segunda-feira, 18 de julho de 2011

Estação Cronográfica no Museu da Patek Philippe

O Calibre 89, o relógio mais complicado do mundo

Por estes dias, Estação Cronográfica estará por Genebra, mais uma vez de visita àquele que considera o melhor espaço museológico pertencente a uma marca. A Patek Philippe está a comemorar 10 anos do seu museu.

O tempo relojoeiro, para a Patek Philippe, divide-se em “antes” e “depois” da fundação da manufactura. No museu que desde 2001 abriu ao público, esta empresa independente, que faz o que muitos consideram os melhores relógios do mundo, estão patentes cerca de 2 mil peças de eleição. E o relógio mais complicado alguma vez feito. Pela Patek, claro…

Quando falamos de Patek Philippe, falamos de uma empresa fundada em 1839 por Antoine Norbert de Patek e Adrien Philippe, e que até hoje continua a respirar a pura tradição relojoeira de Genebra, num espírito discreto e familiar. Totalmente independente de grupos económicos, continua a gozar de total liberdade criativa, desenhando, produzindo e montando sem pressões de mercado (até porque não tem havido quebra na procura) aquilo que os peritos consideram como os melhores relógios do mundo.

Philippe Stern, à altura da inauguração Presidente da empresa (hoje, é o seu filho, Thierry Stern que ocupa o cargo), começou a sua colecção de relógios ainda muito novo. Em Novembro de 2001 abriu as portas da sua extraordinária colecção, inaugurando assim o museu da manufactura.

Para os amantes da relojoaria, mas também para aqueles que apreciam o belo tout court, este museu é incontornável numa visita que se faça à cidade mais cosmopolita da Suíça.

O museu tem um acervo de mais de 2 mil peças de excepcional qualidade, entre relógios, autómatos, retratos miniatura em esmalte e objectos raros relacionados com a fantástica viagem através de cinco séculos de relojoaria europeia.

O princípio básico da colecção é mostrar o que de melhor se fez antes da fundação da Patek, concentrar-se e dar a conhecer apenas as peças da manufactura a partir de 1839, tendo para isso Philippe Stern ou os seus representantes que licitar, nas últimas décadas, todas as peças da manufactura que considerem de interesse e que vão aparecendo nos leilões.

Por isso, e pelo interesse geral que um Patek sempre desperta, são sempre os relógios desta marca que atingem os valores recorde nesses leilões muito disputados. Até por isso, um Patek é um valor muito seguro, em termos de investimento.

Localizado no bairro de Plainpalais, num edifício que foi uma antiga fábrica de relógios, construído em 1920, o Museu Patek tem quatro andares. Além das peças de relojoaria e de um conjunto de cerca de 200 ferramentas muito belas, há uma biblioteca dedicada exclusivamente ao tema relojoeiro, com cerca de 4 mil obras, algumas delas extremamente raras.

O visitante pode ainda observar ao vivo o trabalho de mestres relojoeiros especializados em restauro.

Entre os relógios em exposição – alguns exemplares pertencentes às rainhas D. Maria Pia e D. Maria II serão um interesse suplementar para os portugueses – destaque para o célebre Calibre 89, o relógio mais complicado do mundo.

Este relógio de bolso, apresentado pela Patek em 1989, para marcar o seu 150º aniversário, levou nove anos a fazer e concentra na sua caixa de ouro um recorde de 33 complicações.

Com 1.728 peças, o movimento está montado em quatro níveis distintos e tem um turbilhão, dois mostradores principais, 24 ponteiros principais, 12 mostradores secundários. É feito por encomenda e, num leilão realizado em Abril de 1989 na casa Antoquorum, em Genebra, um exemplar foi arrematado por 3,2 milhões de dólares americanos. Em Novembro de 2009, um Calibre 89 em ouro atingia na mesma leiloeira, a soma de 5, 042 milhões de dólares americanos, tornando-se no relógio mais caro de sempre vendido em leilão.

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