Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Boutique dos Relógios Plus na compra e venda de relógios em 2ª mão


Como já tínhamos anunciado aqui, a rede de retalho Boutique dos Relógios Plus acaba de entrar no negócio da compra e venda de relógios em 2ª mão.


Foi criada uma área Trade In Watches, onde pode avaliar o(s) relógios(s) de que quer desfazer-se. O valor da avalização servirá para a compra de modelos novos disponíveis nas Boutiques Plus.

O serviço Pre-owned Watches, a funcionar apenas na Boutique dos Relógios Plus Art, na Avenida da Liberdade, disponibiliza para venda relógios em 2ª mão, devidamente certificados.

Meditações - regular os relógios mecânicos pelo Sol


Um relógio de peças [mecânico] careado [regulado] com o Sol, andará bem, se se rege por Deus, Juan de Borja, in Empresas Morales, 1680 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

terça-feira, 23 de julho de 2019

Janela para o passado - há 90 anos - 1929 - TSF Philips

Relógios Jaz, 1973


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Portojoia 2019 – “Roots and Wings”


A celebrar 30 anos, a Portojoia regressa à Exponor com uma edição dedicada ao passado e ao futuro da joalharia portuguesa. A decorrer de 26 a 29 de Setembro, esta que é a principal montra ibérica de joalharia, ourivesaria e relojoaria, homenageia as raízes do setor e faz a ponte entre a tradição da arte e a visão global do design, diz a organização.

O Anuário Relógios & Canetas tem sido parceiro da Portojoia e, mais uma vez, terá um stand no evento. Pela primeira vez, a short-list dos candidatos ao Grande Prémio de Relojoaria, organizado pelo Anuário, será anunciada no âmbito da Portojoia.

Entre os cerca de 150 expositores presentes, serão destacadas algumas das técnicas tradicionais da joalharia portuguesa e outras inspirações interculturais que se projetam globalmente. A tradição constrói a cultura de valor associada à joalharia portuguesa e o mundo é a sua nova morada.

“Roots and Wings” é o mote desta 30ª edição, que marca um olhar mais atento para as técnicas tradicionais que diferenciam o setor e as novas tendências que dão aso a uma visão mais global e inovadora.

"É nesta dicotomia equilibrada que, em simultâneo, se valorizam as técnicas mais ancestrais e se destacam peças versáteis marcadas pela globalização e interculturalidade",. diz a organização. A herança de uma tradição que se vai adaptando aos novos conceitos de consumo, sem nunca perder a sua essência".

"Queremos que esta edição se diferencie de todas as outras. Não só porque comemoramos 30 anos, mas porque sentimos que o sector da joalharia portuguesa se encontra numa dinâmica de constante evolução e adaptação que merece e deve ser divulgada", diz Segundo Carla Maia, Diretora de Marketing da Exponor Exhibitions. "Com o mote escolhido, pretendemos valorizar as marcas tradicionais ao mesmo tempo que damos visibilidade às gerações de designers mais recentes”.

Este certame contará ainda com o “Trend Spot” – um espaço onde estarão em exposição as joias que melhor respondem a quatro tendências: Roots & Wings, Mentes Viajantes, Soft Power – o intelectual rebelde e Espiritualidade – e o “Art & Jewels” – uma iniciativa que a Portojoia lançou na edição passada e que tem como objetivo promover parcerias entre a joalharia e outros setores criativos como a moda, decoração, ilustração e cerâmica.

No dia de abertura, às 15h00, decorrerá a conferência “Comércio ético e responsável em diamantes, pedras de cor, pérolas e corais – o que fazer e o que evitar”, por Rui Galopim, da CIBJO – The World Jewellery Confederation. Às 16h30, André Costa, da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa abordará a “Documentação internacional – exportação temporária e definitiva”. Já no dia 27 de setembro, a Marta e a Luísa, da Mel Jewel, discutem o “Online vs offline – o backstage de uma marca digital”. No dia 28, Jorge Sequeira convida a “Dar ao pedal” num team building de formação e gestão comportamental. Será ainda atribuído o “Prémio Best Of 2019”, que reconhece o talento e criatividade do setor.

