Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Ourivesaria Aliança, 1931


(Arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Memorabilia - jantar de gala relógios Piaget, SIHH 2016 - convite, menú e marcador





Com Raul Ramos Herrero, Brand Manager Piaget para Espanha e Portugal

Memorabilia - caneta, relógios Omega


Pilares do tempo - DCCLVIII - relógio em São Marcos do Campo, Reguengos de Monsaraz


(Contribuição de Lino Soares)

Janela para o passado - automóveis Jordan, 1928

Meditações - não há Carnaval como o português...

Que tristeza aqui lavra na Tebaida!
Um dia de comadres, sem filhoses!
Dias de Entrudo, conchos e saturnos,
Sem pós, sem raboleva!
Quem me diz que a nação dos tais franceses
Amiga é da galhofa e de brinquedo,
Mente com quantos dentes tem na boca,
Sem maldita a vergonha.

Viva o meu Portugal! Viva a laranja,
Que derriba o chapéu; viva a siringa,
Que ensopa o passageiro; viva a bola
De barro, pespegada
Na saresma do ginja, ou carapuça
Da farfante saloia cavaleira;
Viva a folha, rascando pela esquina,
Que assusta a velha zorra!
Que splêndido, na mesa, não blasona
O encostelado lombo e o arroz doce,
E as morcelas monjais, acompanhadas
Coas louras trouxas de ovos!

Oh feliz Portugal! Que saudades
Me não dás, nestes ermos da Tebaida!
Lusas meninas, peralvilhos lusos,
Todos luzem talco,
Como brilham, com visos multicolores!
Como se dão as mãos, cos pés se tocam!
E que abraços, que beijos se não furtam
Nessa indulgente quadra!
E eu vivo só e os dias passam, passam,
Sem comércio de amigos aprazíveis,
Sem conchêgo de portuguesas damas,
Mimo e primor da Europa!
Vertei, olhos, vertei cansado pranto,
Longe de Portugal, que tanto prezo.
Dai às Fúrias do Tártaro medonho
Os infames obreiros
Da calúnia, os ruins inqusidores,
E o parvo rei, que deu de vós denúncia,
Que vos pôs em demérito desterro,
Inda há mais de seis lustro.

Filinto Elísio (exilado em França)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

No museu dos relógios Omega, em Biel (Bienne)


Aproveitámos mais uma ida à manufactura relojoeira Omega, em Villeret e em Biel / Bienne para uma visita sempre proveitosa ao Museu da marca que tem o nome de um calibre...

Foi há 168 anos que Louis Brandt inaugurou, em La Chaux-de-Fonds, o seu estabelecimento de relojoeiro, lançando as raízes da Omega. Em 1879, os dois filhos tomam conta do negócio e, em 1880, mudam-se para Biel/ Bienne.

Em 1894, a empresa produz o primeiro calibre de relógio de pulso verdadeiramente industrial do sector - com as peças com o tamanho e as características exactas, podendo ser mudadas, substituídas. Os irmãos Brandt chamam a esse calibre Omega (a última letra do alfabeto grego, significando o nec plus ultra da altura em termos de movimento relojoeiro). O calibre equipa pela prmeira vez um relógio em 1896, fazendo por isso exactamente 120 anos que a marca começa a ser popularizada. E de tal maneira foi o êxito do novo calibre que a família Brandt muda o nome da empresa para Omega. Até hoje.

O Museu da Omega fica em frente às instalações da sede e de várias unidades de produção da Omega, em Biel / Bienne e a entrada é livre. Nele, relógios históricos da marca, que andaram pela I Guerra Mundial; ligados ao desporto e à cronometria desportiva (nomeadamente Jogos Olímpicos); relógios que pertenceram a personalidades célebres (como o Presidente norte-americano John F. Kennedy); relógios que venceram concursos de cronometria; ou que venceram exposições de artes decorativas; ou ainda ligados ao mundo do cinema (como a saga James Bond 007); e, claro, alguns dos Speedmaster, cronógrafos de carga manual, que foram à Lua, pois a Omega foi a marca escolhida pela NASA para equipar os astronautas. Um portefólio com algumas das peças.