Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Chegado(s) ao mercado

Paperblanks Simply Holographic. Blocos-notas, Diamanté, Matrix, Ice Bloom, Quantum, Prismatic e Petal Frost, temática inspirada nos hologramas. PVP: 16,10 €

Iconografia do Tempo

Estação Cronográfica à sobremesa de jantar Slow Food do chef Luís Lavrador

Sopa de abóbora aromatizada com canela e pintada com creme de beterraba; Filetes de cavala grelhados e depois tostados, com migas de broa, regados com azeite de oregãos, acompanhados com maçã assada; Escalopes de frango do campo e queijo mole sobre salada morna e batata nova assada; Leite creme à moda antiga com mistura de frutas da época.

Esta é a ementa do Jantar Slow Food que, sob a direcção do chef Luís Lavrador, o Casino da Figueira leva a efeito amanhã, dia 7, no âmbito da iniciativa "Uma Questão de Tempo", uma série de eventos que decorrem durante todo este mês e que têm como fio condutor o Tempo (cronológico), nas suas mais diversas vertentes.

Estação Cronográfica, solicitada a colaborar, cedeu 130 volumes da sua Biblioteca Holorógica, que estão patentes no Casino, e sugeriu alguns dos nomes de palestrantes que, uma vez por semana, irão falar do Tempo nas áreas em que são especialistas.

Neste jantar Slow Food de amanhã, entre a sobremesa e o café, que melhor ocasião para falar de Portugal, do Tempo e das Mentalidades? Estação Cronográfica analisará as relações entre os vários poderes - religioso, político, económico, científico, social - e os Tempos respectivos, desde a pré-história até à actualidade. Com ênfase no caso português.

Não será a atávica e doentia relação dos portugueses com o tempo e os seus medidores (os relógios) uma das causas do deficiente desenvolvimento do colectivo, seja ele económico, cultural, social? Uma pergunta a que vamos tentar responder... sem provocar indigestões.

Chegado ao mercado -.Bell & Ross BR 01 Red Radar

Bell & Ross BR 01 Red Radar. Calibre automático. Indicação de horas, minutos e segundos através de discos. Caixa de 46 mm, em aço, revestida a PVD negro, estanque até 100 metros. Edição limitada a 999 exemplares.
Os pontos de venda Bell & Ross em Portugal são a Anselmo 1910 (Lisboa), a Boutique dos Relógios no CC Vasco Gama (Lisboa), Carlos Joalheiro (Leiria), El Corte Inglés (Lisboa), Machado Joalheiro (Lisboa e Porto) e Relojoaria Faria (Sintra). A Bell & Ross também disponibiliza os seus produtos através da loja on-line.

Chegado(s) ao mercado

Rip Curl Undercover. Calibres de quartzo, caixas em aço, estanques até 100 metros. PVP: 149 €

Chegado(s) ao mercado

Anselmo 1910 Jóias Black & White. Peças em ouro branco, com diamantes negros e incolores. PVP: entre 3.600 e 4.700 €. Disponíveis nas lojas Anselmo 1910.
Ouro branco e diamantes negros e incolores – 3.980 €

Ouro branco e diamantes negros e incolores – 3.600 €

Ouro branco e diamantes negros e incolores – 4.600 €
Ouro branco e diamantes negros e incolores – 4.700 €

Longines no CSIO Schweiz, St-Gall 2011

Pela décima edição consecutiva, a Longines foi parceiro e cronometrista oficial do concurso internacional hípico de saltos de obstáculos CSIO Schweiz, em St-Gall.

O Grand Prix Longines foi ganho pelo inglês Anglais Nick Skelton (montado em Carlo), enquanto o troféu Longines, destinado ao cavaleiro com melhores resultados no CSIO Schweiz, St-Gall 2011, foi para o suíço Pius Schwizer (em Carlina).

Depois da prova deste fim de semana, o Longines Press Award for Elegance, que será atribuído no final da temporada, em Dublin, tem agora à frente Pénélope Leprevost (France) e Nick Skelton (Angleterre), respectivamente em Senhoras e Homens.

