Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Peças históricas da Cartier em exposição em Londres - veja no elógios & Canetas online


O grupo Anuário Relógios & Canetas é o maior produtor de conteúdos em língua portuguesa no seu segmento - Relojoaria, Joalharia, Instrumentos de Escrita e Objetos de Luxo em geral. Nos suportes em papel ou digitais, mantendo uma presença de líder nas várias plataformas. Com total independência editorial. Veja aquiaqui, aqui, ou aqui.



Janela para o passado - 1955, Pérola do Rocio

Iconografia do tempo

Os relógios Cartier no Relógios & Canetas online


As edições mensais estão disponíveis aqui ou aqui. Siga-o no Instagram, aqui. Ou no Facebook, aqui

Meditações - histórias que os relógios contam

A great watch doesn’t just tell time—it tells your story.

Thomas Grant

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Janela para o passado - 1955, vinho do porto Graham

Os relógios Carl Suchy & Söhne no Relógios & Canetas online


As edições mensais estão disponíveis aqui ou aqui. Siga-o no Instagram, aqui. Ou no Facebook, aqui

Caixa de relógio Vista Alegre, 1830 - 1834

Caixa de relógio, porcelana imperfeita moldada e relevada, 1830 - 1834, Museu da Vista Alegre

As jóias Rosekey no Relógios & Canetas online de Junho


O grupo Anuário Relógios & Canetas é o maior produtor de conteúdos em língua portuguesa no seu segmento - Relojoaria, Joalharia, Instrumentos de Escrita e Objetos de Luxo em geral. Nos suportes em papel ou digitais, mantendo uma presença de líder nas várias plataformas. Com total independência editorial. Veja aquiaqui, aqui, ou aqui.



Memorabilia - azulejos, relógios Vacheron Constantin

Meditações - todos os relógios parados

José Saramago, el hombre que paró todos sus relojes a la misma hora solo por amor. El escritor portugués sentía pasión por su compañera Pilar del Río

Esa noche, como todas, Pilar recorrió la casa recogiendo uno a uno los relojes –de pared, de mesa– para llevarlos a la terraza y alejarlos lo más posible de sus oídos. Necesitaba escaparse de ese tictac que la martirizaba y no la dejaba dormir.

Así siempre.

Cada noche, todos los relojes.

Hasta que José le dijo:

–Ya no vas a tener que hacer más tu excursión nocturna. Voy a dejar que los relojes se vayan parando. No voy a darles más cuerda.

Días después, la tomó de la mano y la llevó, reloj por reloj.

–¿Ves? Ninguno hace ruido –le dijo él, feliz como un niño.

Todos marcaban la misma hora:

las cuatro.

–¿Por qué las cuatro? –le preguntó Pilar.

Él la miró:

–Porque es la hora en que nos conocimos.


(Do Facebook - La Biblioteca de Alejandría)

terça-feira, 3 de junho de 2025

Coisas do Ephemera - Os relógios Timex, Portugal e a luta dos trabalhadores, em 1974

A 12 de Junho de 1974, escasso mês e meio após o golpe militar que derrubou o regime de ditadura em Portugal, a Comissão de Trabalhadores da Timex (T.M.X.) lançava o primeiro número do seu jornal, “A Nossa Voz”, onde o último “O” era a imagem de um relógio de pulso. Um desses exemplares, que se anunciava quinzenal, acaba de chegar ao Núcleo do Tempo do Arquivo Ephemera, que coordenamos.

A luta por melhores salários, pelas 40 horas semanais e por um mês de férias, liderada pelo Sindicato dos Ourives e Relojoeiros, dominado pela extrema-esquerda, e contra o Partido Comunista Português (PCP), tinha levado à greve, a saneamentos, e posterior ocupação da fábrica, num processo que foi noticiado além-fronteiras, nomeadamente no jornal francês Liberation, e deu azo a um livro. (Fazendo lembrar o Processo LIP, que ocorreu em França, no contexto do Maio de 68).

O jornal Revolução, órgão do Partido Revolucionário do Proletariado – Brigadas Revolucionárias (PRP-BR) dava a primeira página da sua edição de 14 de Junho de 1974 ao depoimento de um ex-militante do PCP, onde este relatava o ambiente que se vivia na Timex.


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

A luta tinha-se iniciado em Fevereiro de 1974, ainda em ditadura, e levou a uma manifestação dos trabalhadores, maioritariamente mulheres, a 4 de Junho desse ano, junto ao Ministério do Trabalho.

A unidade de produção da multinacional norte-americana Timex no Monte da Caparica, Almada, era na altura o 25º exportador do país.

