Há 70 anos, a revista Olisipo, de Julho de 1956, publicava o artigo "Duas Curiosidades Lisboetas - O Balão do Arsenal e o Tiro da Escola Politécnica", da autoria de Mário Costa.
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Mário Costa foi um investigador, escritor e olisipógrafo
português, cujo trabalho é uma referência na investigação e divulgação da
história, arte e tradições de Lisboa. Notabilizou-se pela sua colaboração
assídua na célebre revista Olisipo, o boletim oficial do grupo cultural Amigos
de Lisboa, onde publicou diversos artigos sobre figuras, costumes e edifícios
históricos. A sua dedicação à Olisipografia (o estudo e a ciência da história de
Lisboa) deixou uma marca profunda no conhecimento da cidade. A sua obra mais
emblemática e conhecida é o livro "O Chiado Pitoresco e Elegante -
História, Figuras, Usos e Costumes". Este livro é considerado um estudo
profundo e detalhado sobre a artéria mais famosa da capital portuguesa,
cobrindo de forma exaustiva os seus prédios, estabelecimentos, tradições e as
figuras que marcaram a zona do Chiado.
Ao longo da sua vida e carreira, Mário Costa destacou-se
pela sua capacidade de combinar a pesquisa histórica e o rigor documental com
uma narrativa acessível, o que lhe garantiu um lugar de grande destaque entre
os principais investigadores de Lisboa. O seu legado continua a ser consultado
por historiadores e entusiastas da cidade, sendo um pilar fundamental da
literatura dedicada à capital.
Sobre os vários balões da hora, que assinalavam as 13h00, e a peça de artilharia que assinalava o meio-dia na capital, já escrevemos muito. Nomeadamente em História do Tempo em Portugal (2003), Tempo e Poder em Lisboa - O Relógio do Arco da Rua Augusta (2008), O Relógio da República (2010), A Introdução do Relógio Mecânico em Portugal (2023), ou Portugal e o Tempo (2025).

















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