Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

terça-feira, 20 de março de 2018

Conjuntura - Portugal aumenta em mais de 25% importações de relógios suíços

As exportações relojoeiras suíças continuam num ciclo positivo: Aumentaram 12,9 por cento em Fevereiro, comparado com o mesmo mês de 2017.

Portugal, 22/0 mercado de destino dos relógios suíços tanto em Fevereiro como no acumulado dos dois primeiros meses do ano, importou em valor, respectivamente, mais 12,8 e uns surpreendentes mais 25,6 por cento.

Meditações - Porque tanto corres, oh Primavera?


Sobre Celestino Soares, ver aqui

Primavera


Do Observatório Astronómico de Lisboa:

O Equinócio da Primavera ocorre hoje às 16h15min. Este instante marca o início da Primavera no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se por 92,79 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Junho às 11h07min. Os instantes estão referenciados à hora legal.

Equinócio: instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, passa no equador celeste. A palavra de origem latina aequinoctium agrega o nominativo aequus (igual) com o substantivo noctium, genitivo plural de nox (noite). Assim significa “noite igual” (ao dia), pois nestas datas dia e noite têm igual duração, tal é a ideia que permeia a sociedade.

“Vai-te ao longo da costa discorrendo,
e outra terra acharás de mais verdade,
lá quase junto donde o Sol ardendo
iguala o dia e noite em quantidade.
Ali tua frota alegre recebendo,
Um Rei, com muitas obras de amizade,
Gasalhado seguro te daria
E, pera a Índia, certa e sábia guia.”

Sussurrava o deus Mercúrio em sonhos a Vasco da Gama: que fugisse de Mombaça e se acercasse de Melinde, mais norte e próxima do equador onde o dia iguala a noite, guiando-o prá Índia. Lusíadas, canto II, estância 63.

Mas, por enquanto...

segunda-feira, 19 de março de 2018

Janela para o passado - Seguros Império, 1969

Baselworld 2018 - Coronet convida para tentativa de recorde mundial...

Meditações - Every day would be the first day of spring

If I ruled the world
Every day would be the first day of spring
Every heart would have a new song to sing
And we'd sing of the joy every morning would bring

If I ruled the world
Every man would be as free as a bird
Every voice would be a voice to be heard
Take my word we would treasure each day that occurred

My world would be a beautiful place
Where we would weave such wonderful dreams
My world would wear a smile on its face
Like the man in the moon has when the moon beams

If I ruled the world
Every man would say the world was his friend
There'd be happiness that no man could end
No my friend, not if I ruled the world
Every head would be held up high
There'd be sunshine in everyone's sky
If the day ever dawned when I ruled the world

Tony Bennet. Canção de Cyril Ornadel e Leslie Bricusse

domingo, 18 de março de 2018

Janela para o passado - Hertz, 1969

Meditações - alterar o passado

Da série "Cenas para um gajo se entreter quando se reformar"

A toponímia.

Largo do Paço? Mas para que é que a gente quer um Largo do Paço. Largo do Passado. Esse sim é muito mais imaginativo. Porque o futuro a gente não pode alterar, Che sera sera, mas o passado? Ó, nisso sim é que está o futuro.

Jorge Casaca

sábado, 17 de março de 2018

Janela para o passado - alta fidelidade, 1969

Na Baselworld - siga-nos no Instagram


A partir de amanhã, domingo, estamos em Basileia, para a cobertura de mais uma Baselworld. Siga-nos no Instagram (Anuário Relógios & Canetas) e entre connosco na maior feira de Relojoaria do mundo.

