
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Meditações - "mãos" da cidade
Relógio da Cidade (das Chagas), em diálogo com o Relógio do Campo (de Belas): Tristes de nós (os da cidade), que logo nos conhecemos pelas mãos, como damas.
D. Francisco Manuel de Melo (1608 - 1666), in Relógios Falantes.
(As "mãos" são os ponteiros. Ainda hoje, em inglês, os ponteiros são “hands”)
D. Francisco Manuel de Melo (1608 - 1666), in Relógios Falantes.
(As "mãos" são os ponteiros. Ainda hoje, em inglês, os ponteiros são “hands”)
domingo, 26 de julho de 2009
Chegado ao mercado
Meditações - omnipresença do Tempo
Com o tempo o prado seco reverdece,
Com o tempo cai a folha ao bosque umbroso,
Com o tempo pára o rio caudaloso,
Com o tempo o campo pobre se enriquece,
Com o tempo um louro morre, outro floresce,
Com o tempo um é sereno, outro invernoso,
Com o tempo foge o mal duro e penoso,
Com o tempo torna o bem já quando esquece,
Com o tempo faz mudança a sorte avara,
Com o tempo se aniquila um grande Estado,
Com o tempo torna a ser mais eminente.
Com o tempo tudo anda, e tudo pára,
Mas só aquele tempo que é passado
Com o tempo se não faz tempo presente.
atribuído geralmente a Luís de Camões mas, segundo os especialistas, provavelmente de Baltasar Estaço
Com o tempo cai a folha ao bosque umbroso,
Com o tempo pára o rio caudaloso,
Com o tempo o campo pobre se enriquece,
Com o tempo um louro morre, outro floresce,
Com o tempo um é sereno, outro invernoso,
Com o tempo foge o mal duro e penoso,
Com o tempo torna o bem já quando esquece,
Com o tempo faz mudança a sorte avara,
Com o tempo se aniquila um grande Estado,
Com o tempo torna a ser mais eminente.
Com o tempo tudo anda, e tudo pára,
Mas só aquele tempo que é passado
Com o tempo se não faz tempo presente.
atribuído geralmente a Luís de Camões mas, segundo os especialistas, provavelmente de Baltasar Estaço
sábado, 25 de julho de 2009
Salon Les Montres 2009
Salon les Montres. A 12, 13 e 14 de Novembro, no nº 4 da place Saint-Germain des Prés, em Paris. Entrada livre. Com a presença de 13 manufacturas relojoeiras.Horário:
quinta-feira, 12: 11H00 – 18H00
sexta-feira 13: 11H00 – 21H00
sábado 14: 11H00 – 19H00
Petição a favor da Joalharia Contemporânea Portuguesa
A "guerra" já é antiga, e mete o enquadramento de contrastaria português, autêntico monumento medieval que tem provocado sérios entraves ao desenvolvimento de uma escola nacional de criadores em ourivesaria e joalharia.
Isto, porque peças de design contemporâneo, joalharia de autor, de gente saída de cursos homologados pelo Ministério da Educação, não podem ser vendidas em estabelecimentos comerciais classificados como "ourivesarias" ou "joalharias". Falta-lhes o contraste, que apenas é emitido pela Casa da Moeda, em regime muito restricto.
Contra este estrangulamento na criatividade e no negócio das actuais e futuras gerações de criadores de jóias, está a decorrer on line a seguinte petição:
Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República
PETIÇÃO PARA QUE SEJA REVISTO O REGULAMENTO DAS CONTRASTARIAS PORTUGUESAS:
- CONTEMPLANDO ARTISTAS E DESIGNERS COM FORMAÇÃO ESCOLAR ESPECIALIZADA
- DEFININDO SECTORES DE COMÉRCIO AUTORIZADO PARA VENDA DAS JÓIAS QUE CONCEBEM
O termo “Joalharia” define, na língua Portuguesa, o conjunto de objectos executados em metais preciosos tais como o Ouro, a Prata e a Platina. Estes objectos, considerados preciosos, são, muitas vezes ornamentados com pedras preciosas ou semi-preciosas.
No entanto, o termo “Joalharia” é também, desde a década de 60, sinónimo mundialmente utilizado para um tipo de produção técnica e artística específico, realizada por indivíduos formados em vários tipos de programas de Arte, onde a Joalharia toma um carácter de Arte Plástica e não somente de técnica produtiva e comercial.