Morreu Luis Montañés Fontela

Faleceu no início de Junho Don Luis Montañés Fontela, um dos grandes eruditos espanhóis no que diz respeito ao estudo da Relojoaria.

Luís Montañés Fontana (foto José Arquero Hidalgo)

A informação foi-nos dada pelo nosso colega Jose Arquero Hidalgo, de que aqui transcrevemos a seguinte nota:

Ha muerto Luis Montañés.
Hasta siempre Luis. Sonó la hora en tu reloj y decidiste que era la de partir. Tan discreta y calladamente como siempre, decidiste que si todas hieren, ésta era la última y el tic tac de tu corazón se paró para siempre. Hasta siempre Luis, nos enseñaste a amar la relojería y la historia. Y sobre todo nos diste un cabal ejemplo de coherencia hasta el extremo, de honradez hasta el final, de caballerosidad sin límite. Se nos ha ido el historiador, el erudito, el sabio, pero sobre todo nos ha dejado el amigo, el hombre bueno. Hasta siempre, amigo.

De Luis Montañés Fontela começámos a dar conta há uns vinte anos, quando também nós iniciámos o nosso interesse histórico e sociológico sobre o Tempo e os seus medidores.

A pouco e pouco, fomos adquirindo obras dele, que nos foram muito úteis para a contextualização de várias épocas relojoeiras ao nível ibérico, especialmente o período de 1580 a 1640, quando a coroa peninsular esteve em Madrid.

Por feliz acaso, Estação Cronográfica tem patente, durante o mês de Junho, no Casino da Figueira da Foz, uma amostra da sua Biblioteca Horológica, no âmbito de uma iniciativa sobre o Tempo. Estão lá algumas das obras de dom Luis Montañés. Essa será a melhor homenagem que lhe poderemos prestar - conhecendo e lendo os seus livros.


Algumas das obras de Luis Montañés:

Relojes de los Museos madrileños (1954)
Relojes españoles (1968)
La máquina de las horas: Introducción al conocimiento del reloj (1975)
Relojes (1986)

Meditações - memória

Non ricordarmi se il mio ricordo è solo un momento di un tempo passato, ricordami solo se di quel momento ne conservi (não me recordar se a minha recordação é só um momento de um tempo passado, se recordasse apenas os momentos que não conservo...)

domingo, 5 de junho de 2011

Iconografia do Tempo

Revista FEBASE Federação do Sector Financeiro, número de Março de 2011

Memorabilia

Pins Lacoste

Relógios Longines distingue Jim Courier pelo seu trabalho humanitário


No âmbito do Open de França em Ténis, Roland-Garros, de que é parceiro, a Longines organizou sábado à noite em Paris um jantar de beneficência a favor das fundações dirigidas por dois dos seus "embaixadores de elegância", Andre Agassi and Stefanie Graf.

Entre os convidados no jantar do Petit Palais, estavam Jim Courier, Andre Agassi e Mary Pierce – todos antigos campeões de Roland-Garros. O Longines Ambassador of Elegance Andre Agassi distinguiu no evento com o Longines Prize for Elegance o tenista Jim Courier, pelo seu trabalho a favor de crianças desfavorecidas, nomeadamente através da sua fundação Courier’s Kids.

Capri Watch, de... Capri

Estivemos recentemente em Capri, a ilha ao largo de Nápoles, onde Homero, na Odisseia, colocou as Sereias, seres meio peixe, meio mulher cujo canto arrastava os homens para o naufrágio. Odisseus decidiu que queria vê-las e sobreviver - ordenou à sua equipagem que pusesse cera nos ouvidos e que o amarrasse a um mastro. Assim escapou ao canto das sereias (sirenes, em latim, o que daria em português outra palavra, também ela ligada ao som).

É nesta Capri, chamariz ancestral de ricos e famosos, que damos conta de uma marca de relógios "regional", de que nunca tínhamos ouvido falar. A Capri Watch & Co. é omnipresente na ilha, através de anúncios nas paredes ou em publicações locais.