A edição anterior reuniu mais de 10.000 visitantes e 165 expositores, entre eles 25 marcas internacionais e 35 jovens designers.

Os relógios A. Lange & Söhne no Relógios & Canetas online


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Meditações - Implacável o pulsar do relógio de sala, se...

Implacável o pulsar do relógio de sala, se não estivesse avariado há séculos. A meia-noite aproxima-se, pronta a apagar as luzes. Prazo a cumprir-se. Há mais marés que marinheiros. Ver-nos-emos ao depois, calhando. Tem sido grato.

Mário de Carvalho

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Isqueiros Colibri, 1972


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - há 90 anos - 1929 - conservas

Os relógios Maurice Lacroix no Relógios & Canetas online


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Meditações - inexorável o tempo nos apaga esses rostos

Os mortos 1

Murmura-se pela casa
as crianças são afastadas para quartos
onde brincam e lhes pedem silêncio
graves criadas murmuram e restolham aventais
rangem as tábuas nos soalhos. Os mortos são assim
a tudo impõem sua regra de espanto
a morte é uma sucção de tudo à volta
como se a todos apontasse um dedo acusador.

Da sala para o quarto, do quarto para a cozinha
os passos avançam como se envergonhados. Morreu?
ainda está vivo? Ninguém sabe ao certo
quando as agulhas do relógio designam pontiagudas
horas que arrefecem nos cristais
sobre a toalha.

A mesa estava posta, os convidados próximos
vieram irmãos e familiares de longe
para saudar outra vez aquele que parte
não têm que dizer-se nesse encontro perplexo
que o tempo não ajustou senão por cerimónia
e olham-se uns aos outros numa vertigem cega
de se sentirem apoiados num qualquer sentimento,
um consentimento que os ligue a si, aos outros, ao seu tempo
porque aquele que morre os suga para dentro de outro tempo.

Assim a morte vai enchendo as nossas vidas
nem melhores nem piores, cada vez mais vazias,
vazias de si mesmas vazias de sentidos
que nos outros prolonguem o que já antes fomos:
numa fotografia entre laços, a infância,
nesta outra a correr e uma bola fugindo,
numa outra ainda um triciclo, depois no acampamento,
uma carta de curso, entre outros no quartel.

Mas inexorável o tempo nos apaga esses rostos
onde o espanto se fixava onde tudo era branco
nada se escrevia senão um gesto atento
uma delicadeza para com um outro olhar:
a mãe que se afastava, a namorada frágil
ou num grupo de amigos junto a um carro polido
um cigarro pendendo negligente dos lábios
um pull-over que ficou a preto e branco e
ela a sorrir ainda, a tia que se suicidou
antes do tempo.

Agora o morto está deitado sobre a cama
dir-se-ia que respira, dir-se-ia a sorrir,
mas no rictus imóvel ele já não está ali
partiu para qualquer lado deixa-nos de sobreaviso
vagos de nós mesmos como quartos devolutos
numa pensão de província que já ninguém frequenta.

Entre os vestidos pretos há um rosto que soluça
em que o silêncio faz de fogo cada lágrima
sob uma madeixa branca uma saudade traz
um qualquer suplemento a todo este vazio:
um filho que aproxima o corpo do pai ido
beijo que se troca de luto partilhado
abraço que ressoa do casaco apertado
da gravata com mofo no fundo de um armário.

A todos os convoca o morto neste dia
em que a todos dispensa silêncio por igual
pois todos se lhe tornam familiares na morte
mesmo o que passa ao acaso para entregar uma carta.

E uma porta se abre, uma janela que passa
deixa entrever um breve clarão de azul
um sol que cai a pique na hora do meio dia
faz destas horas graves um tempo quase esférico
de tão redondo, tão vazio,
tão, para sempre, inapreensível.