A esse campo se deu o nome de “Joalharia de Autor” ou “Joalharia Contemporânea” que nasce quando o contexto formativo e os critérios que presidem à aprendizagem prática e teórica distinguem os criadores de Joalharia formados num contexto Artístico dos joalheiros/artesãos praticando um Ofício.
Dito de forma clara, o segundo tipo de formação pretende sobretudo treinar para o aperfeiçoamento de procedimentos técnicos tradicionais e na maior parte das vezes industriais, enquanto que o primeiro se vira claramente para a experimentação, para o questionamento da tradição, para a inovação estética, e, sobretudo, para a expressão conceptual. O resultado desta expressão toma a forma de adornos para o corpo - trata-se de “jóias”, mas de um tipo de jóias que o termo “Joalharia” não contempla na percepção comum.
Em Portugal existe uma significativa, relevante e heróica história da Joalharia de Autor e o número e qualidade dos criadores contemporâneos é cada vez mais respeitável e mais respeitado. É também cada vez mais internacionalmente reconhecido, o que se prova pelo número de presenças nacionais em colóquios, encontros, programas de intercâmbio escolar e eventos de divulgação e comercialização no âmbito da disciplina.
Que exista na lei uma identificação entre Joalharia Contemporânea e a utilização de metais nobres, é resultado de um atraso de informação e de lacunas na legislação, produzindo tristes consequências no que toca à circulação dos produtos de Joalharia de Autor.
Prejudicando o desenvolvimento desta área criativa, está-se a diminuir uma das mais vitais expressões de actualidade e competência Artística nacional.
1. Considerando que várias Escolas e Universidades Portuguesas têm vindo a habilitar, há mais de 30 anos, jovens com perfis diferentes daqueles que o mundo empresarial conhecia, os quais aprendiam e se formavam em oficinas de joalharia,
2. Considerando que estes são os joalheiros contemporâneos, os artistas, os designers de joalharia, em resumo, os CRIATIVOS que recorrem a técnicas tradicionais, assim como a materiais e tecnologias contemporâneas, nomeadamente digitais, e que estão aptos para trabalhar em diferentes sectores do mercado de trabalho, conforme a formação que cada escola oferece,
3. Considerando que os Planos Curriculares destes cursos estão homologados pelo Ministério da Educação, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e/ou pelo Ministério do Trabalho, conforme os respectivos casos, e que funcionam também, neste Pais, há muitos anos, Escolas que, como entidades independentes, se esforçam por formar autores com competências técnicas e artísticas e que têm, igualmente, vindo a ser reconhecidas nacional e internacionalmente,
4. Considerando que os Planos Curriculares e, consequentemente, os Programas, contêm a designação “Joalharia”, inscrita na plataforma da arte ou do design contemporâneos, e que nas Escolas e Universidades Portuguesas se ensina a ética relativa ao Regulamento das Contratarias, bem como os toques (permilagem de metal precioso contida numa liga),
5. Considerando que, à luz da Lei, há uma lacuna legal, visto que os habilitados pelos vários cursos deste sector, superiormente homologados, não podem exercer a profissão de “Joalheiro”, por não terem acesso a licença de marca das Contrastarias, senão com aprovação da INCM (Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S. A) sociedade anónima de capitais públicos, tutelada pela Presidência do Conselho de Ministros de acordo com o Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado, Relatório Sectorial Final, Janeiro de 2006,
6. Considerando que noutros países da UE a licença profissional, associada à homologação dos Planos Curriculares, é obtida quando terminado o respectivo curso, podendo, então, os finalistas marcar legalmente as peças para as comercializar,
7. Considerando que, o actual Regulamento das Contrastarias também não define sectores de comércio especializado e autorizado para venda de peças contemporâneas,
8. Considerando que, segundo os artigos 14º e 15º do Capítulo IV do Regulamento das Contrastarias, cuja fiscalização actualmente cabe à ASAE fazer cumprir, os artefactos de joalharia contemporânea não se podem vender em Ourivesarias, nem em lojas de Museus, nem é possível a existência devidamente legalizada de Galerias de Arte e Design de Joalharia, tal como noutros países da UE,
9. Considerando que os alunos habilitados em Escolas e Universidades são os CRIATIVOS que vão continuar a garantir o futuro e a internacionalização dos sectores da Joalharia Portuguesa, perguntamo-nos: como se vão implantar no mercado de trabalho Português?