É em 1964 que tudo começa, quando uma família local, os Staiano, inauguram uma loja de cerâmica tradicional e de vidros de Murano na Via Camerelle, a rua mais elegante de Capri e uma das mais conhecidas no mundo. Ao fundador, Oreste Staiano, sucedem-lhe, no início dos anos 90, os filhos, Alba e Silvio, que decidem comercializar apenas peças de Murano feitas em exclusivo para a casa e, ao mesmo tempo, diversificar o negócio, lançando uma linha de relógios, desenhada por Silvio, e a que chamam "Capri Watch Collection”.

A partir de 1995 a popularidade dos Capri Watch consolida-se entre os frequentadores de Capri, que começam a levá-los para todo o mundo. Em 2004, é criado o conceito "Capri à Porter", com a abertura de uma nova loja, na também famosa via Le Botteghe. Aí, além de relógios, há toda uma linha de acessórios em pele.

Sobre os relógios propriamente ditos, só vimos modelos com calibres de quartzo e linhas semelhantes às das grandes marcas de moda. Se quiser saber mais, ou encomendar, vá a Capri Watch

Meditações - meio-dia solar

Meio-dia pelo sol. Os montados distraem para a terra inteira o cheiro acre das giestas, e os campos cortados, abertos, revoltos, são torrões incandescentes, que calor levanta em fumos. Cai do céu uma poeira de ouro que envolve tudo, as hortas, as cabanas, as distâncias, e sufoca qual um inferno de riquezas. [...] Nas arribanas e nos cortelhos o gado olha docemente o infinito, suas línguas de fora, na ânsia inexprimível das sedes. [...] Zumbem-me os insectos aos ouvidos, escorre-me pela face o suor dos forçados da ceifa. Nos campos levantam-se medas de palha, que estoira ao sol, e espraiam-se eiras de milho, maçarocas de ontem, tudo fulvo a arder, como inspirações insofridas. Nos vales, à torreira, homens amanham, como condenados, a terra ingrata. Pobres dos pobres! Eles são a única nota humana, agora, nesta hora martirizante de ouro...

Norberto de Araújo (1889 - 1952), jornalista, olisipógrafo e escritor português, in Miniaturas

sábado, 4 de junho de 2011

Jovem suíço ganha o Relógios Longines Future Tennis Aces


Parceiro oficial de Roland-Garros, a Longines organizou um torneio envolvendo 16 rapazes de todo o mundo, o Longines Future Tennis Aces. O suíço Marco Osmakcic derrotou o russo Artem Dubrivny na final.

Os dois finalistas fizeram um jogo de demonstração, em pares, com Andre Agassi e Jim Courier, dois campeões do Open de França.

Marco Osmakcic e Artem Dubrivny receberão cada uma bolsa anual de 2 mil dólares, para compra de equipamento, oferta da Longines.


Marco Osmakcic

Os Swatch e o petróleo

"O que seria da vida sem o petróleo?" é uma iniciativa conjunta da Galp Energia e do Expresso. Na edição de 28 de Maio de 2011, a revista Única dedica duas páginas ao fenómeno Swatch. Sem o petróleo, esses relógios não poderiam existir... já que são feitos de plástico, que por sua vez...
(clique nas imagens para aumentar)

Chegado(s) ao mercado - Mimí Blanche

Mimí, linha Blanche, empregando pérolas barrocas de água doce. Colar comprido e cordão criados com motivos que usam conjuntos de três pérolas engastadas em prata, numa base de ouro rosa, com safiras brancas. Anéis em ouro rosa e prata, com oito ou três pérolas. Brincos em ouro rosa, com três pérolas cada. Representação em Portugal - Omoura.
anel
Colar e anel
Pulseira, anel e brincos

O relógio de bolso em ouro - uma crónica do Embaixador Francisco Seixas da Costa

O actual Embaixador português em Paris, Francisco Seixas da Costa, mantém um blog, duas ou três coisas, onde fala de tudo um pouco, num estilo elegante e mordaz. Somos leitores assíduos dos posts do Embaixador que, esperamos, venham um dia a ser transformados em livro.

