Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Revista do dia - MDT nº 76

Relógios, máquinas todo-o-terreno - artigo na revista Turbilhão


Já saiu o número de Verão da revista Turbilhão.

Escrevemos para esta edição um artigo intitulado "Máquinas Todo-o-Terreno"

Resistir à poeira, à água, às variações de temperatura e de pressão atmosférica

Máquinas todo-o-terreno

Fernando Correia de Oliveira

A Relojoaria vive bem com a hostilidade do meio-ambiente, dominando-o. Das profundezas dos mares aos picos das mais altas montanhas. Desde os primórdios da Aviação à conquista espacial. Com altas pressões ou em atmosferas rarefeitas. O que faz com que, no pulso, esteja uma máquina todo-o-terreno

Se fizer uma busca na Internet sobre os chamados “4 Elementos” será invariavelmente remetido para sites e artigos mais ou menos esotéricos, para mapas zodiacais, para guias sobre as pedras ou as cores “propícias”.

Mas há uma base científica ou pelo menos para-científica neste conceito que fala de terra, água, fogo e ar. Na sua origem, tratou-se de uma hipótese de alguns filósofos gregos pré-socráticos, nomeadamente de Empédocles, que viveu no século V antes da era actual. Segundo essa escola, toda a matéria de que o mundo é constituído é composta de quatro elementos. Na tradição alquímica, cada um é representado por um símbolo diferente. As experiências alquímicas – como a busca do Elixir da Longa Vida ou a transmutação de metais como o chumbo em ouro – estão para a história da ciência como a Astrologia está para a Astronomia.

Para os pré-socráticos, cada substância presente no universo seria constituída por um ou diversos desses elementos, em mais ou menos quantidade. Isso explicaria o carácter mais ou menos volátil, quente, frio, húmido ou seco (as quatro qualidades elementares) de cada material.

Para essa escola de pensamento, imaginou-se uma essência primordial, que precedeu todas as outras. Tales escolheu a água. Heráclito via no fogo o elemento que deu origem da toda a matéria. Anaximénes preferiu o ar; finalmente, Empédocles, fala pela primeira vez dos 4 Elementos como sendo, juntos, a composição do Universo.

Ainda nesse capítulo, Demócrito fala de um Universo composto por átomos (em grego, a-tomos, que não pode ser cortado). Ou seja, partículas muito pequenas, inseparáveis e eternas, que formariam a matéria, como se de tijolos de um muro se tratassem. A interpretação simbólica dos quatro elementos fala ainda das qualidades activas (quente e frio) e passivas (seco e húmido). A Terra representa o elemento sólido, que se pode tocar e que tem uma consistência, um peso, uma forma fixa.

A água é, obviamente, a representação do elemento líquido, que toma a forma do recipiente e que se escoa para os espaços vazios e profundos da Terra.

O Ar é o elemento gasoso. Ele é ligeiro e sensível ao movimento. Pode ser comprimido até se tornar líquido. O Fogo é o elemento activo, possui calor e pode comunicar com o seu meio envolvente imediato, transformando a matéria em seu contacto em líquido, gasoso ou mais fogo.

Perguntar-se-á o leitor: e o que tem tudo isto a ver com Relojoaria?

Desde logo, podemos dizer que os primórdios da medição mecânica do Tempo – a chamada Relojoaria Grossa – tiveram como palco as forjas dos ferreiros, que a um tempo fabricavam alfaias agrícolas, a outro armas e armaduras, a outro ainda rodas dentadas e outros elementos dos relógios iniciais. Só eles tinham a sabedoria, muitas vezes aprendida em tratados de Alquimia, para temperar e combinar metais, para trabalhar o ferro e dominar o fogo.

Depois, há o combate eterno entre os mecanismos e elementos que lhes são prejudiciais ao seu bom funcionamento – pó e água. Os primitivos relógios de bolso não tinham vidro protector do mostrador. Mas rapidamente as protecções contra o pó foram sendo criadas, nomeadamente em relógios de bolso com caixas múltiplas. Daí as chamadas “cebolas”, pois esses objectos “descascavam-se” em camadas sucessivas.

Quanto á água, a estanquicidade das caixas sempre foi um elemento procurado pela indústria. Especialmente quando os relógios de pulso se tornaram populares – na I Guerra Mundial, em ambientes húmidos e lamacentos – ou quando os desportos de ar livre se massificaram. A indústria soube responder com materiais cada vez mais resistentes à corrosão – nomeadamente aço inoxidável – e com caixas cada vez mais herméticas, mesmo a grandes profundidades – usando vedantes de borracha, coroas e botões de enroscar, válvulas que expelem o hélio que se forma nesses ambientes e que provocam a explosão do relógio quando ele emerge.