10. Nós, abaixo-assinados, pedimos que à Assembleia da República dentro da sua competência legislativa:
a. Considere a lacuna legal, lembrada no ponto 5 desta petição, no sentido de adaptar o actual Regulamento das Contrastarias a um enquadramento contemporâneo, equivalente ao de outros países da UE.
b. Considere que pode haver um campo para a Joalharia Tradicional e um outro para a Joalharia Contemporânea, desde que esta última cumpra as normas da Convenção de Viena, a que Portugal aderiu.
c. Considere que deverão existir sectores de comercialização autorizados para venda de produtos de Joalharia Contemporânea, concebida por artistas e designers nacionais e internacionais, nomeadamente Galerias de Arte e Lojas de Museus.
Os Coordenadores da Petição Colectiva:
PIN Associação de Joalharia Contemporânea Portuguesa
Ar.Co Arte e Comunicação, Lisboa (entidade privada)
ESAD Escola Superior de Artes e Design, Matosinhos (Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior)
Escola Especializada de Ensino Artístico António Arroio, Lisboa (Ministério da Educação)
Escola Especializada de Ensino Artístico Soares dos Reis, Porto (Ministério da Educação)
Escola de Joalharia Contacto Directo, Lisboa e Porto (Cursos Acreditados pelo Ministério do Trabalho)
Escola de Joalharia Engenho & Arte, Porto (entidade privada)
a petição pode ser assinada em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N269
Isto, porque peças de design contemporâneo, joalharia de autor, de gente saída de cursos homologados pelo Ministério da Educação, não podem ser vendidas em estabelecimentos comerciais classificados como "ourivesarias" ou "joalharias". Falta-lhes o contraste, que apenas é emitido pela Casa da Moeda, em regime muito restricto.
Contra este estrangulamento na criatividade e no negócio das actuais e futuras gerações de criadores de jóias, está a decorrer on line a seguinte petição:
Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República
PETIÇÃO PARA QUE SEJA REVISTO O REGULAMENTO DAS CONTRASTARIAS PORTUGUESAS:
- CONTEMPLANDO ARTISTAS E DESIGNERS COM FORMAÇÃO ESCOLAR ESPECIALIZADA
- DEFININDO SECTORES DE COMÉRCIO AUTORIZADO PARA VENDA DAS JÓIAS QUE CONCEBEM
O termo “Joalharia” define, na língua Portuguesa, o conjunto de objectos executados em metais preciosos tais como o Ouro, a Prata e a Platina. Estes objectos, considerados preciosos, são, muitas vezes ornamentados com pedras preciosas ou semi-preciosas.
No entanto, o termo “Joalharia” é também, desde a década de 60, sinónimo mundialmente utilizado para um tipo de produção técnica e artística específico, realizada por indivíduos formados em vários tipos de programas de Arte, onde a Joalharia toma um carácter de Arte Plástica e não somente de técnica produtiva e comercial.
A esse campo se deu o nome de “Joalharia de Autor” ou “Joalharia Contemporânea” que nasce quando o contexto formativo e os critérios que presidem à aprendizagem prática e teórica distinguem os criadores de Joalharia formados num contexto Artístico dos joalheiros/artesãos praticando um Ofício.
Dito de forma clara, o segundo tipo de formação pretende sobretudo treinar para o aperfeiçoamento de procedimentos técnicos tradicionais e na maior parte das vezes industriais, enquanto que o primeiro se vira claramente para a experimentação, para o questionamento da tradição, para a inovação estética, e, sobretudo, para a expressão conceptual. O resultado desta expressão toma a forma de adornos para o corpo - trata-se de “jóias”, mas de um tipo de jóias que o termo “Joalharia” não contempla na percepção comum.
Em Portugal existe uma significativa, relevante e heróica história da Joalharia de Autor e o número e qualidade dos criadores contemporâneos é cada vez mais respeitável e mais respeitado. É também cada vez mais internacionalmente reconhecido, o que se prova pelo número de presenças nacionais em colóquios, encontros, programas de intercâmbio escolar e eventos de divulgação e comercialização no âmbito da disciplina.
