Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Chegado(s) ao mercado

O modelo Royal Oak, cujas formas foram concebidas por Gerald Genta, é desde a sua aparição, em 1972, a linha mais perene e de maior sucesso da Audemars Pigeut.

A luneta octogonal com oito parafusos, inspirada nas escotilhas do navio britânico HMS Royal Oak , é a sua imagem de marca.

Em 1993 surge a linha Royal Oak Offshore, uma declinação desportiva e com caixa maior. Chegaram agora ao mercado novas versões deste cronógrafo automático. PVP: 16.650 €

Meditações - passado é passado

Em linhas gerais, os acontecimentos do passado podem agrupar-se entre os que provavelmente nunca aconteceram e os que não têm importância.
William Ralph Inge (1860-1954), escritor inglês

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Tempo de História

Até 14 de Março poderá admirar as célebres tapeçarias de Pastrana, totalmente restauradas. Estão em exposição no Musée du Cinquantenaire, em Bruxelas, depois de terem sido tratadas por uma empresa especializada belga. Voltam de seguida ao sítio original, o museu da paróquia colegial de Nossa Senhora de Pastrana, em Espanha. As quatro tapeçarias, de origem flamenga, têm 11 metros de largura por 4 de altura e representam fielmente as campanhas de D. Afonso V, rei de Portugal, no Norte de África (tomada de Arzila, em 1471), sendo de grande importância para se saber como combatiam ou se vestiam os soldados portugueses naquela época. Encomenda da Coroa portuguesa, foram parar a Espanha no tempo dos Filipes. Para saber mais, vá aqui.

Estação Cronográfica na Relógios & Relógios

Como já referimos aqui e aqui, Estação Cronográfica participou em Janeiro, em Genebra, num encontro de especialistas de Relojoaria, promovido pelo relojoeiro Denis Asch (l'Heure AscH) e organizado pela jornalista Anais Georges du Clos. Agora, a newsletter Relógios e Relógios publica uma nota sobre o evento. Pode ler-se aqui.

Livro do dia

Os calibres chineses estão para ficar

Tudo começou, há mais ou menos cinco anos, com boatos alarmistas no meio relojoeiro helvético: os chineses estavam a fabricar calibres mecânicos cada vez mais fiáveis, até já faziam turbilhões. Tudo a preços, claro, de "loja do chinês". O problema seria a fiabilidade do produto.

Pois a indústria relojoeira chinesa, também ela muito ligada ao complexo fabril militar nos anos de Mao Zedong, como a sua congénere soviética, está a liberalizar-se, a ganhar novas dinâmicas. E a fazer calibres cada vez mais utilizados por marcas ocidentais.

A suíça Europa Star, a mais antiga publicação sobre relojoaria no mundo, tem num dos seus últimos números um interessante artigo de um amigo de Estação Cronográfica, Keith W. Strandberg (um jornalista norte-americano especializado em relojoaria, com a vantagem de ser fluente em chinês). Ele andou pela China à procura das fábricas que começam a ameaçar, também elas, a estrutura industrial ocidental. A ler, aqui.

Anselmo 1910 patrocina Visão História

A Anselmo 1910, rede de retalho de Alta Relojoaria, fundada em 1910 em Torres Vedras por Anselmo dos Santos Torres patrocinou o número da Visão História dedicada exactamente ao Portugal de há cem anos.

Verso de capa, verso de contra-capa e contra-capa são dedicados a anúncios da Anselmo 1910, enquanto, no interior, um plano editorial explica as origens da empresa.

Pilares do Tempo - CCXXXVIII

Tóquio

Blogs ao assalto

Os blogs estão a transformar a realidade comunicacional, em todos os aspectos e em todos os sectores. O Salão Internacional de Alta Relojoaria, que decorreu em Janeiro em Genebra, é disso prova.

Estação Cronográfica, que tem os pés assentes dos dois lados da "barricada" (suporte papel e Internet) esteve mais uma vez no SIHH, e constatou como o evento foi alvo da atenção dos blogs, de forma como nunca antes tinha ocorrido.

