Rolex e… o
resto
Rolex aumenta preponderância no setor relojoeiro suíço e a tendência tem vindo a acentuar-se nos últimos anos. A companhia, que não tem um dono privado nem está cotada em bolsa – pertence a uma fundação, vai asfixiando tudo em redor. E são pouco os que resistem.
Os quadros que aqui apresentamos traduzem o volume de vendas
e os lucros, comparando a situação em 2019 e em 2025.
São baseados no relatório anual sobre o sector, elaborado
pelo Bank Vontobel, empresa familiar com sede em Zurique, que presta serviços
de investimento a clientes privados e institucionais desde 1924.
Apesar de fatores que a indústria não controla – alta do
preço do ouro, moeda forte, instabilidade tarifária, guerra na Europa e agora
no Médio Oriente – os relógios suíços continuam a ser um produto altamente
desejável e surpreendentemente ainda competitivo (mesmo com os salários altos
que se pagam).
Apesar de as exportações terem diminuído em valor 2,8% em
2024 e 1,7% em 2025. Sendo, assim, a manta mais curta, a quem começam a
aparecer os pés frios? E quem, no meio disso, consegue ainda ficar com a parte
maior da manta?
Os números são evidentes, tanto a nível de valor de vendas
como de lucros. As independentes Patek Philippe e Audemars Piguet conseguem
sobreviver, mas o Swatch Group, o maior do mundo em termos industriais e de
portfolio, parece estar a sofrer.
Como já aqui referimos várias vezes, a estratégia de
comunicação do Swatch Group continua ausente dos grandes encontros mundiais do
setor. Como a semana relojoeira de Genebra, com especial destaque para o salão
Watches & Wonders, de cujas novidades vamos dando conta. E onde a Rolex, a
Patek Philippe, a Cartier ou a Audemars Piguet, bem como as marcas LVMH
estiveram.
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