Memorabilia - Saco relógios Frederique Constant Hybrid Manufacture 3.0


Meditações - dá tempo ao tempo

Nunca pensei
Depois de tanta amizade
Ficasse tanta maldade
Escondida no teu peito
Nunca pensei
Mas teu dia há-de chegar
Por certo, hás-de pagar
Por todo o mal que tens feito

Dá tempo ao tempo
Ri enquanto tens vontade
Talvez um dia a saudade
Não te deixe rir assim
Dá tempo ao tempo
Que o tempo corre e não cansa
E eu não perdi a esperança
De ter ver chorar por mim

Pouco me importa
O que dizes e o que pensas
Nem faço caso às ofensas
Que vives fazendo à toa
Tenho a certeza
Que esse teu riso atrevido
Há-de um dia ser vencido
Por que o tempo não perdoa

Dá tempo ao tempo

António Mourão canta. Autor da Letra: António Campos Autor da Música: Joaquim Pimentel

sexta-feira, 16 de março de 2018

Fornecedores saem da Baselworld e fazem um Technical Watchmaker Show, em La Chaux-de-Fonds


A esmagadora maioria dos fornecedores de peças e equipamento da indústria relojoeira suíça abandonou a Baselworld, criando o seu próprio certame, Technical Watchmaker Show, em La Chaux-de-Fonds,

Dédié aux techniques horlogères, mais également ouvert aux autres domaines microtechniques, un nouveau salon a vu le jour à La Chaux-de-Fonds, de 21 a 27 deste mês.

A informação publicada no site da Fédération Horlogère:

Organisé sous la forme de portes ouvertes, le Technical Watchmaker Show, qui se tient du 21 au 27 mars, vise à réunir les acteurs clés de la branche, suisses ou internationaux, tant au niveau des exposants que des visiteurs.

L’accent est clairement mis sur le service technique destiné aux horlogers du monde entier. La plateforme d’exposition est présente sur les différents sites des exposants du salon, au travers de la ville, offrant ainsi aux visiteurs la chance de percevoir la qualité des exposants in-situ.

Un service de navettes dessert les différentes zones d’exposition sur toute la durée du salon. Il suffit de s’inscrire pour en bénéficier.

Durant le salon, divers événements sont organisés. Le salon est ouvert de 9h à 17h sur toute sa durée et l’accès est gratuit, tout comme le service de navettes.

Pour plus d’informations: www.technicalwatchmakershow.com

On the road, again...

Janela para o passado - Clipper, Sandeman, 1969

Memorabilia - Sacos conferência Moving Forward, Nova Iorque


Sacos conferência Moving Forward, Nova Iorque

Meditações - eternalismo

TDG: Moving onto less complex issues, let's talk scientific and philosophical theories of time and the cosmos. The theme of transcending time has recurred in your work over the years - I'm thinking things like Watchmen’s Doctor Manhattan ("There is no future. There is no past. Do you see? Time is simultaneous, an intricately structured jewel that humans insist on viewing one edge at a time, when the whole design is visible in every facet."), a wonderful möbius strip time-loop full-page spread in Promethea, and it also seems to be one of the core themes in your recently released novel Jerusalem. Is time simply a fun concept to play with in story-telling, or is there a deeper fascination for you?

AM: Obviously, as a storyteller the element of time and the narrative uses to which you can put it are tremendous fun, but I think if I’ve been drawn to telling stories like this – and I certainly appear to have been – then that would be because time itself is a subject that has fascinated me since my early childhood, when studying framed photographs of deceased forebears it came to me that at some point in the future, after I was dead, people would be examining photographs of me, and that from a certain perspective this was already happening.

As I’ve grown and have come to understand more about the position that I have learned is called Eternalism, then I’ve come to feel that it offers a vivid alternative to both ridiculously optimistic religious belief and an atheistic pessimism that is probably psychologically unworkable. I recently received wonderful letter from someone who said that reading Jerusalem had helped resolve the terror of mortality that had dogged them since childhood, bringing with it debilitating anxiety and depression. This is all I ever wanted the book to achieve; the hope that it might offer a solidly rational new view of death that would provide an alternative to letting our life be morbidly overshadowed by our paralysed and fruitless fear of its end.

Alan Moore

quinta-feira, 15 de março de 2018

Baselworld 2018 - relógios U-Boat convidam para festa...

Janela para o passado - camisa Grand Prix, Regojo, 1969

Baselworld 2018 - Responsible Jewellery Council convida...