Que exista na lei uma identificação entre Joalharia Contemporânea e a utilização de metais nobres, é resultado de um atraso de informação e de lacunas na legislação, produzindo tristes consequências no que toca à circulação dos produtos de Joalharia de Autor.
Prejudicando o desenvolvimento desta área criativa, está-se a diminuir uma das mais vitais expressões de actualidade e competência Artística nacional.
1. Considerando que várias Escolas e Universidades Portuguesas têm vindo a habilitar, há mais de 30 anos, jovens com perfis diferentes daqueles que o mundo empresarial conhecia, os quais aprendiam e se formavam em oficinas de joalharia,
2. Considerando que estes são os joalheiros contemporâneos, os artistas, os designers de joalharia, em resumo, os CRIATIVOS que recorrem a técnicas tradicionais, assim como a materiais e tecnologias contemporâneas, nomeadamente digitais, e que estão aptos para trabalhar em diferentes sectores do mercado de trabalho, conforme a formação que cada escola oferece,
3. Considerando que os Planos Curriculares destes cursos estão homologados pelo Ministério da Educação, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e/ou pelo Ministério do Trabalho, conforme os respectivos casos, e que funcionam também, neste Pais, há muitos anos, Escolas que, como entidades independentes, se esforçam por formar autores com competências técnicas e artísticas e que têm, igualmente, vindo a ser reconhecidas nacional e internacionalmente,
4. Considerando que os Planos Curriculares e, consequentemente, os Programas, contêm a designação “Joalharia”, inscrita na plataforma da arte ou do design contemporâneos, e que nas Escolas e Universidades Portuguesas se ensina a ética relativa ao Regulamento das Contratarias, bem como os toques (permilagem de metal precioso contida numa liga),
5. Considerando que, à luz da Lei, há uma lacuna legal, visto que os habilitados pelos vários cursos deste sector, superiormente homologados, não podem exercer a profissão de “Joalheiro”, por não terem acesso a licença de marca das Contrastarias, senão com aprovação da INCM (Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S. A) sociedade anónima de capitais públicos, tutelada pela Presidência do Conselho de Ministros de acordo com o Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado, Relatório Sectorial Final, Janeiro de 2006,
6. Considerando que noutros países da UE a licença profissional, associada à homologação dos Planos Curriculares, é obtida quando terminado o respectivo curso, podendo, então, os finalistas marcar legalmente as peças para as comercializar,
7. Considerando que, o actual Regulamento das Contrastarias também não define sectores de comércio especializado e autorizado para venda de peças contemporâneas,
8. Considerando que, segundo os artigos 14º e 15º do Capítulo IV do Regulamento das Contrastarias, cuja fiscalização actualmente cabe à ASAE fazer cumprir, os artefactos de joalharia contemporânea não se podem vender em Ourivesarias, nem em lojas de Museus, nem é possível a existência devidamente legalizada de Galerias de Arte e Design de Joalharia, tal como noutros países da UE,
9. Considerando que os alunos habilitados em Escolas e Universidades são os CRIATIVOS que vão continuar a garantir o futuro e a internacionalização dos sectores da Joalharia Portuguesa, perguntamo-nos: como se vão implantar no mercado de trabalho Português?
10. Nós, abaixo-assinados, pedimos que à Assembleia da República dentro da sua competência legislativa:
a. Considere a lacuna legal, lembrada no ponto 5 desta petição, no sentido de adaptar o actual Regulamento das Contrastarias a um enquadramento contemporâneo, equivalente ao de outros países da UE.
b. Considere que pode haver um campo para a Joalharia Tradicional e um outro para a Joalharia Contemporânea, desde que esta última cumpra as normas da Convenção de Viena, a que Portugal aderiu.
c. Considere que deverão existir sectores de comercialização autorizados para venda de produtos de Joalharia Contemporânea, concebida por artistas e designers nacionais e internacionais, nomeadamente Galerias de Arte e Lojas de Museus.
