Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

de Grisogono abandona Baselworld


Depois de 18 anos de presença, a de Grisogono anunciou que abandona a Baselworld. Isto na sequência dos anúncios de saída das marcas do Swatch Group, da Raymond Weil e da Corum.

A de Grisogono, marca propriedade de Isabel dos Santos, fará uma exposição em Janeiro, num hotel de Genebra, à semelhança de muitas outras, que tentarão atrair jornalistas e retalhistas presentes na cidade para o Salão Internacional de Alta Relojoaria. Este mesmo, também já viu o anúncio de saída de duas marcas - Audemars Piguet e Richard Mille. Times, they are a changin'...

Meditações - duas vidas


Apócrifo. Mas tem piada. Do Facebook

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Os relógios Romain Jerôme no Relógios & Canetas online


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Iconografia do tempo - relógio na cartola


Ilustração de Francisco Valença, anos 1920 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - há 70 anos, máquinas de escrever Smith-Corona, 1948

Conjuntura - Portugal quebra em 25 por cento importação de relógios suíços em Setembro


As exportações relojoeiras suíças registaram em Setembro a primeira baixa mensal em ano e meio - desde Abril de 2017. Face a Setembro do ano passado, o recuo foi de 6,9 por cento em valor. Segundo a Federação Relojoeira, ainda é cedo para saber se este recuo é ou não uma tendência, porque, no acumulado, 2018 continua a ter números 7,5 por cento superiores face a 2017.

Portugal, 22º mercado tanto mês como no acumulado do ano, teve uma quebra de 24,9 por cento em Setembro, mas os números de 2018 estão, mesmo assim, 6,3 por cento acima do ano passado.

Meditações - como o tempo passa...

How did it get so late so soon? Its night before its afternoon. December is here before its June. My goodness how the time has flewn. How did it get so late so soon?

Dr. Seuss

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Os relógios Ressence no Relógios & Canetas online


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Iconografia do tempo - cebolão


Ilustração de Francisco Valença, anos 1920 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - há 70 anos, General Electric, 1948

Revista do dia - Patek Philippe

Meditações - meio dia


Luís Moita

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Os relógios MCT no Relógios & Canetas online


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Participação maciça no Grande Prémio de Relojoaria


Terminou às 24h00 de segunda-feira, 15 de Outubro, o prazo de candidatura ás várias categorias do Grande Prémio de Relojoaria (GPR), iniciativa do Anuário Relógios & Canetas, Apresentaram-se 38 marcas e 287 modelos.

Agora, o Júri do GPR vai votar para uma short list, onde ficarão três modelos por categoria. Essa short list será divulgada a partir de domingo, 28 de Outubro, ficando disponível online e para votação na categoria Escolha do Público, até às 24h00 de 13 de Novembro.

O anúncio dos galardoados no GPR ocorre a 15 de Novembro, num almoço no Hotel Tivoli Palácio de Seteais.


Relógios Raymond Weil, 2005


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Janela para o passado - há 70 anos, rádios Westinghouse, 1948

Jornadas Internacionais do Marketing Relojoeiro


22ª edição das Jornadas Internacionais do Marketing Relojoeiro. A 5 e 6 de Dezembro, em Neuchâtel e La Chaiux-de-Fonds. Saiba mais aqui.

Breitling adere à Fundação de Alta Relojoaria


A Breitling acaba de entrar para a Fundação de Alta Relojoaria, talvez numa indicação que, num futuro próximo, poderá sair da Baselworld, em Basileia, e mudar-se para o Salão Internacional de Alta Relojoaria de Genebra, evento organizado pela fundação.

Para já, a Breitling junta-se a outras 42 marcas que fazem parte da organização, que tem, desde a sua criação, em 2005, o objectivo de promover mundialmente a Alta Relojoaria.

Com a mudança de dono da Breitling e a entrada para o capital da empresa do seu CEO, Georges Kern (ex-IWC, ex-Grupo Richemont), a marca pensou em deixar a feira de Basileia, mas recuou, mantendo-se presente em 2018, Com a entrada da marca na Fundação de Alta Relojoaria, o cenário de abandono da Baselworld volta a estar na ordem do dia.


Anúncio Breitling, de 1894

O comunicado:

Geneva, October 16, 2018 – Having welcomed 13 new brands in 2017, the Fondation de la Haute Horlogerie continues to grow with the arrival of Breitling, a storied name in traditional watchmaking, established in Saint-Imier in 1884, as its 43rd partner-brand.

