Este é o Febres nº 7. Calibre mecânico de carga manual, com data e segundos ao centro. Sobre a marca "Febres" e o seu fundador, João Vinhas, já falámos várias vezes, como por exemplo aqui. O mestre relojoeiro, com loja e oficina em Febres, Cantanhede, recupera caixas e calibres antigos, faz-lhes a revisão e, por vezes, modifica-os, colocando depois a sua chancela no mostrador. Assim, cada exemplar é único. Na loja, ele tem um pequeno museu das chamadas "marcas portuguesas", com grande tradição na região, de que já falámos também aqui, e onde nos temos deslocado desde há mais de 25 anos, em investigações históricas.
Os "Febres" têm uma produção muito reduzida e os colecionadores portugueses começam a interessar-se por eles. O nº 7 acaba de chegar a Lisboa. Foi-nos oferecido pelo mestre Vinhas, a quem agradecemos.
O Febres nº7 nasceu a partir de um calibre FE 140 (France Ébauches). A France Ébauches foi a principal fabricante francesa de movimentos de relógios. Fundada em 1967 a partir da fusão de quatro manufaturas históricas, produziu milhões de calibres mecânicos nas décadas de 1970 e 1980, mas faliu na década de 1990 devido à crise do quartzo. Em 2017, a foi adquirida pelo Grupo Festina e atualmente está sediada em Maîche, na região do Doubs, França. O grupo relançou a produção de movimentos mecânicos "Made in France", com o objetivo de que 70% da origem dos componentes seja francesa.
Entretanto, os "Febres" já circulam por pulsos importantes... Os paroquianos da região resolveram presentear com um o Bispo de Coimbra, Dom Virgílio do Nascimento Antunes. Com direito a placa evocativa da visita que lhes fez.










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