Num dos mais recentes, e sob o título "O relógio", recorda uma figura do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Melo, que tinha um relógio de bolso de que nunca se separava. Transcrevemos aqui o delicioso texto:

O Melo era aquilo a que agora se chama um cromo. Projetava uma imagem caricatural do diplomata: sempre de fato com colete, de onde sobressaía a corrente de ouro do relógio de bolso. Como tique, tinha por hábito dar lustre nas calças ao brasão que trazia no anel. Falava de forma pausada, mimando o estilo que ele admirava em vetustas figuras da carreira, vindas de um tempo a cujos sinais exteriores ficara fiel. Velho conselheiro já sem hipóteses de promoção ou de chefia de missão, arrastava agora a sua consabida calaceirice por um posto onde fora colocado contra a vontade expressa do embaixador. Este pagava-lhe com uma atitude de permanente ironia e desprezo. Porque era um pouco tonto, o Melo parecia não perceber que era regularmente gozado pelo seu chefe.

Uma tarde, na embaixada, foi chamado ao gabinete do embaixador. Encontrou-o com um colega mais velho, que tinha vindo de Lisboa, em férias. Tratado o breve expediente, o embaixador perguntou-lhe:

- Ó Melo, você tem horas certas?

O conselheiro sacou, com orgulho, do seu velho e valioso relógio de bolso, preso pela ostensiva corrente de ouro. E esclareceu o embaixador. Este voltou à carga, dirigindo-se para o colega de Lisboa:

- Tu queres saber que o nosso Melo nunca muda a hora no relógio?!

Perante o espanto afivelado pelo embaixador visitante, o Melo, sorridente, voltou a tirar o relógio, explicando que, de há muito, decidira não proceder aos acertos horários, ao longo do ano, para evitar forçar o delicado mecanismo do velho relógio. E lá mostrou que, precisamente, tinha então a hora errada.

- É verdade que estes relógios ingleses são frágeis, comentou o chefe do posto.

O Melo reagiu. Não, o relógio era americano! Retirou-o, uma vez mais, do bolso do colete e mostrou a marca, a ambos os embaixadores. E preparava-se para sair quando o seu superior hierárquico, com alguma ironia, lhe lançou:

- Ó Melo, eu perceberia o seu cuidado, se o relógio fosse de ouro, mas assim...

O conselheiro, que herdara o precioso relógio de ouro da família, reagiu e, retirando-o de novo do bolso, mostrou o contraste, sobre o qual deu algumas explicações, que pouco pareceram interessar aos seus interlocutores. E foi saindo. Estava já prestes a fechar a porta, por fora, quando ouviu o seu chefe dizer para o embaixador visitante:

- Aquele relógio do Melo não é nada mau. O que é pena é que não tenha ainda ponteiro dos segundos. Mas percebe-se, é de outro tempo.

O Melo, contudo, ainda tinha ouvido o comentário. Reabriu a porta, pediu desculpa e mostrou, à evidência, que o seu embaixador estava errado: o seu relógio marcava os segundos. E saiu.

O conselheiro não testemunhou a "barrigada de riso" que invadiu ambos os embaixadores. E, em especial, a frase do seu chefe:

- Eu não te dizia que o tipo sacava do relógio, pelo menos cinco vezes?! Com jeito, ainda tinham sido algumas mais...

Esta história foi-me contada, há cerca de um quarto de século, por um embaixador. Já não conheci o "Melo", nem qualquer os outros protagonistas. Longos anos houve em que era possível a subsistência de algum autoritarismo nas relações hierárquicas, dentro das nossas missões diplomáticas. Eram outros tempos, embora eu ainda tenha encontrado alguns "Melos", pelos corredores das Necessidades.

Estação Cronográfica gostaria de saber a marca exacta e a época de fabrico do referido relógio. E o texto suscita-lhe três observações:

- Os relógios mecânicos mais exactos alguma vez produzidos, os cronómetros de marinha, nunca são acertados, nem sequer têm dispositivo (coroa) para isso - são mantido a funcionar ininterruptamente e as leituras que deles se fazem levam em conta o adiantamento ou atraso do mecanismo, no que se chama "o estado do cronómetro".