Na Tese de Mestrado, defendida na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, sobre “A introdução do relógio mecânico emPortugal”, escrevemos:

A multinacional Timex instala-se em 1970 no Monte de Caparica, Almada, com uma sofisticada linha de produção de relógios mecânicos de pulso. O pessoal é maioritariamente feminino. A importância da unidade industrial para o país reside nas empresas que se formam à sua volta, e que fornecem, entre outros, instrumentos de precisão como nunca antes se tinham fabricado em Portugal. A micromecânica relojoeira tinha, finalmente, chegado. Mas a agitação laboral, iniciada mesmo antes do 25 de Abril de 1974, atinge níveis de autogestão e saneamento dos quadros nos meses seguintes a essa data. E a Timex deixa de fabricar relógios no final dos anos 1970.

[...]

Será preciso esperar por 1970 para que o país tenha a sua grande experiência fabril relojoeira. A multinacional norte-americana Timex instala-se então no Monte de Caparica, dando emprego a milhares de operários(as). As peças vinham todas do exterior, ali apenas se montavam os relógios de pulso, de movimento mecânico ou de quartzo, que eram exportados, na sua quase totalidade.

Dá-se o 25 de Abril de 1974 e a Timex tem de enfrentar um aguerrido Sindicato de Ourivesaria, Relojoaria e Correlativos do Sul, que estava politicamente nas mãos da extrema-esquerda maoista. Os cerca de cinco mil associados deste sindicato coordenam uma luta interna dos trabalhadores da multinacional, dando origem ao chamado “Caso Timex”, que até deu direito à publicação de um livro [13]. A fábrica, tal como era, deixou de produzir relógios em 1977. Passou a montar computadores, da pioneira Sinclair, mas também isso viria a ser abandonado. A Timex mantém hoje em Portugal apenas actividade comercial e representa várias outras marcas.

Pedro Esteves, que foi director industrial na Timex Portugal, nos anos 80, já na fase dos computadores, recorda que, nos anos 70, “todas as empresas que produziam em massa instalaram-se em países onde a mão-de-obra era barata e onde havia uma certa estabilidade político-económica.

“Havia mais fábricas da Timex instaladas na Europa, nomeadamente na Escócia, na França e suponho que na Alemanha. Portugal era um dos locais onde existia uma fábrica de relógios mecânicos da Timex porque tinha uma mão-de-obra barata. Já na altura Portugal beneficiou da importação de tecnologias do exterior. Não esqueçamos que o grande benefício da vinda de empresas para Portugal, para além da mão-de-obra, era trazer novas tecnologias, que nalguns casos acabavam por desenvolver alguma actividade industrial de raiz portuguesa. Esse aspecto verificou-se também quando começámos a produzir os computadores”, refere este quadro nacional, em testemunho recolhido em 2003. [14]

“A Timex trouxe grandes benefícios em termos tecnológicos, do ponto de vista da execução de ferramentas e de máquinas de precisão, em termos daquilo a que se chama cunhos e cortantes. A Timex teve então uma das maiores oficinas da Europa em termos de produção de ferramentas de precisão. Essas ferramentas eram feitas cá e enviadas para as restantes fábricas da Europa para a produção de peças de precisão dos relógios mecânicos”, recorda.

“Actualmente as grandes empresas de cunhos que foram fundadas ainda estão na posse dos funcionários que na altura com o desmantelamento dessa actividade transitaram da Timex. Alguns fundaram as suas próprias empresas. Uma das empresas mais conhecidas em que isso sucedeu é a Rigorosa, em que o dono ou fundador da altura veio desse chamado tool room da Timex.

“As instalações que foram feitas para a produção de relógios eram tecnologicamente muito avançadas para a época e em Portugal talvez não houvesse nada semelhante. Os ambientes eram controlados, não eram clean rooms como temos actualmente na produção de semicondutores, mas tinham características muito parecidas. Estamos a falar de relógios mecânicos em que um grão de poeira era um factor perturbador do seu funcionamento e, como alguém dizia na altura, o grau de limpeza, de reciclagem e de purificação do ar era de tal forma que as pessoas podiam comer no chão. Ninguém entrava para a área fabril sem uma bata vestida na antecâmara e havia um conjunto de regras. Fazia-se o controlo do número de poeiras por polegada quadrada. Inicialmente o relógio era feito de raiz, mais tarde a incorporação era apenas ao nível de montagem final e comercialização.

“O perfil típico dos trabalhadores era o de operariado sem treino, composto maioritariamente por pessoal feminino. A mão-de-obra estava dividida entre os técnicos responsáveis pela manutenção de todo o processo produtivo e havia o tool room, que era constituído por pessoal masculino”.

