Est. June 12th 2009 / Desde 12 de Junho de 2009

A daily stopover, where Time is written. A blog of Todo o Tempo do Mundo © / All a World on Time © universe. Apeadeiro onde o Tempo se escreve, diariamente. Um blog do universo Todo o Tempo do Mundo © All a World on Time ©)

domingo, 6 de julho de 2014

No Cantão de Schwyz, para o lançamento do I.N.O.X., da Victorinox - o relógio mais resistente do mundo


Andámos por estes dias no cantão de Schwyz, no centro da Confederação Helvética e bastião histórico do país a que viria a dar o nome - Suíça. As nossas andanças pela região foram motivadas pela apresentação internacional daquele que se pode considerar o relógio mais resistente do mundo - o Vicotinox Swiss Army I.N.O.X.


A Victorinox, encarada como instituição nacional devido ao produto mais famoso que fabrica - o canivete suíço - está a comemorar 130 anos de existência e 25 anos de entrada no ramo da relojoaria. Para assinalar este duplo aniversário, levou três anos a desenvolver o I.N.O.X., um objecto cujas características quer que sejam a tradução dos valores com que tem vivido desde o início da companhia - autenticidade, força, qualidade, especialidade e design suíços.


A nossa viagem começou em Brunnen, nas margens do Lago dos Quatro Cantões ou Lago Lucerna. Num dia de trovoada e chuva.







Carl Elsener e Alexander Bennouna no encontro com os jornalistas

O primeiro contacto com o I.N.O.X. deu-se na sede da Victorinox, em Ibach, a poucos quilómetros de Brunnen. Foi ali que, em 1884, Karl Elsener funda a empresa de cutelaria que iria tornar-se famosa mundialmente, começando por produzir um canivete para o Exército Suíço. Hoje em dia, a empresa pertence a uma fundação, criada pela família Elsener, para garantir a independência.

O bisneto do fundador, Carl Elsener, e o responsável pelo departamento de Relojoaria, Alexander Bennouna, explicaram aos jornalistas vindos de todo o mundo o conceito e a forma do relógio que consideram único no mercado e que apontam como o mais resistente alguma vez produzido - levando ainda mais longe a fama dos produtos Victorinox, que se intitulam "companheiros para a vida".


Desde logo, o nome - I.N.O.X. - deriva do termo francês para aço inoxidável, material que a Victorinox adoptou mais de 50 anos antes de ele se tornar a norma na indústria relojoeira suíça e fazendo a ponte entre a indústria de cutelaria, base da empresa, e a divisão que iniciou há um quarto de século.

"Queríamos celebrar os 130 anos de vida e os 25 no mundo dos relógios com um objecto excepcional e o I.N.O.X foi a resposta que achámos", diz Carl Elsener. "Concebido para suportar condições extremas, o relógio passou uma bateria inédita de 130 testes de resistência".



"O número 130 não foi escolhido ao acaso", sublinha Bennouna. "Para além dos testes padrão usados na indústria relojoeira suíça, foram criados uma série de outros, completamente inéditos, explicitamente para o I.N.O.X., e que revelam a paixão da Victorinox em ultrapassar fronteiras e impor-se novas regras de resistência".

Para conseguir chegar ao produto final, a Victorinix usou 421 protótipos, durante um período de seis meses. "Na mente da equipa que desenvolveu o novo relógio estava uma singela pergunta - o que é necessário para um relógio Swiss Made se poder tornar num relógio Victorinox Swiss Army?", recorda Bennouna.



Ao fundo, a vivenda da família Elsener, onde há quatro gerações foi fundada a Victorinox, em Ibach



O I.N.O.X. vem munido de uma luneta protectora, de borracha, que pode ser facilmente colocada ou removida. "Dizemos que o relógio é à prova de choque, não à prova de risco", sublinha Bennouna. "Mas, com esta protecção suplementar, pode dizer-se que o I.N.O.X. está preparado para resistir... a tudo".

Não será exagero, a afirmação, já que o I.N.O.X. pode resistir a uma compressão de 8 toneladas numa prensa hidráulica; ou à passagem de um camião militar de 25 toneladas, seguido das lagartas de um tanque de 64 toneladas... ou ainda de ficar indiferente a temperaturas que vão dos -57 aos +71 graus Celsius. Esta última característica corresponde à norma estabelecida pelo exército norte-americano para o fabrico de mísseis balísticos!