- A corda dos relógios de bolso era feita através de chave e o acerto feito à mão, até que a Patek Philippe apresentou, em 1839, a coroa - dispositivo que tem as duas funções em simultâneo.

- A observação sobre o relógio não ter ponteiro dos segundos é exacta para a relojoaria média (de mesa, de parede ou de caixa alta) ou grossa (de torre, neste último caso, até o ponteiro dos minutos era supérfluo nos séculos XIV, XV ou XVI, dada a imprecisão das máquinas), mas não faz muito sentido para a relojoaria fina (de bolso e de pulso), já que o orgão regulador aqui utilizado (composto por escape, roda de escape e âncora) leva directa e naturalmente a uma leitura dos segundos. Colocá-los ou não no mostrador seria uma questão de estética. O personagem que assim falou deveria estar a pensar nos chamados Ovos de Nuremberga, os primeiros relógios portáteis, inventados a partir do início do século XVI, que usavam um tipo de escape muito rudimentar, e que começaram por ter apenas ponteiro das horas, depois dos minutos, e nunca tiveram ponteiro dos segundos. Só a teorização das regras do pêndulo e a sua aplicação à relojoaria média e grossa, por um lado; e a invenção do balanço/espiral na relojoaria fina, por outro, tornaram os segundos possíveis de medir e mostrar.

Richard Mille Polo Team

Pablo Mac Donough

A recém-criada Richard Mille Polo Team acaba de passar aos quartos de final no Harcourt Developments Queen's Cup, no Guards Polo Park, nos arredores de Londres.

A equipa estreou-se no início de Maio no Cowdray Park Polo Club e vai participar em alguns dos mais prestigiados eventos internacionais do calendário da modalidade.

Depois da Queen's Cup, o Richard Mille Team competirá na Veuve Clicquot Gold Cup, em Inglaterra, e na Gold, Silver and Bronze Cup de Sotogrande, Espanha.

Os jogadores Richard Mille - Pablo Mac Donough, Prince Bahar, Alejandro Muzzio e Max Routledge - usam um relógio Richard Mille no pulso, uma edição limitada do RM 010, com a caixa coberta a DLC negro e mostrador vermelho - as cores da equipa.

A equipa de Pólo da Richard Mille: Max Routledge, Pablo Mac Donough, Alejandro Muzzio and Prince Bahar

Palestra de Estação Cronográfica em jantar Slow Food do Chef Luís Lavrador, no Casino da Figueira, terça-feira, dia 7

Sopa de abóbora aromatizada com canela e pintada com creme de beterraba; Filetes de cavala grelhados e depois tostados, com migas de broa, regados com azeite de oregãos, acompanhados com maçã assada; Escalopes de frango do campo e queijo mole sobre salada morna e batata nova assada; Leite creme à moda antiga com mistura de frutas da época.

Estação Cronográfica revela, em primeira mão, a ementa do Jantar Slow Food que o Casino da Figueira leva a efeito na próxima terça-feira, dia 7, no âmbito da iniciativa "Uma Questão de Tempo", uma série de eventos que decorrem durante todo este mês e que têm como fio condutor o Tempo (cronológico), nas suas mais diversas vertentes.
Estação Cronográfica, solicitada a colaborar, cedeu 130 volumes da sua Biblioteca Holorógica, que estão patentes no Casino, e sugeriu alguns dos nomes de palestrantes que, uma vez por semana, irão falar do Tempo nas áreas em que são especialistas.
Neste jantar Slow Food de terça-feira, entre a sobremesa e o café, que melhor ocasião para falar de Portugal, do Tempo e das Mentalidades? Estação Cronográfica analisará as relações entre os vários poderes - religioso, político, económico, científico, social - e os Tempos respectivos, desde a pré-história até à actualidade. Com ênfase no caso português.

Não será a atávica e doentia relação dos portugueses com o tempo e os seus medidores (os relógios) uma das causas do deficiente desenvolvimento do colectivo, seja ele económico, cultural, social? Uma pergunta a que vamos tentar responder... sem provocar indigestões.