Baselworld 2018 - relógios David Daper convidam...

Baselworld 2018 - relógios Rolex convidam...

Baselworld 2018 - relógios Schwarz Etienne convidam...

Memorabilia - Cadernos de apontamentos e auto-colantes Wework


Cadernos de apontamentos e auto-colantes Wework

Meditações - todo o dia, a toda a hora

All I do is dream of you
The whole night through
With the dawn I still go on
Dreamin' of you

You're every thought, you're everything
You're every song I ever sing
Summer, winter, autumn and spring

And were there more than twenty-four hours a day
They'd be spent in sweet content just dreamin' away

When skies are gray, when skies are blue
Morning, noon and nighttime, too
All I do the whole day through is dream of you

Oh slow down
When sky's are gray, even when they're are blue
And were there more than twenty-four hours in a day
They'd be spent in sweet content dreamin' away
When sky's are gray, When sky's are blue, in the morning

All I do the whole day through
Is dream of you

When sky's are gray, when sky's are blue
In the morning (and nighttime too)
All I do the whole day through is dream of you

Gene Kelly in Serenata à Chuva, canção de Arthur Freed, Nacio Brown e Nacio Herb Brown

quarta-feira, 14 de março de 2018

João Pedro Martins (1950 - 2018) - salve camarada, amigo, irmão


Entre a fotografia de cima e a de baixo há quase 45 anos de amizade. João Pedro Martins foi meu camarada ao longo da carreira nas agências noticiosas. Por dias, antecedeu-me na entrada na ANI, em Janeiro de 1974. Ele estudante em Letras, eu em Direito. Faleceu na noite de ontem.

Em baixo, a 20 de Dezembro de 2017, a última vez que João Pedro Martins conviveu com amigos, jornalistas que, tal como ele, fizeram a sua carreira nas agências noticiosas.


De João Pedro Martins, ninguém poderá dizer mal. Vivia muito bem consigo e com os outros. E lidava com optimismo contra o cancro, numa batalha de quatro décadas. "Desde que não me doa", costumava atirar, com o sorriso solar e bondoso com que brindava quem se aproximava dele.

Delegado da Agência Lusa em Évora durante os anos de brasa da Reforma Agrária, a sua independência, profissionalismo e bonomia ajudaram a que ali fizesse um trabalho difícil, arriscado, mas exemplar.

Regressado a Lisboa, cedo fez carreira em Documentação e Arquivo. Mas o seu gabinete era, antes de mais, "muro de lamentações", caixa de confidências de camaradas, eles e elas à procura de um ombro amigo, de quem os escutasse. E João Pedro Martins sabia escutar, tinha compromisso de reserva. Sabia muito, não revelava nada.

Da memória de vários computadores fomos buscar quase 45 anos da vida de João Pedro Martins. Da nossa vida. Acompanhámos namoros, casamentos e divórcios de um homem charmoso. Sempre calmo, optimista, apreciador de mulheres bonitas, bons carros, grandes motas, vinhos e comida, há 15 anos que se tinha instalado na sua quinta de Marinhais. Onde sabia receber.

João Pedro Martins acreditava na imortalidade do espírito. Isso te-lo-á ajudado nos dias derradeiros de vida. Neste tipo de notas, costuma-se falar com quem faleceu, como se essa pessoa ainda nos pudesse ouvir. No caso do João Pedro, se ele estava (está) certo, podemos, por maioria de razão, dizer "Salve camarada, amigo, irmão!".


O chamado "Grupo de Marinhais". Fernando Fraga da Silva, em pé, à direita, também já faleceu. Em baixo, uma série de fotografias dos primeiros tempos da carreira de João Pedro Martins











Acabado de saír de mais um internamento, João Pedro Martins convive pela última vez com os amigos. Em baixo, um pot-pourri de imagens do nosso arquivo, que nos levam no tempo e no espaço por bons momentos.



























































































































 






















































Três gerações - O João Pedro Martins não morre enquanto houver memória do Homem Bom que foi