"Nada comparável existe no mundo da relojoaria", sublinha Bennouna. "O aço da caixa resiste a ataques de todo o tipo, desde a corrosão de materiais químicos como combustíveis, óleos, sorventes, produtos de limpeza, insecticidas até a soluções com ácidos sulfúrico ou nítrico".

Todas estas normas de resistência tiveram mais uma vez inspiração no exército norte-americano.

Além disso, o I.N.O.X. resiste a uma queda de 10 metros (o equivalente a uma queda de um terceiro andar, com uma velocidade de impacto de 50 kmh);  pode estar exposto a uma chama à distãncia de 5 mm, e durante mais de um minuto (o que corresponde a uma temperatura de + 1.200 graus Celsius); continua a trabalhar ininterruptamente mesmo que encerrado num cubo de gelo durante 168 horas; resiste a altitudes estratosféricas de 21.300 metros (o dobro do voo normal dos aviões comerciais).


Ao fim da tarde, o regresso a Ibach, para o jantar de gala pelos 130 anos da Victorinox





Uma demonstração de corno dos alpes e de lançamento da bandeira deu as boas-vindas aos convidados. Depois, a actuação de um grupo de rock electrónico serviu de pano de fundo para um jantar buffet com especialidades suíças.







No dia seguinte, o sol banhou as águas do Lago dos Quatro Cantões, como se prova por esta vista a partir do Seehotel Waldstätterhof, onde pernoitámos, em Brunnen.




Um portefólio de Brunnen, com os seus canais e fontes públicas 



















A viagem tinha começado no aeroporto de Zurique, com ligação por autocarro até Brunnen / Ibach. No último dia, uma viagem de barco, desde Brunnen até Lucerna. Daí, autocarro até Zurique e... avião para Lisboa.









A célebre Kapellbrücke, ponte de madeira, em Lucerna



Mas finalizemos a reportagem com mais pormenores sobre este I.N.O.X.: consegue ficar indiferente a um ciclo de máquina de lavar, a 90 graus.

Tem caixa de 43 mm, com o aço a ser reforçado pela forma hexagonal da luneta. Está disponível em três cores - mostrador preto, verde khaki ou azul navy.

A luneta protectora (bumper) é de silicone e nylon. a pulseira é de borracha.

"Todos os 130 testes foram feitos sem o bumper, a Victorinox não tem nada a esconder ou a temer", afirma Carl Elsener. "Fizemos um relógio que, à semelhança do famoso canivete suíço, será um companheiro para a vida, em todas as circunstâncias, por mais duras que sejam".

Estanque até 200 metros, tem vidro de safira, à prova de risco e com tratamento anti-reflexo. Fundo de enroscar. Ponteiros e índices de material luminescente. Data às 4:30. Calibre de quartzo, suíço (Ronda 715).

O I.N.O.X. está disponível a partir de Setembro. O preço, ainda não estabelecido para Portugal, ronda os 500 dólares para o mercado norte-americano.





Relojoaria Maurício Queiroz, Braga e... o mais velho relojoeiro em actividade, em 2004


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Publicidade de 1940 à Relojoaria Maurício Queriroz, de Braga. Aquando da elaboração de História do Tempo em Portugal - Elementos para uma História do Tempo, da Relojoaria e das Mentalidades em Portugal (2003), falámos com o então responsável por este espaço, um dos mais antigos no seu género na cidade.

Em Relógios & Relojoeiros - Quem é Querm no Tempo em Portugal (2006) incluimos entradas sobre este tema:

OURIVESARIA QUEIROZ Estabelecimento inaugurado em 1903 – o mais antigo do género na cidade de Braga. Fundada por José Augusto Pinto de Queiroz, um operário têxtil que se dedicaria à relojoaria e que passaria, à sua morte, em 1933, aos três filhos – José, João e Maurício.

A casa, que esteve primeiro no Campo da Vinha e que se mudou depois para o local onde ainda hoje se encontra, a Rua D. Frei Caetano Brandão, é dirigida pelo actual proprietário, Paulino Ribeiro de Araújo (ver).