Luís Lavrador, Monitor Coordenador na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra desde 1991, para além da sua formação académica e profissional em Cozinha/Pastelaria (concluído em 1983), realizada na Escola de Hotelaria do Porto ( Núcleo Escolar de Vidago), conta com uma vasta experiência profissional e diversas acções de formação ministradas e actividades extra formação.

O Chefe Luís Lavrador tem o mestrado em “Alimentação : Fontes, Cultura e Sociedade” pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e recentemente concluiu o seu mestrado com a tese “Ao sabor da Bíblia”, com a classificação de 19 valores.

Co-autor dos livros "À Mesa com a Nossa Selecção" e "Gula sem Pecado". Foi agraciado pelo Presidente da República com o grau de Oficial da Ordem de Mérito pelos seus serviços prestados ao serviço da Selecção Portuguesa de Futebol e de chefe de cozinha.

Relógios Vacheron Constantin faz exposição histórica em Singapura


De 24 de Junho a 14 de Agosto, em parceria com a Vacheron Constantin, o Museu Nacional de Singapura leva a afeito uma exposição que convida à descoberta da história da manufactura relojoeira e da Alta Relojoaria genebrina.

Primeira grande exposição pública do património da mais antiga manufactura relojoeira do mundo em actividade ininterrupta, "Tesouros da Vacheron Constantin - Um Legado em Relojoaria desde 1755" parte à descoberta de mais de 250 anos de criatividade e savoir-faire.

Concebida como uma viagem iniciática em redor do espírito dos artesãos "cabinotiers" do século XVIII, a exposição é uma viagem de exploração na evolução da medida do tempo, das profissões a ela ligada e da influência das correntes artísticas, uma triologia que ritma a história da Vacheron Constantin desde a sua fundação, em 1755.

O visitante faz uma viagem no tempo, através de 180 peças de excepção, pertencentes ao património da manufactura genebrina, expostas em mais de 600 m2, num percurso que nos leva desde os primórdios da Relojoaria, a sua indústria e dos seus artesãos, em Genebra, até aos nossos dias.

Estação Cronográfica estará presente na inauguração desta histórica exposição e disso dará aqui conta.

Algumas das peças:
N° 11294
Montre de poche
Chronographe-compteur à rattrapante, quantième perpétuel, phases de la lune, répétition minutes à la demande sur 3 timbres, grande sonnerie sonnant les heures, les quarts d’heure sur 3 timbres, petite sonnerie sonnant les heures.
1929
Or jaune 18K, émail, cadran argenté
Sur le fond les armoiries royales d’Egypte réalisées en émail genevois
Diamètre: 6.75 cm

Calibre RA 21'' chronographe-compteur à rattrapante, grande et petite sonneries sur trois timbres, quantième perpétuel, phases et âge de la lune, échappement à ancre, spiral "Breguet". 46 rubis.

Montre de poche offerte par la Colonie Suisse d’Egypte au Roi Fouad I en 1929.

N° 10659
Montre de poche
1923
Or jaune, email, cadran email, mouvement gravé
Dos de la montre ornée d’une peinture miniature technique genevoise représentant le tableau de Nicolas Poussin “Les Bergers d’Arcadie,” exécutée par l’une des plus importantes peintres miniaturistes genevoises du début du XXème siècle, Mlle Marie Goll.

Diamètre: 5 cm

Calibre 17'' moyen, échappement à ancre, 18 rubis, entièrement décoré à main.

N° 10198
Montre de poche
1755
Argent, cadran en émail
Diamètre: 4.5 cm

Calibre 16''
Echappement à roue de rencontre, barillet avec fusée, remontage et mise à l’heure à une clé

Première montre de poche connue du fondateur de la Manufacture. Mouvement gravé avec l’inscription: “J:M:Vacheron A GENEVE “
N° 10174
Montre dame
1917
Boîte et bracelet chaîne en platine.
Couvercle rehaussé d’une intaille en émeraude gravée d’un portrait à la grecque.
Cadran argent grené à chiffres arabes.
Aiguille de type poire.
Dimensions: 2.02 x 1.8 cm