No ar, a navegação faz-se, como o nome indica, como se fosse no mar. A relojoaria, desde os cronómetros de marinha, no século XVIII, desempenhou um papel fundamental na navegação. Toda uma série de instrumentos profissionais esteve ligada à Aviação desde os seus primórdios. No tablier do cockpit, no pulso ou mesmo amarrado à perna do piloto. Para que este tivesse as mãos livres. Com tamanhos de caixa maiores do que habitualmente, coroas maiores e com estrias (para poderem ser manuseadas com luvas), índices e ponteiros luminescentes e também maiores, para leituras nocturnas mais fáceis. Os vidros, devido às mudanças de pressão, podem saltar. A relojoaria também resolveu esse problema, com fixações especiais. Finalmente, as funções – cronógrafos rattrapantes, com flyback, medindo ventos cruzados, com réguas de cálculo circulares, todas elas concebidas para facilitar a navegação aérea.

Quanto ao fogo, ele está presente em muitos dos Métiers d’Art. A ciência tem ajudado, com fornos mais eficazes e de controlo de temperatura por computador. Mas continua a haver muita alquimia (e incerteza) quando se produzem mostradores de esmalte Grand Feu (a mais difícil das técnicas de esmaltagem, exigindo temperaturas de 1.400 graus e sucessivas idas ao forno, uma delas de oito dias consecutivos). Conseguir uma cor homogénea, sem bolhas, é muito exigente. E, aqui, a experiência dos artesãos é factor insubstituível.

Mas a Relojoaria tem o aspecto fascinante de misturar saberes ancestrais com técnicas de vanguarda. Os chamados materiais compósitos, sem existência na Natureza, todos eles amagnéticos, resistentes ao risco e à corrosão – silício, fibra de carbono, nano-fibras, vidro sintético, cerâmicas e plasmas high-tech – estão hoje presentes na indústria. Dominando assim Terra, Mar, Fogo e Ar. Sempre em busca de relógios mais resistentes, precisos e perenes.





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Meditações - We long for love. We wish we had more time. And we fear death

Howard: Life is about people. At the end of the day, we're here to connect love, time, death. Now these three things connect every single human being on earth. We long for love. We wish we had more time. And we fear death.

Collateral Beauty

domingo, 15 de julho de 2018

Há 70 anos - relógios Elgin, 1948


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Há 70 anos, indústria relojoeira suíça, 1948


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios Longines no Relógios & Canetas online


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Janela para o passado - Whisky White Horse, 1967

Meditações - I'm Time... I'm a gift... and you're wasting it

Raffi: [from the trailer]

[as the personification of Time]

Raffi: Remember me... I'm Time... I'm a gift... and you're wasting it.

Collateral Beauty

sábado, 14 de julho de 2018

Há 70 anos - Champion, pulseiras para relógio, 1948


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Há 70 anos, diamantes de Beers, 1948


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - ventiladores, 1967

Os relógios Jaquet Droz no Relógios & Canetas online


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Meditações - I thought time wasn't linear. I thought it was an illusion

Raffi: Your children don't have to come from you. They go through you. So, I wouldn't consider the battle with time over just yet.

Claire: I thought time wasn't linear. I thought it was an illusion.

Raffi: Maybe that was just bullshit, Claire. Maybe that was just acting. [walks away]

Collateral Beauty

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Há 70 anos - relógios Ingersoll, 1948


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - creme de mãos, 1967

Os relógios Apple / Hermès no Relógios & Canetas online


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Meditações - Death gives Time all of its value

Brigitte: Death is so much more vital than Time.

Simon: Right.

Brigitte: Death gives Time all of its value.

Collateral Beauty

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Janela para o passado - cursos de línguas, 1967

Meditações - You don't understand time, no one understands time

Raffi: [as the personification of Time] Time, they say you heal all wounds, but they don't talk about how you destroy all that's good in the world, how you turn beauty into ash. Now that's some bullshit, Howard. Now, if love is creation and death is destruction, I'm just the terrain in between. You don't understand time, no one understands time. Einstein was close when he said I was just an illusion.

Collateral Beauty

Os relógios Manufacture Royale no Relógios & Canetas online


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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Janela para o passado - caldos Knorr, 1967

Há 70 anos, relógios suíços, 1948


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios Richard Mille no Relógios & Canetas online


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Meditações - Time doesn't go from January to December, or from noon to midnight

Claire: What was that thing you said about Einstein in there?

Raffi: Einstein called time a stubbornly persistant illusion.

Claire: Whats that even mean

Raffi: Time doesn't go from January to December, or from noon to midnight. You know we all just make it that way in our heads.

Claire: That's absurd! Try telling that to a person who's an hour late to a wedding, or that's just been sentenced to 20 years in jail.

Raffi: Or someone fighting the baby clock.

Collateral Beauty

terça-feira, 10 de julho de 2018

Janela para o passado - Pitralon, 1967

Há 70 anos, canetas Parker 51, 1948


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios MB&F no Relógios & Canetas online


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Meditações - conquistador com relógio

Teresinha

O primeiro me chegou
Como quem vem do florista:
Trouxe um bicho de pelúcia,
Trouxe um broche de ametista.
Me contou suas viagens
E as vantagens que ele tinha.
Me mostrou o seu relógio;
Me chamava de rainha.

Me encontrou tão desarmada,
Que tocou meu coração,
Mas não me negava nada
E, assustada, eu disse "não".

O segundo me chegou
Como quem chega do bar:
Trouxe um litro de aguardente
Tão amarga de tragar.
Indagou o meu passado
E cheirou minha comida.
Vasculhou minha gaveta;
Me chamava de perdida.

Me encontrou tão desarmada,
Que arranhou meu coração,
Mas não me entregava nada
E, assustada, eu disse "não".

O terceiro me chegou
Como quem chega do nada:
Ele não me trouxe nada,
Também nada perguntou.
Mal sei como ele se chama,
Mas entendo o que ele quer!
Se deitou na minha cama
E me chama de mulher.

Foi chegando sorrateiro
E antes que eu dissesse não,
Se instalou feito um posseiro
Dentro do meu coração.

Xico Buarque

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Janela para o passado - há 60 anos, linhas aéreas Varig, 1958

Há 70 anos, relógios Omega, 1948


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios Shellman no Relógios & Canetas online


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Na Floresta Negra, com os relógios Junghans


Estamos por estes dias na Floresta Negra, mais propriamente em Schramberg, onde desde 1861 se encontra instalada a Junghans.

Esta marca alemã, com forte presença histórica no mercado português, era no início do século XX a maior fábrica de relógios do mundo. Os seus modelos de pulso, controlados por sinal rádio, foram pioneiros nessa tecnologia. A colaboração com o designer e arquitecto suíço Max Bill marcou, até hoje, a estética depurada dos Junghans.

Desde há cerca de um ano que a Junghans voltou em força ao mercado nacional, agora representada pela Torres Distribuição. Em baixo, postal de 1931, quando a firma Cotrins & Affonso, Lda, era importador oficial da marca (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Meditações - o amanhã não está garantido

Hopefully, we will all live long, healthy and happy lives, but tomorrow is not guaranteed to anyone. So it is best to tell those closest to you how much they mean to you today.

Anthony Bourdain

domingo, 8 de julho de 2018

On the road... again

Janela para o passado - há 60 anos, Toddy, 1958

Iconografia do Tempo - Há 70 anos, Melhoral... em dois segundos apenas, 1948


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios Breitling no Relógios & Canetas online


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Meditações - Aaah, o Verão...

Aaah, summer - that long anticipated stretch of lazy, lingering days, free of responsibility and rife with possibility. It's a time to hunt for insects, master handstands, practice swimming strokes, conquer trees, explore nooks and crannies, and make new friends.

Darell Hammond

sábado, 7 de julho de 2018

Janela para o passado - há 60 anos, leite de magnésio Philipps, 1958

Há 70 anos, relógios Cyma, 1948


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Relógios Ulysse Nardin no Relógios & Canetas online


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Meditações - dançando nos limites do tempo

Let your life lightly dance on the edges of Time like dew on the tip of a leaf.

Rabindranath Tagore

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Memorabilia - leque, relógios Longines

Janela para o passado - há 60 anos, Ovomaltine, 1958

Iconografia do Tempo - Há 70 anos, frigoríficos Servel, 1948


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Relógios & Canetas online Julho - Jóias Piaget Sunlight


Jóias Piaget Sunlight. Siga o Relógios & Canetas online no Instagram. Já está disponível, aqui, aqui ou aqui a edição de Julho (182 páginas) da maior plataforma em língua portuguesa dedicada à Relojoaria, Instrumentos de Escrita, Joalharia e outros Objectos de Luxo.


Relógios & Canetas online Julho - Novas malas Montblanc #my4810


Novas malas Montblanc #my4810. Siga o Relógios & Canetas online no Instagram. Já está disponível, aqui, aqui ou aqui a edição de Julho (182 páginas) da maior plataforma em língua portuguesa dedicada à Relojoaria, Instrumentos de Escrita, Joalharia e outros Objectos de Luxo.