ARAÚJO, Paulino Ribeiro de

Relojoeiro reparador, continuava em 2004, aos 81 anos, à frente da Relojoaria Queiroz, um estabelecimento fundado em 1903 – o mais antigo do género na cidade de Braga. A Relojoaria Queiroz foi fundada por José Augusto Pinto de Queiroz, um operário têxtil que se dedicaria à relojoaria e que passaria, à sua morte, em 1933, aos três filhos – José, João e Maurício – a casa que esteve primeiro no Campo da Vinha e que se mudou depois para o local onde ainda hoje se encontra, a Rua D. Frei Caetano Brandão.

Foi na Relojoaria Queiroz que o pai de Paulino o conseguiu “encaixar”, após ele ter feito a quarta classe, nas Oficinas de São José. “Os padres queriam que eu fosse para o seminário, mas eu não…”, dizia em entrevista, no início de 2004, o mais velho relojoeiro português em actividade. “O meu pai, que era polícia, mas que sempre se interessou por relógios e que frequentava a casa, pediu para que me dessem emprego. Fiquei até hoje”.

O seu grande mestre na arte da relojoaria foi José Augusto Pinto de Queiroz. “Ele tinha aprendido com o pai, eu aprendi com ele, e eu ensinei ao meus filhos”, diz. A Relojoaria Queiroz, que continua hoje a dedicar-se à venda, reparação e restauro de relojoaria fina, média e grossa, tem sido uma autêntica escola, por onde passaram gerações de relojoeiros. “Nos anos 40, 50 e 60 fizemos relógios de torre e de pé alto com mecanismos feitos por nós. E chegámos a vender relógios de pulso com a nossa marca, com movimentos comprados na Suíça”, diz.

Maurício Queiroz dá entretanto sociedade a Paulino e a outro relojoeiro da casa, Vítor Augusto da Costa Lima. Maurício falece em 1973.

Hoje, a Relojoaria Queiroz é pertença de uma sociedade familiar, composta por Paulino, a mulher e os seus sete filhos, quatro deles relojoeiros e a trabalharem na casa. “Isto já chegou a ter 13 relojoeiros, tal era o movimento de venda, reparação e restauro”. Para comemorar os 100 anos, lançaram um relógio de pulso, em 2003, edição limitada, com a marca Ourivesaria Queiroz e movimento ETA.

Para aprofundar este e outros temas relacionados com o Tempo, pode consultar aqui uma bibliografia horológica.


Paulino Ribeiro de Araújo, em 2003 (fotografias arquivo Fernando Correia de Oliveira)

 





Meditações - hino à vida

“Morning hymn”

Traga cada manhã nova esperança,
novo rumo de vida, novo alento,
para assumindo uma alma de criança
voltarmos a viver esse momento!

Traga a alvorada em cada novo dia
a sensação de estar-se a renascer
em plena e comprovada sintonia
com nossa forma pessoal de ser!

A velhice deixando para trás
com sua habitual decrepitude,
em cada aurora volte a juventude!

A claridade opondo à noite escura,
entoar possa cada criatura
um hino à vida todas as manhãs!

João de Castro Nunes

sábado, 5 de julho de 2014

Calendários - Ourivesaria Sarmento, Lisboa


Ourivesaria Sarmento (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Memorabilia - caderno de apontamentos relógios Jaeger-LeCoultre


Caderno de apontamentos, evento Jaeger-LeCoultre na David Rosas, Avenida da Liberdade, Lisboa.

J. R. Cotrim & Afonso Lda, importador por grosso de ferramentas, furnituras e relógios


J. R. Cotrim & Afonso Lda, importador por grosso de ferramentas, furnituras e relógios. Anúncio de 1917 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Há 20 anos... publicidade relógios Maurice Lacroix



Publicidade Maurice Lacroix, Relógios e Jóias nº2 Jul.Set. 1994 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Há 100 anos... Manufactures Horlogères La Chapelle, relógios Dora e Sonia


Manufactures Horlogères La Chapelle, marcas Dora e Sonia, anúncio de 1914 (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Último dia para se habilitar a um fim-de-semana de sonho


O Relógios & Canetas online lançou um passatempo em parceria com o Hotel Tiara Park Atlantic Lisboa. Habilite-se a uma estadia de sonho. Para ver a edição completa do Relógios & Canetas online vá aqui ou aqui.