Bernardo Pinto de Almeida

domingo, 21 de julho de 2019

Há 50 anos - relógios Certina, 1968


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - há 90 anos - 1929 - em defesa da indústria nacional

Os relógios Hermès no Relógios & Canetas online


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Meditações - um longo bater de horas num relógio que não ouves

Poema surdo

Chega a noite e surpreende
no meio do silêncio um longo bater de horas
num relógio que não ouves
mas desde sempre acompanhou todas as noites
num corredor que apenas vias
na obscuridade: o exacto retrato do teu medo
esse bater de um coração que traz o tempo
move o tempo
e mecânico
te retira em face da presença da morte
a escolha clara.

Segues caminhos vários
como sempre
todos eles conduzem até um rio inesperado mas de sempre conhecido
tal a tua sombra
tal a tua tumultuosa sombra de que foges
e procuras
como se apenas em vários movimentos
pudesses coexistir contigo mesmo.

Mas onde a doce escolha
a luz
a que haveria de trazer para debaixo dos teus olhos cansados
o acertado movimento
que os não conduzisse sempre para a cegueira?

Disse-o antes:
o amor sem amor devolve-te a ti mesmo
e tudo o que apenas se passou
insiste no horizonte dos teus olhos
e bate como se tivesse já acontecido há muito mais que cem anos
tens dentro de ti um século
e no entanto nada em ti se esqueceu
nem um vago momento rasga
a fotografia breve daquilo que foi
tudo parece impresso e és tu o papel
emaciado.

Queres dar sentido ao que não tem sentido
ou perceber um rosto no que já não tem rosto
e frágil pela noite que ainda te inunda os olhos
ver um fio condutor que lá não está.

E tudo à tua volta te desmente
nem a palavra exacta te soa nos ouvidos
nem a boca acompanha a forma das palavras:
como num filme mal dobrado as palavras descoincidem
com os movimentos dos lábios se estes falam. E tudo
te parece por dentro paisagem devastada
que semente alguma
o vento ainda trouxesse a visitar.

Há um tribunal em que és o réu e o advogado
e as testemunhas todas que perpassam
e és também o estrado e a balaustrada
e o juiz circunspecto que te escuta:
e o crime de que te acusam
jamais o perpetraste
mas ainda assim confessas
e pedes o castigo
para que nada reste do que foi a liberdade
para que de ti apenas fique um registo esquecido
num arquivo poeirento que jamais alguém visitará.

E pergunto-me o que havia no teu rosto
que animal demente prenunciava
na sua a voz mortal que preparava
entre sonhos o sem fim e sem lamento.

Fernando Pinto do Amaral

sábado, 20 de julho de 2019

Há 50 anos - relógios Certina, 1968


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - há 90 anos - 1929 - malas

Os relógios Bell & Ross no Relógios & Canetas online


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Meditações - o relógio da torre andava sempre certo

1.

da vila só recordavam
as cortinas de renda branca na janela
as pedras as pedras a areia muito branca
os cabelos grisalhos diante do televisor as pessoas no terreiro

falavam espanhol as pessoas
traziam crianças loiras que choravam
era meio dia
o relógio da torre andava sempre certo
o empregado recebia a despesa
paga em pesetas porque a fronteira era perto
atravessava-se o rio e era lá

mas o ferry-boat não partia nunca
porque o rio estava assoreado
e era preciso uma draga e isso
custava o dinheiro que ninguém tinha

por detrás das cortinas as velhas
cheiravam a cera a madeira queimada a
muitos anos de espera
nem elas sabiam porquê ou por quem

em dias de nortada o vento
trazia-lhes o cheiro da praia
a que já não iam ou iam
sempre vestidas de negro

e voltavam para casa com os ouvidos cheios
dos gritos dos rapazes que lhes chamavam
gaivotas negras

2.

