Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Porque é que Portugal não tem marcas de luxo globais?

Marcas, procuram-se

João Santos tem uma batalha antiga – Portugal não tem marcas de luxo globalmente reconhecidas, e ele tem apelado à urgência para que tal situação se modifique.

“Portugal sabe fazer. Faz bem. Produz com qualidade reconhecida em vários mercados, produz para as melhores marcas de luxo do mundo”, faz notar o atual COO do WYgroup, o maior grupo independente de comunicação empresarial na área do Marketing e Serviços de Experiência do Cliente. “Há um reconhecimento das grandes marcas de luxo pela nossa capacidade premium no trabalho de couro e peles, vestuário e confeção, joalharia, calçado. Mas falta-nos o mais valioso ativo de todos: a marca”.

Fomos convidados a assistir a uma apresentação do novo curso, “Do premium ao luxo”, organizado por uma das 8 empresas do WYgroup, a Lisbon Digital School, e dirigido por João Santos. “Vivemos nos bastidores da beleza dos outros”, diz.

O luxo é uma indústria essencialmente europeia, onde França, Itália e Suíça representam 70% desse setor, que vale 1,48 biliões de euros e emprega centenas de milhares de postos de trabalho. No estudo anual da Interbrand, Portugal é um dos poucos países da Europa sem representação o Top 100 das marcas de luxo globais. “E, no entanto, o nosso saber fazer é usado pela Hugo Boss, Cartier, Hermès, Louis Vuitton, Barbour, Tyffany & Co., Versace ou GANT”, sublinha.

“Temos sustentabilidade e autenticidade, mas, para haver marcas globais de luxo portuguesas, falta consistência, assinatura, propósito, visão de longo prazo, narrativa, ambição e risco”, refere este especialista, que passou pela grande distribuição (a antítese do luxo), mas também pelos relógios e jóias. “Temos que reposicionar Portugal como a nova origem do luxo consciente. Temos que exportar a imagem de tempo, silêncio, luz, identidade e tranquilidade”.

Leia as edições mensais online no Site, no Facebook, ou no fliphtml. Siga o Anuário Relógios & Canetas no Instagram

Sem comentários: