quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Meditações - nenhum milissegundo é igual...

Façamos o que fizermos nunca conseguiremos deter, suspender, interromper, por um segundo que seja, o curso do tempo. É ele que transforma as nossas urgências em detalhes sem importância dezenas de anos mais tarde; é ele que transforma as nossas perdas, os nossos sentimentos devastados pelas separações, pelas perdas, pelos desaparecimentos das mães, dos pais, nos piores casos dos filhos e mesmo dos amigos queridos, em memórias vagas que até podem deixar-nos sentimentos de culpa face ao inexorável esquecimento involuntário que veio ou que virá. É o tempo a funcionar da sua maneira própria. Convém aproveitá-lo bem, porque não haverá sequer outro milissegundo igual ao que acabou de passar. Nem sempre conseguimos fazê-lo, como todos sabemos (se pensarmos nisso).

António Pinho Vargas

1 comentário:


  1. Num segundo tudo muda,
    deixando de ser igual:
    por isso ninguém se iluda
    de nada ser imortal!

    JCN

    ResponderEliminar