Os Coordenadores da Petição Colectiva:
PIN Associação de Joalharia Contemporânea Portuguesa
Ar.Co Arte e Comunicação, Lisboa (entidade privada)
ESAD Escola Superior de Artes e Design, Matosinhos (Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior)
Escola Especializada de Ensino Artístico António Arroio, Lisboa (Ministério da Educação)
Escola Especializada de Ensino Artístico Soares dos Reis, Porto (Ministério da Educação)
Escola de Joalharia Contacto Directo, Lisboa e Porto (Cursos Acreditados pelo Ministério do Trabalho)
Escola de Joalharia Engenho & Arte, Porto (entidade privada)
a petição pode ser assinada em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N269
Meditações - o relógio na barriga
Nunca ciertas horas dan
relojes de las ciudades.
Y es perdido em su poder
las ruedas y la campana,
Pêro á mi parecer,
buen relox es del comer
quando lo templa la gana.
Gil Vicente, Amadis de Gaula
relojes de las ciudades.
Y es perdido em su poder
las ruedas y la campana,
Pêro á mi parecer,
buen relox es del comer
quando lo templa la gana.
Gil Vicente, Amadis de Gaula
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Esculturas relógios de sol em exposição em Torres Novas
Até 28 de Agosto, no Hall da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, exposição Esculturas do Tempo.São trabalhos do escultor local Carlos Flor Dias - relógios de sol verticais e equatoriais.
Horário:
2ª feira - 14:00 às 19:30
3ª a 6ª feira - 10:00 às 19:30
sábados - encerrada durante o mês de Agosto
Domingos e feriados - encerrada
contribuição de "marteodora"
Memorabilia
Breves relojoeiras
Quanto ao escape co-axial, Urquhart revela que produz anualmente cerca de 350 mil calibres com esse tipo de inovação patenteada Omega. Dentro de três anos, todos os relógios mecânicos da marca estarão equipados com escape co-axial.
Relançada há poucos anos pelo grupo italiano Binda, a marca Wyler parece ir desaparecer do mercado, devido à crise. Todos os trabalhadores, à excepção do director financeiro e do novo CEO, Ryan St. George, acabam de ser despedidos.
Segundo informações da agência financeira Agefi, as notícias que já tinham sido publicadas no Business Montres e no Bilan são verdadeiras: a Wyler deverá acabar ou interromper a produção. O CEO da marca tinha chegado logo a seguir ao Baselworld 2009, na Primavera, mas não terá conseguido a recuperação.
O grupo Binda é italiano, pertence aos irmãos Simone e Marcello Binda. Distribui e fabrica relógios e artigos de moda. Trabalha sob licença, nomeadamente, para as marcas Dolce & Gabbana ou Ducati.
O grupo de luxo Hermès é o único a dar, desde o início de Fevereiro, previsões da evolução do seu volume de negócios para 2009. Deverá atingir os objectivos a que se propôs e atravessar o ano com vendas estabilizadas em relação a 2008. O primeiro semestre fechou mesmo com um aumento de 7,6 por cento, graças ao câmbio favorável em relação ao dólar americano e ao iéne. Mas as vendas tiveram uma quebra ligeira, de 0,4 por cento.
A marroquinaria, que representa o grosso do negócio, teve um comportamento particularmente bom. Nas 290 boutiques Hermès espalhadas pelo mundo, as vendas progrediram 9 por cento. Mas as vendas ao restante retalho diminuiram 22 por cento. "Se os stocks acumulados em perfumaria quase terminaram, já a situação na relojoaria poderá demorar um ano a resolver", admitiu a Hermès.
"A situação é catastrófica", diz Bernard Lambert, economista no Banque Pictet & Cie. Este é o seu diagnóstico sobre o estado do comércio externo helvético em termos de primeiro semestre. As importações e exportações suíças cairam simultaneamente 16 por cento em valor real. Na relojoaria, as exportações recuaram ainda mais do que a média, 26,4 por cento. Um analista do Banque Syz & Co SA pensa que a Suíça terá uma taxa de desemprego superior a 5 por cento no próximo ano, estando actualmente nos 3,6 por cento. "Acima dos 4 por cento, para um país habituado há décadas ao quase pleno emprego, isso será uma tragédia, com fortes repercussões sociais", dizia-nos há cerca de um mês um alto quadro brasileiro a trabalhar há muito num grande grupo relojoeiro suíço.
