Bleu, a manufactura independente espera, no entanto, acabar o ano com um volume de negócios semelhante ao de 2008. As vendas estavam cerca de 10 por cento abaixo até Julho, mas apenas em número de peças. Em valor, elas terão aumentado. Com excepção da Espanha, a Patek está bem na Europa, que constitui 45 por cento do seu mercado. “E as peças muito caras têm-se vendido melhor”, diz Philippe Stern.

Enquanto isso, o Conselho Federal Helvético decidiu aumentar de 400 para 520 dias o tempo máximo de subsídio de desemprego nas regiões de Neuchâtel e Val de Travres, fortemente atingidas pela crise, especialmente no sector relojoeiro.

Longines na The Watch Avenue

A Longines, uma das mais antigas manufacturas relojoeiras do mundo, acaba de entrar numa nova dimensão - virtual - inaugurando uma boutique online no prestigiado portal The Watch Avenue.
Desenhado à semelhança da Boutique Longines no Dubai, esta loja virtual dispõe de catálogos, filmes e outro material explicativo da História da manufactura e dos seus produtos, bem como das actividades sociais e eventos internacionais em que a marca está envolvida.

Quando chega à boutique, uma hospedeira dar-lhe-á as boas-vindas e guia-lo-á através de várias salas de exposição. E terá todo o gosto em responder-lhe, em francês ou inglês, às perguntas que lhe formular.

É fácil navegar na boutique virtual Longines, onde o programa "Watch Selector" o ajudará a escolher o relógio que procura e onde o “Store Locator” o ajudará a encontrar o retalhista mais próximo.

Chegado ao mercado

Custo Takeshi Pat simples. Calibre de quartzo, caixa em aço. PVP: 135 €

On-Time Clock By Fabrica


Contribuição de Adriana Correia de Oliveira
Se você costuma adiantar de propósito o relógio alguns minutos, então este On-Time Clock é mesmo destinado a si. Concebido por Tak Cheung, da Fabrica, e produzido pela Diamantini & Domeniconi, o On-Time Clock está sempre adiantado três minutos, de forma a que não tenha que correr para o autocarro.

Livro do dia


Meditações - Relógio velho e cansado

Lembro a V. M. que os relógios em lhe não andando com os pesos logo param, e eu, como tenho já gastadas ou já moles as molas da paciência, por muito menos que isto me dou por agravado. E mas que me vejam dar horas como relógio, recolho a mão e não ando a ponto.
D. Francisco Manuel de Melo (1608 - 1666), Cartas

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Pilares do Tempo - LXVIII

Berlim. Universidade Humboldt

Chegado ao mercado

Hermès Arceau Chrono ébéne. Cronógrafo automático, caixa em aço, de 43 mm, estanque até 50 metros.

Certificados de Cronómetro - Mais um recorde batido

Em cronómetro COSC de quartzo, a Breitling foi quem mais se destacou em 2008

Na sequência dos recordes registados em 2006 e 2007, o Contrôle Officiel suisse des chronomètres (COSC) acaba de anunciar um terceiro recorde consecutivo de emissão de certificados em 2008 (1.599.588, +8.6%).

O número de peças submetidas a controlo aumentou em 10.6%, para 1.676.515. Quanto a certificados, 1.536.950 foram emitidos para calibres mecânicos e 62.638 para calibres de quartzo, com a maioria destes últimos (56.224) a ir para os produtos Breitling.

Em termos de manufacturas, não houve alteração no trio da frente, que se tem mantido inalterado nos últimos anos: Rolex (769.850 certificados), Omega (377.514), Breitling (234.021).

Depois ficaram a Panerai (46.446), TAG Heuer (35.429), Chopard (22.977), Mido (10.870), Ulysse Nardin (10.249), Enicar (8.861), Ebel (8.823), Corum (8.801), Chanel (8.407), Bulgari (8.067), Rado (5.807), Ball Watch (4.312), Tissot (3.767), Titoni (3.513), Movado (3.446), Carl F. Bucherer (2.262), Concord (2.224), Porsche Design (2.217), Montblanc (2.094), Hermès (2.064), Tourneau (1.485), Sinn (1.478), Bremont (1.466), Waltham (1.283) e Invicta (1.069).

Todos os outros candidatos obtiveram menos de mil certificado COSC.

Conjuntura - quebra continuou em Julho

O declíneo das exportações relojoeiras suíças continuou em Julho, em consonância com a média ocorrida no primeiro semestre do ano. O valor das exportações foi, segundo dados oficiais hoje anunciados, 25,9 por cento inferior ao de Julho de 2008, ficando nos 1,2 mil milhões de francos suíços.

Em média, as exportações relojoeiras cairam 26,3 por cento de Janeiro a Julho, para 7,3 mil milhões de francos suíços, contra os 9,9 mil milhões registados nos primeiros sete meses do ano passado.

Os relógios em ouro foram os mais afectados e, em termos de número de peças, a Suíça exportou menos 600 mil relógios em Julho, comparado com período homólogo do ano passado.

O comportamento dos principais mercados, em Julho (em valor, comparado com Julho de 2008):
Hong Kong -31.7%
USA -39.2%
França -9.6%
Itália -14.3%
Alemanha -5.5%
China -21.8%

A Espanha, em 11º, sofreu em Julho uma redução de 37 por cento.

Portugal está no 24º lugar entre os principais mercados relojoeiros helvéticos, tendo registado em Julho um decréscimo de importações da ordem dos 17,5 por cento, mantendo a tendência de uma redução consideravelmente inferior à média geral.

Tempo de jóias - Charmed by Guess

GUESS Jewellery apresenta a sua última criação: uma bracelete para charms. "É a hipótese das raparigas GUESS poderem criar a sua peça única de joalharia, coleccionando charms da sua escolha e acrescentando-os a uma bracelete de prata especialmente concebida para isso", diz a marca.

A bracelete vem numa caixa especial, de colecção, e inclui um cristal de rubi em forma de coração, o primeiro charm. Vem ainda um livro com todos os outros charms à disposição. Desde telemóveis, batons, cartões de crédito, a malas e óculos de sol, há muitas formas e cores para coleccionar.