O site Worldtempus realizou um estudo (o mapa acima é desse estudo, mostrando as vezes que as marcas presentes no Salão foram referidas nos bloggs). A Van Cleef & Arpels lidera, muito possivlmente pelo facto de ter apresentado um relógio excepcional, de que aqui já falámos um pouco e vamos voltar a falar - uma ponte de Paris, onde uma mulher e um homem se encontram...

Eis o artigo da Worldtempus:

Florent Bondoux – IC Agency – with Elizabeth Doerr and Louis Nardin

This twentieth edition of the SIHH was notably marked by the presence of a number of bloggers perusing the brands’ stands alongside journalists belonging to both broad and specialized press.

Just a few years ago, these web editors would have had to wait for the magazine coverage to take place before being able to write their own articles and blogs providing their points of view on the new products. Today, certain bloggers are even invited by the brands themselves, certainly a sign of evolution within the PR machinery, which may now place more consideration on this new—and perhaps generational—type of communication.

This is a tendency confirmed by Fabienne Lupo, director of the Fondation de la Haute Horlogerie (FHH), who confided to the website businessmontres.com, “The SIHH, like the entire industry, has profited from the Internet communication boom, which has provided a great deal of visibility, especially considering that this fair is a private one. The web journalists are of course less numerous, though they represent a constant progression: a few dozen in comparison to the more than 1,300 print journalists present at the show.”

Pista da semana - O Paço


“Reservatório dos acontecimentos, local dos poderes e das acções duráveis, lugar de ocasiões místicas, o tempo-quadro adquire particular interesse para quem — deus, herói ou chefe — quer reinar, triunfar, fundar: esse, seja quem for, deve tentar apropriar-se do tempo tal como do espaço”. A frase, do historiador francês George Dumézil, aplica-se como uma luva a um soberano como D. João V.

Senhor de um tempo de surtos de peste, de vagas de ladroagem pelas ruas sujas da capital, de touradas nos campos próximos do Tejo, mas também das demonstrações “aéreas” do padre Bartolomeu de Gusmão ou de saraus de música ao melhor nível do que havia na Europa de então, D. João V “comprou” ao papa, para Lisboa, a dignidade de estatuto Patriarcal para o seu bispo.
Inquilino de um Paço, na Ribeira, que poucas alterações sofrera desde os tempos áureos da Expansão — de D. João II ou D. Manuel I — O Magnânimo achou que essa morada não era digna de um dos monarcas mais ricos da Europa. E, emulando Versailles ou o Escorial, também ali procurou aumentar a magnificência dos aposentos reais.

Para aumentar o Paço, contratou um renomado arquitecto italiano, António Canevari (1681-1750), que já tinha obra sua na cidade natal, Roma (conventos de S. João e S. Paulo, igreja de Santa Eustácia, etc.). Activo em Portugal a partir de 1728, Canevari foi “de todos os arquitectos italianos que trabalharam para D. João V, aquele que mais obras deixou entre nós, na região de Lisboa, não só para o próprio monarca, mas também para outros clientes, como seja o Cardeal Patriarca, D. Tomás de Almeida”, diz-nos Francisco José Gentil Berger, em Lisboa e os Arquitectos de D. João V. Isso, claro, se exceptuarmos os casos de Ludovice ou Mardel, que adquiriram nacionalidade portuguesa e nunca mais regressaram ao seu país de origem.

Infelizmente, boa parte do trabalho que se sabe ter sido edificado sob projecto de Canevari desapareceu com o terramoto de 1755, pois situava-se no desaparecido Paço da Ribeira e imediações, como seja: os aposentos da rainha no paço, a escadaria que lhe dava acesso, a igreja Patriarcal e, acima de tudo, a célebre torre do relógio.

Porque seria célebre a torre do relógio mandada fazer por D. João V? Sabe-se que, pelo menos desde D. Manuel I, o tempo “do poder” em Lisboa era marcado por uma torre sineira-relojoeira situada no Terreiro do Paço. D. João V queria marcar com cunho pessoal “o seu tempo”.