O primeiro homem que as beijou
cheirava a cordas e a peixe
mas depois na missa

ouviram dizer que era pecado e
nunca mais voltaram à praia
ou se voltaram
nem sequer olharam de frente para o mar
com medo das tentações

uma noite a caravana do circo
levou consigo o homem que
cheirava a cordas e a peixe
dizem que um dia voou do trapézio
e se esfumou no ar
mas outros afirmam que é tudo mentira
e que os tigres o comeram
num dia em que a ração demorou a chegar
e o calmante não funcionou
outros ainda
que anda vestido de malabarista
envergonhadamente animando feiras e
crianças gordas

só elas sabem que o homem que
cheirava a cordas e a peixe
procurou asilo dentro dos seus corações
dividindo-se entre ambas
e é ele que olha as ruas
de cada vez que elas abrem as janelas
e a cortina branca fica a balançar
com o vento norte
(Caminha, 1992)

Alice Vieira

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Há 50 anos - Canetas Waterman, 1969


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - há 90 anos - 1929 - Casa Havanesa

Projeto da AORP – Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal distinguido com o prémio European Entreprise Promotion Awards Portugal


Jaime Andrez, Presidente da Comissão Directiva do COMPETE2020 - Fátima Santos, Secretária-Geral da AORP - Nuno Marinho, Presidente da AORP

O projeto de promoção dos novos talentos da joalharia portuguesa “Portuguese Jewellery Newborn” foi distinguido com o prémio European Entreprise Promotion Awards, em Portugal, na categoria “Apoio à internacionalização das empresas”. De entre mais de 600 candidaturas, e juntamente com o projeto Inov Contacto, vai representar Portugal na final europeia que decorrerá em Helsínquia, na Finlândia, a 26 de novembro.

Esta iniciativa, promovida pela , funciona como uma plataforma de lançamento para os novos criadores que pretendam promover a sua marca a nível nacional e internacional. O objetivo é dar a conhecer designers nacionais emergentes, que conjugam a tradição a novos conceitos de design. A par disto, esta campanha despontou ainda uma dinâmica de reinvenção e rejuvenescimento nas marcas mais tradicionais, que se sentiram inspiradas e motivadas a ajustar os seus modelos de negócio, tornando-se exemplo de inovação na tradição.

Como explica Fátima Santos, Secretária-Geral da AORP, “os jovens criadores abrem novos horizontes à joalharia portuguesa e nós queremos manter o papel de impulsionadores para que eles trilhem caminhos mais ousados com foco no mercado global. Vencer este prémio reforça precisamente a essência da iniciativa “Portuguese Jewellery Newborn", direcionada para a reinvenção, inovação e internacionalização da joalharia em Portugal.”

Os European Enterprise Promotion Awards, lançados em 2005, são uma iniciativa da Comissão Europeia, coordenada em Portugal pelo IAPMEI, que pretendem identificar e reconhecer atividades de sucesso que apoiem e estimulem a iniciativa empresarial na Europa. Anualmente, este concurso destaca os melhores projetos em várias áreas pela especificidade do seu contributo no desenvolvimento económico e do emprego das regiões.

Portugal encontra-se no conjunto dos países que detêm, até ao momento, mais galardões atribuídos pela Comissão Europeia.

Os relógios Hublot no Relógios & Canetas online


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Meditações - devagar, devagar, devagar

desces as escadas
devagar
devagar
devagar

agarras o corrimão porque
nem sempre os 20 anos ressuscitam
quando se quer

perguntas pelo tempo e
pelas velhas tias queres saber
(apenas por delicadeza é evidente)
se já morreram todas ou ainda resistem
dalgumas trocas o nome ou nem o lembras

tomas o remédio tosses levemente
culpas o trabalho pelos
telefonemas que falhaste e
prometes que amanhã vai ser diferente

conto uma história que não ouves
paro a meio de uma frase
que não seguias

olhas o relógio e procuras
cada vez com mais dificuldade
o que irás dizer à entrada de casa

o silêncio enreda-se
na tua língua
esqueceste as palavras no fundo da gaveta
onde um dia guardaste o meu retrato e hoje
guardas os comprimidos para dormir

sobes as escadas e
desapareces

devagar
devagar
devagar

Alice Vieira

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Canetas Ballograf, 1972


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - há 90 anos - 1929 - conservas

Memorabilia - porta-cartões relógios Omega

As canetas Montblanc no Relógios & Canetas online


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Há 50 anos - Homem na Lua, com relógios Omega no pulso


(fotos Fernando Correia de Oliveira, no Museu Omega, em Bienne/Biel)

Eram exactamente 02:25:20 GMT quando, a 21 de Julho de 1969, Neil Armstrong se tornou no primeiro ser humano a colocar os pés na Lua. Pormenor: tinha deixado o seu relógio de pulso esquecido, no módulo lunar.