Since 2005, the Fondation de la Haute Horlogerie (FHH) has pursued its mission to promote Fine Watchmaking worldwide. Supported by its partners - highly regarded figures in traditional watchmaking and representatives of contemporary watchmaking - the FHH has successfully developed its activities to inform, train and organise events for both professionals and the public. Thanks to these common values and shared ambitions, the FHH has established itself as a respected voice, able to promote the authenticity and legitimacy of excellence in watchmaking. As a brand recognised for its history, creativity, expertise and innovation, Breitling is embedded in this unique environment.

From the opening by Léon Breitling of a modest workshop in Saint-Imier, in 1884, to the modern Manufacture in La Chaux-de-Fonds we know today, Breitling has consistently stood out for its fabulous capacity to innovate, and its forward-looking mindset. It quickly made a name with a timer/tachymeter that measured speed. In 1915, Breitling also became one of the world’s first manufacturers to present a wrist chronograph with a separate pusher above the watch crown.

In 1934, Willy Breitling, the third generation to run the family business, unveiled an essential invention: a second separate pushpiece, exclusively dedicated to resetting the chronograph to zero. This patented feature was the final touch in giving the wrist chronograph its modern face.

Its involvement with flight began in the late 1930s, as aviation came of age, and the brand has continued to lead the field with chronographs whose fabulous precision still makes them the choice of pilots worldwide. Since 1952, the Navitimer – whose signature circular slide rule can be used to perform some twenty essential calculations and conversions while airborne – has confirmed Breitling as a reference in aviation. From the land and the sky to the ocean's depths, dive watches are another area in which Breitling excels, with expertise that goes back to 1957 and the launch of the SuperOcean, water-resistant to 200 metres. Not forgetting the brand's role in the conquest of space, as the maker of the first Swiss chronograph to go into orbit, worn by the astronaut Scott Carpenter in 1962.

Synonymous with mechanical exploits and a symbol of chronometric precision, throughout its long history, Breitling has championed values of excellence, and has taken its heritage and capacity for innovation to the highest summits. This is an ambition shared by the Fondation de la Haute Horlogerie, which takes immense pleasure in welcoming this esteemed Manufacture among its partner-brands.

Meditações - mal o combóio do ano entra na terceira estação


André Brun, in Folhas Caídas, 1923/24

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Os relógios MB&F no Relógios & Canetas online


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Embaixador João de Deus Ramos (1942 - 2018)


João de Deus Ramos, nos jardins da Fundação Oriente, em 2017

Faleceu hoje em Lisboa, vítima de cancro, o Embaixador João de Deus Ramos. Figura incontornável no meio académico ligado ao Orientalismo e à presença de Portugal na Ásia Extrema, foi o primeiro diplomata português acreditado em Pequim depois do 25 de Abril de 1974, e teve uma vasta produção na investigação destes temas, contribuindo para a formação de uma nova geração de sinólogos portugueses, a quem estava sempre a incentivar e apoiar.

Liga-nos a João de Deus Ramos uma amizade longa e tranquila, que vem dos tempos em que vivíamos em Pequim, como correspondente da agência noticiosa nacional, a LUSA. Cúmplices no gosto pela Ásia Extrema e adversos a uma certa história "luso-portuguesa" que se foi fazendo em Lisboa sobre a Expansão nessa parte do mundo, fomos ainda por cima amantes incondicionais de relógios e canetas...

Figura de uma amabilidade notável e de uma generosidade total, estava sempre pronto para ajudar na sugestão de um tema, na indicação de uma fonte primária, no apontar de leituras. Fosse o tema a China, o Japão, a Coreia ou... as máquinas do tempo e os instrumentos de escrita.

Guardamos com carinho as notas que João de Deus Ramos nos foi enviando, ao longo de décadas, pelo correio, escritas à mão, numa caligrafia bela, vertical e... diplomática. A memória da sua personalidade ficará connosco. À família, os nossos pêsames.


No lançamento do Anuário Relógios & Canetas, em Novembro de 2014

Uma vida ligada à Diplomacia, à História e ao Oriente

 João de Deus Bramão Ramos nasceu em Lisboa, em 1942. Era filho do embaixador João de Deus Bataglia Reis (1902-1974), neto de José Bataglia Ramos (1830-1896) e bisneto do poeta e pedagogo João de Deus.

Por decreto de 1905, foi criado o título vitalício de visconde de São Bartolomeu de Messines, cujo primeiro titular foi José Bataglia Ramos e João de Deus Ramos, embora não use o título, é hoje o seu legítimo proprietário.

Depois de frequentar o Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, João de Deus Ramos licenciou-se em Direito, pela Universidade Clássica de Lisboa, em 1967. Faz nesse mesmo ano o concurso de admissão ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e tem o primeiro posto no estrangeiro quando é colocado em Tóquio, como Secretário da Embaixada (1972-1975).