Nas biografias de Canevari, em qualquer enciclopédia de arte, portuguesa, francesa, italiana, inglesa, vem sempre, invariavelmente a referência à “célebre torre do relógio” de Lisboa. Poderá ter sido “célebre”, mas foi efémera, não terá durado em pé mais do que vinte magros anos. Pelos exemplos vindos das torres de Mafra, esta também deveria ter sido uma magnífica obra, do ponto de vista relojoeiro. Mas, na documentação portuguesa, pouco ou nada se consegue encontrar.

Pessoalmente, apenas conhecemos duas representações da “célebre” torre do relógio joanina. Em Alguns Desenhos Inéditos de Lisboa no Fim do Século XVIII, o olissipógrafo Gustavo de Matos Sequeira comenta-nos um desenho anónimo, onde aparece o Paço da Ribeira, “arruinado pelo terramoto”. Nesse desenho, representa-se o Paço, em ruínas, vendo-se a Torre da Patriarcal, aparentemente inteira, ostentando relógio, sinos e cata-vento.

Por outro lado, Triunfos de la nobleza lusitana y origem de sua blazones, de António Soares de Albergaria, uma obra de 1631 existente nos Reservados na Biblioteca Nacional de Lisboa, e pertencente à família Correia Freire, tem várias ilustrações anónimas, em desenho aguarelado, intercaladas ao longo do tempo nas folhas manuscritas. Uma delas, uma representação de Nossa Senhora da Conceição, tem por baixo o brasão da família. Nele, um aspecto do Terreiro do Paço e a Torre do Relógio, de Canevari, um apontamento minúsculo.

Da obra de Cavenari ficou, porém, um notável conjunto de edifícios em Santo Antão do Tojal (Loures), construído para o bispo D. Tomás de Almeida, o primeiro Patriarca de Lisboa.

Canevari foi igualmente chamado a dirigir aquela que terá sido a maior obra joanina em termos de equipamento, o Aqueduto das Águas Livres, destinado a terminar com as velhas e cíclicas carências de água na capital. Contrariamente ao que se possa pensar, D. João V não contribuiu com qualquer quantia para a obra, sendo as despesas pagas pela população de Lisboa, através da aplicação de impostos sobre bens de consumo.

Parece que Canevari conseguiu, logo de início, ter contra si todos os arquitectos portugueses intervenientes na obra, entre eles Manuel da Maia. Garantiam que, com o seu plano, a água não correria. Calúnias e invejas, segundo muitos historiadores da Arquitectura em Portugal, já que Canevari tinha provado saber construir aquedutos, ao fazer um para o complexo de Santo António do Tojal. Obrigado a abandonar o país, Canevari entrou ao serviço de Carlos de Bourbon, rei de Nápoles, continuando a assinar obra até morrer, aos 83 anos.

O Terreiro do Paço joanino era, segundo relatos de nacionais e de estrangeiros que visitavam Lisboa, dos sítios mais cosmopolitas da Europa, dada a profusão de nacionalidades e mesmo de credos em presença quando se tratava de nobres, comerciantes, militares, a população que, todos os dias, enchia a praça. Conta-se que era um espectáculo digno de nota quando, ao meio-dia, com as missas a decorrem por toda a cidade, se processava a Elevação do Santíssimo, e os sinos tocavam em uníssono as badaladas para o recolhimento dos fiéis. Os cristãos ajoelhavam, rezando e fazendo o sinal da cruz, os protestantes ficavam de pé, aguardando aquele momento de pausa espiritual dos parceiros, para depois recomeçar a azáfama do negócio.

A “célebre” Torre do Relógio de Canevari deve ter marcado mesmo profundamente quem a viu. Eugénio dos Santos delineou, na reconstrução da cidade, após o cataclismo de 1755, o arco triunfal do novo Terreiro do Paço. Carlos Mardel, num projecto posterior, acrescentava-lhe, ao centro, uma elegante torre de relógio, “cheia de recordações da famosa torre construída por Canevari décadas antes”, informa-nos Nelson Correia Borges na sua História da Arte em Portugal - do Barroco ao Rococó.