Assim, o Omega Speedmaster que equipava os três astronautas americanos da Missão Appolo 11 só "prova" ambiente lunar minutos depois, quando Buzz Aldrin saiu por sua vez da cápsula que os tinha transportado desde a Terra, e depois desde o módulo de comando, até à Lua. No módulo de comando, Michael Collins aguardava o regresso dos dois companheiros, que se passeavam pela poeira lunar.

O Omega Speedmaster, modelo escolhido pela NASA para todos os seus programas espaciais, foi até hoje o primeiro e único relógio que esteve na Lua.

Conjuntura - relojoaria suíça em quebra acentuada em volume e desaceleração rápida em valor


As exportações relojoeiras suíças registaram um aumento de 1,4 por cento em valor no primeiro semestre de 2019, comparado com o mesmo período do ano passado. Mas o número de relógios exportados continua a diminuir fortemente.

A taxa de crescimento em valor também está a desacelerar rapidamente, com Junho a registar mesmo uma quebra de 10,7 por cento face ao mesmo mês de 2018, uma das maiores quebras mensais recentes.

Os relógios de aço pesam muito para o resultado total de Junho, pois as exportações diminuiram em valor (-15,0%) e em número (-23,9%). Os relógios com metais preciosos também sofreram uma quebra em valor (-6,0%).

No primeiro semestre do ano, o principal mercado de destino dos relógios suíços - Hong Kong - teve uma quebra de 6,6 por cento em valor. Dada a agitação política no território e a consequente quebra no turismo, as perspectivas são sombrias.

Portugal, 21º mercado de destino dos relógios suíços em Junho (mesmo valor que em Junho de 2018), tem no acumulado do semestre uma quebra de -3,1%, sendo o 22º mercado.

Meditações - rádio relógio

Obrigado
céu em chamas
infância melancolia
obrigado
gerânios antúrios
quintais infinitos
praias do Leme e Arpoador
obrigado
rádio relógio
movendo meus anseios
e eu não dando pelas horas
(depois do sol
quem ilumina seu lar
é a galeria silvestre
obrigado por tarefa
tão sublime
essa de iluminar
todas as casas)
obrigado
parque xangai
largo da penha dezenove
obrigado
tardes e madrugadas
bazares especiarias
amores e devaneios
obrigado
línguas e povos
de todos os quadrantes
objetos do céu profundo
anéis de Saturno
crateras da Lua
e espinhas no rosto adolescente
obrigado
febres pela herança
de torpor e imprecisão
que deixais ao partir
obrigado
Vieira e os dias
que passei guardando
as armas
de Portugal contra as de Holanda
obrigado
sonhos noturnos
igrejas barrocas e mesquitas
primeiras orações e terço azul escuro
obrigado
cães gatos passarinhos
que por mim passaram
e me fizeram mais sutil
obrigado
inocência que me resta
e cinismo que me atenta
obrigado sangue
difamação joelhos feridos
ao cair da bicicleta
e de há muito cicatrizados
desertos e façanhas
breves e bizarras
mas que me são
e me atravessam
obrigado
amigos
não tenho palavras e silêncios
espadas flamejantes
e mares de calor
muito obrigado
obrigado de verdade
Marco Lucchesi
agradecido

Marco Lucchesi

quarta-feira, 17 de julho de 2019

O antigo está na moda, 1987


Cambio 16, breve, 1987 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - há 90 anos - 1929 - o portão do Banco de Portugal, em Faro

Os relógios Baume & Mercier no Relógios & Canetas online


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Chegado(s) ao mercado - relógios Seiko Prospex Save the Ocean


PVP 550€

Em 2018, a Seiko firmou uma parceria com Fabien Cousteau, mergulhador, explorador, divulgador científico e acérrimo defensor dos oceanos, dando continuidade ao legado do seu avô, Jacques-Yves Cousteau. Desta parceria nasceu Prospex Save the Ocean: uma linha de relógios de mergulho com especificações profissionais e uma missão especial. Sob o repto #DiscoverYourPlanet, pretende consciencializar o público para a importância destes ecossistemas vitais, ao mesmo tempo que apoia os esforços de conservação e educação desenvolvidos pela Fabien Cousteau Ocean Learning Center.

