Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

domingo, 6 de novembro de 2022

Memorabilia - saco, relógios e canetas Montblanc


Os relógios Montblanc no Relógios & Canetas online


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Relógios Garmin escolhem Lisboa para apresentar segunda geração MARQ

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Meditações - um tique-taque de cada vez...

O Pêndulo

O relojoeiro ia consertar o pêndulo de um relógio quando, para sua surpresa, ouviu o pêndulo falar. – Por favor, senhor, deixe-me em paz – implorou o pêndulo – Será um ato de bondade de sua parte. Pense no número de vezes que terei que tiquetaquear dia e noite. Tantas vezes por minuto, sessenta minutos por hora, vinte e quatro horas por dia, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Ano após ano… Milhões de vezes de tique-taques. Eu não aguentaria. Mas o relojoeiro respondeu sabiamente:

– Não pense no futuro. Faça apenas um tique-taque por vez e desfrutará cada um deles, o resto da vida. E foi exatamente isso que o pêndulo decidiu fazer. E continua a tiquetaquear com alegria.

No primeiro domingo de novembro, todo ano, celebramos a solenidade de Todos os Santos e Santas. Escutamos novamente o evangelho das Bem-aventuranças e somos convidados a reconhecer nelas o caminho de toda santidade. Por isso, a Igreja nos apresenta sempre muitos exemplos de santidade, os mais variados, de todas as épocas, de todas as idades e de todas as classes sociais.

Todo batizado é chamado à santidade, ou seja, a viver conforme o Evangelho de Jesus Cristo. Cada um e cada uma de nós na nossa condição, no nosso tempo, no nosso lugar, com as nossas virtudes e defeitos. Acredito que muitos que se dizem cristãos tenham medo ou receio da “santidade”, como se fosse uma obrigação incômoda, um fardo pesado a ser carregado. Estamos muito longe de almejar a santidade como algo que deveria ser comum a cada batizado e batizada. “Comum” não quer dizer banal, mas que é possível a todos, não, evidentemente, pelos nossos próprios merecimentos, mas pela misericórdia de Deus, oferecida “de graça” àqueles e àquelas que se dispõem a serem “amigos” dele.

Em geral, por causa das suas vidas contadas com detalhes surpreendentes, das apresentações artísticas e da nossa imaginação, pensamos nos santos e nas santas como pessoas extremamente devotas, em constante oração e contemplação, com os olhos sempre virados para o céu.  Espantam-nos os relatos do rigor de certas renúncias, das longas penitências, dos jejuns absolutos, da solidão do deserto. Outras vezes, é a coragem do martírio deles e delas que nos empolga, mas, ao mesmo tempo, nos distancia deles por nos sentirmos fracos e incapazes de tantas proezas. O ideal da pureza de certos santos e santas nos parece tão elevado que acabamos considerando-os seres mais celestiais que humanos. A boa intenção de fazer conhecer as qualidades cristãs de tantos santos e santas famosos, que viveram em outros tempos e circunstâncias, faz-nos chegar à conclusão, infelizmente, que uma santidade assim seja possível somente para poucos e, com certeza, não o será nunca para nós.

Desistimos antes de começar. Com essas considerações não quero dizer que devemos deixar de falar bem dos santos. Quero dizer, simplesmente, que o verdadeiro heroísmo e a verdadeira alegria da fé podem acontecer em algum momento especial, único talvez, de nossa existência, mas, em geral, são o resultado de uma caminho fadigoso e lento, feito de coisas simples, com o sabor do cotidiano, do pequeno, do escondido. Nenhum santo ou santa foi tal porque buscava ser importante. Foi muito tempo depois que as suas virtudes foram reconhecidas ou foi o próprio povo cristão a revelar as maravilhas que tinham acontecido naquelas vidas tão humildes e silenciosas.

Resumindo: a santidade é para todos porque nasce, em primeiro lugar, da confiança que devemos ter no próprio Senhor, mais do que nas nossas forças. Depois vem do desejo de servir a ele nos pobres, nos pequenos e necessitados. Se alimenta com a certeza que podemos aprender algo mais todo dia com a sua Palavra e que podemos perseverar a vida inteira nos nossos compromissos, apesar da rotina, das dificuldade e do cansaço. A santidade de todos os dias pede humildade e paciência; jamais desconfia da misericórdia e do surpreendente amor de Deus. Vamos pedir-lhe que nos deixe em paz em nosso comodismo e mediocridade? Pedimos-lhe a alegria da santidade “comum”.

Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá, Amazónia, Brasil, crónica a 5 de Novembro na Amazônia Brasil Rádio.

 

sábado, 5 de novembro de 2022

Em Março de 1882, "o Costinha Relojoeiro", de Guimarães, é condecorado

Foi agraciado comendador de Cristo o ex-negociante de modas Francisco José da Costa Guimarães "o Costinha Relojoeiro", director do Banco de Guimarães.

Fonte: Efemérides Vimaranenses

Este Francisco José da Costa Guimarães parece ter sido correspondente, exactamente em Guimarães, da revista O Panorama (está referenciado como tal para o ano de 1844).

O Banco de Guimarães iniciou atividade em 1872. Teve sede em Guimarães. Foi banco emissor entre 1873 e 1891. Cessou atividade em 1896.

Não achámos a razão para a alcunha "o Costinha Relojoeiro".

Janela para o passado - há 100 anos - o fecho de uma epopeia...

 
Gago Coutinho e Sacadura Cabral na Ilustração Portuguesa de 4 de Novembro de 1922







Janela para o passado - há 120 anos, as (más) ruas de Lisboa

"Erros de calceteiro e de médicos, a terra os tapa", Gazeta dos Caminhos-de-Ferro, 16 de Janeiro de 1902

Memorabilia - boné, relógios e canetas MOntblanc

Os relógios MB&F no Relógios & Canetas online


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Reportagem no Vale dos Caídos, Espanha, com os relógios Breitling

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Meditações - Me arrumo, tic tac, o tempo passa

Toda manhã, acordo com o grito estridente do despertador, que, quando acaba, volta a fazer tic tac, tic tac. Um barulho hipnotizante me guiando a rotina de sempre. Todos os relógios da casa cantam em sinfonia: tic tac, tic tac.

Me arrumo, tic tac, o tempo passa.

Tomo meu café da manhã, tic tac, o tempo continua passando.

Saio de casa e olho o horário no relógio de pulso. Sigo andando pela rua ainda vazia, sempre olhando o relógio. As pessoas têm tantos compromissos que passam sua vida encarando os relógios e repetindo, não se atrase, não perca tempo, vá mais rápido. Todos tratam o tempo como o maior inimigo da humanidade, esquecendo que ele é uma dádiva. Queremos fazer tanta coisa ao mesmo tempo que, quando não conseguimos, culpamos o tempo. Preferimos tanto transformá-lo em algo tão mecânico e necessário que acabamos nos tornando também em máquinas dependentes do relógio. Sem ele, estamos perdidos e sentimos a necessidade de saber o horário, mas, ainda assim, o denominamos de vilão. Esquecemos de aproveitar nossa vida, nosso relógio; antes que quebre. Não sabemos o tempo de cada um, e, muitas vezes, parte desse tempo é arrancado. A ganância do próprio ser humano é o que mais nos destrói e mais nos rouba nosso precioso tempo.

Tic tac, o relógio continua passando. Chego ao ponto de ônibus, onde fico esperando. Tic tac, tic tac. O relógio continua cantando na minha cabeça. Tic tac, ele nunca para. Sinto a necessidade de checar a hora, mesmo tendo feito isso há poucos segundos.

Tic tac, o ônibus chega.

Tic tac, me sento e penso no tempo precioso que gasto todos os dias com coisas tão banais.

Estou vivendo certo? Como aproveitar o tempo que nem sei se tenho? Acho que a única resposta é viver. E seguir com o relógio me dizendo tic tac repetidamente até quebrar.

Também tenho de lembrar de proteger a sete chaves o precioso tempo que me resta antes que tentem roubá-lo.

Sabrina Frigi Mendonça

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Pedro Silva, contratado em 1606 como relojoeiro da Câmara de Guimarães

A 4 de Janeiro de 1606, em vereação [da Câmara de Guimarães] foi arrematado por Pedro da Silva o concerto do relógio durante o ano por 6$000 reis.

