O memorial de Auschwitz tem denunciado que várias contas no Facebook disseminam imagens do Holocausto geradas por Inteligência Artificial (IA): “Ao permitir que essas distorções surjam, circulem e ganhem visibilidade, a Meta contribui diretamente para a erosão da compreensão factual da complexa história de Auschwitz”. Essa distorção está, cada vez mais, ao alcance de qualquer um: basta ter acesso a ferramentas de IA. A noção de que há muitas imagens geradas pode alimentar um “cepticismo generalizado” — ‘se há tantas imagens falsas, será que alguma é verdadeira?’ — e o passado “pode tornar-se uma forma de entretenimento ditada por interações”, alerta Miguel Cardina, historiador e investigador do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra.
Marta Sofia Ribeiro, in Público de 29 de Maio de 2026
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