O arco foi construído, ainda lá está, mas em proporções muito menores às idealizadas pelos arquitectos. Quanto ao relógio, também lá foi posto um, mas dando apenas para a rua Augusta. E, sem apelo nem glória, quase sempre avariado.

A pista desta semana é pois o Terreiro do Paço, toda a sua envolvência, e os marcadores de tempo que por lá foram havendo - mesmo que já não existam, mesmo que estejam parados... Imaginação precisa-se!

Para saber mais: História do Tempo em Portugal - Elementos para uma História do Tempo, da Relojoaria e das Mentalidades em Portugal (Diamantouro, 2003) ou Tempo e Poder em Lisboa - O Relógio do Arco da Rua Augusta (Espiral do Tempo, 2007).

Meditações - recordar o passado

Quem não pode recordar o passado está condenado a repeti-lo
George Santayana (1863-1952), filósofo espanhol

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Memorabilia

Pen Omega

Livro do dia

Tempo de ouvir

Estação Cronográfica no Quinta Essência, pode ser ouvido aqui.

Hublot com Depeche Mode

Já pode ir aqui e saber tudo sobre o leilão online que a Hublot e os Depeche Mode vão realizar, para fins caritativos, de 8 a 24 de Fevereiro.

Vão a leilão 12 relógios, exemplares únicos, do Big Bang, cronógrafos automáticos, caixa de 44,5 mm, em cerâmica negra, inspirados nas capas dos doze álbuns do grupo.

Alguns números - 2.000 posts

Começámos numa sexta-feira, a 12 de Junho de 2009. Em pouco mais de meio ano, acabámos de ultrapassar os dois mil posts e os 22 mil leitores, para um total de mais de 40 mil páginas visualizadas.

Somos lidos (e muitas vezes citados) em 100 países, com Portugal naturalmente à frente (13.200 leitores), seguido do Brasil (4.600), Suíça (1.300), Estados Unidos (1.000), França, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Itália e Japão (todos no top ten e na casa das centenas).

Ah! e ao fim de dois meses no Facebook, já estamos perto dos 900 seguidores.

A imagem? Bom.. será que a rapidez versátil da Net engolirá definitivamente o suporte em papel? Estação Cronográfica espera bem que não, até porque tem os pés bem assentes dos dois lados da "barricada".

Bom fim de semana!

Newsletter de Janeiro da FHH

Acaba de ser disponibilizada a newsletter de Janeiro da Fondation de la Haute Horlogerie (FHH). O Salão Internacional de Alta Relojoaria, organizado pela FHH em Genebra, e que comemorou vinte anos, é naturalmente, o grande tema. A ler aqui.

Pilares do Tempo - CCXXXVII

Genebra

Catálogos antigos dos relógios Reguladora*

Dois catálogos antigos da Reguladora (ou A Boa Reguladora), de Calendário, Vila Nova de Famalicão, fabricante nacional de relojoaria média, essencialmente pendular e mecânica, que deixou de produzir recentemente.









*Contribuição de Fernando Ferreira (Regularfama)

Pré-Baselworld - Valentino

Valentino Rosier. Caixa em aço plaqueado a ouro, calibre de quartzo, regulação no verso.

Meditações - ordem e coerência

A perspectiva temporal é a atitude pessoal e com frequência inconsciente que temos para com o tempo e para com o processo pelo meio do qual o fluxo contínuo da existência se arruma em categorias temporais que ajudam a dar ordem, coerência e significado à nossa vida.
Philip Zimbardo e John Boyd, psicólogos contemporâneos norte-americanos

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Chegado(s) ao mercado

Rip Curl Downtown Mid. Cronógrafo de quartzo, multifunções, ecrã luminoso. PVP: 99 €

Iconografia do Tempo

O Teatro Maria Matos dedica a temporada Janeiro / Abril à temática do Tempo. Na programação de Fevereiro, um relógio de ponto eléctrico. A introdução de cartões pessoais dos trabalhadores numa ranhura, à entrada e saída, permite o registo gráfico da hora no cartão. Os primeiros relógios de ponto começaram por ser totalmente mecânicos. Hoje, são praticamente todos electrónicos e é o diálogo entre a sua banda magnética e a memória central que faz o registo de presença.