Calibre RA 6'' 12/12, échappement à ancre, spiral plat, 18 rubis

Da manufactura:

Des documents d’archives de Jean-Marc Vacheron et François Constantin aux outils d’horlogers, des établis des artisans cabinotiers genevois aux machines inventées par Georges Auguste Leschot - l’inventeur notamment du pantographe en 1839, appareil qui a révolutionné l’industrie horlogère en permettant une reproduction en série de composants - la scénographie donne vie à un univers technique et esthétique d’une incroyable richesse. La grande variété des pièces rassemblées ici constitue à elle seule un trésor vivant, unique en son genre. Elle démontre le savoir-faire et la créativité de Vacheron Constantin, de même que son incroyable capacité d’innovation depuis sa création. Des premières montres de poche aux pendules, des parures horlogères aux Grandes Complications, toutes prennent part à cette rétrospective, inédite, de l’histoire de Vacheron Constantin et de la tradition genevoise de Haute Horlogerie.

Si une montre Vacheron Constantin est avant tout un instrument de lecture du temps, elle se plaît également à être une pièce de haute technologie, un symbole de statut social ou encore un accessoire du quotidien. Quelle qu’elle soit, elle demeure un concentré d’histoire et d’innovation, un réel objet d’art. Tel un livre ouvert sur le passé et le présent, les garde-temps exposés mettent en lumière les Métiers d’Art sans lesquels la Haute Horlogerie ne saurait rayonner avec autant d’éclat. La pièce maîtresse de l’exposition en est une brillante illustration : créée en 1923, la montre de poche Les Bergers d’Arcadie cristallise à elle seule l’alchimie des savoir-faire manufacturiers érigés sur la quête constante d’excellence. Ce chef d’œuvre marie les talents des horlogers, émailleurs et graveurs de la Maison dans un boîtier en triptyque fascinant, taillé dans l’or jaune. Une peinture miniature en émail Grand Feu technique genevoise représentant fidèlement et dans les moindres détails le célèbre tableau de Nicolas Poussin en orne le dos.. Le double-fond est quant à lui enrichi d’un décor champêtre en ramolayé figurant une scène pastorale intégralement gravé à la main. Deux chérubins veillent sur le mouvement mécanique à remontage manuel également gravé à la main dans les règles de l’art, visible une fois la montre ouverte.

« Treasures of Vacheron Constantin - A legacy of watchmaking since 1755 » est bien plus qu’une exposition de montres. Sur place, pour quelques jours à l’ouverture de l’exposition, de talentueux artisans qui travaillent aux créations de la Manufacture livreront au visiteur quelques-uns de leurs secrets. Un graveur, un sertisseur, un guillocheur, un émailleur et un horloger seront présents pour témoigner de ce savoir-faire hérité des siècles passés et qui nourrit encore aujourd’hui une créativité sans cesse renouvelée.

L’initiation du visiteur débute dans un atelier de cabinotier du 18ème siècle, symbole des métiers originels de Vacheron Constantin qui ont façonné son identité. Identique à celui de la Maison du Quai de l’Ile de l’époque, l’atelier ouvre la porte sur les habitudes de travail des maîtres artisans de Genève : qu’ils soient horlogers, graveurs, orfèvres ou émailleurs, ces hommes nourris par la philosophie des Lumières constituent l’aristocratie de l’artisanat. C’est dans ce contexte propice à la liberté de création que Jean-Marc Vacheron conçoit ses montres de poche, dont la première connue signée « J M Vacheron à Genève », réalisée dans les années 1750, est exposée ici comme la digne aïeule d’un patrimoine historique exceptionnel. On remarque déjà son raffinement et le soin porté à l’esthétique de l’objet. Dotée d’un échappement à roue de rencontre, elle est ornée d’aiguilles en or très finement ciselées, tout comme le coq délicatement ouvragé en de très élégantes arabesques. La première montre connue de Vacheron Constantin témoigne déjà d’une double exigence technique et esthétique.

