Marcas, procuram-se
João Santos tem uma batalha antiga – Portugal não tem marcas
de luxo globalmente reconhecidas, e ele tem apelado à urgência para que tal
situação se modifique.
“Portugal sabe fazer. Faz bem. Produz com qualidade
reconhecida em vários mercados, produz para as melhores marcas de luxo do
mundo”, faz notar o atual COO do WYgroup, o maior grupo independente de
comunicação empresarial na área do Marketing e Serviços de Experiência do
Cliente. “Há um reconhecimento das grandes marcas de luxo pela nossa capacidade
premium no trabalho de couro e peles, vestuário e confeção, joalharia, calçado.
Mas falta-nos o mais valioso ativo de todos: a marca”.
Fomos convidados a assistir a uma apresentação do novo curso,
“Do premium ao luxo”, organizado por uma das 8 empresas do WYgroup, a Lisbon
Digital School, e dirigido por João Santos. “Vivemos nos bastidores da beleza
dos outros”, diz.
O luxo é uma indústria essencialmente europeia, onde França,
Itália e Suíça representam 70% desse setor, que vale 1,48 biliões de euros e
emprega centenas de milhares de postos de trabalho. No estudo anual da
Interbrand, Portugal é um dos poucos países da Europa sem representação o Top
100 das marcas de luxo globais. “E, no entanto, o nosso saber fazer é usado
pela Hugo Boss, Cartier, Hermès, Louis Vuitton, Barbour, Tyffany & Co.,
Versace ou GANT”, sublinha.
“Temos sustentabilidade e autenticidade, mas, para haver marcas globais de luxo portuguesas, falta consistência, assinatura, propósito, visão de longo prazo, narrativa, ambição e risco”, refere este especialista, que passou pela grande distribuição (a antítese do luxo), mas também pelos relógios e jóias. “Temos que reposicionar Portugal como a nova origem do luxo consciente. Temos que exportar a imagem de tempo, silêncio, luz, identidade e tranquilidade”.
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