Estação Cronográfica no "Quinta Essência"

Estação Cronográfica confessa-se. Amanhã, sexta-feira, 5 de Fevereiro, às 23h00 (com repetição às 13h00 de sábado), na Antena 2. Uma conversa de uma hora no programa Quinta Essência, com João Almeida, Director-Adjunto daquela rádio.

Livro do dia

Pilares do Tempo - CCXXXVI

Estocolmo

Conjuntura - os 30 principais mercados relojoeiros helvéticos em 2009

O comportamento em 2009 dos 30 principais mercados da relojoaria suíça (click na imagem para aumentar)

Conjuntura - exportações relojoeiras suíças diminuíram 22,3% mas Portugal teve aumento de 2,4%

Os últimos dados da Federação Relojoeira suíça, acabados de divulgar, dão conta de uma diminuição das exportações, em valor, na ordem dos 22,3 por cento em 2009.

Portugal foi o único país da Europa a registar em 2009 um aumento nas importações relojoeiras vindas da Suíça - mais 2,4 %, para um total de 94 milhões de francos suíços. (A clientela angolana e brasileira, que compra em Lisboa peças topo de gama pode explicar em parte este fenómeno).

Portugal é o 21º mercado mais importante da relojoaria suíça, um feito verdadeiramente extraordinário, face à emergência de países asiáticos e da América Latina, que ainda há dez anos nem sequer apareciam nas estatísticas, mas cujo potencial de crescimento é brutal, devido à sua população e ao ritmo das suas economias.

O mês de Dezembro foi verdadeiramente excepcional em Portugal - mais 61,2 por cento em valor de importações, comparado com o mês homólogo de 2008, quando a crise tinha atingido o seu auge.

Hong Kong (-19,7%); Estados Unidos (-37,9%); França (-14,4%); Itália (-13,9%); Alemanha (-13%); Japão (-33,5%); China (-15,2%); Singapura (-13,9%); Emiratos Árabes Unidos (-34,9%) e Reino Unido (-15,1%) foram os dez principais mercados da relojoaria suíça em 2009.

A Espanha, em 11º lugar, teve das maiores reduções no ano passado (-29,5%) e o mercado russo, 0 18º, ficou reduzido em menos de metade (-51,2%)

Chegado ao mercado

Swatch Love Seconds. Edição especial Dia dos Namorados 2010
Na mesma linha Valentine 2010, o colar Sweet Embrace

Meditações - horizonte temporal

Os actos que realizamos num determinado momento não só dependem da situação em que nos encontramos nesse instante, mas também de tudo o que já experimentámos e de todas as nossas expectativas futuras. Cada um dos nossos actos tem isso em conta, por vezes explicitamente e sempre de uma forma implícita. [...] Poderíamos dizer que todos os nossos actos têm lugar numa perspectiva temporal; depende do nosso horizonte temporal no momento preciso em que ocorrem.
Paul Fraisse (1911-1996), psicólogo francês

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Tempo de jóias - Chaumet e o mundo das abelhas

A casa de Alta Joalharia Chaumet (Grupo LVMH) vai empenhar-se fortemente em 2010 (num programa que se estende por três anos) no mundo das abelhas. É o reconhecimento da importância destes insectos para a polinização e, em virtude disso, para a sobrevivência da própria Humanidade (se as abelhas desaparecessem da Terra, a Humanidade não teria mais do que quatro anos de vida, dizia Albert Einstein).