Meditações - o presente e o Zen

The emphasis on the present moment is perhaps Zen’s most distinctive characteristic. In our Western relationship with time, in which we compulsively pick over the past in order to learn lessons from it and then project into a hypothetical future in which those lessons can be applied, the present moment has been compressed to a tiny sliver on the clock face between a vast past and an infinite future. Zen, more than anything else, is about reclaiming and expanding the present moment.

Tim Lott

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Calendários - Ourivesaria e Relojoaria Paz, Porto


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Memorabilia - bonés relógios Hublot

Há 100 anos... relógios Jeanneret-Brehm & Cie / Excelsior Park, cronómetros desportivos


Jeanneret-Brehm & Cie / Excelsior Park, cronómetros desportivos, repetições de quartos e minutos. Anúncio de 1914. (arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Os relógios e a batalha pela medição da longitude em exposição em Greenwich


Ships, Clocks & Stars: The Quest for Longitude é a exposição que a Queen's House (Royal Museums Greenwich) inaugura no próximo dia 11. A batalha pela medição da longitude - de Galileu a Isaac Newton, passando pelo Capitão Cook e John Harrison, contando as rivalidades e as histórias pessoais durante a competição para a resolução do grande problema que se apresentava para a época. Oportunidade, rara, para ver juntos os cinco primeiros cronómetros de marinha construídos por Harrison. Saiba mais aqui.

Chegado(s) ao mercado - Ulysse Nardin Hourstriker Tiger


Ulysse Nardin Hourstriker Tiger. O tigre é visto em muitas culturas, à semelhança do leão, símbolo de poder e enegia. A linha Hourstriker, que existe na marca há mais de 25 anos, surge agora com caixa de 43 mm, de ouro rosa ou platina. O mostrador, de ónix, tem dois tigres de ouro, que se movem ao som de um gongue (jaquemarts). Sonnerie en passant das horas e meias horas, com os tigres a poderem dar também as horas e minutos a pedido. Calibre automático, da manufactura (UN-610). Vidro de safira na frente e no verso. Estanque até 30 metros.



Chegado(s) ao mercado - relógios Zenith Star 33 mm


Zenith Star 33 mm. Caixa de 33 mm, em forma de almofada, de ouro branco ou rosa, com luneta interna com diamantes ou totalmente coberta de diamantes. Calibre automático, da manufactura (Elite 681, extra-plano, massa oscilante decorada Côtes de Genève). Mostrador de madrepérola. Bracelete de cetim. Vidro de safira na frente e no verso. Estanque até 30 metros.



Chegado ao mercado - relógio RJ - Romain Jerome Liberty-DNA Black, próprio para o 4 de Julho...


RJ - Romain Jerome Liberty-DNA Black. Calibre automático (RJ001), caixa de 46 mm, de aço, coberto de PVD negro, estanque até 30 metros. Fundo gravado com imagem da chama da liberdade e da bandeira norte-americana. Luneta de bronze, revestida de PVD negro, relembrando a estética da Estátua da Liberdade. Edição limitada de 125 unidades. PVP: 13.500 euros.

Relógios Tissot T-Touch a energia solar em exposição na Cité du Temps, em Genebra


“Tissot: The light of time” é o título da exposição que a partir de hoje, e até 21 de Setembro, estará patente na Cité du Temps, em Genebra.

A exposição mostra as inovações tecnológicas que os Tissot T-Touch Expert Solar (para homem) e Tissot T-Touch Lady Solar (para mulher) apresentam.

A tecnologia de ecrã táctil foi apresentada pela Tissot em 1999 e, desde então, esta linha de relógios tem estado na vanguarda da inovação, nomeadamente no aproveitamento da energia solar e na supressão da pilha.

A exposição está aberta todos os dias, das 9 às 18 e tem entrada livre.

Meditações - atenção ao tempo

O tempo não nos perdoa
não lhe darmos atenção,
procurando que nos doa
a sua... retaliação!

João de Castro Nunes

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Calendários - Relógios Timex e Kelton


Calendários Timex e Kelton, a marca francesa que a primeira adquiriu em 1966. A norte-americana Timex chegou a ter uma unidade de produção no Monte da Caparica, Almada. A fábrica começou a laborar em 1970 mas fecharia no pós-25 de Abril de 1974. Algum do espólio dessa fábrica de componentes para relojoaria fina encontra-se hoje no Museu da Cidade, em Almada (arquivo Fernando Correia de Oliveira)