Fonte: Efemérides Vimaranenses

Janela para o passado - há 101 anos - Benfica/Sporting... e Stromp marcou

Ilustração Portuguesa de 4 de Novembro de 1922. A referência a Francisco Stromp.

Janela para o passado - há 120 anos, vapores a sair do porto de Lisboa, 1902

Memorabilia - champanhe Laurent-Perrier, relógios A. Lange & Söhne

Quando falámos de marégrafos no Relógios & Canetas online





Em defesa de um Dia Mundial da Relojoaria

Em honra da arte relojoeira

A Suíça acaba de lançar uma moeda especial, de ouro, com o valor facial de 25 francos, e que baptizou de “Timemachine”, pretendendo homenagear a sua indústria relojoeira.

A importância do sector industrial helvético dedicado aos relógios e a popularidade mundial de que eles gozam são simbolicamente representados nesta moeda, que tem gravados um calibre e um globo.

Os primórdios do fabrico de relógios na Suíça estão directamente ligados aos refugiados religiosos huguenotes, que saíram de França e se instalaram em Genebra no século XVI, levando consigo a sua arte.

A partir de Genebra, conhecida então como a cidade de Calvino, a relojoaria espalhou-se por toda a Suíça e, hoje, o sector exporta os seus produtos para todo o mundo, sendo um dos mais importantes do país.

A moeda apresenta numa das faces um mapa-mundo, aparecendo no fundo o órgão regulador de um relógio mecânico, o conjunto balanço/espiral. E a frase Swiss Made. A peça é assinada “Wes 21”, em referência ao seu autor, o artista Remo Lienhard, de Biel/ Bienne.

A moeda pesa 5,64 g e tem 20 mm de diâmetro. Dos 5 mil exemplares produzidos, 4.750 vêm num estojo e custam 419 francos; os restantes 250, além do estojo, são acompanhados de um certificado emitido pelo artista e custam 469 francos.

Mas não apenas na Suíça se procura honrar a arte relojoeira. Judikael Hirel, chefe do departamento de Relojoaria e Joalharia do jornal francês Le Figaro e antiga editora-chefe da revista Le Point, defendeu por estes dias a ideia de se criar, com urgência, um Dia Mundial da Relojoaria. E propõe que ele seja a cada 10 do 10 (no décimo dia de Outubro), numa referência aos ponteiros dos relógios em exposição ou nas imagens de publicidade – que estão sempre às 10h10. Vamos a isso?

Meditações - É o tempo que pára, É um abismo sem fundo

Alice no país das dificuldades

 

Vinte portas, vinte quartos,

Com janelas, outros sem elas,

Há gente boa, há lambe-botas,

Passeia-se o chefe entre as ovelhas.

 

Bisbilhota-se nos corredores,

Alteram-se as cores à verdade,

E entre beijos e rumores,

Revela-se, Alice.

 

No país das dificuldades,

Baralham-se as cartas e as vaidades,

Joga-se um jogo sem lei,

Na mesa do rei.

 

É uma escada que sobe,

É um elevador que desce,

É o lobo mau que aparece,

É o coelho que corre.

 

É o tempo que pára,

É um abismo sem fundo,

E dá-se a volta ao mundo,

E lá está ela, Alice...

 

Beto Mouro

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Em 1415, em Guimarães - quem paga o novo sino para o relógio?