Representada em Portugal pela Omoura (António Luís Moura / Fernanda Lamelas), a Chaumet também fará no mercado nacional acções relacionadas com as abelhas, até porque vai lançar uma nova linha de jóias alusiva ao tema.

ABC Luxe explica a aliança da casa da Place Vendôme com uma organização de protecção das abelhas, Terre d'abeilles, inscrita no patrinómio da Unesco:

Chaumet présente une collection d’exception sous le signe de la solidarité. La maison s’engage pour la protection de l’abeille et apporte son soutien à l’association Terre d’abeilles, inscrite au patrimoine de l’Unesco. Ce partenariat de trois ans révèle des préoccupations environnementales : « Si l’abeille disparaissait de la surface du globe, l’homme n’aurait plus que quatre années à vivre » selon Einstein. Elle est aussi un des emblèmes de Napoléon Ier, symbole d’éternité et de résurrection, il la portait sur sa cape comme signe de pouvoir.

En 2010, la maison Chaumet lance une nouvelle collection de bijoux : Attrape-moi… si tu m’aimes, avec 17 créations « bijoux » abeilles précieuses en citrine, améthyste ou opale rose, déclinées sur or gris, rose ou jaune. Des bagues en diamant, grenat et pierres précieuses, des bracelets et des pendentifs sur lesquels une abeille butine un cœur, un sautoir en or jaune pour le jeu amoureux, et une pièce unique où l’abeille déploie ses ailes diamantées en or rose, diamants, rubis et spinelle rose. Napoléon laissait des messages à ses maîtresses grâce aux bijoux qu’il offrait. Il les composait avec la première lettre de chaque pierre précieuse utilisée.

La maison présente ainsi une nouvelle collection intitulée « ABC » avec des créations tout aussi innovantes pour des messages tels : amour, peace, love, inscrits en pierres précieuses. http://www.chaumet.com/#/EU_WEST/FR/3484

Tempo de Alta Joalharia - 2010 será melhor

As cinco casas de Alta Joalharia da Place Vendôme vão aproveitar a Semana da Moda de Paris para, pela primeira vez, fazerem apresentações de produto - aproveitando assim a presença de centenas de jornalistas dos principais títulos da imprensa mundial

Segundo informações do ABC-Luxe, as perspectivas para 2010 são animadoras para as grandes marcas joalheiras, depois de em 2008 e 2009 terem sido fortemente atingidas pela crise. Eis o texto, que Estação Cronográfica aqui trás em primeira mão:

La haute joaillerie, malmenée par la crise mondiale, compte rebondir en 2010 grâce à son prestige, en attirant les fortunes des pays émergents, en quête de pièces d'exception ou une clientèle séduite par des lignes plus accessibles. La joaillerie a enregistré en 2009 un recul de 12% de ses ventes, moins important toutefois que dans l'horlogerie (-20%). Jeudi, pour la première fois de leur histoire, cinq maisons de la place Vendôme présenteront leurs collections haute joaillerie en marge des défilés haute couture qui ont débuté lundi, à Paris. Une opération qui devrait donner un grand coup de projecteur au secteur, alors que la presse mondiale est présente dans la capitale. La joaillerie représente un marché estimé, entre 5 et 7 milliards d'euros. L'exportation représente entre 50% et 80% des ventes.

Les pays émergents et notamment la Chine, sont l'objet de toutes les attentions, avec une clientèle « attirée par le savoir-faire unique de la place Vendôme », souligne M. Mellerio dont la maison a fourni les rois et reines des grandes cours européennes. Elle a cependant vécu de profondes mutations ces quinze dernières années avec l'arrivée des Dior ou Louis Vuitton qui sont venus sur un territoire jusqu'alors réservé à la place Vendôme. Avec à la clé, un bouleversement des méthodes et des modes de pensée ainsi que l'apparition de gammes plus accessibles. Van Cleef & Arpels propose en entrée de gamme un prix à 400 euros là où le premier prix en haute joaillerie avoisine les 50 000 euros. Ce que Mellerio se refuse encore à faire, revendiquant un statut de niche et de métier d'art.