[...] estamos mergulhados num oceano de informação e comunicação onde só os algoritmos têm a capacidade analítica bastante para processar e tratar tantos dados irrelevantes de natureza infra pessoal. Digamos que o Big Tech Data constrói uma linguagem comum e abre a porta a uma nova teoria do equilíbrio geral, uma teoria dos meta-dados que relega para plano secundário a nossa intersubjetividade e institui uma personalização sem sujeito ou, então, várias personalizações e trajetórias onde alguns de nós podem escolher a narrativa mais consentânea com as suas próprias convicções. O racional do Big Tech Data visa encontrar a norma-padrão e, assim, prevenir contra a incerteza e o desvio da nossa imperfeita racionalidade biológica e orgânica. Para um algoritmo do Big Tech Data não temos passado nem futuro, somos um presente em atualização, uma otimização operada pela racionalização algorítmica.
António Covas
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