O Prior de Guimarães Dom Mestre Afonso escreve a 5 de Janeiro de 1415 a seguinte carta: "Concelho e homens bons da vila de Guimarães o prior dessa mesma me vos envio comendar faço-vos saber que vi vosso recado em razão do sino para o relógio e quanto é por o sino são bem sabedes vós e entendeis que por serviço de Deus e honra dessa igreja e vossa e nossa não se pode escusar do outro britado bem me praz. E pois que nós damos o sino parece que será aguisado de o fazerdes vós às vossas custas ainda que se faça mais pequeno por não custar tanto. E não deixará por isso de ser tão bom / ao que dizedes de meu Senhor el-Rei que mandava tomar o sino velho que achassem isto poderia ser cuidando ele que havia aí mais que os que aí há são doutra guisa não o mandaria dizer. E vós acordai-vos com esses cónegos e homens bons desse cabido o melhor que puderdes que eles não vos saiam de razão que assim lho mando dizer. E para a vós não vos dar Deus muitos encargos que assaz deles houvemos este ano em obras dessa igreja e em despesas por vossos privilégios que nos fizestes fazer-vos e o corregedor e eu fora alo de boamente por acordar convosco em essas coisas e em outras mais graças a Deus não estou em disposto porque estou fraco de dó que houve escrita no Porto cinco dias de Janeiro. Prior vimaranene". - Pergaminho nº 48 da Câmara municipal.

Fonte: Efemérides Vimaranenses

Os século XV e XVI são abundantes, por toda a Europa, de litígios deste tipo - quem paga o investimento dos relógio públicos e dos sinos a eles associados, sendo eles por essa altura ainda uma simbiose de marcadores de tempo canónico e de tempo laico, mas estando instalados em edifícios religiosos? Saiba mais em História do Tempo em Portugal, por exemplo.

Janela para o passado - há 120 anos, água arsenical litiada, vinho uranado ou de hemoglobina, 1902

Os relógios Laurent Ferrier no Relógos & Canetas online


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Relógios & Canetas online Novembro já disponível


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Meditações - the friendly ticking of the clock

He was holding the lamp high up, so as to illuminate the whole room, and in the warm dim light the place looked curiously inviting. The thought flitted through Winston’s mind that it would probably be quite easy to rent the room for a few dollars a week, if he dared to take the risk. It was a wild, impossible notion, to be abandoned as soon as thought of; but the room had awakened in him a sort of nostalgia, a sort of ancestral memory. It seemed to him that he knew exactly what it felt like to sit in a room like this, in an arm chair beside an open fire with your feet in the fender and a kettle on the hob; utterly alone, utterly secure, with nobody watching you, no voice pursuing you, no sound except the singing of the kettle and the friendly ticking of the clock.

George Orwell , 1984 

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Repica o sino do relógio da Colegiada, Guimarães, provocando grande alvoroço - Janeiro de 1891

Às 8 horas da noite de 9 de Janeiro de 1891, em Guimarães, toca o sino do relógio a repique na torre da Colegiada (o que fez grande alvoroço na cidade, indo muito povo ao largo de Nossa Senhora da Oliveira para saber o motivo do toque) dando notícia de ter chegado um telegrama do nosso deputado Franco Castelo Branco em que participava que no dia seguinte (10) era publicado no "Diário do Governo" o regulamento da reorganização da Colegiada. A Câmara e a Sociedade Vimaranense iluminaram as suas fachadas.

Fonte: Efemérides Vimaranenses

Janela para o passado - há 120 anos, sabonete Sousa Martins, 1902

Os relógios IWC no Relógios & Canetas online


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Meditações - dia de finados

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Janela para o passado - há cem anos... as homenagens a Gago Coutinho e Sacadura Cabral, 1922


Revista Ilustração, 1922






Em 1663, a câmara de Guimarães pagou para que se pintasse a mão (ponteiro) ao relógio da cidade

A 16 de Janeiro de 1663, "Em vereação [da Câmara de Guimarâes], o pintor Miguel Ferreira arrematou por 6$000 reis a pintura da mão do relógio".

Por esta época, ainda os relógios de torre usavam apenas um ponteiro (mão), o das horas, dado que os mecanismos eram pouco exactos. Mas já faziam soar, nos sinos a eles ligados, as meias horas e, por vezes, mesmo os quartos. O ponteiro dos minutos apenas aparece quando se passa a aplicar o pêndulo, já no século XVIII. E o ponteiro dos segundos, em relógios públicos, sempre foi raro, mas só começou a ser acrescentado ao mostrador aquando da utilização da electricidade nas máquinas. Para saber mais, tem História do Tempo em Portugal, por exemplo.

Os relógios Hysek no Relógios & Canetas online


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Novembro no calendário ecuménico Celebração do Tempo



Meditações - Novembro


in Almanaque de Lembranças para 1868