Plongé dans cette époque qui a vu s’épanouir la Haute Horlogerie genevoise dont Vacheron Constantin est un des plus anciens et illustres représentant, le visiteur chemine dans un espace-temps thématique où chacun des métiers-phares de la Manufacture lui dévoile son art. Celui du maître-horloger s’illustre notamment par la montre de poche à Grande Complication réalisée en 1929 pour le Roi Fouad 1er. Par ses finitions soignées, son niveau de qualité élevé jusque dans les moindres détails et une proportion d’ensemble aboutie, son mouvement mécanique doté de 46 rubis renferme le summum de l’art horloger : un chronographe à rattrapante, un totalisateur 30 minutes, une petite sonnerie des heures seules, une fonction silence, une grande sonnerie au passage sur carillon à trois timbres, une répétition minutes, un quantième perpétuel, les phases et âges de la lune. C’est une occasion unique pour le visiteur de découvrir cette pièce, une des plus compliquées réalisée par la manufacture, dans la section dédiée au Maître horloger. Autant de prouesses techniques qui lui permettent de comprendre comment les horlogers, depuis toujours, ont appréhendé les heures et exprimé la complexité du temps.

La section dévolue aux Métiers d’Art témoigne avec éclat de la richesse exceptionnelle des arts décoratifs appliqués à la montre. Beauté des mouvements, beauté des boîtiers, beauté des cadrans, Vacheron Constantin n’a jamais privilégié aucun élément au détriment des autres. Horloger complet, il crée des mécanismes performants et élégants, du plus simple au plus compliqué. Fabricant de boîtes, il habille les mouvements plus qu’il ne les protège, les magnifie en leur insufflant son propre style. Fabricant de cadrans, il charge les meilleurs graveurs, guillocheurs, émailleurs et joailliers-sertisseurs de leur donner le visage idéal. Une vocation d’excellence résumée par l’adage de la Maison : « Faire mieux si possible, ce qui est toujours possible ».

Les ateliers ainsi recréés, les artisans présents, leurs outils ainsi que les nombreuses pièces historiques incarnent la valeur intrinsèque que confère la main de l’homme à chaque garde-temps. Une valeur unique, précieuse, que Vacheron Constantin veille à perpétuer depuis plus de 250 ans dans le plus grand respect de la tradition artisanale.

« Cette première grande exposition des « Trésors de Vacheron Constantin - un héritage horloger depuis 1755 » pose les prémices d’un long périple culturel pour conter la richesse de notre histoire, en écho à celle de la Haute Horlogerie. Une histoire qui demeure celle d’une des plus belles démonstrations d’un travail communautaire, où chaque montre est le fruit d’une symbiose de talents et de la rencontre d’hommes et de femmes qui unissent leurs savoir-faire dans une même création. Il est de notre devoir de veiller à transmettre cet héritage humain, inestimable empreinte laissée à l’Histoire. », Juan Carlos Torres, Directeur Général de Vacheron Constantin.

L’exposition « Treasures of Vacheron Constantin - A legacy of watchmaking since 1755 » lie ainsi passé, présent et futur dans un esprit de découverte et d’exploration. « Plus vous saurez regarder loin dans le passé, plus vous verrez loin dans le futur » : cette phrase de Winston Churchill trouve au cœur du Musée National de Singapour un écho particulier. Intimiste malgré ses 600m2, l’exposition met en lumière ce temps qui règle les pas des hommes, accompagne l’évolution des techniques, des courants artistiques et des modes de vie. Chaque montre Vacheron Constantin renferme en son cœur une partie de l’histoire, celle de l’horlogerie en particulier, celle, plus large, de l’art, de la culture et de la société. Chacune laisse entrevoir l’identité d’une marque toujours en avance sur son temps, qui a déjà commencé à écrire un nouveau chapitre de son histoire et de celle de l’horlogerie en s’appuyant, comme hier, sur son héritage en perpétuelle innovation.

« Au gré de ce voyage, nous prenons conscience que la longue histoire de l’horlogerie concentre non seulement les développements et les innovations techniques, mais reflète également l’évolution du temps, de l’histoire en général, des tendances et des modes de vies », Chor Linn, Directeur du Musée National de Singapour.