Com crise, ou sem ela, o mundo continua. E é preciso preparar o futuro. A Haute Ecole de Gestion (HEG) de Genebra lança a partir de Outubro um Master of Advances Studies (MAS) em management do luxo. Uma especialização que permitirá aos futuros managers beneficiarem de uma visão global do luxo. Trata-se de um segundo passo neste sector, depois de há cinco anos a Universidade de Genebra ter criado um Diploma of Advanced Studies (DAS) em "Créations de luxe et métiers de l’art", em partenariado com a Hermès e a Vacheron Constantin.
Tempo de jóias - GOMS com novas peças
Em primeira mão - Urwerk apresenta Tempo Linear
O tempo é geralmente - quase sempre - representado por uma figuração circular: um mostrador com dois ou três ponteiros, andando à volta de um ou mais eixos, percorrendo um círculo perpétuo.
No entanto, esta representação de Tempo vai contra a noção mais elementar que podemos ter desta realidade imaterial - aquilo que desenhamos numa folha de papel, como uma linha que vem do Passado, passa pelo Presente e se projecta no Futuro.
Para um relojoeiro, é no entanto muito mais fácil criar um movimento circular do que um linear e que, chegando a determinado ponto, tem que retornar a zeros. Aliás, isso é tecnicamente tão difícil que, até agora, ninguém tinha conseguido apresentar um relógio de pulso de série com a indicação linear e retrógrada do Tempo.
Pois a criatividade e engenho do artista e designer Martin Frei e do mestre relojoeiro Felix Baumgartner, as duas personagens por detrás da Urwerk, acabam de apresentar o modelo UR-CC1, nome de código "King Cobra". Ele inspira-se no protótipo que o relojoeiro genebrino Louis Cottier (1894-1966) patentou há exactamente 50 anos, com o nome de código Cobra e que, depois de ter sido feito um protótipo para a Patek Philippe, nunca chegou a ser produzido em série.
No entanto, esta representação de Tempo vai contra a noção mais elementar que podemos ter desta realidade imaterial - aquilo que desenhamos numa folha de papel, como uma linha que vem do Passado, passa pelo Presente e se projecta no Futuro.
Para um relojoeiro, é no entanto muito mais fácil criar um movimento circular do que um linear e que, chegando a determinado ponto, tem que retornar a zeros. Aliás, isso é tecnicamente tão difícil que, até agora, ninguém tinha conseguido apresentar um relógio de pulso de série com a indicação linear e retrógrada do Tempo.
Pois a criatividade e engenho do artista e designer Martin Frei e do mestre relojoeiro Felix Baumgartner, as duas personagens por detrás da Urwerk, acabam de apresentar o modelo UR-CC1, nome de código "King Cobra". Ele inspira-se no protótipo que o relojoeiro genebrino Louis Cottier (1894-1966) patentou há exactamente 50 anos, com o nome de código Cobra e que, depois de ter sido feito um protótipo para a Patek Philippe, nunca chegou a ser produzido em série.

O movimento retrógrado do cilindro dos minutos obriga o cilindro das horas a avançar (saltar) uma hora completa.
A came tripla faz uma rotação completa em cada três horas, para que cada uma das suas três faces demore 60 minutos, e 180 pontos de referência foram calculados em cada uma das três cames, para assegurar a precisão e o isocronismo na rotação do cilindro dos minutos.
O UR-CC1 está disponível em caixa (42,6 x 53 x 18 mm) de ouro branco com titânio (limitado a 25 peças), ou ouro negro com titânio (limitado a 25 peças). Vem equipado com um calibre automático, regulado por turbina de ar (invenção patenteada pela Urwerk). Apresenta Horas e Minutos Lineares, sendo as primeiras Saltantes e os segundos Retrógrados.
Métiers d'Art ou o Bestiário em Alta Relojoaria
Os chamados Métiers d'Art, desde a gravação à esmaltagem, passando pela cravação, o polimento e outras artes decorativas, sempre foram, historicamente, um aliado poderoso da Alta Relojoaria, em que cada peça, além de medir o tempo, constitui em si um objecto de arte e uma jóia.A newsletter nº 27 da Fundação de Alta Relojoaria, acabada de sair, é exactamente dedicada a esse capítulo, mas mais especificamente ao imaginário que rodeia a representação de animais.
