domingo, 31 de maio de 2026

Os relógios Richard Mille no Relógios & Canetas online


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Meditações - para que serve um relógio...

A great watch doesn’t just tell time—it tells your story.

Thomas Grant

sábado, 30 de maio de 2026

Os relógios Roger Dubuis no Relógios & Canetas online


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Meditações - o tempo, caridoso nevoeiro

O tempo, queridos Amigos, é apenas o caridoso nevoeiro com que, para não ofender os vossos olhos, se vela a eternidade.

Agostinho da Silva

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Os relógios Rudis Sylva no Relógios & Canetas online


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Meditações - na bruma do tempo

Esquecer é um tipo estranho de liberdade. No começo, é um esforço, um imenso empurrão contra a maré das lembranças, como quem tenta caminhar sobre areia movediça. Mas, a pouco e pouco, o esquecimento aprende a respirar dentro de nós, encontra o seu espaço entre as lacunas da memória e infiltra-se nas entrelinhas do cotidiano.

Esquecer não é apagar. Não é um estalo, uma chave que vira. É uma névoa lenta, um sol que se põe devagar sobre o que um dia foi muito vivo. As vozes tornam-se ecos, os rostos perdem os contornos nítidos, as palavras antes tão carregadas de sentido agora soam vazias, como folhas secas levadas pelo vento.

No entanto, há um certo medo em esquecer. Como se, ao deixar ir, estivéssemos traindo a importância daquilo que um dia segurámos tão forte. Mas a verdade é que a vida exige espaço para o novo e, às vezes, para seguir em frente, é preciso deixar algumas partes de nós dissolverem-se na bruma do tempo.

Esquecer não é fraqueza. É um ato de sobrevivência. E, talvez também, um pouco de amor-próprio!

 

Helena Sacadura Cabral

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Os relógios Seiko no Relógios & Canetas online


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Meditações - telescópios, máquinas do tempo

As imensas distâncias até as estrelas e as galáxias significam que todos os corpos que vemos no espaço estão no passado – alguns deles tal como eram antes que a Terra viesse a existir. Os telescópios são máquinas do tempo. Há muitas eras, quando uma galáxia primitiva começou a derramar luz na escuridão circundante, nenhuma testemunha poderia ter adivinhado que bilhões de anos mais tarde alguns blocos remotos de rocha e metal, gelo e moléculas orgânicas se juntariam para formar um lugar chamado Terra; nem que surgiria a vida, nem que seres pensantes evoluiriam e um dia captariam um ponto dessa luz galáctica, tentando decifrar o que a enviara em sua trajetória. E depois que a Terra morrer, daqui a uns 5 bilhões de anos, depois que ela for calcinada ou até tragada pelo Sol, surgirão outros mundos, estrelas e galáxias – e eles nada saberão de um lugar outrora chamado Terra.

Carl Sagan

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Uma amizade da popa à proa - José António Rita Raposo (1954 - 2026)

Durante quatro anos, o Raposo e eu fizemos juntos, a pé, o caminho de e para a Escola Primária Nossa Senhora da Conceição, pertencente à Paróquia dos Mártires, ao Chiado. Ele morava na Vítor Cordon e eu na Serpa Pinto. Na foto, além de nós, o Pepe e o "Cenoura". Quatro companheiros da vida airada, nos tempos em que ainda era possível brincar aos índios e cowboys e jogar à bola no Ferragial. Aquilo era tudo nosso. Mantivemos até hoje uma amizade que se materalizava em almoços ou jantares. 


A meio da Primária, apareceu o Hernani e o Vítor. Que se juntaram ao grupo


O José António Rita Raposo sempre foi o mais bem disposto de todos nós, com um repertório inesgotável de anedotas. O irmão, António José Rita Raposo, aparecia algumas vezes.


Muitos dos encontros foram no Tabernáculo, do Hernani Miguel, figura lendária da noite lisboeta, responsável pelo início da "movida" no Bairro Alto.


O Raposo foi responsável pela minha entrada no Clube Naval de Lisboa. O irmão António José já andava por lá e aliciou-nos a aparecer.


Assim, eu e o Raposo fizemos parte de mais um grupo, o do Remo, com o Palma e o Nogueira. Fomos vice-campeões nacionais juvenis de yolle e campeões nacionais júniores, na mesma classe (embora eu tenha participado apenas na primeira regata da época, em rotura com a Direção do CNL, mas isso são outras histórias).

Além do timoneiro, no barco havia o Voga, eu, que marcava a cadência da remada; o Palma, que era o primeiro Sota; depois, vinha o Nogueira, segundo voga; e, por fim, lá estava o Raposo, à proa, segundo Sota.


Amigos do Raposo, da Primária e do Remo estiveram a despedir-se dele hoje. Recordando o caçador, criador de cães, amante do tiro aos pratos e de um bom prato. Mas, sobretudo, um companheiro cuja presença era garantia de boa disposição. Um abraço à Ana. Até sempre, caro amigo. Da voga à sota, da popa à proa, estamos contigo.

Os relógios SevenFriday no Relógios & Canetas online


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Meditações - costurando o tempo

Assim é a voz do poeta: um fio de silêncio costurando o tempo.

Mia Couto

terça-feira, 26 de maio de 2026

Os relógios Singer Reimagined no Relógios & Canetas online


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Meditações - futuro, extensão de um passado

Uma pessoa é atropelada sem gravidade. Levanta-se e percebe que partiu o braço. Não tem grandes dores, mas adivinha o que lhe vai acontecer: o gesso no braço, as mangas das camisas novas que terá de rasgar, a fisioterapia feroz, e um Verão a nadar à cão, caso se chegue a isso. Ocorrem-lhe também outros pensamentos: o de que cerca de trinta segundos antes estava tudo em perfeita ordem; e o de que caso não tivesse sido atropelada tudo estaria ainda em perfeita ordem. Percebe que aconteceu qualquer coisa, mas o que aconteceu parece-lhe ao mesmo tempo evitável e irreversível. Se não tivesse sido atropelada, conclui com irritação, tudo teria continuado a acontecer.