É Cônsul Geral em Genebra (1975-1979) e, de seguida, procede à abertura da Embaixada de Portugal em Pequim, como Encarregado de Negócios com Cartas de Gabinete (1979). Permanece na capital chinesa até 1981, com o cargo de Conselheiro de Embaixada.

De regresso à Europa, está no Colégio de Defesa da NATO, em Roma, em 1981 e 1982. Vai depois para Maputo, como Conselheiro de Embaixada, ficando em Moçambique até 1986. Nesse ano volta a ter directamente contacto com os temas da China, pois é membro da delegação portuguesa às negociações para a Declaração Conjunta sobre Macau.

Faz um interregno em 1987-1988, quando é Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Emigração, mas de 1988 a 1990 já o encontramos de novo como chefe da Base Principal do Grupo de Ligação e do Grupo de Terras, em Macau. Neste território sob administração portuguesa é Secretário Adjunto para os Assuntos de Transição do Governo de Macau (1990-1991) e segue neste último ano como Embaixador de Portugal no Paquistão, onde fica até 1993.

Com licença de longa duração no Ministério dos Negócios Estrangeiros, ingressa nessa altura como Vogal no Conselho de Administração da Fundação Oriente, onde se manteve até hoje.

Académico de Número e Vice-Secretário Geral da Academia Portuguesa de História, Académico Correspondente da Academia Internacional de Cultura Portuguesa, membro fundador do Centro de Estudos Orientais da Fundação Oriente, membro da European Association of Chinese Studies, é também Presidente do Conselho Directivo da Associação dos Amigos do Arquivo Histórico do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Autor de vários trabalhos sobre as relações entre Portugal e a China e sobre temas ligados à presença portuguesa no Oriente, João de Deus Bramão Ramos tem as seguintes condecorações: Grão-Cruz da Ordem de Mérito (Portugal), Comendador da Ordem de Isabel “A Católica” (Espanha), Oficial da Ordem de Mayo al Mérito (Argentina), Oficial da Ordem do Tesouro Sagrado (Japão), Cavaleiro da Ordem do Rio Branco (Brasil) e Cavaleiro da Ordem de Orange-Nassau (Países Baixos).

Em 2013, foi-lhe atribuído o Prémio Universidade de Coimbra, que distingue anualmente uma personalidade de nacionalidade portuguesa que se tenha destacado por uma intervenção particularmente relevante e inovadora nas áreas da cultura ou da ciência.


No lançamento do Anuário, em 2014


Uma das obras de João de Deus Ramos, apresentada no Museu do Oriente


Na apresentação do livro, feita pelo Presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardino





Numa Conferência marcando os 500 anos de Relações Luso-Chinesas





Entrevista dada ao Anuário Relógios & Canetas, edição de 2014


O livro 500 Anos de Contactos Luso-Chineses, uma edição conjunta do jornal PÚBLICO e da Fundação Oriente, de 1998. João de Deus Ramos apoiou a iniciativa e prefaciou-a. Também apoiou a concessão de uma bolsa de investigação que a Fundação Oriente nos deu para investigar um espólio de livros da bibiolteca jesuíta de Pequim, que está agora em Irkutsk, Sibéria.


Fotos de Ricardo Bento para a reportagem de 2014 no Anuário, sobre o gosto de João de Deus Ramos por relógios e canetas





Algumas canetas da colecção de João de Deus Ramos



Na apresentação do Anuário 2018, em Novembro de 2017. Da esquerda para a direita, Fernando Correia de Oliveira, Editor-Chefe da publicação; António Ponces de Carvalho (primo de João de Deus Ramos); o Embaixador; Carlos Torres.


Foto que João de Deus Ramos cedeu para a reportagem de 2014, aparecendo ao lado do avô


Mais fotos de Ricardo Bento para essa reportagem













No seu gabinete, na Fundação Oriente









Em cima, falando das relações Portugal - China, na Fundação Medeiros e Almeida. A seu lado, a Directora da Casa-Museu, Teresa Vilaça. Em baixo, apresentando um livro de António Graça de Abreu, na Fundação Oriente.



Outro livro de João de Deus Ramos





Alguns relógios da colecção de João de Deus Ramos




Em cima e em baixo, o júri do Grande Prémio de Relojoaria, reunido em Novembro de 2017. Da esquerda para a direita, Fernando Correia de Oliveira, António Eduardo Marques, João de Deus Ramos, Teresa Vilaça, António Ponces de Carvalho, Paulo Padrão e Carlos Torres.