Neste bestiário muito especial, fala-se de casas com tradição nesse âmbito como Cartier (a célebre pantera, por exemplo, mas outros bichos), Vacheron Constantin (que arranjou inspiração nos desenhos do naturalista Audubon), Boucheron (com os seu camalões), etc.
A newsletter está disponível em http://www.hautehorlogerie.org/spip.php?page=newsletter-culture-fr-html&id_edition=362.
Chegado ao mercado
Meditações - mentiras no Paço
Por volta de 1552 conversava o Rei [D. João III] nos seus Paços da Ribeira com alguns cortesãos quando no relógio da torre da Capela deram onze horas.
— Onze horas! Já! Não pode ser! — Exclama o monarca — acrescentando logo em seguida — Que grande mentiroso saiu o nosso relógio! — Responde D. Pedro de Almeida, Alcaide-mor de Torres Novas: — Quer V. Alteza que ele fale verdade meu Senhor? Pois mande-o afastar do Paço.
Júlio Castilho, Ribeira de Lisboa
— Onze horas! Já! Não pode ser! — Exclama o monarca — acrescentando logo em seguida — Que grande mentiroso saiu o nosso relógio! — Responde D. Pedro de Almeida, Alcaide-mor de Torres Novas: — Quer V. Alteza que ele fale verdade meu Senhor? Pois mande-o afastar do Paço.
Júlio Castilho, Ribeira de Lisboa
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Omega patrocina exposição em Berlim
Eram exactamente 02:25:20 GMT quando, a 21 de Julho de 1969, Neil Armstrong se tornou no primeiro ser humano a colocar os pés na Lua. Pormenor: tinha deixado o seu relógio de pulso esquecido, no módulo lunar.
Assim, o Omega Speedmaster que equipava os três astronautas americanos da Missão Appolo 11 só "prova" ambiente lunar minutos depois, quando Buzz Aldrin saiu por sua vez da cápsula que os tinha transportado desde a Terra, e depois desde o módulo de comando, até à Lua. No módulo de comando, Michael Collins aguardava o regresso dos dois companheiros, que se passeavam pela poeira lunar.
O Omega Speedmaster, modelo escolhido pela NASA para todos os seus programas espaciais, foi até hoje o primeiro e único relógio que esteve na Lua. Para comemorar o feito, a Omega organizou uma exposição num dos maiores centros comerciais de Berlim, o KaDeWe, patente até 24 de Agosto.
Na exposição estará o primeiro Omega de pulso a ser usado no espaço, pelo astronauta Walter Schirra, durante a missão Mercury Sigma 7. Estarão também patentes os relógios originais dos astronautas Donn F. Eisele (Apollo 7) e Thomas Stafford (Gemini 9 e Apollo 10). Também se pode ver o relógio Omega extra-plano que pertenceu ao Presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy. Foi Kennedy quem impulsionou o objectivo da ida do Homem à Lua.
O historiador norte-americano Arthur Schlesinger, falando da importância da missão Apollo 11, disse: "O século XX será recordado, quando tudo já estiver esquecido, como o século em que o Homem se libertou das suas limitações terrestres". Como faz questão de frisar o Presidente da Omega, Stephan Urquhart, "fê-lo usando um Speedmaster".

Buzz Aldrin
Assim, o Omega Speedmaster que equipava os três astronautas americanos da Missão Appolo 11 só "prova" ambiente lunar minutos depois, quando Buzz Aldrin saiu por sua vez da cápsula que os tinha transportado desde a Terra, e depois desde o módulo de comando, até à Lua. No módulo de comando, Michael Collins aguardava o regresso dos dois companheiros, que se passeavam pela poeira lunar.
O Omega Speedmaster, modelo escolhido pela NASA para todos os seus programas espaciais, foi até hoje o primeiro e único relógio que esteve na Lua. Para comemorar o feito, a Omega organizou uma exposição num dos maiores centros comerciais de Berlim, o KaDeWe, patente até 24 de Agosto.