O investimento Timex foi o primeiro, único e último no sector da indústria relojoeira mecânica fina em Portugal, tendo deixado de produzir relógios de pulso em 1977. E os pólos de produção de relojoaria grossa ou média não sobreviveram ao século XXI.

[13] O Caso Timex - Crise do sistema capitalista internacional? Consequência do processo político português? Edição do Sindicato das Indústrias de Ourivesaria, Relojoaria e Correlativos do Sul sobre a luta dos trabalhadores portugueses da multinacional Timex entre Dezembro de 1975 e Agosto de 1976, primeiro por aumentos salariais, depois pela manutenção dos postos de trabalho. “Este conflito laboral é aqui apresentado como exemplar da política expansionista das grandes multinacionais e do modo como exploram a força de trabalho dos que nelas se empregam, aproveitando-se do desequilíbrio económico das nações hospedeiras e implantando-se em regiões do globo que melhor a sirvam.” O Correio da Manhã de 6 de Abril de 2017 inclui uma reportagem sobre a Timex no Monte de Caparica. Algum do espólio dessa fábrica de componentes para relojoaria fina encontra-se hoje no Museu da Cidade, em Almada.















Relógio de bolso grátis, 1924

Anúncio na revista norte-americana de agricultura La Hacienda, de Setembro de 1924. Por cada 5 assinaturas conseguidas, o leitor recebia um relógio de bolso grátis. (contribuição de José Paulo Leitão)

 

Janela para o passado - 1955, Electrolux

Os relógios Bulgari no Relógios & Canetas online


As edições mensais estão disponíveis aqui ou aqui. Siga-o no Instagram, aqui. Ou no Facebook, aqui

Trumpalhada…

Trumpalhada…

A guerra das tarifas desencadeada pela administração Trump provocou uma natural reação nas importações de relógios suíços por parte dos Estados Unidos.

Em Abril, Washington impôs uma tarifa de 10 por cento sobre os relógios suíços, podendo as taxas subirem até aos 31 por cento, se não for conseguido um acordo comercial nos três meses seguintes.

Temendo o que aí vem, marcas com boutiques suas ou a rede de retalho multimarca reforçaram os stocks, fazendo com que as exportações relojoeiras helvéticas tivessem tido, no comparado com mês homólogo de 2024, um aumento de 18,2 por cento em valor em Abril, puxado pelo aumento de 149,2 por cento só daquele mercado.

No acumulado, a Suíça aumentou em 4 por cento o valor de relógios exportados nos primeiros quatro meses do ano. Sem os Estados Unidos, o resultado seria mesmo negativo em Abril - menos 6,4 por cento, penalizado pela continuada retração na China e Hong Kong. E, excluindo o efeito excecional de exportação para os Estados Unidos, o número de relógios saídos da Suíça quebrou 5,7 por cento.

Portugal, 28º mercado de destino em Abril, com mais 44,1 por cento comparado com mesmo mês de 2024, está em 27º lugar no acumulado, registando aumento de 20,8 por cento.

Também aqui o aumento poderá estar relacionado com a ameaça de tarifas proibitivas para entrar no mercado norte-americano. Países vizinhos, como o México, ou cidades europeias com turismo elevado vindo do outro lado do Atlântico – casos de Londres, Paris, Madrid ou mesmo Lisboa – começam a sentir o aumento da procura em bens de luxo, nomeadamente relógios, e reforçam os seus stocks. Nesta “trumpalhada” caótica desferida pelo Presidente dos Estados Unidos contra o resto do mundo, há prejudicados, mas também beneficiados. Como em tudo na vida.


O grupo Anuário Relógios & Canetas é o maior produtor de conteúdos em língua portuguesa no seu segmento - Relojoaria, Joalharia, Instrumentos de Escrita e Objetos de Luxo em geral. Nos suportes em papel ou digitais, mantendo uma presença de líder nas várias plataformas. Com total independência editorial. Veja aquiaquiaqui, ou aqui.

Meditações - I like New York in June, how about you?

When a girl meets boy,

Life can be a joy,

But the note they end on,

Will depend on little pleasures they will share,

So let us compare.

I like New York in June, how about you?

I like a Gershwin tune, how about you?

I love a fireside when a storm is due.

I like potato chips, moonlight and motor trips,

How about you?

 

I'm mad about good books, can't get my fill,

And Franklin Roosevelt's looks give me a thrill.

Holding hands at the movie show,

When all the lights are low

May not be new, but I like it,

How about you?

 

I like Jack Benny's jokes,

(To a degree.)

I love the common folks,

(That includes me.)

I like to window shop on 5th Avenue,

(I like banana splits, late supper at the Ritz,

How about you?)

 

I love to dream of fame, maybe I'll shine,

(I'd love to see your name right beside mine.)