Este ano, a marca japonesa lança mais uma série Prospex Save the Ocean, com três novos modelos inspirados no oceano. Com um padrão ondulante que reflecte a luz no mostrador, duas cores escuras e profundas protagonizam estes modelos: azul marinho e o tom carvão do aço revestem dois modelos automáticos e um cronógrafo solar, mecanismos autónomos cujo sistema de alimentação dispensa a necessidade de mudança de pilha.

Tipo de bracelete: a de aço tem um fecho de báscula triplo com botão de segurança e extensor, e as de silicone são do tipo “acordeão”, um modelo apresentado na década de 1970 pela Seiko e que, como a anterior, permite que a bracelete se ajuste ao pulso e ao fato do mergulhador de acordo com as oscilações de pressão.

Para o design, além do formato redondo clássico do cronógrafo de calibre V175, a Seiko mantém presentes dois outros formatos icónicos entre os fãs dos seus Diver’s: o duplo calendário SRPD11K1 é um “Turtle”, e o SRPD09K1, com janela de dia do mês, é um “Samurai”.

Equipados com luneta rotativa unidirecional, ponteiros e índices com Lumibrite, vidro Hardlex, e tampa e coroa de rosca, estes três Diver’s são estanques até 200 metros.
”.

PVP: 500€


PVP: 430€

Janela para o passado - nos 50 anos do Homem na Lua - entrevista de von Brown


A 24 de dezembro de 1966, a revista francesa Paris Match publicava uma entrevista exclusiva com Wernher von Brown, onde ele antecipava que o Homem (norte-americano) chegaria à Lua dois anos depois. Tal aconteceu apenas em 1969, há meio século.




Meditações - são sempre quatro e meia da manhã

Quatro e meia da manhã
os barulhos do mundo
com passarinhos vermelhos,
são quatro e meia da
manhã,
são sempre

quatro e meia da manhã,
e eu escuto
meus amigos:
os lixeiros
e os ladrões
e gatos sonhando com
minhocas,
e minhocas sonhando
os ossos
do meu amor,
e eu não posso dormir
e logo vai amanhecer,
os trabalhadores vão se levantar
e eles vão procurar por mim
no estaleiro e dirão:
“ele tá bêbado de novo”,
mas eu estarei adormecido,
finalmente, no meio das garrafas e
da luz do sol,
toda a escuridão acabada,
os braços abertos como
uma cruz,
os passarinhos vermelhos
voando,
voando,
rosas se abrindo no fumo e
como algo esfaqueado
e cicatrizando,
como 40 páginas de um romance ruim,
um sorriso bem na
minha cara de idiota.

Charles Bukowski

terça-feira, 16 de julho de 2019

Janela para o passado - há 90 anos - 1929 - conservas de peixe

Relojoaria Barbosa e Mello, Rio de Janeiro, 1911


Relojoaria Barbosa e Mello, in Jornal A Noite, Rio de Janeiro, 1911 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios Rolex no Relógios & Canetas online


Este e outros milhares de relógios mostrados e explicados aquiaqui ou aqui, no Relógios & Canetas online, a mais importante plataforma do seu género em língua portuguesa.


Meditações - 100 anos menos um dia

If you live to be a hundred, I want to live to be a hundred minus one day so I never have to live without you

Joan Powers

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Joalharia portuguesa, Serralves e o Relógios & Canetas online


Este e outros milhares de relógios e objectos de luxo mostrados e explicados aqui, aqui ou aqui, no Relógios & Canetas online, a mais importante plataforma do seu género em língua portuguesa.