Ao voltar do hospital comunicam-lhe que perdeu um programa com valor educativo na televisão, sobre animais. Por felicidade o seu serviço de televisão oferece uma caixinha que lhe promete voltar atrás no tempo. Não obstante a vida recente lhe ter já indicado que poderá não ser o caso, procura o programa educativo nessa caixinha, com esperança e método. Não o consegue porém encontrar: nem há dois dias, nem há um dia. Chegado na caixinha ao princípio do próprio dia, carrega com persistência num botão, e as horas do relógio aproximam-se com velocidade crescente da hora actual. Embalada pelos progressos, imagina durante uma fracção de segundo que o botão lhe permitirá continuar indefinidamente a procurar o programa no futuro.

As duas experiências têm ar de filosofia, mas são tempestades mentais. Tudo neste mundo nos confirma que o passado passou, e que a tecnologia tem limitações. A sensação de que as coisas poderiam ter sido diferentes parece não obstante sugestiva; e também nos atrai a ideia de que o futuro é a extensão de um passado a que, caso certos botões fossem mais eficientes, ou o pacote de televisão que assinamos mais capaz, poderíamos aceder. Talvez o tempo, responderemos da próxima vez que nos perguntarem, corresponda não ao conteúdo das nossas tempestades mentais sobre o passado e o futuro mas àquilo que acaba mais tarde ou mais cedo por nos lembrar que essas tempestades são fantasias.

Pedro Tamen

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Os relógios Swatch no Relógios & Canetas online


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Meditações - não adianta saber do tempo

Sabemos muito bem o que é o tempo, informa o Santo, quando não nos perguntam. O problema é quando nos perguntam. Nessa altura, como quem apanha uma doença, passamos nós a querer perguntar. Mas a quem? Os físicos, se nos acontece não saber matemática, respondem-nos como Moisés no princípio do seu livro; os relojoeiros acham que tudo é uma questão de relógios; os historiadores falam só do que já aconteceu há algum tempo, e inclinam-se a achar que o tempo é aquilo que já aconteceu; e os filósofos, quando não nos despacham para os físicos ou para os historiadores, não têm grande coisa a dizer que se perceba. Talvez não seja frequente fazer-se perguntas sobre o que é o tempo porque se pressinta que normalmente não adianta muito fazê-las.

Miguel Tamen

Os relógios TAG Heuer no Relógios & Canetas online


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Meditações - Horas, horas sem fim

ESPERA

 

Horas, horas sem fim,

pesadas, fundas,

esperarei por ti

até que todas as coisas sejam mudas.

 

Até que uma pedra irrompa

e floresça.

Até que um pássaro me saia da garganta

e no silêncio desapareça.

 

Eugénio de Andrade

Os relógios Trilobe no Relógios & Canetas online


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Meditações - atar o tempo

¡Una golondrina vuela

hacia muy lejos!...

 

Hay floraciones de rocío

sobre mi sueño,

y mi corazón da vueltas

lleno de tedio,

como un tiovivo en que la Muerte

pasea a sus hijuelos.

¡Quisiera en estos árboles

atar al tiempo

con un cable de noche negra,

y pintar luego

con mi sangre las riberas

pálidas de mis recuerdos!

 

¿Cuántos hijos tiene la Muerte?

¡Todos están en mi pecho!

 

¡Una golondrina viene

de muy lejos!

 

Federico Garcia Lorca

Os relógios Tudor no Relógios & Canetas online


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Meditações - relógios complicados

Dá-se com a felicidade o que se dá com os relógios; quanto menos complicados, menos se avariam.

Nicolas Chamfort

Os relógios Ulysse Nardin no Relógios & Canetas online


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Meditações - um relógio atrasado

O público é, relativamente ao génio, um relógio que se atrasa.

Charles Baudelaire

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Há 20 anos - Carlos Dias, fundador da Roger Dubuis, era capa da Exame


(arquivo Fernando Correia de Oliveira)

Em cobertura do Salão de Alta Relojoaria de Genebra (SIHH, hoje Watches and Wonders), assistimos à estreia da Roger Dubuis nesse espaço, no início do século XX. A marca de alta relojoaria tinha sido fundada em 1995 pelo português Carlos Dias, indo buscar o nome a um amigo relojoeiro, Roger Dubuis, que tinha acabado de sair da Patek Philippe. 

A Exame de Junho de 1006, em reportagem com texto de Helena C. Peralta e fotografias de Clara Azevedo, dava capa e 9 páginas a este empresário que, em poucos anos, conseguiu eguer uma manufatura cuja produção estava a 100 por cento certificada pelo prestigiado Poinçon de Genève.

Dois anos depois, no meio de uma crise generalizada no sector, e com a Roger Dubuis quase falida, vendia a marca ao Richemont Group. Regressava a Portugal e investia em hospitais privados e na produção de vinho.

Ainda está por fazer a verdadeira história da Roger Dubuis, que poderá ter começado com o financiamento do Grupo Espírito Santo e a sua ramificação helvética, cuja sede estava na prestigiada Rue du Rôhne genebrina.










Carlos Dias, em Genebra, em Abril de 2005, com um grupo de jornalistas portugueses, no Salão de Alta Relojoaria (arquivo Fernando Correia de Oliveira)