I can see we're in harmony,

(Looks like we both agree)

On what to do,

And I like it, how about you?


Música de Burton Lane, letra de Ralph Freed

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Madame Maria Anna Burnay , vendedora de relógios, Lisboa, anos 1820

Mathias Ferrari, veiu estabelecer-se na rua Nova do Almada, na loja onde estivera a modista Madame Olivier Botto, tão notável confeiçoadora de toilletes como Madame Justine, na mesma rua ; Madame Sardin, "primeira e única modista da infanta regente D. Izabel Maria", com atelier na rua da Horta Secca ; Madame Maria Anna Burnay (avó do actual conde de Burnay), "modista da Sereníssima Infanta D. Maria d'Assumpção", cujo estabelecimento era na rua do Alecrim, 10, mas que também vendia relógios d'alabastro, de bronze, com chafarizes fingindo agua, painéis com relógio e musica, lamparinas com e sem relógio, vasos neveiros, louças, e os jornaes francezes Petit Courrier de Dames e o Journal de Modes; e Madame Hermann, que chegara em 1825, e se estabeleceu na rua de S. Francisco da Cidade, n.° 1, (loja e primeiro andar) á esquina do Chiado, onde, de 1827 em deante, esteve a Levaillant; e a Duprat, na rua da Prata.

Pinto de Carvalho (Tinop), em "Lisboa d'outros tempos", de 1898

Janela para o passado - 1955, Jerónimo Martins e Filhos

Relógios & Canetas online Junho


O grupo Anuário Relógios & Canetas é o maior produtor de conteúdos em língua portuguesa no seu segmento - Relojoaria, Joalharia, Instrumentos de Escrita e Objetos de Luxo em geral. Nos suportes em papel ou digitais, mantendo uma presença de líder nas várias plataformas. Com total independência editorial. Veja aquiaqui, aqui, ou aqui.

Os relógios B.R.M. no relógios & Canetas online

As edições mensais estão disponíveis aqui ou aqui. Siga-o no Instagram, aqui. Ou no Facebook, aqui

Meditações - o tempo dos sinos medido, não pelo relógio, mas pela reza de orações

In Les Cloches de la Terre, Alain Corbin, Champs Histoire. Sobre os sinos e o tempo, ver ainda aqui ou aqui.


domingo, 1 de junho de 2025

Iconografia do Tempo - maçanetas de portas


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - 1955, gás

Os relógios Breitling no Relógios & Canetas online


As edições mensais estão disponíveis aqui ou aqui. Siga-o no Instagram, aqui. Ou no Facebook, aqui

Meditações - les fleurs du printemps tombent l’une après l’une... Il y a une horloge qui ne montre que le blanc de l’œil

L’attente


On attend le moment de gagner la victoire

On espère l’amour, on espère la gloire

On cueille des lilas

 

Derniers lilas pareils à des baisers très las

On attends des baisers plus doux que cette lune

Et les fleurs du printemps tombent l’une après l’une

La couille de Japonais rôtie et remplie de chiures de mouche

 

Le puceron du rosier

 

C’est une perspective mieux que celle de Nevsky

 

Une couleuvre avec un archevêque

 

Le pape est généralissime

 

On a joué la Brabançonne et les nerpruns fermaient l’horizon

 

On portait des poteaux télégraphiques de rechange

 

Les alluvions les plus récentes

 

Ô tranchée blanche ouverte comme un œuf à la coque

 

Les grenouilles immobiles la tête hors de l’étang

 

Tes cheveux aussi doux que des morceaux de sucre

 

Il y a une horloge qui ne montre que le blanc de l’œil

 

Tes nichons rempliraient un quart de cavalerie

 

Escalier en spirale plus beau roman des temps modernes

 

Elle a des poils en fils de fer barbelés

 

Narines chevaux de frise

 

Mais où est le sycophante pour que je revoie

 

Au moins la figue

 

Cette petite fille avait le grade de commandant

 

Toutes tatouée des seins exactement comme des bananes

 

Il y a ici un ancien marin qui a sodomisé un Hindou

 

Le veau d’or a tiré son coup

 

La boulangère est avec le Sénégalais

 

Les cages dorées où sont les Japonaises

 

Nuit et nuit et les lilas qui meurent

 

Il faut tourner rapidement en suivant une courbe du second degré

 

Pour revenir aux jours les plus charmants des jours passés qui pleurent

 

Un servant

fait comme Diogène faisait et se branle devant l’Armée

 

il y a aussi quelqu’un

Qui se fait pomper le cyclope avec une pompe à bicyclette

 

Courmelois, fin mai / début juin 1915

 

Guillaume Apollinaire, Poèmes à Lou