Na exposição estará o primeiro Omega de pulso a ser usado no espaço, pelo astronauta Walter Schirra, durante a missão Mercury Sigma 7. Estarão também patentes os relógios originais dos astronautas Donn F. Eisele (Apollo 7) e Thomas Stafford (Gemini 9 e Apollo 10). Também se pode ver o relógio Omega extra-plano que pertenceu ao Presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy. Foi Kennedy quem impulsionou o objectivo da ida do Homem à Lua.
O historiador norte-americano Arthur Schlesinger, falando da importância da missão Apollo 11, disse: "O século XX será recordado, quando tudo já estiver esquecido, como o século em que o Homem se libertou das suas limitações terrestres". Como faz questão de frisar o Presidente da Omega, Stephan Urquhart, "fê-lo usando um Speedmaster".

Buzz AldrinChegado(s) ao mercado
Meditações - as horas do imperador
A técnica nasceu no Ocidente,
Mas, aprendendo, podemos conseguir o artifício:
As rodas movem-se e o tempo escoa-se,
Os ponteiros mostram os minutos à medida que eles passam.
Guarda-nocturno de barrete vermelho, não precisas de anunciar a aurora.
O meu relógio de ouro já me avisou que horas são.
À primeira luz do dia, estou a trabalhar arduamente,
E continuo a interrogar-me, 'Porque é que os pareceres ainda não chegaram?'
Kangxi, imperador chinês (1654 – 1722)
Mas, aprendendo, podemos conseguir o artifício:
As rodas movem-se e o tempo escoa-se,
Os ponteiros mostram os minutos à medida que eles passam.
Guarda-nocturno de barrete vermelho, não precisas de anunciar a aurora.
O meu relógio de ouro já me avisou que horas são.
À primeira luz do dia, estou a trabalhar arduamente,
E continuo a interrogar-me, 'Porque é que os pareceres ainda não chegaram?'
Kangxi, imperador chinês (1654 – 1722)
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Audemars Piguet deixa Alinghi
Publicidade Audemars Piguet e box do Alinghi em Valência, em 2007.Para além da Audemars Piguet, também a Nespresso, propriedade da Nestlé, deixa de apoiar o projecto Alinghi, numa altura em que um novo catamaran do sindicato helvético, o Alinghi 5, estava já a fazer testes no lago Léman.
Anteriormente, a União de Bancos Suíços já tinha "abandonado o barco", tornando-se assim muito difícil a situação do Alinghi, um projecto que era até agora um orgulho nacional, num país sem costa.
A Audemars Piguet, um dos grandes nomes da Alta Relojoaria independente, tinha começado a apoiar o Alinghi em 2002. Um ano mais tarde, o sindicato suíço conseguiu vencer o team da Nova Zelândia e, assim, trazer pela primeira vez para a Europa a America's Cup. Em 2007, em Valência, o Alinghi voltou a ser vencedor.
Com essas vitórias, a Audemars Piguet conseguiu ganhos substanciais a nível de marketing, fazendo sucessivas edições especiais Alinghi, especialmente do seu modelo Royal Oak.
A 33ª edição da America's Cup deverá ocorrer em Fevereiro próximo. A crise, mas sobretudo as indefinições quanto às condições da prova - com litígios legais sucessivos entre o Alinghi e o Oracle BMW, terão provocado o afastamento de patrocinadores.
Ainda há cerca de um mês, numa passagem por Lisboa, Stefano Macaluso, Vice-Presidente da Girard-Perregaux, apoiante até agora da equipa Oracle BMW nos dizia que a GP ainda não tinha decidido se continuaria o patrocínio, tal a confusão existente (nem sequer se sabe ainda onde decorrerá a próxima America's Cup, a prova desportiva mais antiga do mundo, com o mistério a ser desvendado apenas a 8 de Agosto).
Chegado ao mercado
Efeméride - Há 40 anos, pub. Omega
Há exactamente 40 anos, o Diário Popular incluia um anúncio de página inteira, evocando o feito de há dois dias: o homem tinha pisado solo lunar pela primeira vez, e no pulso os astronautas norte-americanos traziam Omega Speedmaster. O relógio escolhido pela NASA após duros testes já tinha estado no primeiro passeio no espaço. Contribuição de Luís Pinheiro de Almeida.
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Ementa, Veneza, 29.06.09


























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