Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

sábado, 26 de setembro de 2026

Meditações - nunca o relógio andou tão devagar...


 in O Espozedense, de 28 de Abril de 1934 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Os relógios Frederique Constant no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - bilhetes postais ilustrados, Lisboa, 1913

Iconografia do tempo

 

(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Meditações - a empurrar pra diante o tempo

Momento de Poesia

Se me ponho a trabalhar

e escrevo ou desenho,

logo me sinto tão atrasado

no que devo à eternidade,

que começo a empurrar pra diante o tempo

e empurro-o, empurro-o à bruta

como empurra um atrasado,

até que cansado me julgo satisfeito;

e o efeito da fadiga

é muito igual à ilusão da satisfação!

Em troca, se vou passear por aí

sou tão inteligente a ver tudo o que não é comigo,

compreendo tão bem o que não me diz respeito,

sinto-me tão chefe do que é fora de mim,

dou conselhos tão bíblicos aos aflitos

de uma aflição que não é minha,

dou-me tão perfeitamente conta do que

se passa fora das minhas muralhas

como sou cego ao ler-me ao espelho,

que, sinceramente não sei qual

seja melhor,

se estar sozinho em casa a dar à manivela do mundo,

se ir por aí a ser o rei invisível de tudo o que não é meu.

Almada Negreiros

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Os relógios Cuervo y Sobrinos no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - lotarias, Lisboa, 1913

Um segundo a menos, e não a mais...


 Lido aqui:

For the entire history of precise timekeeping, we have only ever added time to our clocks. Now, for the first time, we may have to take a second away.

The reason is strange and a little unsettling. Earth is spinning faster than it used to. Our planet has never been a perfect clock. Its rotation naturally wobbles, and for decades the long term trend was a gradual slowing, mostly caused by the Moon's tidal pull. To keep our atomic clocks in sync with the actual turning of the planet, timekeepers occasionally added a leap second. Between the 1970s and 2016, they did this 27 times.

Then something flipped. Around 2016 to 2018, scientists noticed Earth had quietly started speeding up. Movements deep in the planet's molten core appear to be the main driver, subtly changing how fast the whole world turns. The days are now occasionally coming in a hair shorter than 24 hours, by a millisecond or two.

If this continues, our clocks will drift slightly ahead of the planet, and to correct it timekeepers would need to remove a second rather than add one. This is called a negative leap second, and it has never been done. Current estimates point to around 2029 as the possible moment.

There is a fascinating climate twist buried in this. The rapid melting of polar ice is shifting mass from the poles toward the equator, which actually slows the spin a touch, like a skater extending their arms. Researchers calculate that without that ice melt, we might have needed this adjustment as early as 2026. Human driven warming is, in a small way, tugging on the length of our day.

Not everyone agrees it will happen, since the core's behavior is unpredictable. And the effect is tiny for daily life. But for the computers that run banking, power grids, and the internet, subtracting a second is genuinely tricky, because software was only ever built to add.

If Earth can speed up and slow down beneath our feet without us feeling a thing, how much of the world do you think is quietly shifting that we never notice?

Source: Nature, Duncan Agnew, Scripps Institution of Oceanograph

Meditações - coexistência pacífica com o tempo

Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: Nem ele me persegue, nem eu fujo dele, um dia a gente se encontra.

Mário Lago

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Os relógios Chronoswiss no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - Sociedade Portuguesa de Seguros, 1913

Outono


in O Livro da Mulher, 1970, Seleções do Reader's Digest (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Iconografia do tempo

Meditações - Outono

[...] ¿Sonríe al sol de oro

de la tierra de un sueño no encontrada;

y ve su nave hender el mar sonoro,

de viento y luz la blanca vela hinchada?

El ha visto las "hojas otoñales,

amarillas, rodar, las olorosas

ramas del eucalipto, los rosales

que enseñan otra vez sus blancas rosas...

Y este dolor que añora o desconfía

el temblor de una lágrima reprime,

y un resto de viril hipocresía

en el semblante pálido se imprime.

Serio retrato en la pared clarea

todavía. Nosotros divagamos.

En la tristeza del hogar golpea

el tictac del reloj. Todos callamos. [...]

 

António Machado

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Joalharia Mergulhão, Lisboa, 1970


 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios Chanel no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - Banco Lisbo e Açores, 1913

Meditações - ladrões de tempo

Há ladrões que não se castigam, mas que nos roubam o mais precioso: o tempo

Napoleão Bonaparte

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Os relógios Cartier no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - lápis, canetas, penas e tintas, Lisboa, 1913

A mais pequena fração de tempo até hoje medida


Lido aqui:

Scientists have achieved an incredible breakthrough by measuring the shortest time ever recorded — just 247 zeptoseconds. This is the time it takes for a particle of light, known as a photon, to travel across a hydrogen molecule. To understand how small that is, a zeptosecond compares to one second the same way one second compares to 31.7 billion years — an almost unimaginable scale.

This discovery allows researchers to study how light interacts with electrons inside atoms, opening new doors in quantum physics and advanced technologies. By observing events at such tiny time scales, scientists can better understand the fundamental processes that shape our universe.

Meditações - ontem e hoje

Haja Hoje para tanto Ontem

Paulo Leminski

domingo, 20 de setembro de 2026

Os relógios Breitling no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - automóveis UNIC, 1913

Relógios raros em selos checoslovacos, 1985

 
Artigo na secção de Filatelia do jornal Sete, 23.01.1985 (Contribuição de João Magalhães)

Meditações - tempo cósmico

No princípio havia o Caos, um imenso espaço ilimitado. Então surgiu Gea (ou Gaia), a Terra, a primeira realidade sólida. Depois veio a Noite. Mas ainda restava um espaço vazio sobre, e para preenchê-lo ela criou um ser igual a si, o Céu (Urano). Gaia e Urano uniram-se. Quando o Caos organizou-se com as divindades primordiais chamou-se Cosmos.

Hesíodo - séc. Vlll AC

sábado, 19 de setembro de 2026

Os relógios Jaeger-LeCoultre no Relógios & Canetas online


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On the Road... again

Os relógios A. Lange & Söhne no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - alfaiate e modista, Lisboa 1913

Memorabilia - manta, relógios Longines

A coleção de relógios do hotel e restaurante Duchessa Isabella, em Ferrara, Itália,

O Hotel e restaurante Duchessa Isabella, em Ferrara, Itália, deve o seu nome a Isabella d'Este (1474 – 1539), Marquesa de Mântua, nascida naquela cidade. Foi uma das líderes femininas da Renascença italiana e figura cultural e política de destaque. Dotada de conhecimentos em História e em línguas, tais como grego e latim, Isabel era uma patrona das artes e líder da moda, cujo estilo era copiado por mulheres na Itália e França. O hotel Duchessa Isabella tem uma coleção de relógios. (arquivo Fernando Correia de Oliveira)







Meditações - E o relógio dá-lhe horas certas, sempre

Pedra Tumular

A minha geração fugiu à guerra,

Por isso a paz que traz não tem sentido:

É feita de ignorância e de castigo,

Tão rígida e tão fria como a pedra.

 

Desfazem-se-lhe as mãos em gestos frágeis,

Duma verdade inútil por vazia,

E a língua imóvel nega o som à vida,

Por hábito ou por falta de coragem.

 

Se há rumores lá de fora, às vezes, lembra:

Porque é que pulsa o coração do mundo,

Precipitado, angustioso, ardente?

 

Mas depressa submerge na indiferença

- Que lhe deram um túmulo seguro;

E o relógio dá-lhe horas certas, sempre.

 

António Manuel Couto Viana, in 'Mancha Solar'