sábado, 9 de maio de 2026

À volta de "Marialvas" e "Alentegines" - ainda e sempre os relógios "portugueses"

O relojoeiro João Vinhas, de Febres, Cantanhede, regressou há tempos à sua terra e ali abriu uma loja de venda e reparação, como referimos já aqui ou aqui. Sensibilizado desde há muito para a tradição da zona no comércio e indústria de ouro e relojoaria, mestre Vinhas tem na sua loja um minimuseu, com peças que foi recolhendo ao longo de décadas. E que mostram exemplos de algumas das chamadas "marcas portuguesas".

Esses relógios, ostentando no mostrador marcas registadas por agentes económicos de Cantanhede e região em volta, tinham calibres suíços, muitas vezes já vinham da Suíça montados, algumas vezes eram montados localmente.

Seguindo a tradição, o próprio Vinhas, colaborador assíduo do Estação Cronográfica, registou a marca "Febres", comercializando relógios mecânicos vintage, cujos calibres recuperou e por vezes modificou.

Mostramos aqui algumas imagens de relógios de "marca portuguesa", da coleção Vinhas, com anotações contextualizando as peças. Referindo recorrentemente António Manuel Pereira dos Santos, um investigador local e a maior autoridade nacional nesse âmbito, com obra publicada e o maior levantamento até hoje feito sobre eles. Como referimos aqui.

Sabia que houve uma marca "Marialva"? ou uma "Alentegines"?










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