Bernardino Machado teria uns 39 anos quando se fez retratar
na “Photographia Conimbricense Maria dos Santos – Premiada na Exposição de
Pariz de 1878”.
Diz-nos a Wikipedia:
Nascido no Rio de Janeiro, em 1851, a família chega a
Portugal em 1860. Estudante de Filosofia e Matemática na Universidade de
Coimbra, é Professor nessa instituição.
Iniciado na política bastante novo, pela mão do líder do
Partido Regenerador, Fontes Pereira de Melo, é pela primeira vez eleito
deputado, pelo círculo eleitoral de Lamego, nas eleições de 1882. Na
legislatura seguinte (1884-1887) é reeleito, desta vez pelo círculo de Coimbra.
Em 1890 é eleito Par do Reino pelos estabelecimentos científicos, lugar que
ocupa até 1893. Em Abril de 1894 é reeleito Par do Reino, cargo que ocupa até à
abolição dos pares electivos, em Setembro do ano seguinte. Como parlamentar,
dedica uma especial atenção ao ensino.
Dirigente maçónico, em 1903, cada vez mais descrente dos
valores monárquicos, adere ao Partido Republicano Português, chegando a seu Presidente.
Nas eleições legislativas de Agosto de 1910, é um dos cinco deputados eleitos
por Lisboa Oriental, juntamente com António José de Almeida, Afonso Costa,
Alfredo de Magalhães, e Miguel Bombarda. Ministro nos primeiros governos
republicanos, primeiro-ministro em 1914, é Presidente da República em 1915,
exilado em França depois do golpe de Sidónio Pais, em 1917; primeiro-ministro
de novo em 1921, de novo Presidente da República em 1925. Com o golpe de estado
de 28 de Maio de 1926, é deposto e exilado. Primeiro, em Espanha, depois em
França. Com a ocupação da França pela Alemanha, Bernardino Machado regressa a
Portugal a 28 de Junho de 1940, sendo-lhe fixada residência pelo governo de
Salazar a norte do rio Douro. Morre no Porto, aos 93 anos.
No verso da foto, Bernardino Machado escreve uma dedicatória “Ao digno
Presidente da Câmara dos senhores deputados durante a sua gerência ministerial.
Lembrança muito afectuosa e grata do Bernardino Machado. Coimbra 1 / 1890”.
Tinha sido eleito nesse ano Par do Reino pelos
estabelecimentos científicos, lugar que ocupa até à abolição dos pares eletivos,
em Setembro de 1895
Diz-nos a IA:
No ano de 1890, a presidência da Câmara dos Deputados (no
contexto da Monarquia Constitucional em Portugal) foi ocupada por diferentes
figuras devido à instabilidade política, nomeadamente: Francisco de Barros
Coelho e Campos (até 1 de janeiro de 1890); Manuel Afonso de Espregueira (de 15
de janeiro a 20 de janeiro de 1890); Pedro Augusto de Carvalho (de 3 de maio de
1890 a 1 de janeiro de 1891).
A foto, acabada de chegar ao Ephemera, irá juntar-se às
centenas de outras sobre políticos portugueses dos séculos XIX e XX que existem
no maior arquivo privado do país.


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